{"id":20262,"date":"2020-05-26T21:11:02","date_gmt":"2020-05-27T00:11:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20262"},"modified":"2020-05-26T21:11:02","modified_gmt":"2020-05-27T00:11:02","slug":"de-bach-ao-baiao-os-90-anos-de-sivuca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/05\/26\/de-bach-ao-baiao-os-90-anos-de-sivuca\/","title":{"rendered":"De Bach ao bai\u00e3o: os 90 anos de Sivuca"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20267\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/f62fcb71bd1a82eedae62292a5daa952.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"750\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/f62fcb71bd1a82eedae62292a5daa952.jpg 1000w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/f62fcb71bd1a82eedae62292a5daa952-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/f62fcb71bd1a82eedae62292a5daa952-740x555.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/f62fcb71bd1a82eedae62292a5daa952-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/f62fcb71bd1a82eedae62292a5daa952-120x90.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 vai quase o fim da grava\u00e7\u00e3o de <em>Feira de Mangaio<\/em> quando Clara Nunes n\u00e3o se cont\u00e9m e solta: \u201c\u00cata sanfoneiro da gota serena\u201d. O sanfoneiro em quest\u00e3o era Sivuca, autor daquele que \u00e9 um dos mais reconhec\u00edveis riffs da MPB. Cl\u00e1ssico absoluto entre os mestres do acordeom, a composi\u00e7\u00e3o revela muito sobre seu autor. Come\u00e7a que <em>Feira <\/em><em>de mangaio<\/em>\u00a0\u00e9 uma parceria com Gl\u00f3ria Gadelha, com quem Sivuca dividiu uma vida e uma carreira. Outro detalhe \u00e9 que esse forr\u00f3 nasceu nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, num momento em que casal conversava sobre do que sentiam saudades do Brasil. E levar a tradi\u00e7\u00e3o nacional para o exterior \u2013 bem como trazer de l\u00e1 pra c\u00e1 \u2013 est\u00e1 entre as grandes contribui\u00e7\u00f5es daquele senhor talhado em tons de branco.<\/p>\n<p>Foi no 26 de maio de 1930 que nasceu Sivuca. Ou melhor, Severino Dias de Oliveira, filho de gente simples do munic\u00edpio paraibano de Itabaiana. Sivuca, mesmo, s\u00f3 foi nascer mais adiante, quando aquele menino albino j\u00e1, ainda adolescente, j\u00e1 trabalhava em r\u00e1dios tocando acordeom. \u201cEle come\u00e7ou a tocar com um (acordeom) 8 baixos e, como era albino, n\u00e3o podia brincar na rua e ficava em casa estudando\u201d, conta o m\u00fasico Adelson Viana, que, assim como Sivuca, \u00e9 arranjador e pianista. No entanto, ambos acabam sendo mais reconhecidos pelo trabalho com a<\/p>\n<div id=\"attachment_20268\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20268\" class=\"wp-image-20268 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/capa18-300x299.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"299\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/capa18-300x299.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/capa18-740x738.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/capa18-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/capa18-768x766.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/capa18-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/capa18.jpg 1263w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-20268\" class=\"wp-caption-text\">Capa do disco que registra o inesquec\u00edvel encontro de Rosinha de Valen\u00e7a com Sivuca, no projeto Seis e Meia (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>sanfona. \u201cA sanfona tem esse poder de liderar por que \u00e9 um instrumento mais expressivo, marcante\u201d, sup\u00f5e.