{"id":20173,"date":"2020-04-09T12:07:05","date_gmt":"2020-04-09T15:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20173"},"modified":"2020-04-09T14:59:07","modified_gmt":"2020-04-09T17:59:07","slug":"letrux-segue-seu-baile-em-aos-prantos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/04\/09\/letrux-segue-seu-baile-em-aos-prantos\/","title":{"rendered":"Letrux segue seu baile em Aos Prantos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_20176\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20176\" class=\"size-large wp-image-20176\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/LetruxAosPrantos_porAnaAlexandrino_6-740x494.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"494\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/LetruxAosPrantos_porAnaAlexandrino_6-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/LetruxAosPrantos_porAnaAlexandrino_6-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/LetruxAosPrantos_porAnaAlexandrino_6-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/LetruxAosPrantos_porAnaAlexandrino_6-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/LetruxAosPrantos_porAnaAlexandrino_6-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/LetruxAosPrantos_porAnaAlexandrino_6-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-20176\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ana Alexandrino\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Conheci o som de Let\u00edcia Novaes em 2010, quando ela integrava o duo Letuce, dividido com Lucas Vasconcellos. O disco de estreia deles, <em>Plano de Fuga para cima dos Outros e de Mim<\/em>, chegou naquele ano trazendo um som estranho, curioso e super\u00a0 bem pensado. A voz de Let\u00edcia tinha algo de debochada, c\u00f4mica e super espont\u00e2nea. E esse foi o ponto que fez ouvir e reouvir esse disco em momentos pontuais dali pra frente &#8211;\u00a0 ainda hoje, ele est\u00e1 aqui na estante. Passei batido no segundo \u00e1lbum, <em>Manja Perene<\/em> (2012), e recebi o terceiro e \u00faltimo, <em>Estilha\u00e7a<\/em> (2015), sem dar muita import\u00e2ncia, confesso. Mas ele ficou aqui guardado tamb\u00e9m. <!--more--><\/p>\n<p>N\u00e3o vou saber exatamente quando Let\u00edcia se transformou em Letrux, nem quando eu conheci essa persona-heter\u00f4nima que conservou aquilo que tanto me agradava em Let\u00edcia. O deboche, a interpreta\u00e7\u00e3o livre de amarras, e a vontade de colocar o sentimento \u00e0 frente da afina\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o, n\u00e3o estou dizendo que ela \u00e9 desafinada. H\u00e1 muita vontade de fazer m\u00fasica em Letrux e, mais ainda, que essa m\u00fasica seja reflexo de um pensamento, um sentimento coerente e potente.<\/p>\n<p>Isso volta a ficar expresso nas 13 faixas de <strong>Aos Prantos<\/strong>, \u00e1lbum que chegou tr\u00eas anos depois da estreia solo <em>Em Noite de Clim\u00e3o<\/em>. O novo \u00e1lbum segue a proposta de misturar sons eletr\u00f4nicos com guitarras e batidas org\u00e2nicas. O som \u00e9 dan\u00e7ante, at\u00e9 quando fala de dramas pessoais, rela\u00e7\u00f5es mal resolvidas e perdas. Tem algo The Cure, New Order e Maysa. E tem Let\u00edcia dando muitos passos adiante nas pr\u00f3prias ideias. Aos Prantos tem toques de samba, blues, rock, chanson, psicodelia e aquela certeza &#8220;fa\u00e7a voc\u00ea mesmo&#8221; que o punk t\u00e3o bem nos ensinou.<\/p>\n<p>Guardada &#8220;na serra&#8221;, fugindo do coronavirus, Letrux conversou com o <strong>DISCOGRAFIA<\/strong> sobre esse tempo de quarentena e o novo disco, que foi lan\u00e7ado em mar\u00e7o. &#8220;Tenho lido, cozinhado, feito nada, surtado, chorado, gargalhado com filmes, memes, ficado preocupada. Tem sido uma montanha russa emocional&#8221;, conta ela sobre esse tempo de reclus\u00e3o. Confira.