{"id":20674,"date":"2021-01-19T19:32:32","date_gmt":"2021-01-19T22:32:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20674"},"modified":"2021-01-19T19:33:36","modified_gmt":"2021-01-19T22:33:36","slug":"fernanda-abreu-fala-de-musica-funk-e-brasil-em-entrevista-exclusiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2021\/01\/19\/fernanda-abreu-fala-de-musica-funk-e-brasil-em-entrevista-exclusiva\/","title":{"rendered":"Fernanda Abreu fala de m\u00fasica, funk e Brasil em entrevista exclusiva"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_20675\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20675\" class=\"size-full wp-image-20675\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1709\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-scaled.jpg 2560w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/01\/FERNANDA-ABREU-4-credito-Alexandre-Calladinni-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><p id=\"caption-attachment-20675\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Alexandre Calladinni\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Dez anos separam os <strong>MTV Ao Vivo<\/strong> e <strong>Amor geral<\/strong>, \u00faltimo disco de est\u00fadio de <strong>Fernanda Abreu<\/strong>. Nesse intervalo, a cantora e compositora enfrentou turbul\u00eancias pessoais, como uma separa\u00e7\u00e3o e um coma que sua m\u00e3e atravessou por seis anos. O retorno \u00e0s grava\u00e7\u00f5es, em 2016, foi marcado por uma vontade de falar sobre amor, respeito e toler\u00e2ncia para um Brasil que se via cada vez mais dividido. O resultado foi um disco forte que rendeu uma turn\u00ea que viajou ao longo de tr\u00eas anos, at\u00e9 chegar 2020, quando a carioca quis celebrar seus 30 anos de carreira com um novo trabalho ao vivo.<!--more--><\/p>\n<p>Se <strong>Amor Geral<\/strong> foi um trabalho pessoal, que fala sobre perdas e supera\u00e7\u00f5es, <strong>Amor Geral (A)Live<\/strong>\u00a0era pra ser de festa, dan\u00e7ante, aglomerado. A grava\u00e7\u00e3o foi marcada para o dia 13 de mar\u00e7o de 2020, mesmo dia em que o ent\u00e3o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, lan\u00e7ou um decreto proibindo eventos em casas de shows, por conta da pandemia do coronavirus. O p\u00fablico que estava na porta do Imperator teve que voltar pra casa e <strong>Fernanda<\/strong>, que estava se concentrando para entrar em cena, teve que repensar. \u201cEu reuni a equipe e falei: \u2018gente, tudo bem. O show t\u00e1 cancelado, mas a grava\u00e7\u00e3o do DVD n\u00e3o. A gente vai fazer o show como se tivesse aqui 2 mil pessoas gritando pela gente, adorando o show. No terceiro sinal, a gente come\u00e7a e, se tiver algum problema de \u00e1udio ou de v\u00eddeo, a gente fala que vai refletir\u2019\u201d, relembra. \u201cE acho que foi a melhor coisa. Pra gente conseguir manter a energia l\u00e1 em cima, a veracidade, a gente teve que arriscar\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fernanda Abreu - Baile Da Pesada (Ao Vivo No Rio De Janeiro \/ 2020)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AlehjmwXb2M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Amor Geral (A)Live<\/strong> acabou se tornando um registro de um momento que deixou o Brasil em suspens\u00e3o. N\u00e3o por acaso, ele ganhou esse nome \u201ca live\u201d, para registrar tamb\u00e9m um dos produtos que tornou-se al\u00edvio em tempos de isolamento. Est\u00e1 tudo no DVD, o decreto, a tens\u00e3o e o espet\u00e1culo que alinha 18 can\u00e7\u00f5es em 16 faixas. Vindo desde a estreia solo \u2013 <strong>Sla Radical Dance Disco Club<\/strong> (1990) \u2013 at\u00e9 <strong>Amor Geral<\/strong>\u00a0(2016), ela resume uma hist\u00f3ria baseada na busca por uma linguagem pop, dan\u00e7ante e brasileira. Por telefone, ela conta essa hist\u00f3ria citando refer\u00eancias como Dj Malboro, Mem\u00ea Mansur, Afrika Bambaataa, Ivo Meirelles e Funk\u2019n\u2019Lata. \u201cDurante minha carreira toda, os DJs e MCs tiveram em mim uma apoiadora. Eles tiraram o funk da marginalidade\u201d, defende <strong>Fernanda<\/strong> que abra\u00e7ou essa turma numa \u00e9poca em que o funk vivia a quil\u00f4metros do mainstream. \u201cO grande preconceito n\u00e3o era com a m\u00fasica. \u00c9 por que a elite brasileira tem muita dificuldade de se ver na pobreza. E o que tinha ali \u00e9 m\u00fasica de preto, pobre e favelado\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Mas o cen\u00e1rio mudou e hoje o funk ocupa espa\u00e7os nobres da programa\u00e7\u00e3o. E <strong>Fernanda Abreu<\/strong>, ainda nessa busca pelo pop dan\u00e7ante brasileiro, alimenta projetos como um disco de releituras contando uma nova gera\u00e7\u00e3o de DJs &#8211; com curadoria do DJ Mem\u00ea. E tem o \u201cGarotas Sangue Bom\u201d, disco \u201cfeminino e feminista, que tem uma pegada de m\u00fasica eletr\u00f4nica\u201d gravado ao lado de nomes como Iza, Letrux e Anitta. Ambos os projetos est\u00e3o bem encaminhados, esperando o momento certo de sa\u00edrem do papel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fernanda Abreu - Deliciosamente (Ao Vivo No Rio De Janeiro \/ 2020)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rIOgXHsvkdA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, a carioca que completa 60 anos em 2021 segue certa de que, sem acreditar num amor geral, o Brasil e o mundo n\u00e3o v\u00e3o encontrar solu\u00e7\u00e3o para seus problemas. \u201cEsse t\u00edtulo (do disco de 2016) \u00e9 ainda muito forte. A gente n\u00e3o pode ser totalmente feliz num pa\u00eds que tem ainda uma crian\u00e7a sem comer. O brasileiro se colocou nesse buraco em 2018 e eu acho que a gente tem que viver na resist\u00eancia. Por que a gente n\u00e3o pode voltar atr\u00e1s de jeito nenhum. Tem uma galera com um discurso muito fascista\u201d, lamenta a compositora de <em><strong>Rio 40 Graus<\/strong><\/em>, que apontava, em 1992, as feridas da cidade \u201cpurgat\u00f3rio da beleza e do caos\u201d. \u201cAcho que a gente est\u00e1 passando pela pior fase desde que me conhe\u00e7o por gente. O Rio de Janeiro sempre teve muita criatividade. A gente criou maxixe, samba, funk, bossa nova&#8230; Mas, alguma coisa desandou em termos de educa\u00e7\u00e3o, cidadania, compromisso pol\u00edtico. O carioca, que acho que \u00e9 nosso maior tesouro, ele apanhou muito. Est\u00e1 menos atraente, est\u00e1 mais mal educado, mais agressivo. A gente n\u00e3o est\u00e1 sabendo votar. Voc\u00ea imagina que o reduto do Bolsonaro \u00e9 o Rio de Janeiro, uma cidade cosmopolita. Eu n\u00e3o consigo mais entender, n\u00e3o sei te explicar por que a gente n\u00e3o faz um exerc\u00edcio de cidadania e tira essas pessoas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez anos separam os MTV Ao Vivo e Amor geral, \u00faltimo disco de est\u00fadio de Fernanda Abreu. 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