{"id":20649,"date":"2020-12-28T14:04:15","date_gmt":"2020-12-28T17:04:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20649"},"modified":"2021-01-04T16:13:37","modified_gmt":"2021-01-04T19:13:37","slug":"fagner-estreia-na-biscoito-fino-com-album-as-serestas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/12\/28\/fagner-estreia-na-biscoito-fino-com-album-as-serestas\/","title":{"rendered":"Fagner estreia na Biscoito Fino com \u00e1lbum dedicado \u00e0s serestas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20650\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-740x740.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"740\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-2048x2048.jpg 2048w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/12\/capa_serenata_fagner-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>\u201cNa Fortaleza dos anos 1950, predominavam as casas, n\u00e3o os pr\u00e9dios. Zanzando pelas cal\u00e7adas, o menino ouvia Orlando Silva cantando numa varanda, Ataulfo Alves numa cozinha, Chico Alves no jardim, Moreira da Silva no quintal, Silvio Caldas no botequim da esquina. Quem mais? Eram tantos&#8230;\u201d. A passagem da biografia de <strong>Raimundo Fagner<\/strong> (<em>Quem me levar\u00e1 sou eu<\/em>, 2019) mostra que sons ele, o tal menino, ouvia quando morava na rua Floriano Peixoto, 1779, no Centro. Tinha ainda seu irm\u00e3o Fares com boa voz, fama de seresteiro e que costumava cantar com Evaldo Gouveia, gigantesco compositor brasileiro, que morava na casa da frente.<\/p>\n<p>De diferentes formas, o novo disco de <strong>Fagner<\/strong> faz uma volta a esse tempo. <strong>Serenata<\/strong>, sua estreia pela gravadora Biscoito Fino, alinha can\u00e7\u00f5es que, em sua maior parte, foram compostas nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado e transformaram-se em cl\u00e1ssicos das serestas. <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/12\/28\/fagner-nega-arrependimento-de-ter-apoiado-bolsonaro\/\">Quase todo o repert\u00f3rio \u00e9 reconhec\u00edvel e teve in\u00fameras regrava\u00e7\u00f5es<\/a>, como <em><strong>L\u00e1bios que beijei<\/strong><\/em>, <em><strong>Deusa da minha rua<\/strong><\/em>, <em><strong>Rosa<\/strong><\/em> e <em><strong>Malandrinha<\/strong><\/em>. Mas todas elas s\u00e3o \u00edntimas e fazem parte das mem\u00f3rias do cearense de 71 anos, que j\u00e1 se devia esse \u00e1lbum h\u00e1 um bom tempo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Serenata | Fagner part. especial Nelson Gon\u00e7alves\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BuHNsY1lEwA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u201cQuando eu comecei a gravar com outros artistas, logo veio de gravar com Cauby Peixoto, Nelson Gon\u00e7alves, por causa disso. Eu tinha um pouco essa leitura. O primeiro show que fiz na r\u00e1dio Iracema, estava l\u00e1 o Cauby\u201d, conta <strong>Fagner<\/strong> que, anos depois, pode conviver, gravar e at\u00e9 compor para esses e v\u00e1rios nomes que ele admirava desde a inf\u00e2ncia. \u201cO Cauby vinha aqui em casa, e j\u00e1 entrava cantando. \u2018Eu adoro a sua casa\u2019, ele dizia, e ia na geladeira. E eu s\u00f3 com o gravador seguindo\u201d, lembra.<\/p>\n<p>A d\u00edvida com essas mem\u00f3rias foi bem paga. <strong>Serenata<\/strong> \u00e9 um disco simples, embora sofisticado, e faz quest\u00e3o de cumprir tudo o que pede uma boa seresta. A come\u00e7ar pelo acompanhamento instrumental que aqui re\u00fane estrelas como Jo\u00e3o Lyra (viol\u00e3o), Dirceu Leite (clarinete), Cristov\u00e3o Bastos (piano) e Jo\u00e3o Camareiro (viol\u00e3o). O trabalho chegou a ser conclu\u00eddo em mar\u00e7o, mas teve o lan\u00e7amento atrasado por conta da pandemia. \u201cEu fiquei meses com dor de cabe\u00e7a pra refazer as vozes. A\u00ed refiz todas, pra ficar com tempo de refletir cada letra, cada m\u00fasica, cada melodia\u201d, conta <strong>Fagner<\/strong> que teve o <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/08\/11\/producao-made-ceara\/\">apoio, mais uma vez, do produtor Jos\u00e9 Milton<\/a>. \u201cEu acho que pra esse disco a\u00ed s\u00f3 com o Jos\u00e9 Milton. Eu poderia fazer de v\u00e1rias formas, mas com essa sensibilidade, s\u00f3 com ele. N\u00f3s botamos uma mesinha de bar aqui na sala de casa pra discutir o roteiro. Acho que dele vingou umas duas (m\u00fasicas), por que eu sugeria outra com uma leitura do que era melhor de eu cantar\u201d, lembra <strong>Fagner<\/strong>. E foi por insist\u00eancia de Milton que <em><strong>Mucuripe<\/strong><\/em> foi escolhida para encerrar <strong>Serenata<\/strong>. \u201cEle \u00e9 que for\u00e7ou, at\u00e9 que eu coloquei. N\u00f3s s\u00f3 pensamos ela em formato em seresta. O formato, quando eu fiz, era outra coisa. Hoje, ela deve ser cantada em muitas serestas\u201d, comenta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Serenata do Adeus\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DRIuPuR-GgM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mas, no fim, regravar sua cl\u00e1ssica parceria com Belchior foi s\u00f3 mais uma forma de reunir lembran\u00e7as num disco feito, basicamente, delas. Como um dueto in\u00e9dito, gra\u00e7as \u00e0 tecnologia, com <strong>Nelson Gon\u00e7alves<\/strong> em <em><strong>Serenata<\/strong><\/em> (\u201cTem uma emo\u00e7\u00e3o especial. Essa com o Nelson, com certeza, foi um momento de reflex\u00e3o. Era o cantor da minha inf\u00e2ncia, depois ficamos amigos\u201d). Tem ainda <em><strong>As rosas n\u00e3o falam<\/strong><\/em>, j\u00e1 gravada pelo cearense no \u00e1lbum <em>Eu canto<\/em> (1978). E ainda <em><strong>Ch\u00e3o de estrelas<\/strong><\/em>, cl\u00e1ssico maior de Silvio Caldas, que <strong>Fagner<\/strong> chegou a trazer para um show em Fortaleza. Embora n\u00e3o esteja como compositor, a lembran\u00e7a de Evaldo Gouveia tamb\u00e9m paira no repert\u00f3rio (\u201cEu tinha uma rela\u00e7\u00e3o com ele de fam\u00edlia. Era uma pessoa al\u00e9m do mito da can\u00e7\u00e3o brasileira, que tinha uma hist\u00f3ria grandiosa\u201d). E se h\u00e1 a lembran\u00e7a de Evaldo, h\u00e1 tamb\u00e9m a do irm\u00e3o Fares. \u201cEstou muito feliz com o disco. N\u00e3o esperava que fosse acontecer, mas aconteceu na hora certa e no lugar certo. E estou com a consci\u00eancia tranquila por ter feito essa homenagem ao Fares. Esse disco \u00e9 pra ele\u201d, encerra <strong>Fagner<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNa Fortaleza dos anos 1950, predominavam as casas, n\u00e3o os pr\u00e9dios. 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