{"id":20555,"date":"2021-02-01T13:35:56","date_gmt":"2021-02-01T16:35:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20555"},"modified":"2021-02-01T13:35:56","modified_gmt":"2021-02-01T16:35:56","slug":"coluna-mimi-rocha-16-50-anos-passam-voando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2021\/02\/01\/coluna-mimi-rocha-16-50-anos-passam-voando\/","title":{"rendered":"Coluna Mimi Rocha 16: 50 anos passam voando&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17934\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/cd-roberto-carlos-1971-detalhes-D_NQ_NP_931125-MLB25385742162_022017-F.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/cd-roberto-carlos-1971-detalhes-D_NQ_NP_931125-MLB25385742162_022017-F.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/cd-roberto-carlos-1971-detalhes-D_NQ_NP_931125-MLB25385742162_022017-F-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/cd-roberto-carlos-1971-detalhes-D_NQ_NP_931125-MLB25385742162_022017-F-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2012\/11\/cd-roberto-carlos-1971-detalhes-D_NQ_NP_931125-MLB25385742162_022017-F-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>A m\u00e1xima que \u201ccinquenta anos n\u00e3o s\u00e3o cinquenta dias\u201d a gente escuta desde crian\u00e7a, e quando olhamos pra tr\u00e1s vemos como passou voando. Em 1971 o mundo vivia uma fase de transi\u00e7\u00e3o, com o fantasma da guerra do Vietn\u00e3, e amea\u00e7a at\u00f4mica da guerra fria ainda nos rondando. Os americanos continuavam a explorar a lua, a Intel lan\u00e7ava seu primeiro microprocessador, Pablo Neruda ganhava o Nobel de literatura.<\/p>\n<p>Por aqui a ditadura fazia sumir muita gente, os por\u00f5es estavam lotados, mas o ufanismo de &#8220;Pa\u00eds do futuro&#8221;, rec\u00e9m tricampe\u00e3o de futebol, anestesiava a massa. Pel\u00e9 se despedia da sele\u00e7\u00e3o, tinha um surto de meningite e entr\u00e1vamos na era at\u00f4mica com a usina de Angra.<\/p>\n<p>Aqui na &#8220;Assun\u00e7\u00e3o&#8221;, t\u00ednhamos C\u00e9sar Cals e Vicente Fialho, e\u00a0 pouca novidade al\u00e9m da vit\u00f3ria do Cear\u00e1 ap\u00f3s anos em um campeonato disputad\u00edssimo num jogo com direito a invas\u00e3o de campo, alambrado quebrado e gol as 45 do segundo tempo&#8230;\u00a0Bem mas aqui o papo \u00e9 m\u00fasica e 1971 foi um ano prodigioso com muitos discos cl\u00e1ssicos e hits que tocam at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AgEoCTLqY3k<\/p>\n<p>O que se esperar de um ano que teve<strong> Imagine <\/strong>(John Lennon),<strong> Led Zeppelin IV<\/strong>, <strong>Roberto Carlos <\/strong>(<em><strong>Detalhes<\/strong><\/em><strong>)<\/strong>, <strong>Constru\u00e7\u00e3o <\/strong>(Chico Buarque) entre tantos outros lan\u00e7amentos cl\u00e1ssicos?<\/p>\n<p>Como o pr\u00f3prio Lennon j\u00e1 tinha previsto, o sonho hippie e pacifista da gera\u00e7\u00e3o anos 70 que vivia o paz e amor de Woodstock, tinha acabado com o super violento festival de Altamont, onde um assassinato foi filmado ao vivo durante o show dos Rolling Stones enterrado de vez a d\u00e9cada do &#8220;Flower Power&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar disso um dos hits mais tocados foi o o hino riponga <em><strong>My Sweet Lord <\/strong><\/em>(George Harrison)<em>, <\/em>uma ode ao Deus Krishna e ao movimento Hare Krishna popular na \u00e9poca onde os gurus prometiam o nirvana ao ing\u00eanuos.<\/p>\n<p>Fica at\u00e9 dif\u00edcil fazer um Top 10 num ano t\u00e3o prol\u00edfico como esse mas vamos l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6hBLHkmBKDg<\/p>\n<p>No rock foi ano <em>de <strong>Stairway to Heaven <\/strong><\/em>e<strong><em> Black Dog<\/em><\/strong><em>, <\/em>do Led Zeppelin no ic\u00f4nico disco do velho.