{"id":20640,"date":"2020-12-21T19:04:51","date_gmt":"2020-12-21T22:04:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20640"},"modified":"2020-12-21T19:04:51","modified_gmt":"2020-12-21T22:04:51","slug":"em-entrevista-exclusiva-mona-gadelha-comenta-novo-single-produzido-por-alexandre-fontanetti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/12\/21\/em-entrevista-exclusiva-mona-gadelha-comenta-novo-single-produzido-por-alexandre-fontanetti\/","title":{"rendered":"Em entrevista exclusiva, Mona Gadelha comenta novo single produzido por Alexandre Fontanetti"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_20641\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20641\" class=\"wp-image-20641\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-300x450.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"450\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-120x180.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/Mona-Gadelha-por-Renata-Alexandre-scaled.jpg 1707w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-20641\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Renata Alexandre\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A cantora, compositora, produtora, jornalista, gestora do Porto Iracema, pesquisadora cearense Mona Gadelha passou aperto durante a pandemia, como todas as outras pessoas sens\u00edveis a tudo que aconteceu no mundo. Mas, pra ela, mesmo que respeitando as regras sanit\u00e1rias e de distanciamento, n\u00e3o faltou o que fazer. E foi no meio desse cen\u00e1rio que ela lan\u00e7ou <em><strong>Essa Menina<\/strong><\/em>, novo single que contou com produ\u00e7\u00e3o de Alexandre Fontanetti. O paulistano j\u00e1 \u00e9 um nome experiente no cen\u00e1rio nacional e trabalhou com Mona em outros momentos.<\/p>\n<p>Feito \u00e0 dist\u00e2ncia, o single foi divulgado no finzinho de novembro, junto com uma s\u00e9rie de v\u00eddeos com mulheres dan\u00e7ando a nova composi\u00e7\u00e3o. Com forte apelo pop, <strong><em>Essa menina<\/em> <\/strong>\u00e9 uma can\u00e7\u00e3o solar, doce, leve como um passeio \u00e0 beira-mar. Fontanetti produz, al\u00e9m de tocar baixo, guitarra e sintetizadores. Al\u00e9m dele, o single conta com Kiko Reiner. A seguir, Mona Gadelha conversa com o DISCOGRAFIA sobre o single e sobre um ano t\u00e3o desafiador quanto este.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Essa Menina\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nzNiG3LWcyQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u2013 Alexandre Fontanetti \u00e9 um parceiro h\u00e1 muitos anos e j\u00e1 trabalhou com voc\u00ea em v\u00e1rios outros discos. Como come\u00e7ou essa parceria? Quando e como se conheceram?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>\u2013 Conheci Alexandre em meados dos anos 1990. Fui apresentada a ele pelo Vladimir Ganzerla, t\u00e9cnico e produtor. O Vl\u00e1 me falou sobre os trabalhos dele, especialmente do \u00e1lbum e show <em>Bossa and Roll<\/em>, com Rita Lee, de 1991, entre outros. Ent\u00e3o, antes de concretizar a produ\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o musical do meu primeiro disco solo, que fizemos em 1996, a gente conversou muito, descobrimos nossas afinidades, como a mesma paix\u00e3o por diversas sonoridades. O Alexandre tem uma inquietude com a qual eu me identifico muito. E uma coisa que me chamou aten\u00e7\u00e3o foi sua vontade e disposi\u00e7\u00e3o para convidar outros (as) m\u00fasicos, agregar pessoas, abrindo m\u00e3o de tocar guitarra e viol\u00e3o em v\u00e1rias faixas. Essa disposi\u00e7\u00e3o acabou reunindo 23 m\u00fasicos na produ\u00e7\u00e3o do primeiro disco, uma experi\u00eancia incr\u00edvel. Ele tem a sensibilidade certeira nisso que se chamava antigamente de arregimentar m\u00fasicos. Foi interessante, por exemplo, chamar