{"id":20575,"date":"2020-11-27T15:00:48","date_gmt":"2020-11-27T18:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20575"},"modified":"2020-11-27T15:12:10","modified_gmt":"2020-11-27T18:12:10","slug":"coluna-mimi-rocha-12-num-cavalo-ferro-rumo-ao-sul-maravilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/11\/27\/coluna-mimi-rocha-12-num-cavalo-ferro-rumo-ao-sul-maravilha\/","title":{"rendered":"Coluna Mimi Rocha 12: Num cavalo ferro rumo ao Sul Maravilha"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9643\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/zl30-fagner-manera-fru-fru-manera.jpg\" alt=\"\" width=\"839\" height=\"851\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/zl30-fagner-manera-fru-fru-manera.jpg 839w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/zl30-fagner-manera-fru-fru-manera-300x304.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/zl30-fagner-manera-fru-fru-manera-768x779.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/zl30-fagner-manera-fru-fru-manera-740x751.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/01\/zl30-fagner-manera-fru-fru-manera-120x122.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 839px) 100vw, 839px\" \/><\/p>\n<p>O ano de 1973 j\u00e1 foi definido pelo jornalista C\u00e9lio Albuquerque, no t\u00edtulo do seu livro, como o &#8220;O Ano que Reinventou a MPB\u201d. E foi nesse cen\u00e1rio, com grandes lan\u00e7amentos de Raul Seixas, Luiz Melodia, Odair Jos\u00e9, Secos &amp; Molhados, Caetano Veloso, Chico Buarque, Eumir Deodato e tantos outros nomes de peso, que foi lan\u00e7ando o primeiro disco solo de <strong>Raimundo Fagner<\/strong>, <strong>Manera Fru Fru, Manera: O \u00daltimo Pau de Arara<\/strong>.<\/p>\n<p>Pedi a alguns amigos que me ajudassem a entender a import\u00e2ncia desse disco que considero um cl\u00e1ssico, 47 anos ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento. A cantora e compositora Mona Gadelha acha que o fato de estarmos comentando uma obra depois de tantos anos de lan\u00e7amento, demonstra a atemporalidade, a sua for\u00e7a criativa e o fato de ser uma obra-prima. A parceria <strong>Fagner<\/strong> e Ricardo Bezerra \u00e9 um dos encontros mais belos e viscerais da constru\u00e7\u00e3o do cancioneiro cearense. A gente percebe uma afinidade imensa &#8211; de sons e de amizade, que marcam o trabalho de uma dupla de compositores, como tantas parcerias hist\u00f3ricas na m\u00fasica.<\/p>\n<p>\u00c9 tanta coisa pra falar do <strong>Manera<\/strong>&#8230; Mas vou me deter no canto de <strong>Fagner<\/strong>, que sacudiu a MPB na \u00e9poca, trilhando um caminho original, com uma marca pessoal que viria a influenciar gera\u00e7\u00f5es. Esse canto de <strong>Fagner<\/strong> \u00e9 genuinamente cearense e sua escola tem como representante tamb\u00e9m o grande compositor Chico Pio. O canto rasgado, das entranhas, gritado, chorado, cheio de sentimento, meio cigano, meio \u00e1rabe, meio sert\u00e3o e tudo junto.<\/p>\n<p>O arquiteto, artista pl\u00e1stico e compositor Totonho Laprovitera acrescenta:<\/p>\n<p>&#8211; Foi em 1973, quando ouvi a primeira vez o <strong>Manera Frufru, Manera<\/strong>, em minha atrevida radiola port\u00e1til Philips. A\u00ed, causou-me curiosidade aquela voz incomum que rasgava os padr\u00f5es caretas da arte de cantar. Era <strong>Raimundo Fagner<\/strong>.\u00a0O disco passou a significar para mim a possibilidade de embaralhar arte e vida, na ousadia de se estabelecer a personalidade pr\u00f3pria autoral.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fagner - Como Se Fosse - Manera Fru Fru Manera - 1973\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Mb4JG5CJZto?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O cantor e compositor Humberto Pinho sintetiza sua maior influ\u00eancia acrescentando que <strong>Manera Fru Fru<\/strong> foi &#8220;o start para minha liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica. Ao ouvir <em><strong>Canteiros<\/strong><\/em>, em 1982, aos 16 anos, eu definitivamente iniciei minha jornada musical. \u00c9 uma obra atemporal e muito forte, at\u00e9 hoje me emociona ouvi-lo&#8221;.