<\/p>\n<p>Autodidata, Sivuca nem tinha 10 anos quando j\u00e1 tocava em bailes, feiras e festas de sua cidade. Por volta dos 15, da Para\u00edba foi pra Pernambuco, onde participou de regionais e trabalhou em trilhas de radionovelas. Seu pr\u00f3ximo destino foi S\u00e3o Paulo, a convite da cantora Carm\u00e9lia Alves que o queria no seu pr\u00f3ximo disco. E foi dela a primeira grava\u00e7\u00e3o de <em>Adeus Maria Ful\u00f4<\/em>, parceria dele com Humberto Teixeira. Antes, Sivuca parou para estudar teoria musical e harmonia com C\u00e9sar Guerra Peixe.<\/p>\n<p>Esse contato com o maestro petropolitano talvez seja a senha para compreender a grandiosidade de Sivuca. Sua m\u00fasica tinha o barro do interior nordestino e as luzes dos sal\u00f5es elegantes. Ele era o sanfoneiro do resfolego \u00e1gil e o admirador de Johann Sebastian Bach \u2013 de quem adaptou muitas pe\u00e7as para a sanfona. De S\u00e3o Paulo, ele ganhou o mundo tornando-se um dos artistas brasileiros mais reconhecidos em espet\u00e1culos dos mais variados gostos. Sua viagem para a Europa, inclusive, foi integrando uma comitiva de m\u00fasicos brasileiros que se apresentava com o apoio da Lei Humberto Teixeira, que divulgava nosso patrim\u00f4nio cultural no exterior. Batizado como \u201cOs Brasileiros\u201d, a comitiva contava ainda com o Trio Irakitan nos vocais, Abel Ferreira nos sopros, Dimas e Pernambuco na percuss\u00e3o, e Guio de Moraes na dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica, e chegaram a gravar um disco que resumia as apresenta\u00e7\u00f5es que passaram por Londres, Bruxelas e Paris.<\/p>\n<p>Dessa viagem, em meados dos anos 1950, at\u00e9 o fim da vida, em 14 de dezembro de 2006, vitimado por um c\u00e2ncer, Sivuca visitaria muitos pa\u00edses, moraria em alguns deles e encontraria algumas das mais importantes personalidades da m\u00fasica moderna. Miriam Makeba, Harry Belafonte, Nelson Ridle, Julie Andrews, Paul Simon, Bete Midler, Hugh Masakela, Astrud Gilberto, Stanley Turrentine, Toots Thielemans, Oswaldinho, Airto Moreira, Flora Purim e Hermeto Pachoal s\u00f3 pra ficar numa lista modesta. Tamb\u00e9m \u00e9 longa a lista de parceiros, como Chico Buarque, com quem comp\u00f4s\u00a0 sublime <em>Jo\u00e3o e Maria<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cEle teve contato com grandes maestros, arranjadores, cantores de sucesso. E teve uma temporada muito boa nos EUA, passou muitos anos l\u00e1, onde gravou um disco incr\u00edvel, <em>Live at the Village Gate<\/em>. L\u00e1, ele misturou m\u00fasica brasileira, tocou Baden Powell, composi\u00e7\u00e3o dele, standard de jazz, revisitou compositores mais antigos, como o<\/p>\n<div id=\"attachment_20269\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20269\" class=\"size-medium wp-image-20269\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/os-brasileiros-na-europa-sivuca-pernambuco-guio-de-moraes-lp-D_NQ_NP_808753-MLB29264201566_012019-F-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/os-brasileiros-na-europa-sivuca-pernambuco-guio-de-moraes-lp-D_NQ_NP_808753-MLB29264201566_012019-F-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/os-brasileiros-na-europa-sivuca-pernambuco-guio-de-moraes-lp-D_NQ_NP_808753-MLB29264201566_012019-F-740x555.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/os-brasileiros-na-europa-sivuca-pernambuco-guio-de-moraes-lp-D_NQ_NP_808753-MLB29264201566_012019-F-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/os-brasileiros-na-europa-sivuca-pernambuco-guio-de-moraes-lp-D_NQ_NP_808753-MLB29264201566_012019-F-120x90.