{"id":20910,"date":"2021-07-15T20:54:28","date_gmt":"2021-07-15T23:54:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=20910"},"modified":"2021-07-15T20:54:54","modified_gmt":"2021-07-15T23:54:54","slug":"mallu-magalhaes-volta-a-remexer-seu-caldeirao-de-referencias-no-disco-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2021\/07\/15\/mallu-magalhaes-volta-a-remexer-seu-caldeirao-de-referencias-no-disco-esperanca\/","title":{"rendered":"Mallu Magalh\u00e3es volta a remexer seu caldeir\u00e3o de refer\u00eancias no disco Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_20912\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20912\" class=\"size-large wp-image-20912\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-740x493.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-20912\" class=\"wp-caption-text\">Mallu Magalh\u00e3es (Foto: Daryan Dornelles\/ Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>J\u00e1 se tornou comum em materiais que se refiram a <strong>Mallu Magalh\u00e3es<\/strong> uma busca por algo que se refira a maturidade. Tenha alcan\u00e7ado ou n\u00e3o este ponto da vida adulta, sempre se busca por mais. Um exemplo: \u201cA quem se perguntar como atingiu tamanha maturidade jovem assim, note que metade da vida ela passa\/ou como artista\u201d \u00e9 a segunda frase do release que apresenta o disco <strong>Esperan\u00e7a<\/strong>, lan\u00e7ado neste m\u00eas de junho.<\/p>\n<p>Pra quem n\u00e3o lembra, esta cantora e compositora paulistana come\u00e7ou a chamar aten\u00e7\u00e3o do meio musical quando lan\u00e7ou quatro composi\u00e7\u00f5es suas no MySpace. Ela tinha 15 anos \u00e0 \u00e9poca e acabou emplacando <em>Tchubaruba<\/em>, um folk cheio positividade que caiu no gosto do p\u00fablico e lhe rendeu imediatamente a grava\u00e7\u00e3o do primeiro disco, em 2008. Nesse mesmo ano, ela gravou no disco de estreia de Marcelo Camelo, com quem em breve assumiria um relacionamento, um casamento, e garantiria alguns espasmos na fam\u00edlia tradicional brasileira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mallu Magalh\u00e3es - America Latina\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q8Q-9DHzoZE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>De l\u00e1 pra c\u00e1, a mo\u00e7a que cedo demonstrava apre\u00e7o pelos sons de Bob Dylan, Johnny Cash e outras figuras dessa seara rock, folk, setentista, ampliou o leque de refer\u00eancias, mexeu com bossa nova, pop e outras refer\u00eancias roqueiras de d\u00e9cadas mais pra c\u00e1. E assim foi se afastando daquela imagem de in\u00edcio de carreira pra se tornar uma compositora de personalidade \u00fanica, que foi construindo uma carreira sem se preocupar com o que dita a \u00faltima moda do mercado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20913\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-esperanca-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-esperanca-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-esperanca-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-esperanca-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-esperanca-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-esperanca-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2021\/07\/mallu-magalhaes-esperanca.jpg 840w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>E por falar em maturidade, <strong>Mallu<\/strong> hoje tem 28 anos, cinco discos solo, outros projetos paralelos, \u00e9 m\u00e3e e segue muito bem casada Marcelo Camelo. O Hermano, inclusive, foi respons\u00e1vel por parte dessa mudan\u00e7a sonora na obra da esposa quando produziu, em 2011, o delicado e quase-MPB <em>Pitanga<\/em>. Dez anos depois, <strong>Esperan\u00e7a<\/strong> solidifica as ideias plantadas ali. Ainda h\u00e1 algo de meninice no jeito de cantar, mas hoje ela usa mais como charme e do que por inexperi\u00eancia. A faixa <em><strong>Barcelona<\/strong><\/em> mostra isso, num sambalan\u00e7o quase infantil de ritmo sedutor. Contrapondo essa meninice, entra a voz rouca de Nelson Motta declamando versos e brincando de cantor. Imagino que Nelson tenha planos para a voz de <strong>Mallu<\/strong>, nos moldes do que ele fez com Fernanda Takai e Nara Le\u00e3o. Uma homenagem a Silvia Telles? Fica a dica.<\/p>\n<p><strong>Preta Gil<\/strong> tamb\u00e9m participa de <strong>Esperan\u00e7a<\/strong>, dividindo os vocais de <em><strong>Deixa a menina<\/strong><\/em>, mais um sambalan\u00e7o com cheiro de Rio de Janeiro dos anos 1960. <strong>Preta Gil<\/strong> \u00e9 melhor cantora do que seus discos fazem supor e faz uma bela parceria nessa faixa que \u00e9 uma homenagem a Lu\u00edsa, filha de Mallu (\u00e9 assim que Lu\u00edsa protesta quando n\u00e3o a deixam fazer o que quer, \u201cdeixa a menina\u201d). <em><strong>Regresso<\/strong><\/em> mant\u00e9m esse clima meio samba, meio bossa, e a letra em espanhol \u2013 junto com a costura de piano e trompete \u2013 garante certa melancolia doce \u00e0 faixa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mallu Magalh\u00e3es - Quero Quero\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KsdxRS2Rwsg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mas <strong>Esperan\u00e7a<\/strong> n\u00e3o \u00e9 um disco de Bossa Nova. