{"id":19726,"date":"2019-06-27T10:44:04","date_gmt":"2019-06-27T13:44:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19726"},"modified":"2019-07-01T13:47:00","modified_gmt":"2019-07-01T16:47:00","slug":"zelia-duncan-comenta-tudo-e-uma-faixa-a-faixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/06\/27\/zelia-duncan-comenta-tudo-e-uma-faixa-a-faixa\/","title":{"rendered":"Z\u00e9lia Duncan comenta Tudo \u00e9 Uma faixa a faixa"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_19728\" style=\"width: 693px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19728\" class=\"wp-image-19728 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia2@roberto.setton-740x1110.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia2@roberto.setton-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia2@roberto.setton-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia2@roberto.setton-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia2@roberto.setton-120x180.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/06\/Zelia2@roberto.setton.jpg 1890w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><p id=\"caption-attachment-19728\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Roberto Setton\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 29 anos, <strong>Z\u00e9lia Duncan<\/strong> iniciou uma carreira pautada no bom gosto, sem tirar o olho do popular. Seu primeiro disco, <strong>Outra Luz<\/strong> (1990), n\u00e3o tinha um rosto e buscava uma personalidade, quando ela ainda assinava como Z\u00e9lia Cristina &#8211; apesar de que \u00e9 desse disco a bela e desconhecida <em>Meus Olhos<\/em> (Cal Venturi\/ Silvia Patr\u00edcia).<\/p>\n<p>Quatro anos depois, j\u00e1 assinando como Duncan, ela estourou nacionalmente com <em>Catedral<\/em>, <em>Nos Len\u00e7\u00f3is desse reggae<\/em> e <em>N\u00e3o V\u00e1 Ainda<\/em> no belo disco que trazia apenas seu nome na capa. Se no disco anterior ele co-assinava apenas uma m\u00fasica, agora Christiaan Oyens dividia a maior parte do repert\u00f3rio.<!--more--><\/p>\n<p>A parceria e a amizade deram certo e o m\u00fasico, produtor, compositor e cantor mezzo uruguaio, mezzo brasileiro tornou-se sin\u00f4nimo de <strong>Z\u00e9lia Duncan<\/strong>.\u00a0Embora insepar\u00e1veis em diferentes n\u00edveis, as carreiras os levaram a projetos separados por quase 10 anos. Nesse tempo, ela gravou Itamar Assump\u00e7\u00e3o, se embrenhou no samba, homenageou Milton Nascimento num \u00e1lbum dividido com o maestro Jaques Morelembaum, entre outras aventuras musicais.<\/p>\n<p><strong>Tudo \u00e9 Um <\/strong>(leia mais <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/06\/26\/zelia-duncan-retoma-o-folk-em-tudo-e-um\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>), 13\u00b0 \u00e1lbum de est\u00fadio de <strong>Z\u00e9lia<\/strong>, marca o retorno da parceria e \u00e0quela est\u00e9tica folk\/ pop\/ delicada\/ sens\u00edvel do in\u00edcio da carreira desta niteroiense. Por telefone, ela conversou com DISCOGRAFIA sobre esse novo disco e, a seguir, ela comenta as faixas do novo disco. Acompanhem:<\/p>\n<p><strong>1. Can\u00e7\u00e3o de Amigo (Christiaan Oyens\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cEu tenho dito que esse disco \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o da minha amizade com Christiaan. Ele fez muita coisa depois que ficou mais conhecido com as nossas coisas e ele ficou muito conhecido como multi-instrumentista, como de fato ele \u00e9. \u00c9 um disco muito emocional e essa \u00e9 uma m\u00fasica que me emocionei muito pra gravar. Tem um perd\u00e3o que com a idade a gente d\u00e1 pra gente mesmo. De n\u00e3o ser perfeito, mas ser quem se \u00e9. N\u00f3s dois temos 54 anos. \u00c9 um tempo de dizer que foi bom o que conquistou. E o que n\u00e3o conquistou tudo bem, n\u00e3o tem problema\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> boa trilha para uma reuni\u00e3o de amigos. Fala em mem\u00f3rias, m\u00fasica, abra\u00e7os apertados, defeitos perdoados e apelidos esquisitos. Z\u00e9lia fez para um grupo de amigas de longa data, mas cabe em qualquer reencontro da turma do col\u00e9gio. Rodrigo Suricato d\u00e1 toques sutis na guitarra e o clima \u00e9 de feliz nostalgia.