{"id":20591,"date":"2020-11-30T22:45:24","date_gmt":"2020-12-01T01:45:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20591"},"modified":"2020-11-30T22:45:24","modified_gmt":"2020-12-01T01:45:24","slug":"ha-40-anos-morria-o-divino-sambista-cartola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/11\/30\/ha-40-anos-morria-o-divino-sambista-cartola\/","title":{"rendered":"H\u00e1 40 anos, morria o divino sambista Cartola"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20592\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/11\/cartola1-740x416.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"416\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/11\/cartola1-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/11\/cartola1-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/11\/cartola1-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/11\/cartola1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/11\/cartola1-120x68.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/11\/cartola1.jpg 1920w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>E foi em 30 de novembro de 1980, h\u00e1 40 anos, que nos deixou uma das grandes preciosidades da M\u00fasica Popular Brasileira. Angenor de Oliveira, mais conhecido como <strong>Cartola<\/strong>, mestre do samba, compositor de cl\u00e1ssicos como <em><strong>O mundo \u00e9 um moinho<\/strong><\/em> e <em><strong>As rosas n\u00e3o falam<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do mangueirense nascido em 11 de outubro de 1908 diz muito sobre um pa\u00eds que a gente sonha. Ele trabalhou como pedreiro, guardador de carros e outras profiss\u00f5es a quem a dita elite mal daria bom dia. A prop\u00f3sito, dia a lenda que foi trabalhando em obras que ele ganhou o famoso apelido. Acostumado a usar um chap\u00e9u coco para proteger a cabe\u00e7a, os companheiros de lida diziam que o tal objeto era uma &#8220;cartola&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cartola e seu Pai - O Mundo \u00e9 um Moinho\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L8U1Y9PBfig?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Fato \u00e9 que <strong>Cartola<\/strong> \u00e9 um tipo de ser que precisa existir. Foi assim mesmo, se defendendo em subempregos numa \u00e9poca em que eles eram ainda menos respeitados, que o carioca encontrou na m\u00fasica um hobbie que lhe alimentava a alma. Tirando a sensibilidade de algum lugar m\u00e1gico, a mesma fonte acessada por outros grandes g\u00eanios, ele foi construindo uma obra que s\u00f3 foi encontrar registro quando ele j\u00e1 tinha mais de 60 anos. O reconhecimento foi imediato e muitas das grandes estrelas da MPB deram voz \u00e0s suas can\u00e7\u00f5es. De Elizete Cardoso a Cazuza, de Lob\u00e3o a Leny Andrade, de Zizi Possi a Zeca Pagodinho.<\/p>\n<p>Mas a obra de <strong>Cartola<\/strong> vai al\u00e9m das composi\u00e7\u00f5es. Ele foi um dos fundadores da Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira, uma daquelas escolas que tornou-se um s\u00edmbolo do Rio de Janeiro. <strong>Cartola<\/strong>, com sua simplicidade, tamb\u00e9m cruzou estilos e encontrou admiradores no jazz, no erudito e no popular. Longe de ser um personagem midi\u00e1tico ou mesmo sabendo aproveitar as oportunidades que a vida lhe deu, ele fez a vida a partir do incentivo de amigos que o incentivavam a registrar suas can\u00e7\u00f5es. E era s\u00f3 isso mesmo que ele queria, fazer can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ney Matogrosso - Basta de clamares inoc\u00eancia\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HAlH54jwvBo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Segundo levantamento feito pelo Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o (Ecad), as duas m\u00fasicas mais gravadas de <strong>Cartola<\/strong> s\u00e3o <em><strong>As rosas n\u00e3o falam<\/strong><\/em> e <em><strong>O mundo \u00e9 um moinho<\/strong><\/em>, o que n\u00e3o \u00e9 de se estranhar. A primeira, inclusive, perdeu de ser gravada por <strong>Roberto Carlos<\/strong> que n\u00e3o gostou do tema, uma vez que, segundo o pr\u00f3prio Rei, ele falaria sim com suas rosas. Se <strong>Roberto<\/strong> n\u00e3o quis, n\u00e3o falta quem queira e o Ecad fez tamb\u00e9m o levantamento dos int\u00e9rpretes mais frequentes da obra do sambista, segundo os registros do seu banco de dados. Os cinco primeiros s\u00e3o:<\/p>\n<p>1. <strong>Elton Medeiros<\/strong><br \/>\n2. <strong>Ney Matogrosso<\/strong> (que dedicou um disco de est\u00fadio e outro ao vivo \u00e0 obra de Cartola)<br \/>\n3. <strong>Nelson Sargento<\/strong><br \/>\n4. <strong>Teresa Cristina<\/strong><br \/>\n5. <strong>M\u00e1rcia<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cazuza - O Mundo \u00e9 um Moinho - Cartola.flv\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VxGr9LFtg3o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Quanto \u00e0s m\u00fasicas mais tocadas segundo o Ecad, o Top10 \u00e9 formado por:<br \/>\n1. <strong>As rosas n\u00e3o falam<\/strong> (Cartola)<br \/>\n2. <strong>O mundo \u00e9 um moinho<\/strong> (Cartola)<br \/>\n3. <strong>O sol nascer\u00e1<\/strong> (Elton Medeiros\/ Cartola)<br \/>\n4. <strong>Alvorada<\/strong> (Herm\u00ednio Bello de Carvalho\/ Cartola\/ Carlos Cacha\u00e7a)<br \/>\n5. <strong>Tive sim<\/strong> (Cartola)<br \/>\n6. <strong>Corra e olhe o c\u00e9u<\/strong> (Dalmo Castello\/ Cartola)<br \/>\n7. <strong>Sala de recep\u00e7\u00e3o<\/strong> (Cartola)<br \/>\n8. <strong>Acontece<\/strong> (Cartola)<br \/>\n9. <strong>Ao amanhecer<\/strong> (Cartola)<br \/>\n10. <strong>Disfar\u00e7a e chora<\/strong> (Dalmo Castello\/ Cartola)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E foi em 30 de novembro de 1980, h\u00e1 40 anos, que nos deixou uma das grandes preciosidades da M\u00fasica Popular Brasileira. 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