{"id":19782,"date":"2019-07-16T19:42:09","date_gmt":"2019-07-16T22:42:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=19782"},"modified":"2019-07-16T19:42:09","modified_gmt":"2019-07-16T22:42:09","slug":"depois-de-30-anos-rumo-se-reencontra-no-disco-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/07\/16\/depois-de-30-anos-rumo-se-reencontra-no-disco-universo\/","title":{"rendered":"Depois de 30 anos, Rumo se reencontra no disco Universo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19784\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/15561524245cc10068331b5_1556152424_3x2_rt-740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/15561524245cc10068331b5_1556152424_3x2_rt-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/15561524245cc10068331b5_1556152424_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/15561524245cc10068331b5_1556152424_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/15561524245cc10068331b5_1556152424_3x2_rt-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m surgida no meio da Vanguarda Paulistana, o <strong>Rumo<\/strong> tem uma trajet\u00f3ria muito parecida com a do <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/07\/09\/selo-sesc-embala-obra-do-preme-em-caixinha\/\">Prem\u00ea<\/a>. Seis discos oficiais, muitos shows no Teatro Lira Paulistana, respeito da cr\u00edtica, sucesso de p\u00fablico, mas muito pouco retorno financeiro. Principalmente para eles, que eram dez na banda. Acabaram se separando no in\u00edcio dos anos 1990, mas seguiram pr\u00f3ximos, se encontrando em shows e projetos espor\u00e1dicos. Quase 30 anos depois, eles resolvem se reencontrar e gravar <strong>Universo<\/strong>, primeiro disco de in\u00e9ditas desde 1988, quando lan\u00e7aram <em>Quero Passear<\/em>.<!--more--><\/p>\n<p>Passados tantos anos, o <strong>Rumo<\/strong> \u00e9 o mesmo em delicadeza e letras cheias de filosofias em palavras simples. Com exce\u00e7\u00e3o de Ci\u00e7a Tuccori, falecida em 2001, seguem firmes Luiz Tatit, N\u00e1 Ozzetti, H\u00e9lio Ziskind, Akira Ueno, Paulo Tatit, Pedro Mour\u00e3o, Gal Oppido, Zecarlos Ribeiro e Geraldo Leite. \u201cQuando surgiu a ideia, fazer um disco de in\u00e9ditas foi o que nos encantou. A gente n\u00e3o se encontrava desde 1991 para fazer um disco. Sempre tivemos vontade de fazer o <strong>Rumo<\/strong> sobrevivendo por mais tempo, mas era quase imposs\u00edvel por conta de ser uma banda de 10 pessoas\u201d, comenta Geraldo por telefone.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-19785\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/gruporumo_capa_digipack-1024x929-300x272.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"272\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/gruporumo_capa_digipack-1024x929-300x272.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/gruporumo_capa_digipack-1024x929-768x697.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/gruporumo_capa_digipack-1024x929-740x671.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/gruporumo_capa_digipack-1024x929-120x109.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/07\/gruporumo_capa_digipack-1024x929.jpg 1024w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Produzido por Marcio Arantes, <strong>Universo<\/strong> mostra que o tempo n\u00e3o passou para o <strong>Rumo<\/strong>. S\u00e3o 14 faixas que reafirmam o valor da m\u00fasica, o amor por S\u00e3o Paulo e a import\u00e2ncia da amizade. \u201cN\u00e3o estava claro que na hora que juntasse todo mundo ia ser harmonioso. Mas foi extraordin\u00e1rio\u201d, lembra Geraldo contando que, ap\u00f3s o convite do Selo Sesc, foram dois meses para sele\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rio, que re\u00fane algumas can\u00e7\u00f5es que estavam prontas, mas permaneciam guardadas, al\u00e9m de outras totalmente in\u00e9ditas.<\/p>\n<p>Entre elas tem um bai\u00e3ozinho <em><strong>Dengo<\/strong><\/em>, parceria de Luiz Tatit com N\u00e1 Ozzetti, extraordin\u00e1ria cantora que s\u00f3 agora estreia como compositora. O mesmo acontece com Akira Ueno, que divide com Pedro Mour\u00e3o a autoria de <em><strong>Paulista<\/strong><\/em>, uma bel\u00edssima homenagem \u00e0 cidade que os viu nascer e a grande surpresa de <strong>Universo<\/strong>. De H\u00e9lio, <em><strong>Cada Dia<\/strong><\/em> \u00e9 uma bela lista de cobran\u00e7as da vida adulta. J\u00e1 <em><strong>Estrela Solit\u00e1ria<\/strong><\/em> \u00e9 um del\u00edrio espacial que des\u00e1gua num campo de futebol.