{"id":2097,"date":"2010-11-04T13:30:20","date_gmt":"2010-11-04T16:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=2097"},"modified":"2010-11-04T13:30:20","modified_gmt":"2010-11-04T16:30:20","slug":"santana-homenageia-a-guitarra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/11\/04\/santana-homenageia-a-guitarra\/","title":{"rendered":"Santana homenageia a guitarra"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-2098\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/santana-homenageia-a-guitarra\/santana_guitar_heaven_cover_art\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-2098\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/11\/SANTANA_GUITAR_HEAVEN_Cover_art-550x550.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"419\" \/><\/a>Em agosto de 1969, o Festival de Woodstock se tornou um marco na contracultura, o retrato de uma gera\u00e7\u00e3o e o palco certo para o surgimento de uma s\u00e9rie de grandes artistas. Entre eles, Joe Cocker, Janis Joplin e o guitarrista mexicano Carlos Alberto Santana Barrag\u00e1n. Este \u00faltimo, ficou conhecido pela sua mistura de rock com sons latinos, guiados por uma destreza incomum na guitarra. Quase sempre calado, no m\u00e1ximo um vocal aqui e ali, foi mesmo como instrumentista que\u00a0<strong><span style=\"color: #ff0000\">Santana<\/span><\/strong> atravessou a carreira, entre bons e maus momentos. Em 1999, no entanto ele embarcou numa s\u00e9rie de bons trabalhos, com \u00f3tima aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, tendo sempre o produtor Clive Davis como guia. A f\u00f3rmula para o trabalho da dupla era bem simples: um \u00f3timo m\u00fasico acompanhado de uma penca de convidados de peso. Primeiro veio <strong><span style=\"color: #808000\">Supernatural<\/span><\/strong>, com <strong><em>Smooth<\/em><\/strong> e <strong><em>Corazon espinado<\/em><\/strong>, e convidados como Eric Clapton e Dave Mathews. Em seguida, mantendo o pique, <strong><span style=\"color: #000080\">Shaman<\/span><\/strong>, com as \u00f3timas <strong><em>The game of love<\/em><\/strong> e <strong><em>Feels like fire<\/em><\/strong> nas vozes de, respectivamente, Michelle Branch e Dido. J\u00e1 perdendo o f\u00f4lego, <strong><span style=\"color: #800000\">All that I<\/span><\/strong> am traz <strong><em>I&#8217;m feeling you<\/em><\/strong>, mais uma vez com Michelle, e <strong><em>Just feel better<\/em><\/strong>, com Steven Tyler. Eis que este ano Santana resolve colocar nas lojas seu quarto trabalho seguindo a mesma linha. Pra mudar um pouco as coisas, em <span style=\"color: #800080\"><strong>Guitar Heaven: The greatest guitar classics of all time<\/strong> <\/span>foram selecionadas 12 can\u00e7\u00f5es que, como dito no t\u00edtulo, s\u00e3o tidas como &#8220;cl\u00e1ssicos guitarreiros de todos os tempos&#8221;. Entre os homenageados, The Doors, AcDc, George Harrison e Jimie Hendrix. Pois bem, a ideia seria \u00f3tima se a f\u00f3rmula n\u00e3o fosse t\u00e3o repetitiva e j\u00e1 um tanto desgastada. Outro problema \u00e9 que nem tudo no disco \u00e9 t\u00e3o cl\u00e1ssico assim. A sorte \u00e9 que o pior disco de um grande artista \u00e9 bem melhor que o melhor disco de um artista ruim. Entre bons e maus momentos, o disco cumpre seu papel de mostrar o quanto <strong><span style=\"color: #ff0000\">Santana<\/span><\/strong> \u00e9 bom m\u00fasico. O resultado deve agradar num primeiro momento, mas tem data de validade. As vers\u00f5es mudaram bem pouco em rela\u00e7\u00e3o ao original. Algumas ganharam novo corpo, como <strong><em>While my guitar gently weeps<\/em><\/strong>. Outras perderam intensidade, como <strong><em>Riders on the storm<\/em><\/strong>. Veja abaixo o faixa-a-faixa.