{"id":20728,"date":"2021-03-15T10:46:44","date_gmt":"2021-03-15T13:46:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20728"},"modified":"2021-03-11T21:48:36","modified_gmt":"2021-03-12T00:48:36","slug":"a-historia-e-as-historias-de-joyce-moreno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2021\/03\/15\/a-historia-e-as-historias-de-joyce-moreno\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria e as hist\u00f3rias de Joyce Moreno"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18812\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18812\" class=\"size-large wp-image-18812\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Joyce5_LeoAversa049-740x527.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"527\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Joyce5_LeoAversa049-740x527.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Joyce5_LeoAversa049-300x214.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Joyce5_LeoAversa049-768x547.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2018\/08\/Joyce5_LeoAversa049-120x85.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-18812\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Leo Aversa\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Joyce Silveira Moreno completou em 31 de janeiro \u00faltimo seus 73 anos. A idade deveria ser um detalhe menor diante de uma obra constru\u00edda desde a juventude e que se pautou sempre por qualidade, brasilidade e atemporalidade. Atemporalidade, esse \u00e9 o ponto relevante. Duvido que esta cantora, compositora, instrumentista e arranjadora carioca tenha criado um plano de trabalho para criar um cancioneiro que desafiasse as regras impostas pelo tempo, ainda mais num mercado musical vol\u00e1til como o brasileiro. Ainda assim, tendo a m\u00fasica como elemento central, ela alcan\u00e7ou tal feito<\/p>\n<p>A estrada perseguida por essa obra \u00e9 bem mapeada no livro <strong>Aquelas coisas todas<\/strong>, lan\u00e7ado no fim de 2020 pela Numa Editora. O livro \u00e9 uma vers\u00e3o revista e ampliada de <em>Fotografei voc\u00ea na minha roleiflex<\/em>, apanhado de hist\u00f3rias, mem\u00f3rias e impress\u00f5es pessoais lan\u00e7ado em 1997. Entre uma e outra publica\u00e7\u00e3o, vieram mais elementos que mereciam ser registrados. \u201c(Em 1997) comecei a escrever pequenos textos de mem\u00f3rias, e quando me dei conta, tinha um livro. Como contei na introdu\u00e7\u00e3o, o livro teve seu momento, foi bem recebido, depois ficou esgotado. Quando surgiu o convite para uma nova edi\u00e7\u00e3o \u2018remixada\u2019, acabei escrevendo toda a segunda parte, e o livro dobrou de tamanho\u201d, conta <strong>Joyce<\/strong> em entrevista exclusiva, e at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita, cedida na \u00e9poca do lan\u00e7amento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Joyce - &quot;Clareana&quot; (clipe 1980)\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UD_zA3R_Y8c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Dividido em v\u00e1rios pequenos cap\u00edtulos escritos com uma prosa fluida, despretensiosa e extremamente saborosa, <strong>Aquelas coisas todas<\/strong> enumera os muitos encontros que <strong>Joyce<\/strong> teve ao longo de mais de 50 anos de carreira. Uma delas, por exemplo, com Chico Buarque, quando uma revista criou para eles um relacionamento fict\u00edcio. \u00c0 \u00e9poca, ela era apelidada como \u201cChico Buarque de saias\u201d e um rep\u00f3rter os colocou juntos num papo sobre m\u00fasica, depois titulado como \u201cO novo amor de Chico Buarque\u201d. Tudo mentira criada para for\u00e7ar Chico a revelar seu romance com Marieta Severo.<\/p>\n<p><strong>Aquelas coisas todas<\/strong> segue a trilha com nomes como Gerry Mulligan, Gonzaguinha, Henri Salvador, Ten\u00f3rio Junior e Elis Regina. \u201cTivemos uma amizade que durou at\u00e9 a partida dela. (Elis) n\u00e3o era uma pessoa f\u00e1cil, mas as pessoas brilhantes nem sempre s\u00e3o f\u00e1ceis mesmo. E ela era inteligente demais, engra\u00e7ada, genial. N\u00f3s nos gost\u00e1vamos muito\u201d, conta. <strong>Joyce<\/strong> tamb\u00e9m fala de suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e critica um meio musical machista que tentou explorar sua beleza como um adendo \u00e0 m\u00fasica. \u201cSempre fui ligada nessas figuras femininas libert\u00e1rias, independentes, tipo (a romancista francesa) George Sand e a boneca Em\u00edlia. Na verdade, fui criada por m\u00e3e solo, o que talvez tenha contribu\u00eddo. S\u00f3 sei que nunca quis ser musa, diva, cantora, essas coisas. Sempre quis desenvolver uma linguagem musical que fosse minha, na composi\u00e7\u00e3o, no viol\u00e3o, nos arranjos e no uso da voz como instrumento\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Joyce Moreno - Caqui\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NRyWRNhCAes?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>E assim se fez a <strong>Joyce<\/strong> cantora e compositora cujo valor musical desperta curiosidade e admira\u00e7\u00e3o pelo mundo. Curiosamente, embora assuma que n\u00e3o \u00e9 nost\u00e1lgica, a compositora de <em><strong>Mist\u00e9rios<\/strong> <\/em>e <em><strong>Essa Mulher<\/strong><\/em> tamb\u00e9m passou em revista o \u00e1lbum de estreia, de 1968. Para comemorar os 50 de carreira, ela regravou faixa a faixa, reencontrou os primeiros parceiros e lan\u00e7ou no disco <strong>50<\/strong>. Confrontando aquela jovem artista de 20 anos com a atual, mais experiente e madura, sabe o que ela descobriu? Que o fogo segue queimando com o mesmo calor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joyce Silveira Moreno completou em 31 de janeiro \u00faltimo seus 73 anos. 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