{"id":2013,"date":"2010-10-23T10:58:05","date_gmt":"2010-10-23T13:58:05","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=2013"},"modified":"2010-10-23T10:58:05","modified_gmt":"2010-10-23T13:58:05","slug":"e-que-debaixo-do-bolero-tem-voce-leny","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/10\/23\/e-que-debaixo-do-bolero-tem-voce-leny\/","title":{"rendered":"\u00c9 que debaixo do bolero tem voc\u00ea, Leny"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-2014\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/e-que-debaixo-do-bolero-tem-voce-leny\/capa_leny_andrade_alma_mia_6_x_6\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2014\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/10\/capa_leny_andrade_alma_mia_6_x_6.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"249\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/10\/capa_leny_andrade_alma_mia_6_x_6.jpg 250w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/10\/capa_leny_andrade_alma_mia_6_x_6-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/10\/capa_leny_andrade_alma_mia_6_x_6-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a>A maravilhosa Leny Andrade ser\u00e1 atra\u00e7\u00e3o esta noite no Jazz Ao P\u00f4r do Sol, no Iate Clube. Entre outras boas can\u00e7\u00f5es, ela apresenta por aqui seu mais novo trabalho Alma m\u00eda (Fina Flor) com 14 boleros interpretados com a classe que a Ms. leny \u00e9 capaz de dar. Conhe\u00e7a mais sobre este trabalho pelas letras do jornalista Richell Martins.<\/p>\n<p><strong>Alma m\u00eda<\/strong> <em>\u00e9 o nome do \u00e1lbum mais recente da cantora <strong><span style=\"color: #ff0000\">Leny Andrade<\/span><\/strong>. Lan\u00e7ado neste ano, traz 14 faixas em espanhol, num passeio muito bem guiado pela Am\u00e9rica mais latina, atrav\u00e9s do bolero. Apesar disso, ao abrir as cortinas, ouve-se a vers\u00e3o bolerada de um tango dos mais famosos e veteranos: <strong>El d\u00eda que me quieras<\/strong>, que foi gravada pela primeira vez h\u00e1 75 anos (1935), para um filme hom\u00f4nimo, cujo protagonista foi seu pr\u00f3prio compositor, Carlos Gardel. Ali\u00e1s, coisa que pouco se sabe \u00e9 que a letra deste tango \u00e9 de um brasileiro (paulista, de nacionalidade argentina): o jornalista, escritor e letrista Alfredo Le Pera. E, \u00e9 claro que, amadurecida em bolero, <strong>El d\u00eda que me quieras<\/strong> ganhou dose maior de paix\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>O disco tem a produ\u00e7\u00e3o de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Fernando Merlino<\/span><\/strong>. Experiente instrumentista e arranjador, carrega no caderninho de colegas de trabalho gente grande como Chico Buarque, Maria Beth\u00e2nia, Roberto Menescal, Jamel\u00e3o, Rildo Hora, Caetando Veloso etc, e com quem Leny trabalha desde o in\u00edcio dos anos 1990.<\/em><\/p>\n<p><em>A dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u00e9 regida pelo maestro Ruy Quaresma, uma das p\u00e9rolas do arranjo e da composi\u00e7\u00e3o alavancadas pelo contato com o maestro Radam\u00e9s Gnatalli, no Brasil. Assim como Merlino, trabalhou para a TV Globo, fazendo est\u00e1gio de arranjador de orquestra. Hoje, n\u00e3o s\u00f3 administra discos, como um bar na zona mais bo\u00eamia do Rio de Janeiro &#8211; a Lapa.<\/em><\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WK5Fg0aTZvU[\/youtube]\n<p><strong>Alma m\u00eda<\/strong> <em>dispensou antigos clich\u00eas do bolero &#8211; nada dos bong\u00f4s previs\u00edveis que se derramam constantes com Simone, por exemplo! Aus\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 surpresa. Afinal, estamos tratando da melhor cantora jazz\u00edstica do Brasil, fermentada na Bossa Nova, com aquele sabor Johnny Alf na voz de crooner e forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de piano no curr\u00edculo. A sustenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 clara, principalmente, no baixo de Jamil Joanes e na bateria de Erivelton Silva.