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20177\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/CAPA-Letrux_AosPrantos-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/CAPA-Letrux_AosPrantos-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/CAPA-Letrux_AosPrantos-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/CAPA-Letrux_AosPrantos-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/CAPA-Letrux_AosPrantos-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/04\/CAPA-Letrux_AosPrantos.jpg 750w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>DISCOGRAFIA &#8211; Queria que voc\u00ea fizesse a sua cr\u00edtica ao novo disco. Em que pontos ele se assemelha ao <em>Noite de Clim\u00e3o<\/em>, em que pontos ele \u00e9 diferente.<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> N\u00e3o sei fazer cr\u00edticas dos meus trabalhos, exatamente. Consigo sentir que \u00e9 um evolu\u00e7\u00e3o de um processo meu, enquanto ser humana e com a banda, musicalmente. Estamos juntos h\u00e1 tr\u00eas anos, fomos construindo sons, encontros sonoros, fomos brincando mais de olhos fechados, confiando. E eu, enquanto compositora, continuo com minhas observa\u00e7\u00f5es, inquieta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o sei onde assemelha e onde n\u00e3o, e nem gosto de pensar assim. Eu crio sem olhar pra tr\u00e1s, mas sabendo que o passado tem seu estofo, sua import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Queria que voc\u00ea contasse como foi a confec\u00e7\u00e3o desse trabalho, a troca de ideias com os produtores, a experi\u00eancia de est\u00fadio, o tempo que levou de grava\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> O tempo de est\u00fadio foi at\u00e9 r\u00e1pido, a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o \u00e9 que levou mais tempo. Compor, sozinha, em dupla, trio ou quarteto, tudo isso foi orquestrado, editado, refletido. Depois dos ensaios, a grava\u00e7\u00e3o no est\u00fadio foi flu\u00edda. Nat\u00e1lia Carrera e Arthur Braganti que produziram de novo. Confio neles cegamente. E na banda tamb\u00e9m, todos muito empenhados em suas excel\u00eancias musicais. Gostamos de estar juntos, tocando, ent\u00e3o o est\u00fadio fluiu lindamente.<\/p>\n<p><strong>Leia cr\u00edtica do disco <em>Aos Prantos<\/em> <a href=\"https:\/\/mais.opovo.com.br\/jornal\/vidaearte\/2020\/03\/16\/critica--novo-disco-de-letrux-e-avassalador.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escrita pela jornalista Camila Holanda<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; <em>Aos Prantos<\/em> conta com duas convidadas, Luisa Lovefoxx e Liniker, com quem voc\u00ea dividiu o recente <em>Acorda Amor<\/em>. Queria que voc\u00ea falasse da sua rela\u00e7\u00e3o com elas e desse encontro no novo disco.<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Sou apaixonada pelas duas. Lovefoxxx, desde in\u00edcio dos anos 2000, com CSS e Liniker desde que sua banda estourou. Tive a sorte de ver a volta do CSS no Popload, e a\u00ed nos encontramos depois e foi amor \u00e0 primeira vista. Luisa \u00e9 muito importante pra minha gera\u00e7\u00e3o, uma voz, uma presen\u00e7a \u00fanica, genu\u00edna at\u00e9 o talo. Quando a convidei pra gravar <em>Fora da foda<\/em> e ela topou, fiquei muito feliz. A voz dela \u00e9 a cereja do bolo. Liniker e eu participamos juntas do projeto <em>Acorda Amor<\/em>, ent\u00e3o estreitamos uma amizade e admira\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tem ningu\u00e9m igual \u00e0 ela, aquilo ali \u00e9 for\u00e7a da natureza. <em>Sente o drama<\/em> precisava dessa voz dela, fenomenal.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; <em>Aos Prantos<\/em> tem m\u00fasica em ingl\u00eas e espanhol. Voc\u00ea tem planos de investir mais no mercado internacional? Que espa\u00e7o voc\u00ea v\u00ea para sua m\u00fasica fora do Brasil?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Sou filha de uma professora de franc\u00eas. Minha m\u00e3e sempre achou importante fazer cursos de l\u00ednguas, e eu tamb\u00e9m, com todo meu interesse musical e po\u00e9tico, amo ler em outras l\u00ednguas, cantar tamb\u00e9m. J\u00e1 fiz shows fora do Pa\u00eds, em Portugal, e com Letuce cheguei a tocar em Londres e Paris. Acho divertida a ideia, mas n\u00e3o tenho nenhum plano de investir agora. Mas mais pra frente seria astral. Em Portugal as pessoas amaram nosso show, n\u00e3o h\u00e1 barreiras da l\u00edngua, mas acredito que a sonoridade da banda leve uma plateia que n\u00e3o fala