{"id":20012,"date":"2019-12-23T19:49:28","date_gmt":"2019-12-23T22:49:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20012"},"modified":"2019-12-23T19:49:28","modified_gmt":"2019-12-23T22:49:28","slug":"caina-cavalcante-e-adelson-viana-combinam-violao-e-sanfona-no-disco-nessa-praia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2019\/12\/23\/caina-cavalcante-e-adelson-viana-combinam-violao-e-sanfona-no-disco-nessa-praia\/","title":{"rendered":"Cain\u00e3 Cavalcante e Adelson Viana combinam viol\u00e3o e sanfona no disco Nessa Praia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20013\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/12\/CAPA-NESSA-PRAIA-FINAL-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/12\/CAPA-NESSA-PRAIA-FINAL-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/12\/CAPA-NESSA-PRAIA-FINAL-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/12\/CAPA-NESSA-PRAIA-FINAL-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/12\/CAPA-NESSA-PRAIA-FINAL-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/12\/CAPA-NESSA-PRAIA-FINAL-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/12\/CAPA-NESSA-PRAIA-FINAL.jpg 1080w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p><strong>Cain\u00e3 Cavalcante<\/strong> tinha cerca de oito anos, mas j\u00e1 era reconhecido pela habilidade como violonista. Foi nessa \u00e9poca que ele conheceu <strong>Adelson Viana<\/strong>, pianista e acordeonista, um dos m\u00fasicos mais admirados e requisitados nestas bandas do Brasil. Desde ent\u00e3o, eles j\u00e1 gravaram, dividiram o palco, hist\u00f3rias e admira\u00e7\u00f5es m\u00fatuas. Agora, nesse finzinho de 2019, chegou o momento de eles afinarem a parceria no disco <strong>Nessa Praia<\/strong>, lan\u00e7ado nas plataformas digitais.<!--more--><\/p>\n<p>Gravado em Fortaleza, no est\u00fadio particular do <strong>Adelson<\/strong>, <strong>Nessa Praia<\/strong> \u00e9 o resultado das muitas idas e vindas desses dois mestres. <strong>Cain\u00e3<\/strong>, morando em S\u00e3o Paulo, encontrava espa\u00e7os na agenda pra vir compor ou registrar mais uma das 10 faixas do \u00e1lbum que passeia por influ\u00eancias que v\u00e3o da Argentina a Pernambuco. Isso, literalmente, por que <strong>Nessa Praia<\/strong> abre com <em><strong>Estrada da Vida<\/strong><\/em>, um \u201ctango bai\u00e3o\u201d que <strong>Adelson<\/strong> comp\u00f4s e j\u00e1 vinha apresentando em shows, apesar de nunca ter gravado, e fecha com o frevo <em><strong>Spokiando<\/strong><\/em>, parceria de <strong>Adelson<\/strong> com o violonista Jo\u00e3o Lyra em homenagem ao maestro Spok. Os quil\u00f4metros que separam essas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o percorridos com muito improviso, intera\u00e7\u00e3o musical e inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA gente resolveu fazer dessa forma, bem ac\u00fastico, com dois instrumentos da MPB. O intuito era de ser uma coisa camer\u00edstica, da MPB, que \u00e9 um tesouro. Os instrumentos remetem a isso\u201d, explica <strong>Cain\u00e3<\/strong>, que conheceu o parceiro quando gravava seu primeiro disco no est\u00fadio de Manass\u00e9s. \u201cPra mim, \u00e9 um pr\u00eamio esse disco com um m\u00fasico que sempre me inspirou, segue me inspirando. Um maestro\u201d, resume. <strong>Adelson<\/strong> tamb\u00e9m n\u00e3o mede elogios ao violonista. \u201cConhe\u00e7o o <strong>Cain\u00e3<\/strong> desde cedo e ele j\u00e1 era um prod\u00edgio, um geniozinho. Desde muito cedo, eu j\u00e1 admirava a musicalidade dele. Ele vai bem em qualquer praia. Depois que a gente criou um entrosamento musical bem espont\u00e2neo, resolvemos fazer esse disco\u201d, explica.