{"id":20760,"date":"2021-03-31T14:42:34","date_gmt":"2021-03-31T17:42:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20760"},"modified":"2021-04-02T14:54:41","modified_gmt":"2021-04-02T17:54:41","slug":"15-anos-de-uma-jovem-orquestra-espanhola-e-sua-relacao-com-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2021\/03\/31\/15-anos-de-uma-jovem-orquestra-espanhola-e-sua-relacao-com-o-brasil\/","title":{"rendered":"15 anos de uma jovem orquestra espanhola e sua rela\u00e7\u00e3o com o Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_20766\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20766\" class=\"wp-image-20766 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-04-01-at-18.33.28.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-04-01-at-18.33.28.jpeg 1280w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-04-01-at-18.33.28-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-04-01-at-18.33.28-740x493.jpeg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-04-01-at-18.33.28-768x512.jpeg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-04-01-at-18.33.28-120x80.jpeg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><p id=\"caption-attachment-20766\" class=\"wp-caption-text\">A orquestra em cena (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p><strong>Por C\u00e9lio Albuquerque<\/strong><\/p>\n<p>Criada em 2006, em Barcelona, na Espanha, pelo maestro Joan Chamorro, a <a href=\"http:\/\/santandreujazzband.org\/\">San Andreu Jazz Band<\/a>, a big band mais jovem produzida na Europa, vem se notabilizando, ao longo dos anos pelo talento de interpretar alguns dos maiores standard do jazz mundial e, por incluir em seu repert\u00f3rio muita m\u00fasica popular brasileira. N\u00e3o apenas, sucessos da Bossa Nova, como <em><strong>Chega de Saudade<\/strong><\/em> (Tom\/ Vin\u00edcius), <em><strong>O Pato<\/strong><\/em> (Jayme Silva\/ Neuza Teixeira) ou<em><strong> O Barquinho<\/strong><\/em> (Menescal\/ B\u00f4scoli). Mas tamb\u00e9m p\u00e9rolas como <em><strong>Saudade da Guanabara<\/strong><\/em> (Moacyr Luz\/ Aldir Blanc\/ Paulo C\u00e9sar Pinheiro), <em><strong>Bai\u00e3o de Quatro Toques<\/strong><\/em> (Jos\u00e9 Miguel Wisnik\/Luiz Tatit), <em><strong>Dan\u00e7a da Solid\u00e3o<\/strong><\/em> (Paulinho da Viola) e <em><strong>Farol da Barra<\/strong><\/em> (Galv\u00e3o e Caetano Veloso) e <em><strong>Diz Que Fui Por A\u00ed<\/strong> <\/em>(Z\u00e9 Keti\/Hort\u00eancio Rocha). A San Andreu tamb\u00e9m tem uma p\u00e1gina no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Sant-Andreu-Jazz-Band-182663511778460\/\">Facebook<\/a> e o canal de Chamorro no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/JoanChamorro\/featured\">Youtube<\/a> com v\u00eddeos da banda e das forma\u00e7\u00f5es oriundas dela.<\/p>\n<p>Entre os anos de 2010 e 2012, o diretor Ramon Tort produziu um document\u00e1rio sobre a San Andreu chamado <strong>A Film About Kids And Music<\/strong> (&#8220;Um filme sobre crian\u00e7as e m\u00fasica&#8221;) que relata, com belas imagens, um pouco do dia a dia da big band, com cenas envolventes, como as que podem ser assistidas nesse compacto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"2011 fragmento de &quot; A FILM ABOUT KIDS AND MUSIC ) Sant Andreu Jazz Band ( Joan Chamorro direccion )\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kNrFBqX9Cq4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Formada por jovens, a maioria entre 8 e 20 anos, v\u00e1rios deles multi-instrumentistas, a SAJB \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho de Chamorro, um multi-instrumentista que tem focado sua performance mais no contrabaixo de pau. \u201cEla \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho. \u00c9 o resultado de compartilhar com seus componentes minha paix\u00e3o pelo jazz. Acredito que eles podem fazer o mesmo ou melhor do que eu. N\u00e3o me sinto o professor, mas o aluno mais avan\u00e7ado\u201d, diz o maestro.