Vera Figueiredo para a bateria de <em>Ingazeiras<\/em>. Ou convidar o saudoso Marcus Rampazzo, o \u201cGeorge Harrison\u201d da Banda Beatles Forever, para tocar pedal steel em <em>Fugitivo<\/em>. Cada convidado desse disco tem uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Seu novo single tem uma clara pegada pop. Voc\u00ea \u00e9 sempre reconhecida como uma figura do blues e do rock. Ouvindo seus discos, encontramos muita MPB. Que espa\u00e7o cada um desses estilos ocupam na sua carreira musical? Existe uma hierarquia de import\u00e2ncia pra um na compositora Mona Gadelha?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; Essa pergunta \u00e9 maravilhosa e muito obrigada por faz\u00ea-la! O rock e o blues, assim como a can\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 acho que nessa ordem, se formos falar em \u201chierarquia\u201d, que eu diria mais de cronologia do que de import\u00e2ncia \u2013 s\u00e3o as refer\u00eancias principais. Mas estou sempre seguindo minha intui\u00e7\u00e3o e inquietude, curiosidade, pesquisa \u2013 eu escuto tudo. Fiz um disco eletr\u00f4nico em 2004, o <em>Tudo se Move<\/em>, com uma bossa (<em>Saint-Denis-Cear\u00e1<\/em>, de Valdo Aderaldo e Celso Gutfreind, presente em dezenas de compila\u00e7\u00f5es no mundo, do Oiapoque ao Jap\u00e3o, rs) e tamb\u00e9m com um samba-rock (<em>Felicidade pra Mim<\/em>, de Alvaro Fernando). Depois um \u00e1lbum de voz e piano com Fernando Moura (<em>Praia L\u00edrica, um tributo \u00e0 can\u00e7\u00e3o cearense dos anos 70<\/em>), totalmente diferente de tudo que fazia, mas a refer\u00eancia blues-rock tamb\u00e9m est\u00e1 ali &#8211; \u00e9 s\u00f3 procurar, rs. Ent\u00e3o, como artista independente, tenho essa liberdade para passear por v\u00e1rios estilos e modos de fazer m\u00fasica. E mesmo quando estive em gravadoras, morando em S\u00e3o Paulo, as pessoas costumavam me dizer que n\u00e3o sabiam onde colocar minha m\u00fasica, em qual prateleira. O cr\u00edtico Sergio Barbo escreveu que eu fazia uma \u201cMPB n\u00e3o-ortodoxa\u201d. Talvez seja isso.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA \u00a0&#8211; O single \u201cEssa menina\u201d foi feito \u00e0 dist\u00e2ncia, voc\u00ea aqui e o Alexandre em S\u00e3o Paulo. O que voc\u00ea achou dessa experi\u00eancia? Quais foram as vantagens e desvantagens?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; Com o Alexandre foi a primeira experi\u00eancia \u00e0 dist\u00e2ncia, algo que na \u00e1rea da m\u00fasica j\u00e1 acontecia bastante e se radicalizou na pandemia. Mas no \u00e1lbum <em>Praia L\u00edrica<\/em>, de 2011, eu j\u00e1 havia experimentado algo assim, gravando <em>Paralelas<\/em>, do Belchior, com Fernando Moura estando no Jap\u00e3o e eu num est\u00fadio em S\u00e3o Paulo. Mas eu preferia que fosse ao modo antigo, que \u00e9 muito mais divertido e prazeroso. Acho que a vantagem \u00e9 saber que podemos trabalhar mesmo nessas condi\u00e7\u00f5es. No meu caso, sem ansiedade, dentro de um ritmo tranquilo. E a desvantagem \u00e9 a aus\u00eancia da conviv\u00eancia no est\u00fadio, da troca de conversas e ideias, sem abra\u00e7os e beijos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mona Gadelha &amp; Lila Almeida\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/clREbjzdKZo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O single &#8220;Essa menina&#8221; \u00e9 o an\u00fancio de um novo disco?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; Achei interessante a possibilidade de lan\u00e7ar um single, sem o compromisso de fazer um \u00e1lbum a curto prazo. Isso me lembrou o compacto simples vinil, que lancei em 1984 com lado A (<em>Ser\u00e1 que o C\u00e9u \u00e9 Azul?