<\/p>\n<p><strong>2. S\u00f3 Pra Lembrar (Dani Black\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201c\u00c9 uma m\u00fasica que amo muito. Ela entrou numa novela que ainda n\u00e3o estreou, chamada Bom sucesso. Espero que seja isso mesmo. Ela fala de amor e d\u00e1 esse conforto\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> segue o clima da anterior, com muita placidez para falar que sempre tem um ombro amigo pra ajudar a sustentar o tranco. \u201cPode o o\u00e1sis secar, eu buscarei a mais clara das fontes\u201d. Dani Black comparece muito discreto em viol\u00e3o e voz, mas deixa seu recado.<\/p>\n<p><strong>3. Me Faz Uma Surpresa (Zeca Baleiro\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cA gente (Z\u00e9lia e Zeca) fez muitos shows legais. Embora haja plano de gravar juntos, eu pedi pra gravar essa antes. Tem duas parcerias minhas com o Zeca e s\u00e3o duas m\u00fasicas importantes no disco. O Zeca virou um parceiro muito importante\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> com um som mais forte, levada funkeada e sopros no ataque, a parceria traz a verve j\u00e1 conhecida de Baleiro, que remete ao estilo de Itamar Assump\u00e7\u00e3o. Mas s\u00f3 remete&#8230; Os dois cantam juntos do come\u00e7o ao fim, sem criar muito arranjo de voz.<\/p>\n<p><strong>4. O Que Mere\u00e7o (Juliano Holanda)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cAcho essa m\u00fasica a minha cara. Eu canto essa m\u00fasica muito feliz. Os instrumentos e os arranjos est\u00e3o servindo muito bem \u00e0 can\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> voltando ao folk, Z\u00e9lia canta docemente uma das melhores faixas do disco. \u201cQuem n\u00e3o sabe o rosto, sabe o v\u00e9u\u201d \u00e9 uma bela frase. Mas, por telefone, Z\u00e9lia destacou outra: \u201cnenhum mar a mais, nenhuma gota a menos. Nenhum gr\u00e3o a mais, nenhum deserto a menos\u201d. Letra e melodia em perfeita sintonia. O acordeom de Leo Brand\u00e3o \u00e9 pura beleza.<\/p>\n<p><strong>5. Tudo \u00c9 Um (Chico C\u00e9sar\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cDa minha gera\u00e7\u00e3o, Chico C\u00e9sar \u00e9 um dos caras mais importantes. E essa m\u00fasica fala da minha peregrina\u00e7\u00e3o por tantos ritmos, mas que tudo parte da mesma fonte que sou eu. Eu acredito realmente nessas coisas. N\u00e3o sou m\u00edstica, mas acredito\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> um xotezim elegante puxado pela guitarra de Rodrigo Suricato. De repente entra Z\u00e9 Nogueira com um solo de duduk, instrumento de sopro semelhante \u00e0 flauta, conhecido como \u201cobo\u00e9 arm\u00eanio\u201d. A letra existencialista traz um jogo de palavras sobre o ser e o n\u00e3o ser. \u00c9 pra ser levada a s\u00e9rio e descobrir sentidos.<\/p>\n<p><strong>6. Medusa (Zeca Baleiro\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cA outra com o Zeca. \u00c9 uma m\u00fasica que tem uma levada sensual e est\u00e1 falando de liberdade\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> o tra\u00e7o de Zeca Baleiro \u00e9 forte, mas aqui parece combinar melhor com o jeito de Z\u00e9lia. Zeca faz vocais muito discretos e o instrumental \u00e9 rico em timbres e percuss\u00f5es. \u00c9 interessante, mas o disco tem melhores.