{"id":20276,"date":"2020-06-05T20:34:10","date_gmt":"2020-06-05T23:34:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20276"},"modified":"2021-12-08T18:38:27","modified_gmt":"2021-12-08T21:38:27","slug":"reverencias-mil-para-renata-lu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/06\/05\/reverencias-mil-para-renata-lu\/","title":{"rendered":"Rever\u00eancias mil para Renata Lu"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20277\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/20181002_072805-740x723.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"723\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/20181002_072805-740x723.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/20181002_072805-300x293.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/20181002_072805-768x750.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/20181002_072805-1536x1501.jpg 1536w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/20181002_072805-2048x2001.jpg 2048w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/20181002_072805-120x117.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>A not\u00edcia da morte de Aldir Blanc, no \u00faltimo 4 de maio, veio seguida de muitas homenagens a um dos mais importantes compositores brasileiros. Letrista famoso por falar dos an\u00f4nimos, o carioca merecia uma est\u00e1tua gigante, teses sobre sua obra, bandeiras a meio pau, toda e qualquer homenagem. Sua contribui\u00e7\u00e3o para a cultura nacional foi imensa. S\u00f3 pela co-autoria de <em>O B\u00eabado e a Equilibrista<\/em>, ele j\u00e1 mereceria mais que marias e clarices chorando.<\/p>\n<p>A grava\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada em 1979 por Elis Regina, no disco <strong>Essa Mulher<\/strong>, \u00e9 indiscutivelmente um dos momentos mais felizes da m\u00fasica brasileira. Tirando inspira\u00e7\u00e3o sabe Deus de onde (talvez dele mesmo), ela pegou mais um samba da grife Aldir-Jo\u00e3o Bosco e elevou \u00e0 sua en\u00e9sima pot\u00eancia.<\/p>\n<p>Curiosamente, naquele mesmo ano outra cantora gravaria este samba, no m\u00eas de maio, num est\u00fadio carioca, sua terra natal. <strong>Renata Lu<\/strong> foi um mist\u00e9rio para este colunista ao longo de 11 anos. Nenhum v\u00eddeo no youtube, nenhuma entrevista ou biografia mais aprofundada. As \u00fanicas informa\u00e7\u00f5es sobre a discografia e algo da vida daquela morena sorridente estavam num site, hoje extinto. E assim ela permaneceu at\u00e9 a morte de Aldir voltar a ati\u00e7ar a curiosidade jornal\u00edstica.<\/p>\n<p>Consultando pesquisadores, m\u00fasicos e jornalistas de alguns cantos do Brasil, cheguei a um parente que, ap\u00f3s um contato por redes sociais, muito prontamente me respondeu que <strong>Renata Lu<\/strong> est\u00e1 viva, para al\u00edvio dos que lamentam sua morte em coment\u00e1rios da internet. Segundo Rodrigo Machado, casado com uma sobrinha-neta da cantora, <strong>Renata<\/strong>, hoje, com 65 anos, vive reclusa numa cl\u00ednica por conta de uma doen\u00e7a degenerativa heredit\u00e1ria \u2013 Ataxia Espinocerebelar, que j\u00e1 havia atacado sua m\u00e3e e uma irm\u00e3. Embora totalmente l\u00facida, ela teve a voz e a locomo\u00e7\u00e3o comprometida.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"RENATA L\u00da   LI\u00c7\u00c3O DE BOTEQUIM\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HaD7bQpNQYw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A grava\u00e7\u00e3o de <strong>Renata Lu<\/strong> para <em>O B\u00eabado e a Equilibrista<\/em> est\u00e1 no disco <strong>T\u00f4 Voltando<\/strong>, que leva o nome do samba que Simone gravaria naquele mesmo ano com enorme sucesso &#8211; e sim, ela tamb\u00e9m gravou este samba de Paulo C\u00e9sar Pinheiro e Maur\u00edcio Tapaj\u00f3s. O \u00e1lbum teve tratamento luxuoso, com produ\u00e7\u00e3o de Paulinho Tapaj\u00f3s e participa\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos como Ivan \u201cMam\u00e3o\u201d Conti, Z\u00e9 Menezes, Dino 7 Cordas e Armando Mar\u00e7al. No repert\u00f3rio, al\u00e9m desses dois cl\u00e1ssicos nacionais, uma linda vers\u00e3o de <em>Quando tu passas por mim<\/em> (Vinicius de Moraes\/ Ant\u00f4nio Maria) e a melanc\u00f3lica <em>Quero Sim<\/em> (Leci Brand\u00e3o\/ Darcy da Mangueira).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"RENATA LU - &quot;FIM DE PAPO&quot; - FRED FALC\u00c3O E ARNOLDO MEDEIROS\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r9U_cwfZ5-I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>H\u00e1 alguns meses, um empres\u00e1rio portugu\u00eas entrou em contato querendo relan\u00e7ar outro \u00e1lbum de <strong>Renata Lu<\/strong>, o <strong>Sand\u00e1lia de Prata<\/strong>, de 1976, com can\u00e7\u00f5es de Cartola, Nelson Cavaquinho, Heitor dos Prazeres e outros. No entanto, a negocia\u00e7\u00e3o n\u00e3o se concretizou. Rodrigo n\u00e3o sabe detalhes sobre a discografia da sambista cujo timbre de contralto lembra muito o de Clara Nunes. <strong>Renata<\/strong>, inclusive, teria vencido Clara em festival de m\u00fasica.\u00a0Ela ainda foi amiga de Beth Carvalho, Alcione e andava muito com as Chacretes. Gravou v\u00e1rios compactos e lan\u00e7ou o primeiro LP em 1971, que tem entre os destaques <em>Sambaloo<\/em> e <em>Manias<\/em>, famosa na voz de Dolores Duran<\/p>\n<p>Estreando no in\u00edcio dos anos 1970, <strong>Renata Lu<\/strong> foi al\u00e9m do samba, encostou na black music, na jovem guarda e deixou uma hist\u00f3ria bonita ser redescoberta. Em seu tempo de trabalho, viajou o mundo, chegou ao Jap\u00e3o com sua voz e nossa m\u00fasica. Numa \u00e9poca de tantas sambistas que ganharam notoriedade e popularidade, <strong>Renata<\/strong> n\u00e3o teve a mesma proje\u00e7\u00e3o. Mas sua m\u00fasica segue dispon\u00edvel em algumas plataformas e pode \u2013 deve \u2013 lhe trazer o reconhecimento merecido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A not\u00edcia da morte de Aldir Blanc, no \u00faltimo 4 de maio, veio seguida de muitas homenagens a um dos mais importantes compositores brasileiros. 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