{"id":20684,"date":"2021-02-10T13:57:24","date_gmt":"2021-02-10T16:57:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20684"},"modified":"2021-02-10T13:57:24","modified_gmt":"2021-02-10T16:57:24","slug":"nenhuma-dor-celebra-os-75-anos-de-gal-costa-com-duetos-ineditos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2021\/02\/10\/nenhuma-dor-celebra-os-75-anos-de-gal-costa-com-duetos-ineditos\/","title":{"rendered":"&#8220;Nenhuma Dor&#8221; celebra os 75 anos de Gal Costa com duetos in\u00e9ditos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_20521\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20521\" class=\"size-full wp-image-20521\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/09\/16011752495f6ffed1550fa_1601175249_16x9_md.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"432\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/09\/16011752495f6ffed1550fa_1601175249_16x9_md.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/09\/16011752495f6ffed1550fa_1601175249_16x9_md-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/09\/16011752495f6ffed1550fa_1601175249_16x9_md-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/09\/16011752495f6ffed1550fa_1601175249_16x9_md-120x68.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><p id=\"caption-attachment-20521\" class=\"wp-caption-text\">Gal Costa realiza live para celebrar os 75 anos<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">No \u00faltimo dia 26 de setembro de 2020, <strong>Gal Costa<\/strong> completou seus 75 anos de vida. Reconhecida h\u00e1 mais de cinco d\u00e9cadas como uma das vozes mais importantes do Brasil (e que ajudou a projetar o Brasil para o mundo), a baiana <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2020\/09\/27\/gal-costa-faz-primeira-live-entre-problemas-tecnicos-surpresas-e-repertorio-certeiro\/\">celebrou a data com uma live (a primeira e \u00fanica, at\u00e9 agora)<\/a> em que enfileirou muitos sucessos cercada por uma banda de baixo, bateria e guitarra. N\u00e3o fosse as regras impostas pela pandemia, ter\u00edamos mais dessa mulher que desafiou par\u00e2metros, se firmou como uma pot\u00eancia da cultura nacional e que segue como refer\u00eancia para jovens vozes que querem fazer carreira combinando o cl\u00e1ssico e o moderno da MPB.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">E essa \u00e9 a senha para compreender o que faz de <strong>Gal Costa<\/strong> a <strong>Gal Costa<\/strong>: o olhar para o novo e o respeito ao que \u00e9 atemporal. <a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2012\/09\/21\/musica-em-cores-as-cadeiras-eletricas-da-baiana\/\">No cl\u00e1ssico <strong>Gal Fa-Tal<\/strong>, por exemplo, que este ano completa 50 anos<\/a>, ela bota no mesmo balaio os Novos Baianos, Jards Macal\u00e9, Ismael Silva, Janis Joplin e o ent\u00e3o estreante Luiz Melodia. Logo n\u00e3o \u00e9 nenhuma surpresa que ela resolva celebrar seus 75 anos ao lado de uma nova gera\u00e7\u00e3o de artistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20690\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/02\/galnenhumador-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/02\/galnenhumador-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/02\/galnenhumador-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/02\/galnenhumador-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/02\/galnenhumador-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/02\/galnenhumador-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/02\/galnenhumador.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Batizado como <strong>Nenhuma dor<\/strong>, o \u00e1lbum re\u00fane can\u00e7\u00f5es do repert\u00f3rio de <strong>Gal<\/strong> recriadas ao lado de uma turma que vem valorizando o que h\u00e1 de melhor na MPB. Nem todos s\u00e3o brasileiros, mas at\u00e9 os que n\u00e3o s\u00e3o t\u00eam muita intimidade com o que se produz aqui. \u00c9 o caso do portugu\u00eas <strong>Ant\u00f3nio Zambujo<\/strong>, que j\u00e1 gravou um tributo a Chico Buarque e recria <em><strong>Pois \u00e9<\/strong><\/em>, parceria de Chico e Tom Jobim, ao lado de <strong>Gal<\/strong> somente com violinos , cellos e violas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">Se houver um esfor\u00e7o pra fugir de compara\u00e7\u00f5es com as grava\u00e7\u00f5es originais, \u00e9 poss\u00edvel encontrar muitas belezas em <strong>Nenhuma dor<\/strong> que mais surpreende pelo recorte enxuto (apenas 10 faixas) do que pela sele\u00e7\u00e3o de convidados. Sim, por que h\u00e1 uma certa \u201cmargem de seguran\u00e7a\u201d na lista de convidados: todos t\u00eam alguma liga\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria da musa baiana. Por exemplo, o rapper <strong>Criolo<\/strong>, que participa em <em><strong>Paula e Bebeto<\/strong><\/em>, primeira parceria de Milton Nascimento e Caetano Veloso. Foi Milton quem apresentou o paulistano para <strong>Gal<\/strong> e ela gravou a primeira parceria deles, <em>10 anjos<\/em>, no disco <strong>Estratosf\u00e9rica<\/strong>. Com arranjo que remete ao original, o encontro de <strong>Gal<\/strong> e <strong>Criolo<\/strong> valoriza os versos que anunciam que \u201cqualquer maneira de amor vale um canto\u201d.