{"id":20057,"date":"2020-01-17T17:11:04","date_gmt":"2020-01-17T20:11:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20057"},"modified":"2020-01-17T17:13:19","modified_gmt":"2020-01-17T20:13:19","slug":"ferias-na-pi-chega-ao-ultimo-fim-de-semana-confira-programacao-e-algumas-impressoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/01\/17\/ferias-na-pi-chega-ao-ultimo-fim-de-semana-confira-programacao-e-algumas-impressoes\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias na Pi chega ao \u00faltimo fim de semana. Confira programa\u00e7\u00e3o e algumas impress\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O <strong>F\u00e9rias na Pi<\/strong>, edi\u00e7\u00e3o 2020, chega ao seu \u00faltimo fim de semana. Hoje e amanh\u00e3, atra\u00e7\u00f5es locais e nacionais encerram a temporada de shows gratuitos que tomou conta da Praia de Iracema nos \u00faltimos dois fins de semana. Realizado pelo Instituto Iracema e Prefeitura de Fortaleza, com patroc\u00ednio da Devassa e 99 Pop, o pequeno festival merece ter vida longa por n\u00e3o seguir o bonde das facilidades da ind\u00fastria musical, saber combinar novidades com nomes consagrados, e realizar uma programa\u00e7\u00e3o instigante, politizada, inteligente e sens\u00edvel.<!--more--><\/p>\n<p>Para a despedida, nesta sexta-feira, tem <strong>Camila Marieta<\/strong> e o coletivo de DJs <strong>Atrita<\/strong> no palco Belchior, montado pr\u00f3ximo ao Centro Cultural Belchior. No s\u00e1bado, no palco Iracema (ao lado da imagem da Iracema Guardi\u00e3), a programa\u00e7\u00e3o vai da banda Boogarins ao compositor Vitor Kley (que, at\u00e9 uma semana atr\u00e1s, eu n\u00e3o tinha o menor conhecimento de quem se tratava). A seguir v\u00e3o algumas breves impress\u00f5es sobre os shows que consegui ver nos dois primeiros fins de semana.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Cidad\u00e3o Instigado<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cidad\u00e3o Instigado toca &quot;Deus \u00e9 uma viagem&quot; no Est\u00fadio Showlivre 2009\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QIlhFCu43uA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Um dos grandes orgulhos locais, a banda liderada pelo talentoso Fernando Catatau \u00e9 daquelas que arregimenta simpatia sempre que toca em Fortaleza. Nem todo mundo que estava ali conhecia o repert\u00f3rio, mas n\u00e3o era dif\u00edcil perceber que n\u00e3o tinha um bando de novatos no palco. Os caras t\u00eam personalidade e um repert\u00f3rio muito caracter\u00edstico. Cheguei no fim da apresenta\u00e7\u00e3o, mas ainda peguei <em><strong>Deus \u00e9 Uma Viagem<\/strong><\/em>, <em><strong>O cabe\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>, <em><strong>Homem Velho<\/strong><\/em> e outras poucas. Engra\u00e7ado que eles sa\u00edram do palco sem nem dar chance de ningu\u00e9m pedir bis.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Arnaldo Antunes<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"a_samba - Arnaldo Antunes\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vO9WBYsVv3M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A turn\u00ea <strong>RSTUVXZ<\/strong> mostra o ex-tit\u00e3 se dividindo entre um repert\u00f3rio in\u00e9dito e autoral de rocks (o &#8220;R&#8221; do nome da turn\u00ea) e Sambas (o &#8220;S&#8221;). No meio do espet\u00e1culo, entram outros ritmos (&#8220;TUVXZ&#8221;) e um apanhado de can\u00e7\u00f5es de seus tempos de banda e solo. Arnaldo \u00e9 sempre bem recebido por aqui, tem carisma, talento a dar e vender, mas a forma\u00e7\u00e3o escolhida para a apresenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ajudou a fazer o espet\u00e1culo decolar. Al\u00e9m da voz grave e quase monoc\u00f3rdica do paulistano, o palco recebeu Curumim (bateria e vocais) e Bet\u00e3o Aguiar (viol\u00e3o e baixo). O trio \u00e9 talentoso e at\u00e9 se basta, mas num show gratuito \u00e0 beira-mar, n\u00e3o funcionou muito bem. Foi interessante, mas n\u00e3o empolgou muito.