{"id":2500,"date":"2010-12-18T06:30:25","date_gmt":"2010-12-18T09:30:25","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=2500"},"modified":"2010-12-18T06:30:25","modified_gmt":"2010-12-18T09:30:25","slug":"lennon-no-diva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/12\/18\/lennon-no-diva\/","title":{"rendered":"Lennon no div\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-2508\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/lennon-no-diva\/imagens_livros_normal_lv273303_n\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2508\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/12\/Imagens_Livros_Normal_LV273303_N.jpg\" alt=\"\" width=\"341\" height=\"500\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/12\/Imagens_Livros_Normal_LV273303_N.jpg 341w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/12\/Imagens_Livros_Normal_LV273303_N-300x440.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/12\/Imagens_Livros_Normal_LV273303_N-120x176.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><\/a>Muito foi (e continua sendo) escrito sobre <strong><span style=\"color: #ff0000\">John Lennon<\/span><\/strong>. Seu talento, suas incoer\u00eancias, seus traumas, sua sexualidade, tudo j\u00e1 foi motivo de registro pelas m\u00e3os de uma boa leva de escritores, estudiosos, cineastas, teatr\u00f3logos, te\u00f3logos, pais e m\u00e3es de santo. De fato, o pol\u00eamico e talentoso cantor e compositor dos Beatles era digno de merecer tanta aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 pela sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, mas tamb\u00e9m pelas muitas hist\u00f3rias que protagonizou ao longo seus 40 anos de vida (1940-1980). Se n\u00e3o, vejam: 1) Lennon, ainda pequeno foi deixado na casa da tia, irm\u00e3 de sua m\u00e3e, para que fosse criado, uma vez que sua m\u00e3e optou por uma errante vida de artista sem nenhuma express\u00e3o. 2) Tia Mimi, como forma de educa\u00e7\u00e3o, botou quente no rapaz e, na d\u00favida, achava melhor proibir, seja l\u00e1 o que fosse. 3)A figura que teve mais pr\u00f3xima de um pai foi o marido de Mimi, uma vez que seu pai biol\u00f3gico pouco aparaceu antes de ver o filho famoso. Adulto e realizado profissionalmente, Lennon continuou gerando hist\u00f3rias. 4) Foi l\u00edder, cantor, guitarrista da maior banda de rock da hist\u00f3ria e um dos principais compositores da hist\u00f3ria da m\u00fasica pop mundial. Isso sem nenhum exagero. 5) Foi casado duas vezes. Uma vez com Cinthya, m\u00e3e de seu primeiro filho, Julian, mas ambos tiveram pouco cartaz do cantor. Na segunda vez, ele escolheu Yoko Ono, artista vanguardista oriental, odiada por meio mundo por ser considerada a culpada pela separa\u00e7\u00e3o dos Beatles. 6) Pra completar, ele ainda foi perseguido pelo governo dos Estados Unidos por suas posturas p\u00fablicas quanto \u00e0 guerra do Vietn\u00e3 e outras causas e 7) acabou morto por um suposto fan\u00e1tico louco inconformado com as posturas do seu \u00eddolo. Ufa! Com um curr\u00edculo como esses, <strong><span style=\"color: #ff0000\">John<\/span><\/strong> precisa mais do que ningu\u00e9m de um analista. Pois \u00e9 a este papel que o americano <span style=\"color: #808000\"><strong>Gary Tillery<\/strong> <\/span>se oferece no livro <strong><span style=\"color: #993366\">John Lennon: O \u00eddolo que transformou gera\u00e7\u00f5es<\/span><\/strong> (<strong><span style=\"color: #808080\">Universo dos Livros<\/span><\/strong>). Atrelado a um resumo biogr\u00e1fico sem grandes novidades, o autor se det\u00e9m em analisar e construir liga\u00e7\u00f5es entre\u00a0os fatos vividos pelo ex-Beatle. Sem medo de anagariar \u00f3dios, Gary defende claramente a import\u00e2ncia de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Yoko Ono<\/span><\/strong> na vida art\u00edstica de John. Para o bi\u00f3grafo, ela funcionou como um combust\u00edvel quando o marido precisava se largar de qualquer amarra na hora de compor, pintar ou protestar. Embora para muitos isso seja um absurdo, a argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 bem plaus\u00edvel. Mesmo tendo entrado para a hist\u00f3ria como a demon\u00edaca e aproveitadora culpada da separa\u00e7\u00e3o dos Beatles, Yoko j\u00e1 gozava de certo respeito como artista pl\u00e1stica e deu corda pra Lennon fazer e acontecer dentro do que havia de mais experimental no campo art\u00edstico. Vide <strong>Unfinished Music No 1: Two Virgins<\/strong>, primeiro disco do casal, lan\u00e7ado em 1968, compostos somente por ru\u00eddos desconectados. Gary Tillery tamb\u00e9m detalha como nasceram boa parte das composi\u00e7\u00f5es de John Lennon e o que elas guardavam de informa\u00e7\u00f5es sobre o autor e sobre a \u00e9poca. Nem tudo \u00e9 in\u00e9dito e a edi\u00e7\u00e3o \u00e9 simples e fininha diante do tema que aborda. Isso acaba sendo uma vantagem, pois n\u00e3o torna a leitura entediante, se detendo apenas ao essencial. Sem fotos do biografado,\u00a0<strong><span style=\"color: #993366\">John Lennon: O \u00eddolo que transformou gera\u00e7\u00f5es<\/span><\/strong> \u00e9 quase um estudo monogr\u00e1fico sobre um personagem e, dada o ano em que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado (anivers\u00e1rio de 70 anos de nascimento de Lennon, completados em 9 de outubro, e 30 anos de morte, completados em 8 de dezembro), fica com um gostinho de ca\u00e7a-n\u00edquel. Ainda assim, \u00e9 uma leitura interessante para quem quiser se iniciar no assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito foi (e continua sendo) escrito sobre John Lennon. Seu talento, suas incoer\u00eancias, seus traumas, sua sexualidade, tudo j\u00e1 foi motivo de registro pelas m\u00e3os&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2500","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2500"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2500\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}