{"id":227,"date":"2010-01-20T10:53:35","date_gmt":"2010-01-20T13:53:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=227"},"modified":"2010-01-20T10:53:35","modified_gmt":"2010-01-20T13:53:35","slug":"25-anos-do-rock-in-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/01\/20\/25-anos-do-rock-in-rio\/","title":{"rendered":"25 anos do Rock in Rio"},"content":{"rendered":"<p><strong>Eles foram!<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 25 anos, encerrava-se a primeira edi\u00e7\u00e3o do Rock in Rio: 10 dias de muita guitarra e lama que entraram para a hist\u00f3ria da m\u00fasica no Brasil<\/p>\n<p><strong><span>Do jornal O POVO<br \/>\nPor Alinne Rodrigues<br \/>\nalinnerodrigues@opovo.com.br<\/span><\/strong><a id=\"lkImg\" title=\"Fernando Pessoa e Luiz Eduardo, o Luiz\u00e3o: amigos desde os tempos do Rock in Rio(Foto: REPRODU\u00c7\u00c3O) \" rel=\"gallery[noticia]\" href=\"http:\/\/www.opovo.com.br\/opovo\/vidaearte\/img\/946439_not_fot.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><!-- Fotos da not\u00edcia --> <!-- \/Fotos da not\u00edcia --> <!-- CORPO DA NOTICIA --> <!-- TEXTO NOTICIA -->Em meados de 1984, uma not\u00edcia na televis\u00e3o mexeu com os roqueiros brasileiros: no janeiro seguinte, bandas internacionais que raramente passavam por aqui em suas turn\u00eas viriam para se apresentar em um festival que prometia ser maior que Woodstock. A galera da pesada do Cear\u00e1 logo se mobilizou. Que outra chance teriam de ver, de uma vez s\u00f3, os \u00eddolos Queen, Iron Maiden, Scorpions? &#8220;Eu tenho 44 anos. Na \u00e9poca eu tinha 18, mas n\u00e3o me esque\u00e7o. Era um s\u00e1bado de julho. Eu tava em casa e deu que, em janeiro de 1985, iria ter esse festival Rock in Rio e que as bandas seriam Yes, AC\/DC, Ozzy Osbourne&#8230; Daquele momento ali eu disse: -Eu vou. N\u00e3o sei como, mas eu vou-&#8220;, lembra Luiz Eduardo Lima e Silva, funcion\u00e1rio p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, Luiz (ou Luiz\u00e3o, como \u00e9 chamado no meio roqueiro) ia fazer vestibular. Juntou uma graninha e foi a primeira pessoa a ir at\u00e9 o Banco Nacional, no cruzamento da rua Tib\u00farcio Cavalcante com a avenida Santos Dumont, para comprar os ingressos. &#8220;Tenho certeza que fui o primeiro. Tanto que, quando cheguei na ag\u00eancia e disse que queria comprar os ingressos do Rock in Rio, a informa\u00e7\u00e3o foi passando de uma pessoa pra outra, porque ningu\u00e9m sabia ainda como era o procedimento de vender. Mas eu consegui e comprei os 10 dias&#8220;, conta.<\/p>\n<p>O amigo Fernando Pessoa, \u00e0 \u00e9poca, 22, tamb\u00e9m fazia parte da turma que curtia rock e se articulava para conseguir o passaporte para a Cidade do Rock, instalada no bairro carioca de Jacarepagu\u00e1. &#8220;A gente come\u00e7ou logo a organizar as pessoas que iam. A minha av\u00f3 tinha um apartamento pequeno em Copacabana que ficava fechado, ent\u00e3o, hospedagem n\u00e3o tinha problema&#8220;, lembra. A programa\u00e7\u00e3o foi sendo divulgada aos poucos. Yes, Rod Stewart. Em dezembro, o Def Leopard foi substitu\u00eddo pelo Whitesnake.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nDe carro, de \u00f4nibus ou de avi\u00e3o (Luiz\u00e3o j\u00e1 havia esquematizado a ida em uma boleia de caminh\u00e3o, mas foi proibido pelo pai), a caravana cearense partiu rumo ao Rio de Janeiro. O apartamento da av\u00f3 de Fernando hospedou 12 pessoas e se tornou o quartel general da trupe cabe\u00e7a-chata. &#8220;Era colchonete, sof\u00e1, dois numa cama s\u00f3, rede&#8230; No quarto de empregada tinham bem uns tr\u00eas. Era tipo um acampamento no apartamento&#8220;, ri-se.