\u00a0Ao longo de seus 15 anos a SAJB participou de dezenas de festivais de jazz, gravou CDs e se desdobrou em diversas forma\u00e7\u00f5es, sempre arrebatando as plateias.<\/p>\n<p>H\u00e1 anos, a big band mais jovem da Europa tem a m\u00fasica brasileira em seu repert\u00f3rio, paix\u00e3o de Chamorro e particularmente de sua cantoras (e multi-instrumentistas). O repert\u00f3rio pode ser conferido nas principais plataformas digitais e no Youtube. A discografia da San Andreu e de algumas de suas componentes &#8211; como Andr\u00e9a Motis, \u00c8lia Bastida, Rita Pay\u00e9s, Joana Casanova e Alba Armengou &#8211; pode ser conferida no <a href=\"https:\/\/jazztojazz.com\/en\/shop\/artist\/sant-andreu-jazz-band-en\/\">site<\/a>. Todas as cantoras citadas t\u00eam m\u00fasicas brasileiras em seu repert\u00f3rio. <strong>Andr\u00e9a Motis<\/strong>, que tem um document\u00e1rio sobre sua carreira lan\u00e7ado em DVD, e j\u00e1 dividiu o palco com Milton Nascimento, em seu mais recente \u00e1lbum, intitulado <strong>Do outro lado do Azul<\/strong> (2018) \u00e9 repleto de can\u00e7\u00f5es brasileiras como <em><strong>Antonico<\/strong><\/em> (Ismael Silva), <em><strong>Filho de Oxum<\/strong><\/em> (Roque Ferreira), <em><strong>Pra que Discutir com Madame<\/strong><\/em> (Janet de Almeida\/ Haroldo Barbosa), <em><strong>Dan\u00e7a de Solid\u00e3o<\/strong><\/em> (Paulinho da Viola), <em><strong>Saudades da Guanabara<\/strong><\/em> (Moacyr Luz\/ Aldir Blanc), <em><strong>Samba de Um Minuto<\/strong><\/em> (Rodrigo Maranh\u00e3o\/ Roberta S\u00e1) e <em><strong>Bai\u00e3o de Quatro Toques<\/strong><\/em> (Luiz Tatit\/ Z\u00e9 Miguel Wisnik).<\/p>\n<div id=\"attachment_20763\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20763\" class=\"size-large wp-image-20763\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/A_Motis-5183-Carlos-Pericas-740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/A_Motis-5183-Carlos-Pericas-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/A_Motis-5183-Carlos-Pericas-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/A_Motis-5183-Carlos-Pericas-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/A_Motis-5183-Carlos-Pericas-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/A_Motis-5183-Carlos-Pericas-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/03\/A_Motis-5183-Carlos-Pericas-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-20763\" class=\"wp-caption-text\">A trompetista e saxofonista Andrea Motis foi a primeira cantora da San Andreu Jazz Band (Foto: Carlos Pericas\/ Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Roberto Menescal e Moacyr Luz, dois dos compositores interpretados pela big band e pelas diversas forma\u00e7\u00f5es oriundas dela, ouviram e aprovaram.\u00a0\u201c\u00c9 sempre importante ver sua m\u00fasica indo para o exterior, alcan\u00e7ando um p\u00fablico diferente. \u00c9 sempre um motivo de orgulho para o compositor. Se tratando de <strong><em>Saudade da Guanabara<\/em><\/strong> \u00e9 mais emocionante. \u00c9 uma m\u00fasica cercada de palavras que t\u00eam sentidos diversos. Voc\u00ea escuta pessoas que falam outro idioma cantando &#8216;plantei Ramos de Laranjeiras&#8217;, a pessoa gostar e talvez n\u00e3o perceber que Ramos \u00e9 um bairro e Laranjeiras \u00e9 outro bairro, nem s\u00f3 ramos e laranjeiras de frutas, gravar, incluir no show..