<\/em>) e lado B (<em>T\u00e9dio Ancestral<\/em>, de Ricardo Augusto e Z\u00e9 Maia). <em>Essa Menina<\/em> \u00e9 um \u201cabre-alas\u201d para lan\u00e7amentos mais constantes, pois estava sem novos trabalhos desde o single de <em>Outono <\/em>(parceria minha com Ricardo Augusto, gravada em Fortaleza com Mimi Rocha e Herlon Robson), de 2014. Exceto a regrava\u00e7\u00e3o de <em>Cor de Sonho<\/em>, com participa\u00e7\u00e3o de Ver\u00f3nica Valenttino e viol\u00f5es de Mimi Rocha, lan\u00e7ada nas plataformas digitais em dezembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Voc\u00ea j\u00e1 tem uns anos \u00e0 frente do laborat\u00f3rio de m\u00fasica do Porto Iracema, al\u00e9m de seguir com alguns projetos de rumo acad\u00eamico. Que espa\u00e7o voc\u00ea tem reservado para o trabalho de composi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; Pois \u00e9, eu sempre gostei de fazer muitas coisas, criar, produzir. E tenho v\u00e1rios amigos desse mesmo naipe. N\u00e3o tenho exatamente um tempo reservado para a composi\u00e7\u00e3o. Tenho caderninhos e ideias, rs. E sou muito levada por insights, que alguns chamam de inspira\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo em que posso fazer uma can\u00e7\u00e3o de forma intensa e r\u00e1pida, posso tamb\u00e9m ficar anos com trechos incompletos, can\u00e7\u00f5es esperando desabrochar um dia.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Ainda no Porto e mesmo fora dele, voc\u00ea tem desenvolvido muitos trabalhos que unem a m\u00fasica e a import\u00e2ncia de se defender bandeiras humanas, como o respeito \u00e0 mulher, \u00e0 negritude, \u00e0 comunidade LGBTQ+. Que iniciativas voc\u00ea destaca hoje em Fortaleza que tamb\u00e9m fazem esse trabalho?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; Estamos vivendo um tempo em que todas essas causas e bandeiras precisam ocupar definitivamente o espa\u00e7o que lhes foi (e ainda \u00e9) negado, boicotado. E muito mais agora, quando a cultura virou alvo de ataques de retrocesso, com censura \u00e0 arte e desmonte. Em Fortaleza h\u00e1 coletivos de v\u00e1rias linguagens art\u00edsticas com vigor, for\u00e7a e beleza. Quando penso em nomes, logo me v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a artistas como Luiza Nobel, Jocasto, Benjamin Arquelano, Lua, Moon Kenzo, Pulso de Marte, Angel History, Daniel Peixoto, Marta Aur\u00e9lia, Selva Beat, Carolina Rebou\u00e7as e puxa! Tantos outros nomes. Acompanho um grupo no whatsapp e Instagram que re\u00fane mais de 100 artistas, \u201cMulheres na M\u00fasica\u201d, com B\u00e1rbara Sena, Jord Guedes, Simone Souza, Luh Livia, Gabriela Mendes, Nayra Costa, Beatriz Fran\u00e7a&#8230; \u00c9 muito bonito (e necess\u00e1rio) ver as pessoas se juntando para a\u00e7\u00f5es colaborativas e de resist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m | <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/category\/coluna-do-mimi\/\">O guitarrista Mimi Rocha analisa os cl\u00e1ssicos da discografia cearense na Coluna Mimi Rocha<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Ainda sobre essa quest\u00e3o, hoje existe uma preocupa\u00e7\u00e3o para que mulheres ocupem espa\u00e7os que antes eram quase exclusivos para homens. Produ\u00e7\u00e3o de discos, dire\u00e7\u00e3o de gravadoras, trabalhos t\u00e9cnicos como mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o, etc. No campo da m\u00fasica nacional, voc\u00ea j\u00e1 percebe uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a essas posi\u00e7\u00f5es, desde sua estreia at\u00e9 os dias de hoje?