<\/p>\n<p>A ida para o festival j\u00e1 foi uma festa: imagine 30 cearenses cruzando a cidade de \u00f4nibus, em um trajeto que levava cerca de uma hora e mais vinte minutos de caminhada da parada at\u00e9 os port\u00f5es. &#8220;A gente j\u00e1 ia biritando no \u00f4nibus, cantando as m\u00fasicas do Yes. Era chocante&#8220;, diz Luiz\u00e3o. A maratona que duraria 10 dias come\u00e7ou com todo o g\u00e1s. Logo cedo, o pessoal foi para a porta da Cidade do Rock em busca do melhor lugar para ver os shows. &#8220;Era um mundo de roleta, cento e tantas. A gente entrava e via aquela grama verde, com um palco enorme no fundo, era maravilhoso, um sonho, meu Woodstock&#8220;, define. &#8220;Era uma verdadeira cidade. Tinha v\u00e1rias lojas de camisas, muita cadeias de fast food. Tinham umas tendas pra quem n\u00e3o quisesse ouvir s\u00f3 rock&#8220;, completa Fernando.<\/p>\n<p>Para a dupla, o show inesquec\u00edvel do Rock in Rio foi o do Yes. &#8220;Fui l\u00e1 pra frente, me meti na lama, fiquei com o p\u00e9 atolado. Quanto mais perto do palco, mais lama. N\u00e3o estava chovendo muito forte, mas estava aquela neblina&#8220;, conta Fernando. &#8220;Foi o \u00faltimo show da noite. A chuva fez foi contribuir: ficou s\u00f3 quem gostava. Os grupos ficavam unidos curtindo o som&#8230; Foi a primeira vez que, no Brasil, teve efeito de raio laser. Muito chocante!&#8220;, relembra o outro.<\/p>\n<p>Mas nem tudo foram flores. No segundo dia de festival, Luiz perdeu os ingressos para os dias seguintes. O sufoco foi grande, mas ele conseguiu com amigos que desistiam as entradas para quase todos os outros shows que aconteceriam para frente. &#8220;S\u00f3 perdi o do dia 18, mas tamb\u00e9m era o que tinha os shows mais fracos pra mim&#8220;, diz. Apresentaram-se Kid Abelha, Eduardo Dusek, Lulu Santos, Go-go-s, B-52-s e Queen.<\/p>\n<p>Na entrada, a revista dos seguran\u00e7as confiscava c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas. Por isso as lembran\u00e7as ficaram guardadas principalmente na mem\u00f3ria. &#8220;Eu vi uma mulher nua passando na minha frente. Eu, com 18 anos, vendo aquilo era um para\u00edso. Lembro tamb\u00e9m de umas duchas que a gente tomava banho de roupa e tudo l\u00e1 e do lama\u00e7al, que, quando come\u00e7ou a chover, a gente colocava saco de lixo azul no sapato e sa\u00eda patinando pra se locomover&#8220;, conta Luiz Eduardo.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia do Rock in Rio, em 1985, mexeu mesmo com a vida de Fernando e Luiz\u00e3o. O primeiro tornou-se assistente de comunica\u00e7\u00e3o e cultura do Centro Cultural Banco do Nordeste e promove, j\u00e1 h\u00e1 quatro anos, o festival BNB Rock-Cordel. O segundo \u00e9 funcion\u00e1rio p\u00fablico, mas, h\u00e1 10 anos, comanda um programa de rock and roll em uma r\u00e1dio. Dois verdadeiros dinossauros cearenses do rock.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles foram! H\u00e1 25 anos, encerrava-se a primeira edi\u00e7\u00e3o do Rock in Rio: 10 dias de muita guitarra e lama que entraram para a hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[134,162,167,283,292],"tags":[539],"class_list":["post-227","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eventos","category-hoje-na-historia","category-internacional","category-nacional","category-no-brasil","tag-rock-in-rio"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=227"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}