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/05\/os-brasileiros-na-europa-sivuca-pernambuco-guio-de-moraes-lp-D_NQ_NP_808753-MLB29264201566_012019-F.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-20269\" class=\"wp-caption-text\">Capa do disco do grupo &#8220;Os Brasileiros&#8221; do qual Sivuca fez parte em meados dos 1950 (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Caymmi, Moacir Santos e Ary Barroso, tocou com uma banda de americanos. Um cl\u00e1ssico desse disco ficou o <em>Ain\u2019t no Sunshine<\/em>, do Bill Withers, uma vers\u00e3o legal pra caramba\u201d, aponta o guitarrista Mimi Rocha. \u201cEssa fase \u00e9 super bacana pra carreira dele. Pouca gente conhece, na verdade. Quem \u00e9 mais aficionado com o trabalho dele como sanfoneiro, nordestino, brasileiro meio que n\u00e3o conhece muito desse lado dele de compositor e arranjador\u201d, completa.<\/p>\n<p>Da soul music ao bai\u00e3o a \u00e0s valsas, choros, sambas, tudo passava por Sivuca. \u201cEle era especial por que era um m\u00fasico completo. Quase tudo que passasse pela m\u00e3o dele ele tocava. N\u00e3o s\u00f3 a sanfona, como outros instrumentos. Al\u00e9m de tocar forr\u00f3 muito bem, ele adorava cl\u00e1ssicos e lia muito. Era um cara muito positivo\u201d, relembra o m\u00fasico e produtor Lau Trajano, com quem Sivuca dividiu alguns palcos e doses de cacha\u00e7a. \u201cEle era um contador de causo. A gente sentava pra papear e ele contava hist\u00f3rias de quando morou fora. Ele dizia que iria sentar a poeira e iria viver na terra dele. Ele n\u00e3o queria tocar mais depois de certo tempo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSivuca foi um extraordin\u00e1rio m\u00fasico que elevou o n\u00edvel da sanfona a um outro patamar. Transitou do popular ao erudito de uma forma extraordin\u00e1ria, e foi muito respeitado no exterior. Acho que, se hoje a gente pode subir num palco e tocar sanfona, deve-se muito a ele. Ele tem uma singularidade, uma particularidade que \u00e9 indiscut\u00edvel\u201d, destaca Adelson Viana. \u201cSivuca estudou muito com violinistas e pegou uma t\u00e9cnica baseada no arco do violino. Ele percebia que o movimento do arco dava mais ou menos no tempo da abertura do fole. Ele sincronizava o manejo do violino com a abertura do fole e fazia isso com maestria. Era um m\u00fasico preparado, ia aos limites do que o acordeom pode dar\u201d.<\/p>\n<p>Para ver:<br \/>\n<strong>Live At Berns Salonger<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Miriam Makeba - Live At Berns Salonger, Stockholm, Sweden, 1966 (OFFICIAL VIDEO) (Pt. 1)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3znK08BoKfU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Gravado em 1966, em Estocolmo, Su\u00e9cia, o v\u00eddeo com cerca de 20 minutos traz a cantora sul-africana Miriam Makeba cantando acompanhada de Sivuca ao viol\u00e3o. Entre as can\u00e7\u00f5es, <em>Chove Chuva<\/em>, de Jorge Ben.<\/p>\n<p><strong>Matilda<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"R.I.P. Harry Belafonte &amp; Julie Andrews - Matilda (live, 1972)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/W2tyZjOwDMM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 1970, o cantor e ator Harry Belafonte convidou Sivuca para integrar sua banda. Juntos, eles participaram de um especial de TV que contou com participa\u00e7\u00e3o de Julie Andrews. Sivuca toca viol\u00e3o, sanfona e brinca com o elenco.