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; A mudan\u00e7a tem sido lenta, mas j\u00e1 est\u00e1 acontecendo. Demorou, n\u00e9? O festival WME (Women Music Event, que este ano foi virtual, mas em 2019 eu fui, e constatei isso) \u00e9 um dos v\u00e1rios eventos criado e produzido por mulheres, todo ano mostrando a atua\u00e7\u00e3o feminina nas \u00e1reas que voc\u00ea citou. \u00c9 chocante perceber o quanto j\u00e1 se boicotou compositoras, produtoras e t\u00e9cnicas ao longo de d\u00e9cadas. Muitas amigas me contam hist\u00f3rias de hostilidade e boicote que continuam a acontecer, o que \u00e9 lament\u00e1vel e precisa ser combatido. Acho que a nova gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o aceita mais calada essas coisas, vai \u00e0 luta!<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O ano de 2020 foi tomado pela pandemia e seus muitos vieses, como o isolamento, a solid\u00e3o, a economia, a educa\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica. Pra voc\u00ea especificamente, como passou o ano e como resistiu a ele?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; Que medo! Ainda n\u00e3o acabou! Esse ano me remete ao t\u00edtulo do livro de Rimbaud, <em>Uma Esta\u00e7\u00e3o no Inferno<\/em>. Tem sido muito doloroso acompanhar as perdas das pessoas e as nossas. A Giselle Beiguelman disse que n\u00f3s vivemos uma \u201cpandemia de imagens\u201d. Como esquecer as imagens de escavadeiras nos cemit\u00e9rios? Como n\u00e3o se emocionar e n\u00e3o ter empatia com a lista de n\u00fameros, que s\u00e3o nomes de pessoas que sucumbiram \u00e0 Covid, cada uma com sua hist\u00f3ria de vida, encurtada, interrompida por essa doen\u00e7a, e a gente vivendo num pa\u00eds em que a ci\u00eancia \u00e9 atacada, questionada. Venho resistindo trabalhando muito,\u00a0 profundamente triste com a situa\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds, com a viol\u00eancia, com o teatro real dos absurdos que estamos vivendo. Esse ano parece uma d\u00e9cada, quando in\u00fameros acontecimentos cruciais se encadeiam. Ao mesmo tempo, para n\u00e3o sucumbir \u00e0 desesperan\u00e7a de uma realidade assustadora, acompanho os caminhos da arte, que salva e nos d\u00e1 for\u00e7a para seguir. Trabalhos bel\u00edssimos foram lan\u00e7ados, inventividade em todas as linguagens art\u00edsticas, que podemos acessar no modo virtual.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cinema Noir - Meu Amigo Jack - Mona Gadelha\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uW7k4f7-s64?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O que espera de 2021?<\/strong><br \/>\n<strong>Mona Gadelha <\/strong>&#8211; Ah, eu gostaria que a realidade n\u00e3o fosse t\u00e3o cruelmente real. Mas \u00e9. Queria, quem dera! que a gente pudesse iniciar a nova d\u00e9cada abrindo a janela com o verso do Chico Buarque: \u201cMeu Deus, vem olhar\/ Vem ver de perto uma cidade a cantar\/ A evolu\u00e7\u00e3o da liberdade\/ At\u00e9 o dia clarear\u201d. Espero a vacina para a Covid, a volta de uma rotina como era, a vida com aquelas coisas que, na pressa, a gente \u00e0s vezes nem se dava conta &#8211; de se encontrar no cinema, nos shows, est\u00fadios, nos teatros, nas pra\u00e7as, tomar caf\u00e9 com os amigos, sem m\u00e1scaras, trocar abra\u00e7os e beijos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cantora, compositora, produtora, jornalista, gestora do Porto Iracema, pesquisadora cearense Mona Gadelha passou aperto durante a pandemia, como todas as outras pessoas sens\u00edveis a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":20641,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[677,126,129,267,283,293,1],"tags":[],"class_list":["post-20640","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bate-papo-discografia","category-em-fortaleza","category-entrevistas","category-mona-gadelha","category-nacional","category-no-ceara","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20640"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20644,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20640\/revisions\/20644"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}