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hFO0Nrr5z-U&amp;feature=related[\/youtube]\n<p><em>Santana e Man\u00e1 em Corazon Espinado<\/em><\/p>\n<p>1.<strong> Whole lotta love<\/strong> &#8211; Um dos cl\u00e1ssicos do <strong><span style=\"color: #666699\">Led Zeppelin<\/span><\/strong> ganha nova vers\u00e3o na voz de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Chris Cornell<\/span><\/strong>. Ex vocalista do Soundgarden e do Audioslave, ele mostra empolga\u00e7\u00e3o sobre um instrumental mais suingado que o original.<\/p>\n<p>2. <strong>Can&#8217;t you hear me knocking<\/strong> &#8211; O bom <strong><span style=\"color: #99cc00\">Scott Weiland<\/span><\/strong>, ex Velvet Revolver e\u00a0de volta ao\u00a0Stone Temple Pilots, faz uma boa performance nesta faixa de Sticky Fingers, dos <strong><span style=\"color: #ff9900\">Rolling Stones<\/span><\/strong>. O charme fica com as congas de Raul Rekow.<\/p>\n<p>3. <strong>Sunshine of your love<\/strong> &#8211; Esse sim um cl\u00e1ssico da guitarra, <em>Sunshine of your lov<\/em>e foi tirada do repert\u00f3rio do <strong><span style=\"color: #008000\">Cream<\/span><\/strong> que tinha ningu\u00e9m menos do que Eric Clapton cuidando da guitarra. M\u00fasica que j\u00e1 passou tamb\u00e9m pelas m\u00e3os de Jimy Hendrix, aqui ela vem cantada por <strong><span style=\"color: #993300\">Rob Thomas<\/span><\/strong>, outro fiel companheiro de Santana. Mais roqueira do que o original, ganha pela latinidad.<\/p>\n<p>4. <strong>While my guitar gently weeps<\/strong> &#8211; Cl\u00e1ssico dos cl\u00e1ssicos entre os guitarristas, esta maravilhosa m\u00fasica foi composta por George Harrison, para o Album Branco (1968) dos <strong><span style=\"color: #808000\">Beatles<\/span><\/strong>, com inspira\u00e7\u00e3o no I-Ching. Revezando entre a guitarra e o viol\u00e3o, Santana chama <strong><span style=\"color: #808080\">Yo-Yo Ma<\/span><\/strong> para dar um clima com o seu cello e <strong><span style=\"color: #ff6600\">India.Arie<\/span><\/strong> para os vocais. O resultado \u00e9 uma vers\u00e3o viajandona que tem sido apontada como uma das melhores do disco.<\/p>\n<p>5. <strong>Photograph<\/strong> &#8211; Can\u00e7\u00e3o da banda <strong><span style=\"color: #333300\">Def Leppard<\/span><\/strong>, n\u00e3o chega a ser uma cl\u00e1ssico da guitarra. O vocal ficou a cargo de <strong><span style=\"color: #339966\">Crris Daughtry<\/span><\/strong>, participante do American Idol. O clima oitentista farofa compromete consideravelmente.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=icD8mBBeIwU[\/youtube]\n<p><em>Santana e Steven Tyler em Just feels better<\/em><\/p>\n<p>6.