\u00a0Apesar de inspirada na m\u00fasica do grupo Spirit Taurus<em>, <\/em>Jimi Page criou essa mini sinfonia maravilhosa que at\u00e9 hoje \u00e9 a m\u00fasica mais tocada em qualquer loja de instrumentos musicais. \u00c9 condi\u00e7\u00e3o sine qua non que todo guitarrista saiba esse solo. O disco todo merece audi\u00e7\u00e3o cuidadosa por conter a fase mais madura da banda e uma das minhas favoritas deles <em><strong>Going to California<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p>O Black Sabbath lan\u00e7ou o pesado e denso <strong>Master of Reality<\/strong><em>, <\/em>cimentando de vez o estilo heavy metal, com riffs (frases musicais repetitivas) marcantes, lentas, a voz cavernosa por\u00e9m mel\u00f3dica de Ozzy em petardos como <em><strong>Children of the grave<\/strong>, <strong>Sweet Leaf\u00a0 <\/strong><\/em>(ode \u00e0 canabis),<em><strong> Into the Void<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Os Rolling Stones lan\u00e7aram o \u00f3timo <strong>Stick Fingers<\/strong><em>, <\/em>que j\u00e1 come\u00e7a bem pela capa que tinha at\u00e9 um z\u00edper, e as hoje cl\u00e1ssicas <em><strong>Brown Sugar<\/strong><\/em> e <em><strong>Wild Horses<\/strong>.<\/em> O disco foi gravado no lend\u00e1rio est\u00fadio Muscle Shoals, no Alabama, casa de discos hist\u00f3ricos de Aretha Franklin, Percy Sledge, Cher, Dylan, Paul Simon e tantos outros. O est\u00fadio em si j\u00e1 merece uma coluna \u00e0 parte: sua particularidade era uma banda de apoio com m\u00fasicos em sua maioria brancos que tinham um suingue inigual\u00e1vel, com destaque para o guitarrista Duanne Almann.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bill Withers - Ain&#039;t No Sunshine\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CICIOJqEb5c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ainda no jubileu de ouro, o The Who lan\u00e7a o excelente <strong>Who\u2019s Next<\/strong> deixando pra posteridade <strong><em>Baba O\u2019Riley <\/em><\/strong>com aquela introdu\u00e7\u00e3o incr\u00edvel do sintetizador;<em>\u00a0<strong>Behind Blue Eyes<\/strong><\/em>, que voltou \u00e0 moda no come\u00e7o dos anos 2000 com um vers\u00e3o do Limp Bizkit (que apesar de come\u00e7ar bem, mutila boa parte da m\u00fasica cortando um trecho); <em><strong>Won\u2019t Get Fooled Again<\/strong><\/em> \u00e9 outra pedrada e teve vers\u00e3o bacana do Van Halen nos anos 1990.<\/p>\n<p>Ainda no rock, tivemos o \u00e1lbum p\u00f3stumo de Janis Joplin <strong>Pearl<\/strong><em>, <\/em>com a vers\u00e3o de <em><strong>Mercedes Benz<\/strong>. <\/em>O Yes lan\u00e7ou seu primeiro hit, <strong><em>Roundabout<\/em><\/strong><em>,<\/em> no maravilhoso disco <strong>Fragile<\/strong> que mostra toda a virtuosidade de seus integrantes como na cl\u00e1ssica <em><strong>Mood for A Day<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p>Santana se solidifica com <strong>Abraxas<\/strong><em>, <\/em>de onde destaco <em><strong>Black Magic Woman<\/strong><\/em> e <em><strong>Oye Como Va<\/strong><\/em>, e com uma capa incr\u00edvel tamb\u00e9m. Destaco tamb\u00e9m <strong>Aqualung <\/strong>do Jethro Tull; <strong>Maggot Brain<\/strong> da banda Parliament Funkadelick; Pink Floyd com o <strong>Meddle<\/strong>, que traz a \u00f3tima <em><strong>Echoes<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p>Indo para o pop foi um ano de muitos lan\u00e7amentos interessantes&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Roberto Carlos Especial Todos Est\u00e3o Surdos\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/p1IcqKQ-VxI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Imagine<\/strong> realmente pode ser considerado o disco do ano. \u00c9 uma verdadeira colet\u00e2nea de sucessos e o melhor que John Lennon produziu ap\u00f3s o Beatles. A faixa t\u00edtulo virou um hino, mas <em><strong>Jealous Guy<\/strong><\/em> e <strong><em>Gimme Some Truth<\/em><\/strong> roubam a cena. A lind\u00edssima <strong><em>How<\/em><\/strong> e a puxada de orelha no Paul em <strong><em>How do You Sleep <\/em><\/strong>completam um disco perfeito que traz ainda os ex companheiros Harrison e Ringo na maioria das faixas.