{"id":21080,"date":"2022-11-04T12:04:55","date_gmt":"2022-11-04T15:04:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=21080"},"modified":"2022-11-04T12:05:23","modified_gmt":"2022-11-04T15:05:23","slug":"djavan-lanca-d-com-novas-parcerias-cancao-politica-e-otimismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2022\/11\/04\/djavan-lanca-d-com-novas-parcerias-cancao-politica-e-otimismo\/","title":{"rendered":"Djavan lan\u00e7a &#8220;D&#8221; com novas parcerias, can\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e otimismo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_21081\" style=\"width: 685px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21081\" class=\"size-full wp-image-21081\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2022\/11\/djavan-d.jpg\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"450\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2022\/11\/djavan-d.jpg 675w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2022\/11\/djavan-d-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2022\/11\/djavan-d-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><p id=\"caption-attachment-21081\" class=\"wp-caption-text\">Djavan re\u00fane Zeca Pagodinho, Milton Nascimento e filhos em novo disco<\/p><\/div>\n<p>Em 1982,\u00a0<strong>Djavan<\/strong>\u00a0incluiu no l\u00e9xico nacional o verbo &#8220;caetanear&#8221;, que, seguindo pistas deixadas na faixa &#8220;Sina&#8221;, significa deixar tudo melhor, mais bonito, musical. O homenageado, Caetano Veloso, ficou emocionado e regravou a faixa no mesmo ano, substituindo o verbo por\u00a0<strong>&#8220;djavanear&#8221;<\/strong>. Na \u00e9poca, o baiano j\u00e1 tinha gravado disco de bossa nova e atravessado o tropicalismo, uma temporada em Londres, experi\u00eancias ac\u00fasticas e chegava a uma \u00e9poca pop, feliz e radiof\u00f4nica.<\/p>\n<p>&#8220;Caetanear&#8221; talvez significasse todo esse percurso musical baseado em explorar os ritmos do mundo e filtr\u00e1-los por um olhar brasileiro. &#8220;Djavanear&#8221; se baseia nesse mesmo princ\u00edpio, mas o alagoano \u00e9 mais fiel ao seu modo de fazer m\u00fasica. Funk, jazz, pop e samba \u00e9 onde est\u00e3o as ra\u00edzes de <strong>Djavan<\/strong>, dono de umas das f\u00f3rmulas de composi\u00e7\u00e3o mais bem-sucedidas da MPB. Esse modo de fazer m\u00fasica segue presente em <strong>D<\/strong>,\u00a021\u00ba disco\u00a0de in\u00e9ditas\u00a0em 46 anos de carreira.<\/p>\n<p>Seguindo o modelo pessoal e met\u00f3dico, o \u00e1lbum \u00e9 dirigido, produzido, tocado e arranjado por <strong>Djavan<\/strong>. Habituado a lan\u00e7ar discos a cada dois ou tr\u00eas anos no m\u00e1ximo, esse levou quatro para ficar pronto, mas com uma pandemia no meio, o que altera a percep\u00e7\u00e3o desse tempo. &#8220;Isso \u00e9 uma coisa quase biol\u00f3gica. Componho quando preciso, e preciso, invariavelmente, no per\u00edodo de dois a tr\u00eas anos. Antes era de dois em dois anos rigorosamente.\u00a0Preciso\u00a0compor\u00a0pra me manter\u00a0saud\u00e1vel&#8221;, explica ele.