\u00a0 \u00e9 realmente, emocionante\u201d, destaca o compositor Moacyr Luz. E, Menescal cravou: \u201cAcompanho tudo que posso do Chamorro, as cantoras que ele lan\u00e7a, os m\u00fasicos com quem ele toca. <em><strong>O Barquinho<\/strong><\/em> tamb\u00e9m ficou muito bom, os arranjos&#8230; Ou\u00e7o tudo. Muita bossa nova, muito jazz. Isso \u00e9 um al\u00edvio para os ouvidos da gente\u201d.<\/p>\n<p>Confira a conversa virtual com Joan Chamorro sobre a hist\u00f3ria da San Andreu e sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"2016 &quot;Triste&quot;  ALBA ARMENGOU SANT ANDREU JAZZ BAND (JOAN CHAMORRO DIRECCI\u00d3N)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xiJlAE2sfQc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>&#8211; Qual \u00e9 a sua forma\u00e7\u00e3o musical? Onde voc\u00ea estudou? Al\u00e9m do contrabaixo, quais instrumentos de sopro voc\u00ea toca?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Comecei a estudar m\u00fasica aos 18 anos, embora tocasse um pouco viol\u00e3o e gostasse de cantar. Iniciei com o saxofone em uma escola de m\u00fasica moderna chamada Taller de Musics, em Barcelona, e, ao mesmo tempo, estudei m\u00fasica cl\u00e1ssica com o professor Adolfo Ventas. Sou bar\u00edtono e saxofonista tenor. Tamb\u00e9m toco clarinete, clarinete baixo e flauta transversal. Nos \u00faltimos 12 anos o instrumento que mais toco \u00e9 o contrabaixo, que aprendi de forma autodidata. Eu tamb\u00e9m toco corneta.<\/p>\n<p><strong>&#8211; A Sant Andreu Jazz Band completa 15 anos em 2021. Como tudo come\u00e7ou? Algum dos membros do in\u00edcio ainda continuam a tocar na Sant Andreu Jazz Band?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Come\u00e7amos em uma escola municipal de Barcelona, e em 2012 sa\u00edmos da escola. A partir desse momento, somos totalmente independentes. J\u00e1 se passaram por nossa big band mais de 60 jovens entre 6 e 22 anos. Todos os m\u00fasicos que passaram continuam a suas carreiras individuais depois de sa\u00edrem da orquestra. E alguns deles continuam colaborando, fazendo shows e gravando \u00e1lbuns conosco.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Em aproximadamente quantos festivais de jazz voc\u00eas participaram ao longo desses anos?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Com a Sant Andreu Jazz Band, temos participado em muitos festivais na Espanha. Tamb\u00e9m tocamos na Fran\u00e7a, Su\u00ed\u00e7a, Su\u00e9cia, It\u00e1lia, Alemanha e Dinamarca. Fomos convidados para pa\u00edses como \u00c1frica do Sul, Col\u00f4mbia, Argentina, Brasil&#8230; Mas, por motivos econ\u00f4micos, as viagens n\u00e3o foram realizadas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; A Sant Andreu Jazz Band \u00e9 uma escola de m\u00fasica?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro \u2013<\/strong> \u00c9 um projeto que dirijo no qual os meninos e meninas que fazem parte n\u00e3o pagam nada, nem mensalidades, nem aulas, nem ensaios, nem viagens&#8230; N\u00e3o temos nenhum tipo de ajuda e podemos continuar fazendo o que fazemos porque temos shows e a renda vai para podermos continuar com todas as nossas atividades. O meu sal\u00e1rio e o da pessoa que me ajuda vem dessa renda. Blanca Gallo \u00e9 quem me ajuda em todo o projeto ao n\u00edvel da organiza\u00e7\u00e3o, contato com festivais, comunica\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o econ\u00f4mica, etc. Com a receita conseguida, podemos fazer discos e v\u00eddeos e convidar grandes m\u00fasicos de jazz para virem tocar conosco. Tamb\u00e9m encomendamos arranjos originais para n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Qual \u00e9 a rotina de teste do SAJB? E como eles compartilham as diferentes forma\u00e7\u00f5es que dela emergiram?