<\/p>\n<p>Cat Stevens lan\u00e7a o \u00f3timo <strong>Teaser and The firecat<\/strong>,\u00a0mas as m\u00fasicas que tocam no r\u00e1dio dele em 1971, <em><strong>Wild World<\/strong><\/em> e <strong><em>Where do The Children Play<\/em><\/strong> s\u00e3o do cl\u00e1ssico \u00e1lbum <strong>Tea For The Tillerman<\/strong><em>, <\/em>de 1970<em>.<\/em><\/p>\n<p>Carole King chega ao sucesso como cantora (antes j\u00e1 era como compositora) com o incr\u00edvel <strong>Tapestry<\/strong>, que tinha hits como <em><strong>It&#8217;s Too Late<\/strong><\/em>, <em><strong>So Far Away<\/strong><\/em>, <em><strong>Jazzman<\/strong><\/em> e <em><strong>You&#8217;ve Got A Friend<\/strong> &#8211; <\/em>essa \u00faltima tamb\u00e9m lan\u00e7ada nesse ano no \u00e1lbum Mud Slide Slim de James Taylor.<\/p>\n<p>No soul, Marvin Gaye foi um estrondo com o \u00e1lbum conceitual pacifista <strong>What\u2019s Going On<\/strong>, e Bill Withers com a cl\u00e1ssica <em><strong>Ain&#8217;t no Sunshine<\/strong><\/em>, do disco <strong>Just As I Am<\/strong> que toca at\u00e9 hoje.\u00a0Men\u00e7\u00e3o honrosa tamb\u00e9m pra <strong>Shaft<\/strong>, de Isaac Hayes; Joni Mitchell e o belo <strong>Blue<\/strong>, Leonard Cohen\u00a0lan\u00e7ou o <strong>Songs of Love and Hate<\/strong>. Paul e Linda McCartney com o disco <strong>Ram<\/strong> trazendo as belas\u00a0<strong>Another Day<\/strong> e <strong>Too Many People<\/strong>.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FmMleq61iJ4<\/p>\n<p>O jazz vivia o auge do fusion (jun\u00e7\u00e3o com rock, pop, soul) e teve a estreia da incr\u00edvel Mahavishnu Orchestra, de John Mclaughlin, em <strong>Inner Mounting Flame<\/strong>, um dos maiores cl\u00e1ssicos do estilo. Miles Davis estava na fase &#8220;funk\/James Brown&#8221; com \u00f3timo <strong>Jack Johnson<\/strong>, e o ao vivo <strong>Live Evil<\/strong>, que trazia na banda o brasileiro Airto Moreira e duas m\u00fasicas de Hermeto Paschoal que s\u00f3 foram creditadas em edi\u00e7\u00f5es atuais (Miles era mestre em se apropriar de m\u00fasicas de seus m\u00fasicos&#8230;). Obs.: verdade seja dita que, com seus arranjos, ele virava quase um parceiro na composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Freddie Hubbard lan\u00e7ou o \u00f3timo <strong>Straight Life<\/strong> com o tema <em><strong>Mr. Clean<\/strong><\/em> e participa\u00e7\u00f5es de George Benson (lan\u00e7ou <strong>Beyond The Blue Horizon<\/strong>) e Herbie Hancock que tamb\u00e9m lan\u00e7ou o super sampleado hoje pelos DJs <strong>Mwandishi<\/strong>.<\/p>\n<p>No Brasil sem d\u00favida o disco de Roberto Carlos \u00e9 quase uma unanimidade, mostrando sua nova fase mais soul, rock e com belas baladas. Pode ser considerado o seu melhor.\u00a0<em><strong>Detalhes<\/strong><\/em> dispensa coment\u00e1rios. <em><strong>Como Dois e dois<\/strong><\/em>, <em><strong>Debaixo dos Carac\u00f3is do Seu cabelo <\/strong><\/em>(feita para Caetano Veloso), o soul de <em><strong>Todos est\u00e3o Surdos<\/strong><\/em>, <strong>Amada Amante<\/strong>, as baladas <em><strong>Traumas<\/strong><\/em>, <em><strong>Se eu Partir<\/strong><\/em>, e a que pode ser considerada uma das dez mais bonitas can\u00e7\u00f5es brasileiras de amor:\u00a0<em><strong>De Tanto Amor<\/strong><\/em> j\u00e1 tornam esse uma obra-prima.