<\/p>\n<p><strong>7. Olhos Perfeitos (Christiaan Oyens\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cUma m\u00fasica muito especial dentro do disco, talvez uma das preferidas. \u00c9 muito comovente\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> uma baladinha bem a\u00e7ucarada, apesar da letra que mistura climas ensolarados e sombrios. Lembra bastante as fus\u00f5es de MPB feitas por Arnaldo Antunes. Tamb\u00e9m parece trilha de novela, mas tem uns sopros que quebram (positivamente) alguma expectativa.<\/p>\n<p><strong>8. Sempre Os Mesmos Erros (Fred Martins\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cFred \u00e9 um excelente compositor. E essa \u00e9 uma m\u00fasica que gosto muito e vai crescer nos shows. Ela \u00e9 um pouco diferente. Tem a ver com o meu pequeno universo de parceiros\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> esp\u00e9cie de bicho estranho no disco, essa faixa conta com o cello de Jaques Morelembaum. A letra \u00e9 uma cr\u00edtica direta, mas sem moralismos, sobre a mania de dar opini\u00f5es sobre tudo, algo muito comum em tempos de redes sociais. A melhor faixa do disco em som e letra.<\/p>\n<p><strong>9. Breve Can\u00e7\u00e3o de Sonho (Dimitri\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cEssa m\u00fasica foi lan\u00e7ada na trilha da novela Cheia de Charme, mas nunca foi pra um disco. O arranjo dela era s\u00f3 com viol\u00e3o e tecladinho. Achei que ela merecia entrar de verdade num disco\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> a vers\u00e3o original tinha algo de crueza, de pouco verniz que a deixava bastante sedutora. A nova vers\u00e3o coloca mais elementos, d\u00e1 um trato, um acabamento e a deixa mais radiof\u00f4nica. Se for pra escolher entre a original e esta regrava\u00e7\u00e3o, fique com as duas. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica, doce e bela. Sem invencionices.<\/p>\n<p><strong>10. Feliz Caminhar (Moska\/ Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cMeu irm\u00e3o querido, o Moska. Ele fez um vocal lindo, tem umas cordas. Ele mandou uma mensagem linda dizendo que tinha chorado quando ouviu. E ela tem essa mensagem, de que nada pode ser o fim do mundo. Ela \u00e9 muito macia\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> ainda no clima da leveza, esta balada tem algo de sobras, algo de medieval e muita sensualidade. A m\u00e3o de Moska pesa na letra, mas o toque de Z\u00e9lia tamb\u00e9m se faz presente. Os vocais de Moska est\u00e3o ali, mas \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o pra perceber. O viol\u00e3o faz um movimento circular enquanto os instrumentos de cordas e as vozes v\u00e3o criando um clima. Uma bela e intrincada cama de sons.<\/p>\n<p><strong>11. Eu Vou Seguir (Z\u00e9lia Duncan)<\/strong><br \/>\n<strong>Z\u00e9lia Duncan &#8211;<\/strong> \u201cUma \u00f3tima forma de encerrar o disco. Essa m\u00fasica tem esse neg\u00f3cio de v\u00e3obora, eu vou seguir\u201d.<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio do blog:<\/strong> a faixa que resume a ess\u00eancia de Tudo \u00c9 Um. A mensagem \u00e9 sobre seguir em frente apesar de tudo. A bateria insistente sugere uma marcha at\u00e9 que tudo encerra com uma grande explos\u00e3o de vozes fazendo um \u201cn\u00e1 n\u00e1 n\u00e1 n\u00e1\u201d. A ideia \u00e9 essa mesma, de todo mundo junto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 29 anos, Z\u00e9lia Duncan iniciou uma carreira pautada no bom gosto, sem tirar o olho do popular. 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