portugu\u00eas para lugares emocionantes tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Letrux - D\u00e9j\u00e0 Vu Frenesi\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O7zMSvzisYg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Muitas das suas composi\u00e7\u00f5es falam em primeira pessoa e voc\u00ea se coloca como uma mulher livre de agir, pensar e sentir. Queria que voc\u00ea falasse dos olhares interno e externo dessas can\u00e7\u00f5es. Em que ponto suas m\u00fasicas s\u00e3o reflexos de experi\u00eancias pessoais e em que ponto elas refletem experi\u00eancias de mulheres que fazem parte do seu mundo?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> N\u00e3o existe um ponto exato, na hora da cria\u00e7\u00e3o acaba que tudo se funde e uma experi\u00eancia que tive h\u00e1 sete anos se encontra com um desabafo que uma amiga me fez no WhatsApp. S\u00e3o cursos de rios, que v\u00e3o se encontrando \u00e0s vezes e desembocam no mar. Empresto muito de mim, mas sou ultra observadora, quase voyeur, tenho vis\u00e3o perif\u00e9rica, percebo tudo, vou sentindo e anotando, deixando fluir, at\u00e9 que um dia, vem uma necessidade de transformar algo e a\u00ed parto pra composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Voc\u00ea se tornou uma das artistas mais comentadas nos \u00faltimos anos, tanto pela m\u00fasica em si quanto pelas apresenta\u00e7\u00f5es que s\u00e3o verdadeiros happenings. Como viu essa resposta ao trabalho solo?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Fico honrada e emocionada, me entrego em todos shows, no maior festival at\u00e9 show pequeno em cidade do inferior. Pra mim n\u00e3o existe c\u00f3lica, stress, nada. Na hora do palco re\u00fano minhas for\u00e7as, minha verdade, minhas mentiras tamb\u00e9m (por que n\u00e3o?) e me lan\u00e7o naquele espa\u00e7o. Portanto, \u00e9 muito bom saber que as pessoas tamb\u00e9m sentem minha entrega, fico feliz com isso.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Uma marca das suas apresenta\u00e7\u00f5es \u00e9 um forte discurso pol\u00edtico. Voc\u00ea ainda v\u00ea espa\u00e7o para um artista que prefere n\u00e3o se posicionar politicamente? De alguma forma, voc\u00ea se preocupa com uma parcela do seu p\u00fablico que n\u00e3o se alinha ao seu pensamento pol\u00edtico e poderia se sentir incomodada?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Quem n\u00e3o se alinha com meu discurso pol\u00edtico acho que nem vai ao show. Sinto total conex\u00e3o pol\u00edtica com meu p\u00fablico que se manifesta nas redes sociais e nos shows. Artistas que n\u00e3o se posicionam tem medo, talvez. Eu n\u00e3o tenho medo. Tenho alguns, mas de me manifestar n\u00e3o. Preciso. Artistas que eu amo, admiro, cresci adorando, se manifestam politicamente. Bem raro eu gostar de um artista isent\u00e3o. A maioria tem uma m\u00fasica que n\u00e3o mexe com meus brios.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Uma pessoa que tornou-se cada vez mais pr\u00f3xima de voc\u00ea foi Marina Lima. Ela est\u00e1 no primeiro disco do Letuce, como compositora, e no seu primeiro disco solo, como presen\u00e7a real. Ela fala de voc\u00ea, dividiu o palco com voc\u00ea e <em>Fora da Foda<\/em> lembra a sonoridade elegante da Marina dos anos 1990. Queria que voc\u00ea falasse dessa influ\u00eancia na sua vida, de como ela chegou e se instalou na sua hist\u00f3ria.<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Eu e Marina nos conhecemos via MySpace. Mandei mensagem pra ela e ela respondeu, fiquei tremendo e muito feliz. Gravei <em>Acontecimentos<\/em> no primeiro disco de Letuce, cheguei a cantar essa m\u00fasica com ela, num show dela em 2013, e a\u00ed em 2017 ela me chamou para fazer uma letra com ela. Foi das coisas mais incr\u00edveis do mundo. Fizemos <em>M\u00e3e gentil<\/em>, que est\u00e1 no \u00faltimo disco dela. E a\u00ed, como quem n\u00e3o quer nada, fiz outro convite pra ela cantar <em>Puro Disfarce<\/em> comigo no <em>Clim\u00e3o<\/em>. Ela topou, e, desde ent\u00e3o, participamos uma no show da outra, sempre com muita admira\u00e7\u00e3o, carinho e amor. Marina \u00e9 musa absoluta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Letrux - Sente o Drama\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S_PSp360mcE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; A Let\u00edcia Novaes, do Letuce, \u00e9 muito diferente da Letrux? Em que elas s\u00e3o diferentes e em que s\u00e3o iguais?