<\/p>\n<p>Tim Maia lan\u00e7ou o seu segundo disco repetindo o sucesso estrondoso do primeiro com a mistura irresist\u00edvel de funk, m\u00fasica nordestina, soul e baladas que, na sua poderosa voz, invadiu as ondas de r\u00e1dio do pa\u00eds. <em><strong>N\u00e3o quero Dinheiro<\/strong><\/em>, <em><strong>A festa de Santo Reis<\/strong><\/em>, <em><strong>Voc\u00ea<\/strong><\/em>, <em><strong>N\u00e3o vou Ficar<\/strong><\/em> (j\u00e1 gravada antes pelo Rei), <em><strong>I Don\u2019t Know What to do with Myself<\/strong><\/em>, <em><strong>Meu Pa\u00eds<\/strong><\/em>, at\u00e9 hoje s\u00e3o tocadas em bares mostrando a longevidade do disco.<\/p>\n<p>Chico Buarque e seu manifesto anti-ditadura <strong>Constru\u00e7\u00e3o<\/strong>, traz arranjos ainda meio tropicalistas do genial maestro Rog\u00e9rio Duprat, e cl\u00e1ssicos do n\u00edvel de <em><strong>Deus lhe pague<\/strong><\/em>, <em><strong>Cotidiano<\/strong><\/em>, <em><strong>Samba de Orly <\/strong><\/em>(sobre o ex\u00edlio), <em><strong>Valsinha<\/strong><\/em> e <em><strong>Minha Est\u00f3ria<\/strong><\/em>. \u00c9 cotado como um dos tr\u00eas discos mais importantes da MPB.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"\u0fd7 Santana - Black Magic Woman \u0fd7  * Live @ Montreux * 2011 * .\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/daq324TEBiI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Elis Regina inaugura sua fase mais moderna com o disco <strong>Ela<\/strong>, produzido por Nelson Mota (que teve um caso com ela na \u00e9poca. A prop\u00f3sito, com quem ele n\u00e3o teve?&#8230;). \u00c9 um trabalho irregular como toda transi\u00e7\u00e3o, mas apresenta um de seus maiores sucessos: <em><strong>Madalena<\/strong><\/em> (Ivan Lins\/ Vitor Martins). Tem ainda uma vers\u00e3o de <em><strong>Golden Slumbers <\/strong><\/em>(Lennon\/ Mccartney) e a bel\u00edssima <em><strong>Estrada do Sol <\/strong><\/em>(Jobim\/ Dolores Duran).<\/p>\n<p>A turma aqui da terrinha ainda estava na batalha por espa\u00e7o no sul maravilha.<\/p>\n<p>Belchior, em 1971, se mudou para o Rio de Janeiro e venceu o IV Festival Universit\u00e1rio da MPB com a can\u00e7\u00e3o <em><strong>Na Hora do Almo\u00e7o<\/strong><\/em>, cantada por Jorginho Telles e Jorge Nery. Fagner inscreve tr\u00eas m\u00fasicas no Festival de M\u00fasica Jovem promovido pelo Centro Estudantil da Universidade de Bras\u00edlia (CEUB), onde estuda Arquitetura e tira 1o\u00ba lugar com <em><strong>Mucuripe<\/strong><\/em> (Fagner\/ Belchior), \u00a06\u00ba lugar com <em><strong>Manera Fru Fru Manera<\/strong><\/em> (Fagner\/ Ricardo Bezerra) e ganha pr\u00eamio especial do j\u00fari com <em><strong>Cavalo Ferro <\/strong><\/em>(Fagner\/ Ricardo Bezerra) como melhor Int\u00e9rprete e melhor arranjo.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wT-syNxAAWA<\/p>\n<p>Ednardo, nos \u00faltimos dias de 1970, mais precisamente no dia 26 de dezembro, venceu em Recife a segunda edi\u00e7\u00e3o do festival de m\u00fasica com a m\u00fasica <em><strong>Beira-Mar<\/strong><\/em>. Em 1971 foi ano de consolidar a carreira com novas can\u00e7\u00f5es e amadurecer a ideia de ir &#8220;simbora&#8221; pro Rio de Janeiro (como na can\u00e7\u00e3o <em><strong>Carneiro<\/strong><\/em>, parceria com Augusto Pontes), que se concretizou em 1972 numa viagem de fusca que durou cinco dias.<\/p>\n<p>Ainda em 1971, foram formadas alguma bandas seminais: Dr. Feelgood, Eagles, Foghat, New York Dolls, Roxy Music, Secos &amp; Molhados e Wings. Encerraram as suas atividades no per\u00edodo Country Joe and the Fish, Derek &amp; The Dominos, Free e The Monkees.<\/p>\n<p>Eu fiz 6 anos em 1971 e na \u00e9poca s\u00f3 pensava em ser jogador de futebol, mais a\u00ed \u00e9 outra est\u00f3ria.<\/p>\n<p><em><strong>Mimi Rocha \u00e9 m\u00fasico e produtor. Ele escreve nesse espa\u00e7o quinzenalmente<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e1xima que \u201ccinquenta anos n\u00e3o s\u00e3o cinquenta dias\u201d a gente escuta desde crian\u00e7a, e quando olhamos pra tr\u00e1s vemos como passou voando. 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