<\/p>\n<p>Por telefone, ele conta que costuma fazer esse exerc\u00edcio de uma vez. &#8220;Sento e fa\u00e7o um disco inteiro. N\u00e3o tenho grandes dificuldades em compor, dif\u00edcil \u00e9 come\u00e7ar. Mas, quando me disponho a compor e trabalhar, entro numa reclus\u00e3o forte. Para entrar numa introspec\u00e7\u00e3o, para buscar as coisas onde elas est\u00e3o. \u00c9 um movimento inerente ao trabalho&#8221;, descreve o m\u00fasico de 73 anos, que come\u00e7ou a criar as can\u00e7\u00f5es de <strong>D<\/strong>\u00a0em junho de 2021 e encerrou no come\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Djavan - Num Mundo de Paz (Clipe Oficial)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XI_v8SeFvNY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O resultado dessa imers\u00e3o s\u00e3o\u00a012 can\u00e7\u00f5es\u00a0que trazem tudo aquilo que o f\u00e3 de <strong>Djavan<\/strong> espera. S\u00e3o baladas de amor, sons funkeados, composi\u00e7\u00f5es de alma pop e radiof\u00f4nica, um toque de brasilidade aqui, uma influ\u00eancia jazz ali e a voz inconfund\u00edvel, que se mant\u00e9m firme. &#8220;Ainda n\u00e3o precisei ajustar para tons mais baixos. Fa\u00e7o exerc\u00edcios para manter essa voz. Parar de fumar, por exemplo, foi uma decis\u00e3o&#8221;, conta <strong>Djavan<\/strong>, que\u00a0 reuniu m\u00fasicos com quem j\u00e1 trabalha h\u00e1 um tempo para acompanh\u00e1-lo no novo repert\u00f3rio. Gente como Carlos Bala (bateria), Paulo Calasans (teclado), Marcelo Mariano (baixo) e Marcelo Martins (sopros).<\/p>\n<p>Entre as novidades de <strong>D<\/strong>, tem a primeira parceria\u00a0de <strong>Djavan<\/strong> com\u00a0<strong>Zeca Pagodinho<\/strong>. Como esperado do parceiro, <em><strong>Eh! Eh!<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9 um samba guiado pelo viol\u00e3o do alagoano e com versos como &#8220;Assim est\u00e1 meu cora\u00e7\u00e3o, atolado em lodo e lama, soterrado nesse drama, mas respirando a esperan\u00e7a&#8221;. Outra presen\u00e7a \u00e9 <strong>Milton Nascimento<\/strong>, que canta na faixa <em><strong>Beleza destru\u00edda<\/strong><\/em>, que lamenta o descaso com a natureza. <strong>Milton<\/strong> \u00e9 um velho conhecido de <strong>Djavan<\/strong> e foi uma de suas inspira\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da carreira como crooner. No entanto, essa \u00e9 a primeira vez que eles se encontram numa can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o do meio ambiente, <strong>Djavan<\/strong> critica os tempos de polariza\u00e7\u00e3o, discord\u00e2ncias e desmandos em <strong>Cabe\u00e7a Vazia<\/strong>. &#8220;Quero demonstrar o quanto existem pessoas comandadas por pessoas vazias, sem l\u00f3gica. De certo modo, \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221;, explica ele, que tamb\u00e9m celebra sua ancestralidade musical \u2014 &#8220;negra, moura e brasileira&#8221; \u2014 em <em><strong>Sevilhando<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sevilhando\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/P6oXdb9407Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Soando\u00a0mais\u00a0sorridente\u00a0do que em discos anteriores, <strong>Djavan<\/strong> convidou a fam\u00edlia para cantar e tocar <em><strong>Iluminado<\/strong><\/em>, em clima quase informal. &#8220;Fiz um tema falando de otimismo, felicidade, e quis fazer isso com a minha fam\u00edlia&#8221;, conta sobre a faixa que encerra o disco. E s\u00f3 o disco, porque \u00e9 muito prov\u00e1vel que daqui a dois ou tr\u00eas anos <strong>Djavan<\/strong> volte com novas can\u00e7\u00f5es. Encerrar a carreira \u00e9 algo que n\u00e3o est\u00e1 nos seus planos. &#8220;N\u00e3o, n\u00e3o pretendo parar\u00a0n\u00e3o. Me mantenho com o mesmo objetivo&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1982,\u00a0Djavan\u00a0incluiu no l\u00e9xico nacional o verbo &#8220;caetanear&#8221;, que, seguindo pistas deixadas na faixa &#8220;Sina&#8221;, significa deixar tudo melhor, mais bonito, musical. 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