<strong> Back in black<\/strong> &#8211; Esse sim um cl\u00e1ssico guitarreiro, merecia mais respeito por parte de Santana. Esque\u00e7a os berros de Brian Johnson e coloque um rap de <strong><span style=\"color: #666699\">Nas<\/span><\/strong>. Dispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>7. <strong>Riders on the storm<\/strong> &#8211; Bela viagem de Jim Morrison e seu <strong><span style=\"color: #ff9900\">The Doors<\/span><\/strong>, tinha o teclado mais marcante que a guitarra. N\u00e3o por acaso, <strong><span style=\"color: #3366ff\">Ray Manzarek<\/span><\/strong> \u00e9 convidado para pilotar os teclados nesta nova vers\u00e3o. <strong><span style=\"color: #3366ff\">Chester Bennington<\/span><\/strong>, do Linkin Park n\u00e3o compromete nos vocais, mas tamb\u00e9m n\u00e3o acrescenta. Dif\u00edcil mesmo \u00e9 acrescentar em algo que j\u00e1 foi cantado por Morrison e seus xam\u00e3s.<\/p>\n<p>8. <strong>Smoke on the water<\/strong> &#8211; Quando Ritchie Blackmore criou o riff de <em>Smoke on the water<\/em>, acabou resumindo e eternizando o <strong><span style=\"color: #339966\">Deep Purple<\/span><\/strong> em poucas notas. Qualquer ouvinte de rock, mesmo que n\u00e3o conhe\u00e7a o Purple, conhece este riff. Santana se permite viajar mais na guitarra enquanto <strong><span style=\"color: #ffcc00\">Jacoby Shaddix<\/span><\/strong>, do Papa Roach, se mostra apenas correto. N\u00e3o mais que isso.<\/p>\n<p>9. <strong>Dance the night away<\/strong> &#8211; Outra que n\u00e3o tem nada de cl\u00e1ssico da guitarra, mas vale pelo respeito ao Eddie <span style=\"color: #ff9900\"><strong>Van Halen<\/strong><\/span>. Aqui ela s\u00f3 peca pelo clima excessivamente oitentista. O vocal \u00e9 de <strong><span style=\"color: #008080\">Pat Monahan<\/span><\/strong>, do Train.<\/p>\n<p>10. <strong>Bang a gong<\/strong> &#8211; M\u00fasica da banda <strong><span style=\"color: #003300\">T-Rex<\/span><\/strong>, \u00e9 outra que passa longe de ser um cl\u00e1ssico da guitarra. O vocal de <strong><span style=\"color: #800080\">Gavin Rossdale<\/span><\/strong>, do Bush, soa sem for\u00e7a e sem vontade. Melhor ficar com o original.<\/p>\n<p>11. <strong>Little wing<\/strong> &#8211; Se n\u00e3o \u00e9 um cl\u00e1ssico, o pai dela \u00e9. Qualquer can\u00e7\u00e3o composta por <strong><span style=\"color: #008080\">Jimie Hendrix<\/span><\/strong>, passa a ser automaticamente um cl\u00e1ssico da guitarra. O companheiro de gera\u00e7\u00e3o <span style=\"color: #808000\"><strong>Joe Cocker<\/strong><span style=\"color: #000000\">, aos 66 anos,<\/span><\/span> n\u00e3o tem mais a performance de outrora e acaba compromentendo o encontro. Mas, vale pela presen\u00e7a deste lend\u00e1rio e esquecido cantor.<\/p>\n<p>12. <strong>I ain&#8217;t superstitious<\/strong> &#8211; Power blues com Santana incendiando na guitarra. Esse sim. <strong><span style=\"color: #0000ff\">Jonny Lang<\/span><\/strong>, no vocal, \u00e9 blueseiro de primeira linha. Composta por <strong><span style=\"color: #ff9900\">Willie Dixo<\/span><span style=\"color: #ff9900\">n<\/span><\/strong> (1915 &#8211; 1992) e gravada por <strong><span style=\"color: #ff9900\">Howlin&#8217; Wolf<\/span><\/strong> (1910-1976) em 1961, a m\u00fasica fecha Guitar heaven em clima de anima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8JryQXilMj4[\/youtube]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto de 1969, o Festival de Woodstock se tornou um marco na contracultura, o retrato de uma gera\u00e7\u00e3o e o palco certo para o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,1,404],"tags":[],"class_list":["post-2097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-sem-categoria","category-videos"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}