{"id":20338,"date":"2020-07-06T09:41:20","date_gmt":"2020-07-06T12:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20338"},"modified":"2020-07-08T16:14:37","modified_gmt":"2020-07-08T19:14:37","slug":"em-rough-and-rowdy-ways-bob-dylan-olha-o-passado-apontando-para-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/07\/06\/em-rough-and-rowdy-ways-bob-dylan-olha-o-passado-apontando-para-o-futuro\/","title":{"rendered":"Em Rough and Rowdy Ways, Bob Dylan olha o passado apontando para o futuro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20339\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/DylanAlb-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/DylanAlb-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/DylanAlb-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/DylanAlb-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/DylanAlb-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/DylanAlb-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/DylanAlb.jpg 980w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p><strong>Por Thiago Chaves, Professor da Unifanor-Wyden e colaborador do Discografia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rough and Rowdy Ways<\/strong> \u00e9 o resgate do velho <strong>Bob Dylan<\/strong>. Dono do cancioneiro mais importante da m\u00fasica americana do \u00faltimo s\u00e9culo, seu 39\u00ba disco \u00e9 um tributo a v\u00e1rios artistas que o influenciaram. Leonard Cohen e David Bowie est\u00e3o presentes neste disco de forma que parecem at\u00e9 coautores do trabalho. Depois de ganhar o Nobel de Literatura por sua vasta obra po\u00e9tica, o bardo estava em sil\u00eancio e isso era inc\u00f4modo para todos os amantes da m\u00fasica.<\/p>\n<p>O fato \u00e9: ganhar o Nobel fez <strong>Dylan<\/strong> se aproximar ainda mais de um trabalho que lembra um conjunto de poemas musicados.<\/p>\n<p>A tem\u00e1tica do disco vai da finitude da vida (<em><strong>I Contain Multitudes<\/strong><\/em>), melancolia (<em><strong>I&#8217;ve Made Up My Mind to Give Myself to You<\/strong><\/em>) ao assassinato de Kennedy (<em><strong>Murder Most Foul<\/strong><\/em>), por sinal a primeira a ser revelada deste novo trabalho e trouxe uma grata surpresa: Dylan e suas narrativas repletas de refer\u00eancias sociais e pol\u00edticas que recontam a hist\u00f3ria americana.<\/p>\n<p>Curiosidade: apenas com essa m\u00fasica que <strong>Bob<\/strong> conseguiu algo tamb\u00e9m in\u00e9dito em sua carreira. Pela primeira vez, ele foi o 1\u00ba na Billboard, algo incomum para uma can\u00e7\u00e3o de quase 20 minutos. Mem\u00f3ria e morte s\u00e3o presen\u00e7as nesse disco e n\u00e3o como algo pesado ou fardo, mas como natural e importante para cada ser vivo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bob Dylan - False Prophet (Official Lyric Video)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aIF0gkqvaQ0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A recep\u00e7\u00e3o do disco vai de algo a \u201c5 estrelas\u201d, \u201cum testamento do tempo dif\u00edcil que estamos vivendo\u201d ao \u201cmelhor trabalho em d\u00e9cadas de carreira\u201d.<\/p>\n<p>Se hoje somos assombrados por falta de esperan\u00e7a na atual conjuntura social e pol\u00edtica do mundo p\u00f3s-11 de setembro, na arte de compositores e mestres como <strong>Bob Dylan<\/strong> encontramos a fagulha de luz que ilumina esse caminho. Se olha para o passado para lapidar suas can\u00e7\u00f5es, \u00e9 para o futuro que ele aponta.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em><strong>\u201cEu viajei por um longo caminho de desespero<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>N\u00e3o conheci outro viajante por l\u00e1<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Muitas pessoas se foram, muitas pessoas que eu conhecia<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Eu decidi me entregar a voc\u00ea&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Bob Dylan<\/strong><\/p>\n<p>Esse novo trabalho \u00e9 um resgate para os antigos apaixonados da obra de <strong>Dylan<\/strong>, mas tamb\u00e9m uma oportunidade nunca tardia para novos ouvintes encontrarem uma nova paix\u00e3o. Jovens, conhecer esse poeta moderno \u00e9 fundamental. Esperamos ainda n\u00e3o ser a despedida, mas apenas mais um trabalho digno de se apresentar aos amigos.<\/p>\n<p>Em tempos de pandemia, isolamento social e medo, a arte nos guiar\u00e1 pelo menos \u00e0queles que desejam retirar a venda dos olhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Thiago Chaves, Professor da Unifanor-Wyden e colaborador do Discografia Rough and Rowdy Ways \u00e9 o resgate do velho Bob Dylan. 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