<\/em><\/p>\n<p><em>Repert\u00f3rio que n\u00e3o brinca em servi\u00e7o, traz logo<strong> Sabr\u00e1 Di\u00f3s<\/strong>, uma das pe\u00e7as que, a qualquer momento, pode ser ouvida da Col\u00f4mbia ao Jap\u00e3o com o mesmo reconhecimento. Cantada de Nelson Ned a Pl\u00e1cido Domingo, ganhou em Leny uma pitada dan\u00e7ante, \u00e0 moda da brasileira <strong>Anos Dourados<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p><em>Em<\/em> <strong>Alma M\u00eda<\/strong> <em>(Mar\u00eda Grever), que d\u00e1 t\u00edtulo ao CD, claro sabor feminino entre composi\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o. Nela, acende-se a luz sobre o piano de Fernando Merlino, formando o par redondo com a melancolia apaixonada do bolero que canta &#8220;si yo encontrara un alma como la m\u00eda\/ cuantas cosas secretas le contar\u00eda&#8221;. \u00c9 a mesma luz que ressalta outra vez, mas com orquestra\u00e7\u00f5es de fim de tarde, em<strong> Entonces<\/strong> (Arturo Castro).<\/em><\/p>\n<p><em>A assinatura d\u00e1-se faixa a faixa, no caminho rom\u00e2ntico do bolero. Em <strong>Lluvia en la tarde<\/strong> (Arturo Castro), \u00e9 a Leny que \u00e9 jazz, que \u00e9 nossa Fitzgerald generosa, singela e brilhante, vocalizando a melodia que faz chover \u00e0 tarde, f\u00e1cil, na imagina\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Vete de mi<\/strong> (dos irm\u00e3os Exp\u00f3sito), que o Brasil ouviu por Caetano Veloso, est\u00e1 a\u00ed para tocar em qualquer noite de gala, ao som do saxofone de J\u00falio Merlino. De versos f\u00e1ceis,<strong> Como fue<\/strong> (do cubano Ernesto Duarte), a que nem o mestre Ibrahim Ferrer resistiu, \u00e9 de se fechar os olhos e sentir-se estar \u00e0 mesa de um caf\u00e9 em Havana, de frente pro mar de Copacabana.<\/em><\/p>\n<p><em>Reflexos dos cinco anos em que a cantora morou no M\u00e9xico, rom\u00e2nticos mexicanos e cubanos n\u00e3o poderiam &#8211; nem deveriam &#8211; ficar fora do \u00e1lbum. \u00c1lvaro Carrillo, Vicente Garrido e Armando Manzanero foram muito bem visitados. Este \u00faltimo, at\u00e9 num tom de homenagem, na grava\u00e7\u00e3o de <strong>M\u00eda<\/strong> com belos arranjos para cordas, como \u00e9 comum em seus outros sucessos. Um dos maiores boleros de Garrido (compositor mexicano morto em 2003), <strong>Te me olvides<\/strong> est\u00e1 como sempre foi &#8211; uma can\u00e7\u00e3o para se cantar tranquilamente ao piano, entre uma ta\u00e7a e outra.<\/em><\/p>\n<p><em>O tost\u00e3o de a\u00e7\u00facar \u00e9 saboreado com a inconfund\u00edvel <strong>Eclipse de luna<\/strong>. S\u00f3 pra eximirmos a tentativa de apresentar sua import\u00e2ncia, vale tir\u00e1-la da prateleira dourada com a tarja &#8220;Jo\u00e3o Gilberto&#8221;, no acervo de interpreta\u00e7\u00f5es inesquec\u00edveis, e traz\u00ea-la de volta aos ouvidos, em<\/em><strong> Alma m\u00eda<\/strong><em>. A naturalidade evidente da interpreta\u00e7\u00e3o de Leny quase nos faz pensar ouvi-la em portugu\u00eas, como se cantasse &#8220;olha que c\u00e9u \/ est\u00e1 cheio de estrelas \/ longe \u00e9 o c\u00e9u \/\/ olha pro c\u00e9u \/ mil estrelas que v\u00e3o&#8221;.<\/em><\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tbEEkEeIh48&amp;feature=related[\/youtube]\n<p><em>Dizendo adi\u00f3s antes da hora, triste em <strong>Nosotros<\/strong> (Pedro Junco), se faz de novidade num bolero-madrugada (Llevatela, de Manzanero), para amanhecer de porre, caf\u00e9-da-manh\u00e3 na cama, ar novo nos pulm\u00f5es em <strong>Una Ma\u00f1ana<\/strong>, vers\u00e3o em espanhol de Morning, do octagen\u00e1rio norte-americano Clare Fischer. \u00c9 como dan\u00e7ar antes do primeiro trago, na recep\u00e7\u00e3o do hotel.<\/em><\/p>\n<p><em>Leny, Leny&#8230; pra qu\u00ea mais?<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maravilhosa Leny Andrade ser\u00e1 atra\u00e7\u00e3o esta noite no Jazz Ao P\u00f4r do Sol, no Iate Clube. 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