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Procuramos manter nossas atividades ao longo do ano. \u00c0s segundas-feiras, ensaio de trombone e aulas de improvisa\u00e7\u00e3o com eles. \u00c0s ter\u00e7as-feiras, ensaio da se\u00e7\u00e3o de trompete e depois do saxofone. Tamb\u00e9m algumas aulas individuais. Quartas-feiras aulas individuais e ensaio geral para todo o grupo. Quintas-feiras, ensaio da se\u00e7\u00e3o. Quando temos um show ou grava\u00e7\u00e3o importante, tamb\u00e9m ensaiamos nos finais de semana. Nossa sede \u00e9 minha casa, a casa de jazz, que adaptei para poder ensaiar e gravar l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Existem muitos jovens instrumentistas na Sant Andreu, e v\u00e1rios deles s\u00e3o multi-instrumentistas. Como voc\u00ea analisa isso?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Minha principal inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 Scott Robinson, um multi-instrumentista que mora em Nova York e toca com pessoas incr\u00edveis como a orquestra Maria Schneider, Joe Lovano&#8230; Ele toca muitos instrumentos e estilos diferentes. Quando o conheci pensei: &#8220;\u00e9 assim que quero viver a m\u00fasica&#8221;, e assim eu ensino meus alunos. \u00c9 por isso que muitos deles s\u00e3o poliinstrumentistas. A voz, para mim, \u00e9 um instrumento muito importante. Nas minhas aulas de instrumentos, sempre cantamos tudo o que tocamos. As escalas, os modos, os solos dos m\u00fasicos que admiramos, as can\u00e7\u00f5es, as improvisa\u00e7\u00f5es, etc. etc. No final, muitos dos alunos tamb\u00e9m fazem da voz o seu instrumento. Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual tantos cantam.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"2015 \u00c0guas de mar\u00e7o SANT ANDREU JAZZ BAND ALBA ARMENGOU RITA PAYES JOEL FRAHM JOAN CHAMORRO dirc\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EazJHMFvQ3s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>&#8211; Curiosamente, eu n\u00e3o ouvi ou nenhum jovem do sexo masculino cantando no SAJB. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Sim, houve e h\u00e1, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma quest\u00e3o de refer\u00eancias. No mundo do jazz tamb\u00e9m acontece que h\u00e1 muito mais mulheres do que homens que cantam. Eduard Ferrer, saxofonista que gravou algumas m\u00fasicas, estava na Sant Andreu. Agora temos Joan Mart\u00ed, Koldo Munn\u00e9 e mais alguns que aos poucos s\u00e3o incentivados a cantar.<\/p>\n<p><strong>&#8211; V\u00e1rios dos jovens instrumentistas tamb\u00e9m se mostram cantores. Fala sobre cada um deles.