<\/p>\n<p><strong>&#8211; C\u00e9u<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Off (sad Siri)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/shXSWxkBKfo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Encerrando a noite do s\u00e1bado 4, C\u00e9u enfeitou o palco com muitas luzes e surgiu divina com sua dan\u00e7a l\u00e2nguida e sua voz que \u00e9 puro charme. O repert\u00f3rio focou nos \u00faltimos \u00e1lbuns e abriu m\u00e3o dos hits (para o padr\u00e3o C\u00e9u) dos primeiros discos. Ou seja, quem foi l\u00e1 ouvir <em>Na Bubuia<\/em>, <em>Lenda<\/em> ou <em>Malemol\u00eancia<\/em> saiu chupando o dedo. Mas <em>Apk\u00e1<\/em>, seu novo trabalho, tem apelo pr\u00f3prio e algumas de suas melhores can\u00e7\u00f5es em anos &#8211; <em><strong>Off (Sad Siri)<\/strong><\/em> prova isso. Al\u00e9m disso, C\u00e9u consolidou uma linguagem pr\u00f3pria, uma voz sedutora e um apelo particular para sua m\u00fasica. Por si, isso j\u00e1 basta para sair de casa e ver seu show. Por aqui, n\u00e3o foi diferente e foi um belo espet\u00e1culo.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Mona Gadelha<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cinema Noir - Meu Amigo Jack - Mona Gadelha\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uW7k4f7-s64?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A cantora e compositora cearense foi uma \u00f3tima surpresa para quem estava com o p\u00e9 na areia no s\u00e1bado 11, \u00e0s 17h30. Alguns raios de sol ainda resistiam quando a veterana do blues e do rock local subiu ao palco com uma banda basicamente de mulheres (o tecladista Herlon Robson era uma esp\u00e9cie de licen\u00e7a po\u00e9tica) e fez um show bonito, cativante e cheio de personalidade. A grande maioria do repert\u00f3rio foi tirado da pr\u00f3pria lavra e ela ainda se deu ao direito de abrir m\u00e3o do blues <em>Cor de Sonho<\/em>, sua consagra\u00e7\u00e3o, seu cl\u00e1ssico gravado no disco da Massafeira. Apesar da aus\u00eancia desta que \u00e9 um orgulho local, n\u00e3o faltaram boas can\u00e7\u00f5es. Segura no palco e na interpreta\u00e7\u00e3o, e com muita simpatia, Mona ainda contou com algumas participa\u00e7\u00f5es especiais. Benjamim Arquelano mostrou que tem belo timbre, mas estava bem inseguro. J\u00e1 Lua dividiu com a anfitri\u00e3 uma vers\u00e3o escaldante de <em><strong>Sweet Dreams (Are Made of This)<\/strong><\/em>, do Eurythmics, um dos pontos altos do show. Teve ainda <em><strong>Cinema Noir<\/strong><\/em> (a do &#8220;meu amigo, Jack&#8221;) vers\u00e3o de \u00c2ngela RoR\u00f4 e outras boas surpresas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Thiago Pethit<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"02 - Thiago Pethit - Noite Vazia (Official Audio)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rQG3CseRvJA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Thiago Pethit \u00e9 um artista super interessante, com uma performance de palco bem afrontosa, intens\u00f5es claras e uma bela voz (mais pela verdade que ela expressa do que pela t\u00e9cnica). E ele sabe usar muito bem essa voz. Em 2014, ele lan\u00e7ou <em>Rock&#8217;n&#8217;Roll Sugar Darling<\/em>, disco espl\u00eandido onde filtra a linguagem do rock pelos pr\u00f3prios princ\u00edpios. Cinco anos depois, veio <strong>Mal dos Tr\u00f3picos<\/strong>, mais sombrio, nebuloso e tr\u00e1gico. Foi este segundo que deu o tom do show que veio para o F\u00e9rias na Pi. Como se num teatro, Pethit se mexia no palco com muita certeza do que queria mostrar. O espet\u00e1culo foi todo a um s\u00f3 ritmo, lento (mas nunca triste), e encerrou ao som do samba do bloco Cola Velcro. Um espet\u00e1culo digno de quem sabe onde quer chegar.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Erasmo Carlos<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Erasmo Carlos - Termos e Condi\u00e7\u00f5es (Clipe Oficial)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-zTUFbC9m20?