<\/p>\n<p>O parceiro da faixa t\u00edtulo e amigo de anos de conviv\u00eancia no tempo do s\u00edtio na Maraponga, Ricardo Bezerra, com conhecimento de causa, considera que o disco \u00e9, com certeza, um divisor de \u00e1guas na hist\u00f3ria da MPB. Imaginem um artista bem jovem, vindo de um distante canto do Pa\u00eds \u2013 o Cear\u00e1 daquela \u00e9poca \u2013 depois de uma passada r\u00e1pida por Bras\u00edlia, onde ganhou v\u00e1rios pr\u00eamios no maior festival da cidade, e de l\u00e1, seguiu para o Rio de Janeiro. Rapidamente chegou ao topo da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica do Pa\u00eds, contratado pela melhor gravadora que havia na pra\u00e7a.<\/p>\n<p>Conquistando seu espa\u00e7o com uma garra danada, depois de passes certeiros e predestinados, ele produziu um LP que at\u00e9 hoje soa moderno, que impressionou e fascinou o Brasil todo de Norte a Sul. Era um \u00faltimo pau de arara que chegava para encontrar seu lugar e, melhor, vindo pra ficar e pra valer.<\/p>\n<p>Pol\u00eamicas a parte, o disco, que n\u00e3o considero ser o melhor de Fagner, tem na irregularidade e nas suas v\u00e1rias facetas musicais o seu maior charme.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cavalo Ferro - Felipe Cazaux (Videoclipe) | Os Cearenses - Canto de Um Povo\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1L9ductSb18?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Vamos as faixas?<\/p>\n<p>O disco abre com o subt\u00edtulo <em><strong>O \u00daltimo Pau de Arara<\/strong><\/em>, da dupla dos anos 1950 Ven\u00e2ncio e Corumba, tem na letra todo o imagin\u00e1rio que um nordestino vivencia de ter que sair rumo ao &#8220;Sul maravilha\u201d e traz j\u00e1 a assinatura da voz e do viol\u00e3o de Raimundo, o arranjo \u00e9 bem minimalista com algumas interven\u00e7\u00f5es de sanfona.<\/p>\n<p><em><strong>Nasci para chorar<\/strong><\/em>, que \u00e9 uma vers\u00e3o de Erasmo Carlos, explicita o amor de <strong>Fagner<\/strong> pela Jovem Guarda. Tem um clima meio soul com bom arranjo de cordas e guitarras de Lu\u00eds Cl\u00e1udio Ramos, futuro maestro e m\u00fasico da banda de Chico Buarque.<\/p>\n<p><em><strong>Penas do Ti\u00ea<\/strong><\/em> tem a amiga Nara Le\u00e3o e sua bela voz num choro-can\u00e7\u00e3o com um viol\u00e3o de sete cordas muito bom provavelmente do mestre Dino (a ficha t\u00e9cnica do disco n\u00e3o cita os m\u00fasicos).<\/p>\n<p><em><strong>Moto 1<\/strong><\/em>, parceria com Belchior, \u00e9 uma balada que vira um funk anos 1970, lembra na letra de <em>Tommy<\/em>, do The Who (&#8220;Olhe me, veja me&#8221;\/ &#8220;See me, feel me&#8221;). Tem boas interven\u00e7\u00f5es de bateria, provavelmente de Chico Batera.<\/p>\n<p><em><strong>Mucuripe<\/strong><\/em>, um dos hits do disco, tinha sido gravado um ano antes por Elis Regina e depois tamb\u00e9m por Roberto Carlos. \u00c9 mais uma parceria com Belchior e pode ser considerada uma das mais belas can\u00e7\u00f5es cearenses de todos os tempos. O arranjo muito bacana de cordas \u00e9 de Ivan Lins e mostra o senso harm\u00f4nico apurado de Fagner ao viol\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Como se Fosse<\/em><\/strong>, parceria com Capinan, \u00e9 bem dram\u00e1tica e refor\u00e7ada pela percuss\u00e3o de Nan\u00e1 Vasconcelos com o viol\u00e3o do autor em destaque num arranjo bem enxuto. <em><strong>P\u00e9 de sonhos<\/strong><\/em>, dos geniais Petrucio Maia e Soares Brand\u00e3o, alterna uma marchinha com direito a tuba e flautim e uma parte mais recitativa. Tem novamente a participa\u00e7\u00e3o de Nara Le\u00e3o que, com sua voz bem colocada, d\u00e1 um ar brejeiro \u00e0 faixa. Raimundo canta com voz suave nela tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><em><strong>Canteiros<\/strong><\/em> inaugura o g\u00eanero &#8220;balada cearense em r\u00e9 maior&#8221;, que ser\u00e1 recorrente na obra da turma de c\u00e1. Tem um piano muito legal, cita\u00e7\u00e3o de &#8220;\u00c1guas de mar\u00e7o&#8221;. Essa m\u00fasica foi retirada das tiragens seguintes do disco por conta de processo de pl\u00e1gio movido pela fam\u00edlia da poetisa Cec\u00edlia Meireles. <strong>Fagner<\/strong> explicou que no encarte, que acabou n\u00e3o saindo com o disco, ele dava o cr\u00e9dito. Pol\u00eamicas \u00e1 parte, \u00e9 ainda hoje uma das m\u00fasicas cearenses mais tocadas em bares e show de v\u00e1rios artistas.