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Acho que s\u00e3o evolu\u00e7\u00f5es normais e reais. Meus amigos pr\u00f3ximos que viram show da minha primeira banda, Let\u00edcios, enxergam toda a minha trajet\u00f3ria. J\u00e1 tinha coisa l\u00e1. De Letrux. Eu sempre vou criar personas. Apelidos, m\u00e1scaras, sagas, trajet\u00f3rias. Musicalmente e dramaticamente, isso me atrai. Sou f\u00e3 de David Bowie. Claro que Letuce era mais inocente porque eu era, fui adquirindo casca, languidez e trouxe isso pro meu trabalho. S\u00e3o evolu\u00e7\u00f5es da minha personalidade, que se refletem nas minhas composi\u00e7\u00f5es e no meu jeito de cantar, estar no palco.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Foram tr\u00eas discos com o Letuce e o Lucas Vasconcellos segue como um parceiro na sua carreira solo. Como voc\u00ea se relaciona com o repert\u00f3rio da sua antiga banda? Esse repert\u00f3rio ainda reflete quem voc\u00ea \u00e9 hoje? No disco <em>Estilha\u00e7a<\/em>, por exemplo, voc\u00ea diz \u201ctoda noite eu arranco meu cora\u00e7\u00e3o, de manh\u00e3 ele volta a crescer\u201d. Com a Letrux tamb\u00e9m \u00e9 assim?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Sempre vou querer compor com Lucas, amo a m\u00fasica que fizemos para o <em>Aos Prantos<\/em>: <em>Esse filme que passou foi bom<\/em>. Eu n\u00e3o canto mais repert\u00f3rio de Letuce. Tocamos num show que Lucas participou, mas a gente n\u00e3o toca no nosso show. N\u00e3o achava que tinha a ver com <em>Clim\u00e3o<\/em> e n\u00e3o sei tamb\u00e9m se vai ter a ver com <em>Aos Prantos<\/em>. Eu amo os tr\u00eas discos que lancei, que bom que eles existem, mas n\u00e3o cabem na minha boca agora. Acho que meu cora\u00e7\u00e3o sempre cresce, tipo rabo de lagartixa mesmo. Arrancam e eu sigo. Sempre.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"letuce @ paquet\u00e1: animadinha (apresenta\u00e7\u00e3o da banda)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9n2yHTC9bQw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O coronavirus tem causado um impacto grande no mercado da arte, que j\u00e1 \u00e9 fr\u00e1gil por uma s\u00e9rie de quest\u00f5es. No caso da m\u00fasica, muitos shows e eventos foram cancelados. De que forma isso afetou voc\u00ea?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Me afetou em cheio, como todo o planeta. Seis meses que n\u00e3o existir\u00e3o. Nada de cach\u00eas, turn\u00eas para fora, festivais, nada. Zero reais. \u00c9 preocupante. Alarmante. N\u00e3o sei como vai ser.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como voc\u00ea tem atravessado esse per\u00edodo de quarentena? O que tem feito para ocupar o tempo?<\/strong><br \/>\n<strong>Letrux &#8211;<\/strong> Felizmente, estou na serra, portanto consigo pegar sol, ver a natureza, ter contato com a terra e a \u00e1gua, muito importante pra mim. Tenho lido, cozinhado, feito nada, surtado, chorado, gargalhado com filmes, memes, ficado preocupada. Tem sido uma montanha russa emocional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conheci o som de Let\u00edcia Novaes em 2010, quando ela integrava o duo Letuce, dividido com Lucas Vasconcellos. O disco de estreia deles, Plano de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":20177,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20173","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20173","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20173"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20173\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20180,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20173\/revisions\/20180"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20173"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20173"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20173"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}