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um disco carioca, ou brasileiro. \u00c9 um trabalho de m\u00fasica contempor\u00e2nea de todo o mundo. A faixa de abertura, <em><strong>America Latina<\/strong><\/em>, mostra isso com sua letra bil\u00edngue e versos curiosos como \u201cI\u2019m a mom of a beautiful menina\/ Pa\u00e7oquinha e picol\u00e9\u201d. Em ritmo de reggae e clima \u201cMano Chau\u201d, ela fala de si com olhar cosmopolita. E<em><strong> As coisas<\/strong><\/em> \u00e9 um desabafo que <strong>Mallu<\/strong> canta com coragem, imprimindo for\u00e7a em versos como \u201cEu sei, as coisas n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis\/ V\u00e3o e vem t\u00e3o incompress\u00edveis\/ E talvez, seja bom que seja assim\u201d. Seguindo na mesma mensagem, <em><strong>Cena de cinema<\/strong><\/em>, tem a despretens\u00e3o de uma caminhada \u00e0 beira mar. E <strong>Esperan\u00e7a<\/strong> segue com surf music ensolarada (<em><strong>I\u2019m ok<\/strong><\/em>), samba-can\u00e7\u00e3o lis\u00e9rgico (<em><strong>Fases da lua<\/strong><\/em>), pop gostoso e assobi\u00e1vel (<em><strong>Voc\u00ea vai ver<\/strong><\/em>) e um roquinho lento cheio de sorrisos (<em><strong>Quero quero<\/strong><\/em>).<\/p>\n<p>Produzido por M\u00e1rio Caldato Jr. (Beastie Boys, Seu Jorge, Jack Johnson), <strong>Esperan\u00e7a<\/strong> traz muito da <strong>Mallu Magalh\u00e3es<\/strong> de <em>Vem<\/em>. O canto est\u00e1 mais seguro e os arranjos exploram sopros, teclados vintage, timbres variados e ritmos que, embora pare\u00e7am d\u00edspares, se adequam bem ao conceito do todo. \u00c9 como se cada faixa fosse pensada em particular, mas para que todas juntas possam compor uma obra maior. E o resultado est\u00e1 num disco com diferentes climas e muitos detalhes a serem descobertos a cada nova audi\u00e7\u00e3o. \u00c9 tal maturidade que tanto procuram.<\/p>\n<p><strong>Bons momentos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mallu Magalh\u00e3es (2008) \u2013<\/strong> Trabalho de estreia, vai bem em sons vigorosos e n\u00e3o tem pudor em assumir a inspira\u00e7\u00e3o em Bob Dylan. A voz ainda inexperiente compromete principalmente faixas mais lentas. <em>You know you\u2019ve got<\/em>\u00a0\u00e9 bem bacana.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mallu Magalh\u00e3es - You know you&#039;ve got\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FTVzQ982Zgw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Mallu Magalh\u00e3es (2009) \u2013<\/strong> Repetindo a f\u00f3rmula da estreia, esse segundo disco segue misturando ingl\u00eas e portugu\u00eas. Dylan ainda \u00e9 a meta, mas h\u00e1 uma pretens\u00e3o de deixar tudo mais contempor\u00e2neo. Outros ritmos come\u00e7am a dar as caras. <em>My home is my man<\/em> \u00e9 o destaque.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mallu Magalh\u00e3es - My home is my man\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EtLoFoNhzbc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Pitanga (2011) \u2013<\/strong> Com produ\u00e7\u00e3o do marido Marcelo Camelo, ela come\u00e7a a ousar mais. A voz ainda busca espa\u00e7o entre tantas ideias. Tem um pouco de samba, de brega, de folk e bolero havaiano. <em>Sambinha bom<\/em>\u00a0\u00e9 o hit.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mallu Magalh\u00e3es - Sambinha Bom\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IMFR6RU2xAk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Banda do Mar (2014) \u2013<\/strong> Projeto montado ao lado de Marcelo Camelo e do baterista portugu\u00eas Fred Ferreira. Voltado para o rock, o disco \u00e9 dividido entre composi\u00e7\u00f5es de Marcelo e Mallu.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Banda do Mar - Mais Ningu\u00e9m (Videoclipe)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/61jSSF3Vu54?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Vem (2017) \u2013<\/strong> Com nova roupagem, novas refer\u00eancias e segura do que diz, ela abre com um samba \u00e0 la Jorge Ben. Bem humorado, arranjos preciosos, grandes m\u00fasicos, o disco abre o trabalho de Mallu para um mundo de possibilidades.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Culpa Do Amor - Mallu Magalh\u00e3es\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qhYWOR7YUxE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 se tornou comum em materiais que se refiram a Mallu Magalh\u00e3es uma busca por algo que se refira a maturidade. 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