<\/p>\n<p><em><strong>Sina<\/strong><\/em>, parceria com Ricardo Bezerra com toques de Patativa do Assar\u00e9, \u00e9 uma da minhas favoritas com belo arranjo barroco, um solo \u00f3timo de gaita e cordas. <em><strong>Tambores<\/strong><\/em> segue na linha de <em><strong>Como se Fosse<\/strong><\/em>, com viol\u00e3o e percuss\u00e3o (Nan\u00e1 e ou Chico Batera) tem um violoncello pontuando a melodia. A letra \u00e9 de Ronaldo Bastos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"RAIMUNDO FAGNER - CANTEIROS\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yC-IvwfYaJc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>Serenou na madrugada<\/strong><\/em> \u00e9 uma toada sertaneja do folclore, com adapta\u00e7\u00e3o de Fagner e participa\u00e7\u00e3o do baixista americano Bruce Henry fazendo a segunda voz. \u00c9 uma faixa bem divertida.<\/p>\n<p>A faixa t\u00edtulo, <em><strong>Manera Frufru Manera<\/strong><\/em>, parceria com o genial Ricardo Bezerra, tem letra brincando com sons e cita o apelido de uma prostituta ali do farol, segundo Ricardo. \u00c9 a faixa mais experimental do disco e deve ter sido criada nos saraus do s\u00edtio da Maraponga. A percuss\u00e3o marcante e o viol\u00e3o d\u00e3o o tom junto com os vocais e, no final, uma rabeca complementa o clima meio hippie da faixa. Ricardo a regravou no seu disco <strong>Maraponga<\/strong> com arranjo de Hermeto Pascoal.<\/p>\n<p>O disco, no seu lan\u00e7amento pela Philips, vendeu poucas c\u00f3pias, mas foi relan\u00e7ado ap\u00f3s o sucesso do disco Raimundo Fagner j\u00e1 por outra gravadora (CBS &#8211; Cearenses bem sucedidos, como diziam&#8230;)<\/p>\n<p>Em 2013 Zeca baleiro produziu e participou com Fagner do show de 40 anos de <strong>Manera Frufru Manera<\/strong> no teatro Municipal de SP com casa lotada.<\/p>\n<p>Em 2015 fui convidado para dirigir uma releitura do <strong>Manera<\/strong> para a Maloca Drag\u00e3o, com produ\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Wilson e Marcio Caetano, e com o cantor Marcos Lessa. Pra mim foi uma experi\u00eancia muito enriquecedora passar para a partitura do disco inteiro e refazer alguns arranjos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MARCOS LESSA - CANTEIROS\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0Zi5EHgDFqc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Marcos ficou muito feliz com o convite e comenta sobre o disco:<\/p>\n<p>&#8211; Considero <strong>Manera Fru Fru<\/strong> uma verdadeira joia no universo discogr\u00e1fico da m\u00fasica popular brasileira. H\u00e1 alguns anos, j\u00e1 adulto, comprei uma vitrola e tive a alegria de ouvi-lo pela primeira vez em Vinil. \u00c9 uma conflu\u00eancia de maravilhas: repert\u00f3rio incr\u00edvel, o registro de voz do Fagner, a participa\u00e7\u00e3o da Nara e a produ\u00e7\u00e3o, como sempre magistral, do (Roberto) Menescal. Ou\u00e7am!<\/p>\n<p>O disco tem coordena\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de Roberto Menescal, dire\u00e7\u00e3o de Paulinho Tapaj\u00f3s, arranjos de Lu\u00eds Cl\u00e1udio Ramos (que hoje \u00e9 maestro do Chico Buarque), capa sensacional do Cafi.\u00a0Foi gravado nos est\u00fadios Phonogram.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse tempo todo \u00e9 um prazer renovado ouvi-lo. Boa escuta!<\/p>\n<p><em><strong>Mimi Rocha \u00e9 m\u00fasico e produtor. Ele escreve nesse espa\u00e7o quinzenalmente<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 1973 j\u00e1 foi definido pelo jornalista C\u00e9lio Albuquerque, no t\u00edtulo do seu livro, como o &#8220;O Ano que Reinventou a MPB\u201d. E&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":9643,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,720,90,728,283],"tags":[],"class_list":["post-20575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-albuns","category-coluna-do-mimi","category-criticas","category-mimi-rocha","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20575"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20579,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20575\/revisions\/20579"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}