<\/p>\n<p>Mas o recado j\u00e1 est\u00e1 dado em<em><strong> Toque o Tambor<\/strong><\/em>, que abre <strong>Universo<\/strong> passando a mensagem de como a m\u00fasica pode salvar os momentos dif\u00edceis. \u201cN\u00e3o tenha d\u00favida disso. Escolhemos essa m\u00fasica para abrir por isso. \u00c9 t\u00edpico do Tatit, porque tinha muito a ver com as andadas deles na USP, onde ele via jovens tocando tambor. Essa can\u00e7\u00e3o, no momento que a gente vive, por mais que as coisas estejam dif\u00edceis, toque o tambor que voc\u00ea vai superar. \u00c9 uma forma de rea\u00e7\u00e3o e de satisfa\u00e7\u00e3o\u201d, sugere Geraldo.<\/p>\n<p><strong>Para quem quer conhecer mais sobre a Vanguarda Paulista, seguem alguns nomes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Itamar e Arrigo<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Itamar Assump\u00e7\u00e3o - &quot;Mil\u00e1grimas&quot; \/ &quot;Mulher segundo meu pai&quot;\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Vu53kg2z9xo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Falar da cena paulistana daquele fim de anos 1970 passa obrigatoriamente por dois nomes: Itamar Assump\u00e7\u00e3o (1949-2003) e Arrigo Barnab\u00e9. Cantores, compositores e m\u00fasicos cheios de particularidades, ambos lan\u00e7aram cl\u00e1ssicos nacionais, admirados por d\u00e9cadas, mas legados ao underground. Itamar estreou com<em> Beleleu, Leleu, Eu<\/em>, em 1980, dividido com a banda Isca de Pol\u00edcia, j\u00e1 retratando a S\u00e3o Paulo urbana, ca\u00f3tica e sedutora. Arrigo, no mesmo ano, estreou com <em>Clara Crocodilo<\/em>, dividido com sua banda Sabor de Veneno. Apesar de inserido na mesma cena, o compositor nascido em Londrina nunca se apresentou no Lira Paulistana. Em 2010, o Selo Sesc agrupou a discografia de Itamar Assump\u00e7\u00e3o no box <em>Caixa Preta<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Cida Moreira<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cida Moreira -  Na Hora do Almo\u00e7o (Belchior)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jw9_3n7-tgo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Maria Aparecida Guimar\u00e3es Campiolo \u00e9 atriz, cantora e pianista. Sua obra mistura as mais variadas linguagens musicais, desde o jazz e a m\u00fasica cl\u00e1ssica at\u00e9 o rock de Bob Dylan e Vanguart. Dona de uma performance cheia de personalidade, ela estreou em disco em 1981, com <em>Summertime<\/em>, \u00e1lbum de voz e piano gravado ao vivo no Lira Paulistana. Em 38 anos de carreira, ela j\u00e1 dedicou \u00e1lbuns \u00e0s obras de Bertolt Brecht, Chico Buarque e Cartola. Junto de Cida, um time de cantoras e compositoras defendeu a voz feminina da Vanguarda. Eliete Negreiros, Vania Bastos e Tet\u00ea Esp\u00edndola s\u00e3o as mais reconhecidas.<\/p>\n<p><strong>L\u00edngua de Trapo<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"L\u00cdNGUA DE TRAPO - CONCHETA\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/etGZGpHNc5k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Outra banda que fez hist\u00f3ria na Vanguarda Paulistana, o L\u00edngua de Trapo apostava no humor mais escrachado, escatol\u00f3gico e apimentado. Surgindo no fim dos anos 1970, eles fizeram algum sucesso ao criticar posturas pol\u00edticas e costumes em faixas como <em>Os Metaleiros Tamb\u00e9m Amam<\/em>, <em>Sinfonia do Tr\u00e2nsito<\/em>, <em>Fado da Fal\u00eancia<\/em> e <em>Cagar \u00e9 Bom<\/em>. Numa trajet\u00f3ria muito semelhante \u00e0 do Prem\u00ea, eles seguem se reunindo em shows e grava\u00e7\u00f5es, mesmo com agenda irregular. Em 2005, a discografia da banda foi relan\u00e7ada num box comemorativo de 25 anos de carreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb\u00e9m surgida no meio da Vanguarda Paulistana, o Rumo tem uma trajet\u00f3ria muito parecida com a do Prem\u00ea. 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