<\/strong><br \/>\n<strong>Chamoro &#8211;<\/strong> A primeira a cantar foi <strong>Andrea Motis<\/strong> (trompetista e saxofonista). Com ela gravamos v\u00e1rios \u00e1lbuns. Ela come\u00e7ou conosco, desde o in\u00edcio, quando tinha 10 anos. Andrea tem uma voz cheia de magia que foi evoluindo ao longo dos anos, sua voz \u00e9 harmoniosa e doce e ela sabe brincar com o tempo, quando canta as melodias, impregnando seu jeito de cantar com muito suingue. Hoje, Andrea Motis \u00e9 conhecida internacionalmente, e fazemos shows com seu quinteto em todo o mundo. <strong>Alba Armengou<\/strong>, trompetista e cantora com um belo \u00e1lbum de apresenta\u00e7\u00e3o e com quem planejamos gravar um \u00e1lbum todo com m\u00fasicas do Brasil. <em><strong>Triste<\/strong> <\/em>\u00e9 uma das grava\u00e7\u00f5es que mais gosto na voz dela. <strong>\u00c9lia Bastida<\/strong>, violinista, saxofone tenor e cantora, tamb\u00e9m com um amor especial pela m\u00fasica brasileira. O violino \u00e9 seu instrumento principal, mas tanto com o sax tenor quanto com a voz ele est\u00e3o conseguindo coisas mais belas. <em><strong>Doralice<\/strong><\/em>, \u00e9 meu tema favorito de Elia. <strong>Joana Casanova<\/strong>, com uma voz muito especial, com uma predile\u00e7\u00e3o especial pelo soul e pela m\u00fasica country. Ela tamb\u00e9m \u00e9 uma boa saxofonista.<em><strong> Mood Indigo<\/strong><\/em> \u00e9 uma m\u00fasica legal que ele gravou conosco. <em><strong>Alba Esteban<\/strong><\/em>, saxofone bar\u00edtono, alto, soprano e clarinete, que tamb\u00e9m canta e se torna melhor e mais aut\u00eantica a cada dia que passa. <em><strong>I cried for you<\/strong><\/em>, do \u00e1lbum La magia de la Veu &amp; Jazz Ensemble (\u00e9 um exemplo). <strong>Eva Fernandez, <\/strong>saxofonista, tem uma voz muito emotiva. A grava\u00e7\u00e3o dela que mais gosto \u00e9 <em><strong>My Ideal<\/strong><\/em>. <strong>Magali Datzira<\/strong>, contrabaixista, tem uma voz muito Billie Holiday. <em><strong>Unchain My <\/strong><\/em>\u00e9 uma das m\u00fasicas que ela canta que mais eu gosto. <strong>Rita Pay\u00e9s<\/strong>, trombonista, tem muitas m\u00fasicas super legais, e tem uma \u00f3tima personalidade para cantar. \u00c9 muito profunda e tem um alcance de voz maravilhoso, cheio de nuances. Gravou <em><strong>Flor de Lis<\/strong><\/em>, do Djavan, entre outras m\u00fasicas brasileiras. Antes t\u00ednhamos vozes como Paula Berzal, trombonista que cantava algumas m\u00fasicas ocasionalmente, como <em><strong>Rosetta<\/strong><\/em>; Helena Pa\u00f1art (saxofonista); Edu Ferrer (saxofonista, <em><strong>Isso \u00e9 tudo<\/strong><\/em> \u00e9 uma linda m\u00fasica que gravou com a gente), Amante de Abril Saur\u00ed (bateria e cantora); e Elsa Armengou (ela come\u00e7ou com a gente quando tinha 6 anos) \u00e9 uma trompetista muito boa e tamb\u00e9m saxofonista.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Como surgiu a aproxima\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com a m\u00fasica brasileira ? Al\u00e9m de bossa nova, voc\u00eas tocam ao vivo e em grava\u00e7\u00f5es, m\u00fasicas de Chico Buarque, Djavan, Dona Ivone Lara. Qual o crit\u00e9rio para as escolhas das m\u00fasicas? Em algumas m\u00fasicas, especialmente ao vivo, como <em>O Pato<\/em>, que foi gravada por Jo\u00e3o Gilberto, assim como <em>\u00c1guas de Mar\u00e7o<\/em>, <em>Saudades da Guanabara<\/em> e <em>Constru\u00e7\u00e3o<\/em>, percebe-se um entusiasmo entre os participantes. Fale sobre isso.<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Sempre gostei de m\u00fasica brasileira, mas a primeira grava\u00e7\u00e3o que fizemos foi <em><strong>Chega de saudade<\/strong><\/em>, de Tom e Vin\u00edcius, no disco <strong>Joan Chamorro presenta Andrea Motis<\/strong> (2010), onde tamb\u00e9m foi gravada <em><strong>Manh\u00e3 de Carnaval<\/strong><\/em> (Luiz Bonf\u00e1\/Ant\u00f4nio Maria). Da\u00ed surgiram outras can\u00e7\u00f5es da bossa nova. Com a San Andreu, a primeira m\u00fasica que gravamos foi <em><strong>\u00c1guas de Mar\u00e7o<\/strong><\/em>, com