<\/p>\n<p><strong>Feira de Mangaio<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sivuca e Clara Nunes - Feira de Mangaio (1978)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3913APj59rg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Talvez o maior sucesso de Sivuca, esse forr\u00f3 ganhou um clipe para a TV onde divide aten\u00e7\u00e3o com a saudosa Clara Nunes. A m\u00fasica fecha o disco <strong>Esperan\u00e7a<\/strong>, de 1979, que vendeu mais de 350 mil c\u00f3pias.<\/p>\n<p><strong>Sveriges Radio 1969<\/strong><br \/>\nhttps:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IfQgANPl6Wc<\/p>\n<p>Nesse programa feito para a TV sueca em 1969, Sivuca abre o set com uma interpreta\u00e7\u00e3o cheia de improvisos para <em>C\u00e9u e mar<\/em> (Johnny Alf) e segue com <em>Arrast\u00e3o<\/em>\u00a0(Edu Lobo\/ Vinicius de Moraes) e outros cl\u00e1ssicos da bossa nova.<\/p>\n<p><strong>Aproveita gente<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Luiz Gonzaga - Aproveita Gente\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CvvGRC6XmJY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em 1984, Sivuca foi um dos convidados de Luiz Gonzaga num especial da TV Globo. Juntando ainda Doinguinhos e Oswaldinho, o programa transforma o est\u00fadio numarrai\u00e1. Uma grande festa nordestina.<\/p>\n<p>Para ouvir:<br \/>\n<strong>Live at the Village Gate<\/strong><br \/>\nGravado em 1975, o \u00e1lbum traz uma apresenta\u00e7\u00e3o de Sivuca num famoso clube de jazz de Nova York, acompanhado de um quinteto de m\u00fasicos americanos. No repert\u00f3rio, tem sucesso pr\u00f3prio (<em>Adeus Maria ful\u00f4<\/em>), Ary Barroso (<em>No rancho fundo<\/em>) e uma curiosa vers\u00e3o de <em>Ain\u2019t no Sunshine<\/em>, de Bill Withers.<\/p>\n<p><strong>Let&#8217;s vamos<\/strong><br \/>\nDe 1987, o disco \u00e9 uma parceria de Sivuca com o duo de violonistas suecos Guitars Unlimited, formado por Peter Almqvist e Ulf Wakenius. O repert\u00f3rio vai de Moacir Santos (<em>Coisa No 10<\/em>) a Dominguinhos (<em>Nipolitano<\/em>). Gl\u00f3ria Gadelha participa em <em>Cheirinho de mulher<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Pau doido<\/strong><br \/>\nResultado de uma turn\u00ea pela Escandin\u00e1via e norte da Europa, esse \u00e1lbum de 1992 tem homenagens a Tom Jobim (<em>Um tom para Jobim<\/em>) e Astor Piazzolla (<em>Can\u00e7\u00e3o Piazzollada<\/em>). O m\u00fasico Jo\u00e3o Lyra participa tocando viol\u00e3o e na composi\u00e7\u00e3o de <em>Riacho seco<\/em>, parceria com Maur\u00edcio Carrilho.<\/p>\n<p><strong>Sivuca &amp; Rosinha de Valen\u00e7a<\/strong><br \/>\nDe 1977, a grava\u00e7\u00e3o do projeto Seis e Meia, no Teatro Jo\u00e3o Caetano, no Rio de Janeiro, rendeu um dos discos mais cultuados da m\u00fasica instrumental brasileira. \u00c9 aqui que ele mostra ao p\u00fablico, pela primeira vez, sua <em>Feira de mangaio<\/em>. Ao lado do viol\u00e3o de Rosinha, Sivuca recria <em>Asa branca<\/em> e <em>Lamento<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Cada um belisca um pouco<\/strong><br \/>\nLan\u00e7ado em 2004, o disco re\u00fane mestres do acordeom: Sivuca, Oswaldinho e Dominguinhos, al\u00e9m de Waldonys, como convidado especial. No repert\u00f3rio, eles passeiam por sucessos acumulados em anos de carreira. <em>Eu s\u00f3 quero um xod\u00f3<\/em>, <em>Bai\u00e3o<\/em>, <em>Adeus Maria Ful\u00f4<\/em> e outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 vai quase o fim da grava\u00e7\u00e3o de Feira de Mangaio quando Clara Nunes n\u00e3o se cont\u00e9m e solta: \u201c\u00cata sanfoneiro da gota serena\u201d. 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