<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Avarandado | Gal Costa e Rodrigo Amarante\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kC_h_a48qI0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">Outras marcas do projeto foram a op\u00e7\u00e3o exclusiva por vozes masculinas e a predomin\u00e2ncia de can\u00e7\u00f5es mais lentas e melanc\u00f3licas, como <em><strong>Nenhuma dor<\/strong><\/em>, dividida com <strong>Zeca Veloso<\/strong>. Filho de Caetano que chamou aten\u00e7\u00e3o com os vocais agudos de \u201cTodo homem\u201d, repete o tom ao refazer essa triste can\u00e7\u00e3o do seu pai, lan\u00e7ada no disco <strong>Domingo<\/strong> (1967). Do mesmo disco e do mesmo compositor, <em><strong>Avarandado<\/strong><\/em> virou um afox\u00e9 com a presen\u00e7a de <em><strong>Rodrigo Amarante<\/strong><\/em>, em arranjo solar puxado viol\u00e3o, baixo e detalhes de cordas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">Na busca por uma nova identidade, <em><strong>Baby<\/strong><\/em> e <em><strong>Juventude transviada<\/strong><\/em> s\u00e3o as mais surpreendentes. A primeira ganhou voz, viol\u00e3o e arranjo de <strong>Tim Bernardes<\/strong>, que adotou o mesmo clima sinf\u00f4nico do seu impec\u00e1vel disco <em>Recome\u00e7ar<\/em>. <strong>Tim<\/strong>, al\u00e9m de estar entre os compositores do disco <strong>A pele do futuro<\/strong>, j\u00e1 dedicou um programa de TV ao repert\u00f3rio de <strong>Gal<\/strong>. A segunda come\u00e7a com um grave inc\u00f4modo de <strong>Seu Jorge<\/strong> intensificando a melancolia desta composi\u00e7\u00e3o de Luiz Melodia. Em seguida, <strong>Gal<\/strong> chega pra aliviar a tens\u00e3o e a vers\u00e3o vai ganhando um tom agridoce. Tamb\u00e9m vale nota o dueto com <strong>Jorge Drexler<\/strong> em <em><strong>Negro amor<\/strong><\/em>, que perde o clima hippie, mas preserva a beleza com um lindo arranjo de cordas.<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Baby | Gal Costa e Tim Bernardes\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/47J6Qc8VXzs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt\"><span style=\"color: black\">Gravado durante a pandemia, <strong>Nenhuma dor<\/strong> passou por est\u00fadios no Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Lisboa, Madri, Los Angeles e Vit\u00f3ria. Desde dezembro, ele vinha sendo apresentado em singles duplos lan\u00e7ados nas plataformas digitais. A dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica do disco mais uma vez fica a cargo de Marcus Preto, respons\u00e1vel pelos recentes <strong>Estratosf\u00e9rica<\/strong> (2015) e <strong>A pele do futuro<\/strong> (2018). Completam o time de convidados o capixaba <strong>Silva<\/strong> (<em><strong>S\u00f3 Louco<\/strong><\/em>), o vocalista da banda D\u00f4nica, <strong>Z\u00e9 Ibarra<\/strong> (<em><strong>Meu bem, meu mal<\/strong><\/em>), e <strong>Rubel<\/strong> (<em><strong>Cora\u00e7\u00e3o vagabundo<\/strong><\/em>). Este \u00faltimo foi at\u00e9 duplamente contemplado por que chegou a fazer uma temporada com <strong>Gal<\/strong> e lan\u00e7ou um single ao vivo, em 2020, cantando com ela <em><strong>Baby<\/strong><\/em>. Este single, inclusive, seduz pela espontaneidade e intimidade deles, com <strong>Gal<\/strong> encerrando a faixa chamando seu convidado de \u201cgatinho\u201d. De diferentes formas, <strong>Gal<\/strong> usa essa mesma espontaneidade no seu novo disco, previsto para ser lan\u00e7ado em CD e LP \u2013 pela Biscoito Fino \u2013 neste m\u00eas. E, voltando \u00e0s compara\u00e7\u00f5es, aquele cristal dos agudos da cantora de <em>Meu nome \u00e9 Gal<\/em> ou <em>Nada mais<\/em> ganhou um tom opaco, com uma leve rouquid\u00e3o. Mas isso n\u00e3o lhe tirou a for\u00e7a e a certeza do valor que tem essa voz.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 26 de setembro de 2020, Gal Costa completou seus 75 anos de vida. 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