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O que dizer de um jovem senhor 78 anos que j\u00e1 \u00e9 imortal enquanto compositor? Sim, n\u00e3o havia medo de erro no show. O risco maior era de ser chapa branca, uma vez que Erasmo tem hits suficientes pra cantar por uma semana sem repetir uma m\u00fasica sequer. Pois \u00e9, mas estamos falando do Tremend\u00e3o, uma cara que ainda vem em busca de novos parceiros, novo repert\u00f3rio e novas paix\u00f5es. E foi \u00e0 paix\u00e3o que ele dedicou o show <strong>Isso \u00e9 Amor<\/strong>, que combinou o peso de duas (\u00e0s vezes tr\u00eas) guitarras com letras doces, quentes e sedutoras. Erasmo cantou com vontade, acreditando nas pr\u00f3prias palavras, misturou seus mega-sucessos com a produ\u00e7\u00e3o mais recente. E o p\u00fablico s\u00f3 agradecia e celebrava um dos maiores artistas que o Brasil j\u00e1 viu nascer. No repert\u00f3rio, teve <em><strong>Mulher<\/strong><\/em>, <em><strong>Festa de Arromba<\/strong><\/em>, <em><strong>Minha Fama de Mau<\/strong><\/em>, <em><strong>\u00c9 Preciso Saber viver<\/strong><\/em>, <em><strong>Que Tudo Mais V\u00e1 pro Inferno<\/strong><\/em> e mais uma fileira de sucessos em meio \u00e0s can\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos e excelentes discos. O amigo Roberto deveria seguir esse exemplo. Ainda d\u00e1 tempo.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Marina Lima<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Marina crianca HQ\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AW7REJg9Jxs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Falam que Marina perdeu a voz, n\u00e3o canta mais nada. A\u00ed Marina Lima vem a Fortaleza, sobe no palco e mostra que canta sim. Do seu jeito, com sua for\u00e7a e suas limita\u00e7\u00f5es. E uma coisa \u00e9 preciso ser dita: foi um \u00f3timo show. A intens\u00e3o era quase did\u00e1tica: mostrar a quem nunca tinha visto Marina ao vivo quem \u00e9 aquela compositora que surgiu no fim dos 1970, estourou nos 1980 no meio da gera\u00e7\u00e3o roqueira, reinventou a pr\u00f3pria m\u00fasica nos 1990 e se reinventou como pessoa no novo mil\u00eanio. Duas surpresas j\u00e1 fizeram valer o dinheiro do Uber de quem esperou o \u00faltimo show do s\u00e1bado, 11: <em><strong>Crian\u00e7a<\/strong><\/em> \u00e9 uma t\u00edpica can\u00e7\u00e3o de Marina vers\u00e3o 1990. Com batida funkeada, letra direta, essa can\u00e7\u00e3o ficou perdida no tempo, entre tantas outras, mas foi legal resgat\u00e1-la. J\u00e1 <em><strong>Acontecimentos<\/strong><\/em> segue presente em r\u00e1dios, mas seu charme e seu balan\u00e7o s\u00e3o incans\u00e1veis. Esta \u00faltima, a prop\u00f3sito, foi dividida em dois momentos. No primeiro, entra a grava\u00e7\u00e3o original, com a cantora no auge da performance vocal, e emenda na segunda, feita ao vivo, com a nova Marina e sua banda super afiada. Ela cantou, dan\u00e7ou, agradeceu e saiu com a certeza de que volta em breve.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a programa\u00e7\u00e3o do \u00faltimo fim de semana de F\u00e9rias na PI:<br \/>\n<strong>Dia 17 (sexta-feira) &#8211; Palco Belchior<\/strong><br \/>\n<strong>17 horas &#8211;<\/strong> Camila Marieta<br \/>\n<strong>18 horas &#8211;<\/strong> coletivo de djs Atrita<\/p>\n<p><strong>Dia 18 (s\u00e1bado) &#8211; Palco Praia\u00a0(Aterrinho da Praia de Iracema)<\/strong><br \/>\n<strong>17 horas &#8211;<\/strong> Show Preto<br \/>\n<strong>18h30min &#8211;<\/strong> Boogarins<br \/>\n<strong>20 horas &#8211;<\/strong> Lell\u00ea<br \/>\n<strong>21h30min &#8211;<\/strong> Detonautas<br \/>\n<strong>23 horas &#8211;<\/strong> Vitor Kley<br \/>\n<strong>00 horas \u2013<\/strong> Coletivo Baile de Favela<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O F\u00e9rias na Pi, edi\u00e7\u00e3o 2020, chega ao seu \u00faltimo fim de semana. 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