<\/p>\n<p>Esse entrosamento \u00e9 \u00f3bvio ao se ouvir <strong>Nessa Praia<\/strong>. A for\u00e7a do duo j\u00e1 vem impressa na primeira faixa, onde eles medem for\u00e7as, numa disputa sem vencedores. A m\u00fasica, sinuosa, r\u00e1pida e potente, \u00e9 que sai ganhando. <em><strong>Choro pro Adelson<\/strong><\/em>, de Jo\u00e3o Lyra, remete ao que h\u00e1 de mais precioso na tradi\u00e7\u00e3o brasileira, com seu sincopado contagiante, e, assim como <em><strong>Do Mestre Ao Disc\u00edpulo<\/strong><\/em>, de Dominguinhos, s\u00e3o homenagens a <strong>Adelson Viana<\/strong> registradas em seu primeiro disco, <em>Acordeom Brasileiro<\/em> (2009). \u201cAcho que o <strong>Cain\u00e3<\/strong> fez uma adapta\u00e7\u00e3o muito bonita. Uma melodia de craque\u201d, elogia <strong>Adelson<\/strong> sobre esta segunda.<\/p>\n<p><em><strong>Bodega do V\u00e9io<\/strong><\/em> \u00e9 uma homenagem de <strong>Adelson<\/strong> a um bar, um reduto de artistas que ele conheceu em S\u00e3o Luiz. Noel Rosa \u00e9 celebrado em pot-pourri com <em><strong>\u00daltimo Desejo<\/strong><\/em> e <em><strong>Conversa de Botequim<\/strong><\/em>. \u201cO <strong>Cain\u00e3<\/strong> j\u00e1 veio com o arranjo pronto. Essa segunda eu j\u00e1 tocava, ele penso no <em><strong>\u00daltimo Desejo<\/strong><\/em> e eu sa\u00ed correndo atr\u00e1s\u201d, conta <strong>Adelson<\/strong> que homenageia seu professor de acordeom, o professor Soares, autor de <em><strong>Alice<\/strong><\/em>, que ele define como \u201cuma valsa concerto, m\u00fasica pra m\u00fasico, meio desafio, com muita nota\u201d. Mas se a quest\u00e3o \u00e9 o volume de notas, a que se medir <em><strong>Forr\u00f3 Ga\u00facho<\/strong><\/em>, de <strong>Cain\u00e3<\/strong>, que desenha paisagens sonoras que passeiam de um p\u00e9 de serra no Nordeste at\u00e9 o mais pl\u00e1cido dos pastos do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Na defini\u00e7\u00e3o de <strong>Adelson Viana<\/strong>, <em><strong>Foz<\/strong><\/em>, composi\u00e7\u00e3o de <strong>Cain\u00e3<\/strong>, \u00e9 dessas melodias que ficam bem em qualquer instrumento. E \u00e9 verdade, uma composi\u00e7\u00e3o simples, delicada como acalanto, que remete a cl\u00e1ssicos de Dominguinhos, nome que parece aben\u00e7oar cada faixa de <strong>Nessa Praia<\/strong>. E a faixa t\u00edtulo, \u201cum bai\u00e3o metido a besta\u201d de <strong>Adelson<\/strong>, feito para ser trilha de um document\u00e1rio, come\u00e7a com a dupla contemplando essa praia, num fim de tarde, sol se pondo, o dia acalmando. Mas a\u00ed j\u00e1 \u00e9 dia novamente, jangadas indo e voltando, e a paisagem se desenhando na melodia oper\u00edstica de seis minutos.<\/p>\n<p>As faixas longas de <strong>Nessa Praia<\/strong> d\u00e3o espa\u00e7o para <strong>Adelson<\/strong> e <strong>Cain\u00e3<\/strong> brincarem bastante. Sem muita preocupa\u00e7\u00e3o, eles combinaram como seria cada can\u00e7\u00e3o e deixaram os improvisos virem. \u201c\u00c9 um trabalho autoral, foi gravado de uma forma bem espont\u00e2nea, do jeito que a gente sempre tocou. O grande lance \u00e9 a coisa ao vivo. foi mais livre que elaborado. Ao final, virou isso a\u00ed\u201d, conta o acordeonista, adiantando que em breve <strong>Nessa Praia<\/strong> ser\u00e1 lan\u00e7ado em formato f\u00edsico e apresentado em shows. \u201c\u00c9 uma celebra\u00e7\u00e3o, um encontro, uma homenagem ao Dominguinhos. Gravamos algumas m\u00fasicas que a gente idealizava como uma coisa bem brasileira\u201d, comemora <strong>Cain\u00e3<\/strong>, que vem dividindo palcos e est\u00fadios com gente como Mestrinho, Hamilton de Holanda, Dani Black e Fabiana Cozza. \u201cEu gosto muito de tocar com o <strong>Cain\u00e3<\/strong>. \u00c9 um musico que faz a gente crescer no palco. Ele faz um tapete e deixa a gente passear ali\u201d, devolve <strong>Adelson<\/strong>, bom sabedor do que diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cain\u00e3 Cavalcante tinha cerca de oito anos, mas j\u00e1 era reconhecido pela habilidade como violonista. 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