{"id":2179,"date":"2010-11-18T14:13:11","date_gmt":"2010-11-18T17:13:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=2179"},"modified":"2010-11-18T14:13:11","modified_gmt":"2010-11-18T17:13:11","slug":"um-escravo-da-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/11\/18\/um-escravo-da-alegria\/","title":{"rendered":"Um escravo da alegria"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-2186\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/um-escravo-da-alegria\/toquinho\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2186\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/11\/toquinho.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/11\/toquinho.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/11\/toquinho-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/11\/toquinho-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/11\/toquinho-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>J\u00e1 se v\u00e3o mais de 40 anos desde que Toquinho se lan\u00e7ou como artista. Cantor, compositor e m\u00fasico reconhecido, seu primeiro trabalho foi o instrumental <strong>O viol\u00e3o de Toquinho<\/strong>, de 1966. O \u00faltimo lan\u00e7amento de in\u00e9ditas foi <strong>Mosaicos<\/strong>, em 2005, junto com Paulo C\u00e9sar Pinheiro. De l\u00e1 pra c\u00e1, foram muitas hist\u00f3rias e\u00a0can\u00e7\u00f5es que surgiram, ao lado deste e de outros parceiros, e agora ele decidiu passar isso a limpo no livro <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Hist\u00f3rias de Can\u00e7\u00f5es: Toquinho<\/strong> <\/span>(<strong><span style=\"color: #008000\">ed. Leya<\/span><\/strong>). Escrito por <strong><span style=\"color: #ff6600\">Jo\u00e3o Carlos Pecci<\/span><\/strong>, irm\u00e3o de Toquinho, e pelo pesquisador de m\u00fasica <strong><span style=\"color: #008080\">Wagner Homem<\/span><\/strong>, este \u00e9 o terceiro volume da cole\u00e7\u00e3o que j\u00e1 narrou as hist\u00f3rias de Chico Buarque (tamb\u00e9m de Wagner) e de Paulo C\u00e9sar Pinheiro (escrito pelo pr\u00f3prio compositor). Diferente do <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/cantando-historias\/\">livro de PC Pinheiro<\/a>, que se ateve mais aos bastidores e\u00a0a como estas m\u00fasicas surgiram, o livro de Toquinho se det\u00e9m mais as sensa\u00e7\u00f5es que\u00a0as can\u00e7\u00f5es trouxeram para o compositor. Em alguns momentos, esta op\u00e7\u00e3o torna a leitura\u00a0vazia e traz a impress\u00e3o de se tratar de um compositor que nunca\u00a0teve l\u00e1\u00a0tantos\u00a0problemas, nunca\u00a0sofreu reviravoltas e viveu na mais perfeita tranquilidade. De fato, \u00e9 importante lembrar, Toquinho \u00e9 m\u00fasico letrado, estudado, aluno disciplinad\u00edssimo, segundo consta na longa biografia postada em seu <a href=\"http:\/\/www.toquinho.com.br\/\">site oficial<\/a>. Ou seja, embora a emo\u00e7\u00e3o esteja presente no seu trabalho, compor \u00e9 of\u00edcio que exige\u00a0matem\u00e1tica e organiza\u00e7\u00e3o. Ex-aluno de Paulinho Nogueira, Toquinho \u00e9 desses que comp\u00f5e escrevendo na partitura e, em seguida, faz as devidas corre\u00e7\u00f5es para deixar tudo perfeito harmonicamente.\u00a0Ali\u00e1s, ver Toquinho dedilhando o viol\u00e3o \u00e9 um espet\u00e1culo \u00fanico. Fugindo um pouco desta linha, um dos momentos mais forte do livro \u00e9 quando surge o poeta <strong><span style=\"color: #800080\">Vinicius de Mo<\/span><span style=\"color: #800080\">raes<\/span><\/strong> em sua vida. Parceiros e irm\u00e3os por\u00a0pouco mais de dez anos, foi mesmo no Poetinha\u00a0que Toquinho\u00a0encontrou\u00a0seu parceiro mais prol\u00edfico.\u00a0O primeiro fruto do encontro, segundo o livro, foi <strong><em>Como dizia o poeta<\/em><\/strong>, lan\u00e7ada no disco hom\u00f4nimo da dupla, ao lado de <strong><span style=\"color: #339966\">Maria Medalha<\/span><\/strong>,\u00a0em 1971. H\u00e1 ainda ele explicando que comp\u00f4s <strong><em>Samba para Vinicius<\/em><\/strong> para servir de tapete na hora que o homenageado entrasse no palco. Como n\u00e3o queria ter o pr\u00f3prio Vin\u00edcius como letrista, convidou <span style=\"color: #800000\"><strong>Chico Buarque<\/strong> <\/span>para o papel. Matreiro como sempre, Chico aproveitou a oportunidade para dar uma alfinetada no governo militar. Quando o presidente Costa e Silva demitiu Vinicius do seu cargo de diplomata, disse: &#8220;Demita-se este vagabundo&#8221;. Da\u00ed a letra dizer: &#8220;Poeta, poetinha vagabundo&#8221;. Outro ponto que\u00a0faz o livro de Toquinho perdeu em rela\u00e7\u00e3o ao de PC Pinheiro \u00e9 que o primeiro n\u00e3o comp\u00f5e letras,\u00a0que justamente onde a maior parte dos f\u00e3s ficam cascaviando em busca mensagens secretas e detalhes escondidos. Ainda assim, \u00e9 importante dizer que, mesmo com a morte de Vinicius, em 1980, Toquinho manteve a qualidade e buscou novos caminhos para seu trabalho. Por exemplo, um dos momentos mais felizes que vieram foram os trabalhos infantis, como o <strong><span style=\"color: #666699\">Casa de Brinquedos<\/span><\/strong>, onde\u00a0esteve ao lado do baterista Mutinho. Pena que o livro n\u00e3o entre em detalhes sobre esta \u00e9poca.\u00a0<strong><span style=\"color: #0000ff\">Hist\u00f3rias de can\u00e7\u00f5es: Toquinho<\/span><\/strong> encerra de forma abrupta citando\u00a0os trabalhos do compositor no musical <strong><span style=\"color: #339966\">Cats<\/span><\/strong> e ao lado de <strong><span style=\"color: #ff9900\">Paulo Ricardo<\/span><\/strong>, este \u00faltimo ainda in\u00e9dito. No\u00a0fim, fica a impress\u00e3o de que ouvir a\u00a0obra de Toquinho \u00e9 mais importante do que necessariamente saber como ela nasceu. Ainda assim, \u00e9 um registro importante sobre can\u00e7\u00f5es que se tornaram cl\u00e1ssicos e assim v\u00e3o permanecer por tempo indeterminado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 se v\u00e3o mais de 40 anos desde que Toquinho se lan\u00e7ou como artista. 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