Rita Pay\u00e9s e Alba Armengou. Desde ent\u00e3o, cada vez mais apresentamos mais can\u00e7\u00f5es de todos os autores que voc\u00ea cita. Adoramos fazer novos arranjos dessas can\u00e7\u00f5es maravilhosas. A possibilidade de improvisar e evoluir atrav\u00e9s de solos e contar com a participa\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos incr\u00edveis como Scott Hamilton ou Joel Frahm tem sido um sonho para n\u00f3s. Principalmente Alba Armengou, Andrea Motis e \u00c8lia Bastida (Obs.: \u00e9 dela a interpreta\u00e7\u00e3o de <em><strong>O Barquinho<\/strong><\/em>, que arrebatou Menescal) t\u00eam um grande amor pela m\u00fasica brasileira. No momento continuamos descobrindo novas can\u00e7\u00f5es, novos autores e a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 continuar interpretando novas melodias do Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"2020 constru\u00e7\u00e3o SANT ANDREU JAZZ BAND ( dir JOAN CHAMORRO) FEATURING ANDREA MOTIS\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nlDSKooO-dc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>&#8211; Alguns compositores vivos, como \u00e9 o caso de Moacyr Luz e Roberto Menescal, viram e ouviram as interpreta\u00e7\u00f5es de voc\u00eas, e gostaram.<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro \u2013<\/strong> N\u00e3o t\u00ednhamos conhecimento de que alguns dos autores das can\u00e7\u00f5es que gravamos possam nos conhecer. Para n\u00f3s \u00e9 um enorme orgulho e felicidade se eles nos ouvem e gostam de nossas vers\u00f5es de suas can\u00e7\u00f5es. \u00c9 algo maravilhoso&#8230; Obrigado!<\/p>\n<p><strong>&#8211; Que tipo de m\u00fasica voc\u00ea v\u00ea em sua orquestra mais animada para tocar ou ao vivo, para n\u00e3o se divertir?<\/strong><br \/>\n<strong>Chamorro &#8211;<\/strong> Todo ano mudamos o repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que todo ano gravamos novos discos. Se eu tivesse que destacar cinco m\u00fasicas que mais tocamos e com as quais gostamos mais, as m\u00fasicas brasileiras seriam: <em><strong>\u00c1guas de mar\u00e7o<\/strong><\/em> (Tom Jobim), <em><strong>Doralice<\/strong><\/em> (Dorival Caymmi\/ Ant\u00f4nio Almeida), <em><strong>Triste <\/strong><\/em>(Tom Jobim), <em><strong>Constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em> (Chico Buarque), <em><strong>Medita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em> (Tom Jobim\/ Newton Mendon\u00e7a).<\/p>\n<p><em><strong>C\u00e9lio Albuquerque \u00e9 jornalista e morador do Rio de Janeiro. \u00c9 organizador do livro 1973 &#8211; O ano que reinventou a MPB (Ed. Sonora)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por C\u00e9lio Albuquerque Criada em 2006, em Barcelona, na Espanha, pelo maestro Joan Chamorro, a San Andreu Jazz Band, a big band mais jovem produzida&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":20763,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[81,110,129,167,177,181,593,1,390],"tags":[],"class_list":["post-20760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chico-buarque","category-dorival-caymmi","category-entrevistas","category-internacional","category-jazz","category-joao-gilberto","category-roberto-menescal","category-sem-categoria","category-tom-jobim"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20760"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20760\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20768,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20760\/revisions\/20768"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}