{"id":2523,"date":"2010-12-20T14:38:31","date_gmt":"2010-12-20T17:38:31","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=2523"},"modified":"2010-12-20T14:38:31","modified_gmt":"2010-12-20T17:38:31","slug":"bailao-duvidoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/12\/20\/bailao-duvidoso\/","title":{"rendered":"Bail\u00e3o duvidoso"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-2525\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/bailao-duvidoso\/22715236_4\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2525\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/12\/22715236_4.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/12\/22715236_4.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/12\/22715236_4-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/12\/22715236_4-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/12\/22715236_4-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Quando esteve em Fortaleza em maio deste ano, <strong><span style=\"color: #0000ff\">Nando R<\/span><span style=\"color: #0000ff\">eis<\/span><\/strong> anunciou em primeira m\u00e3o ao\u00a0<strong>O POVO<\/strong> que gravaria um show com can\u00e7\u00f5es que estiveram presentes em sua forma\u00e7\u00e3o como m\u00fasico. O nome dos homenageados era de assustar os f\u00e3s de <strong><em>Bichos Escrotos<\/em><\/strong> e <strong><em>Heredit\u00e1rio<\/em><\/strong>. Entre os eleitos, <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Roupa Nova<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #ff99cc\">Wando<\/span><\/strong> e<strong><span style=\"color: #ff6600\"> Guilherme Arantes<\/span><\/strong>. Pra quem j\u00e1 estava de cabelo em p\u00e9, deve ter ca\u00eddo para tr\u00e1s quando leu o nome tempor\u00e1rio do projeto: <strong><span style=\"color: #ff0000\">O Bail\u00e3o do Ruiv\u00e3o<\/span><\/strong>. O fim do ano chegou e o que era um projeto de nome tempor\u00e1rio, virou realidade. O <strong><span style=\"color: #ff0000\">Bail\u00e3o do Ruiv\u00e3o<\/span><\/strong> saiu em CD (19 faixas) e DVD (23 faixas) pela Universal Music com o pr\u00f3prio Ruiv\u00e3o, ladeado pelos seus Infernais, interpretando os tais nomes citados mais outros at\u00e9 ent\u00e3o nunca imaginados na boca do nosso Neil Young brasileiro. Fazendo uma avalia\u00e7\u00e3o te\u00f3rica detida aos conceitos art\u00edsticos, mercadol\u00f3gicos e auditivos, posso dizer que o resultado \u00e9 &#8220;super m\u00e9dio&#8221;. No in\u00edcio, ele at\u00e9 empolga com a guitarra azeitada de Carlos Pontual incendiando <strong><em>Venus<\/em><\/strong>, cl\u00e1ssico discoteque da esquecida banda Shocking Blues. Em seguida eles fazem um cover de <strong><em>Agora s\u00f3 falta voc\u00ea<\/em><\/strong>, cl\u00e1ssico de <span style=\"color: #ff9900\"><strong>Rita Lee<\/strong> <\/span>que virou o hino de quem quer se libertar de qualquer ordem (e de quem quer fazer de conta que quer se libertar de qualquer ordem). A quest\u00e3o \u00e9 que o trabalho parece bem populista quando ele chama ao palco <strong><span style=\"color: #333399\">Chimbinha<\/span><\/strong> e<strong><span style=\"color: #666699\"> Joelma<\/span><\/strong> da <span style=\"color: #800080\"><strong>Banda Calypso<\/strong> <\/span>para um dueto\u00a0na lambada <strong><em>Chorando se foi<\/em><\/strong>\u00a0e <span style=\"color: #808000\"><strong>Zez\u00e9 di Camargo e Luciano<\/strong> <\/span>em bem melhor situa\u00e7\u00e3o (verdade seja dita) com <strong><em>Voc\u00ea pediu e eu j\u00e1 vou daqui<\/em><\/strong> (nos extras eles tamb\u00e9m cantam <strong><em>Do seu lado<\/em><\/strong>). Algumas can\u00e7\u00f5es ficaram boas, mas mudam bem pouco dos seus originais. Tudo bem que Nando n\u00e3o tem o vozeir\u00e3o de<span style=\"color: #99cc00\"><strong> Tim Maia<\/strong> <\/span>na hora de cantar <strong><em>Gostava tanto de voc\u00ea<\/em><\/strong>, mas tamb\u00e9m n\u00e3o faz\u00a0feio.\u00a0Apesar das cr\u00edticas dos f\u00e3s tit\u00e3nicos mais xiitas, o\u00a0Bail\u00e3o do Nando merece ser visto mais como umas f\u00e9rias no compositor e como um trabalho que n\u00e3o compromete sua hist\u00f3ria ou como uma brincadeira. Tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser visto como um momento onde ele resolveu mudar e fazer tudo que\u00a0queria fazer. Parece que nem o pr\u00f3prio ruivo estava a fim de levar algo a s\u00e9rio, quando ele convidou uma oncinha pintada, uma zebrinha listrada e um coelhinho peludo para dan\u00e7arem <strong>Bichos escrotos<\/strong> no palco. Ali\u00e1s, acho muito legal que, em tempos de crise no mercado fonogr\u00e1fico, algu\u00e9m ainda bata no peito e fa\u00e7a um trabalho como esse. N\u00e3o sei se foi ideia dele de fato, mas acho que manteve a dignidade (apesar dos convidados). Tudo bem, <strong><em>Voc\u00ea n\u00e3o vale nada<\/em><\/strong> era perfeitamente dispens\u00e1vel, e, ao mesmo tempo, <strong><em>Fogo e Paix\u00e3o<\/em><\/strong> junto com <strong><em>My pledge of love<\/em><\/strong> ficou muito boa. No fim das contas, se voc\u00ea acha o <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nando Reis<\/strong> <\/span>ruim, vai passar a ach\u00e1-lo pior. Se o acha bom, vai torcer o nariz mas vai encontrar coisas boas. Se \u00e9 f\u00e3 ardoroso, vai dizer que ele \u00e9 corajoso, que o disco \u00e9 bom, mas vai continuar ouvindo mais o compositor. \u00c9 isso.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FCd5tqnYBU8[\/youtube]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando esteve em Fortaleza em maio deste ano, Nando Reis anunciou em primeira m\u00e3o ao\u00a0O POVO que gravaria um show com can\u00e7\u00f5es que estiveram presentes&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,283,285,1],"tags":[],"class_list":["post-2523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-nacional","category-nando-reis","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2523\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}