{"id":2806,"date":"2011-01-12T13:12:30","date_gmt":"2011-01-12T16:12:30","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=2806"},"modified":"2011-01-12T13:12:30","modified_gmt":"2011-01-12T16:12:30","slug":"a-moda-dos-acusticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/01\/12\/a-moda-dos-acusticos\/","title":{"rendered":"A moda dos ac\u00fasticos"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-2818\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-moda-dos-acusticos\/136089_detalhe\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2818\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/01\/136089_Detalhe.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"287\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/01\/136089_Detalhe.jpg 410w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/01\/136089_Detalhe-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/01\/136089_Detalhe-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/01\/136089_Detalhe-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><\/a>Nos anos 90, era comum esperar pra saber quando sua banda preferida iria lan\u00e7ar um disco ac\u00fastico. O programa <strong>Unplugged MTV<\/strong> foi quem deu in\u00edcio \u00e0 moda que ganhou for\u00e7a no Brasil, principalmente, depois que os Tit\u00e3s lan\u00e7aram, o que seria apenas um programa de TV, em CD e DVD, em 1997. De l\u00e1 pra c\u00e1, foram muitos os nomes que lan\u00e7aram nos tr\u00eas formatos &#8211;\u00a0programa de TV, CD e DVD &#8211; e conseguiram diferentes resultados. <span style=\"color: #333399\"><strong>Capital Iinicial<\/strong> <\/span>teve sua carreira de volta aos trilhos; <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Rita Lee<\/span><\/strong> brincou com a MPB; <span style=\"color: #3366ff\"><strong>Roberto Carlos<\/strong> \u00a0<\/span>chutou o balde e lan\u00e7ou o seu; <span style=\"color: #339966\"><strong>Caetano Veloso<\/strong> <\/span>fugiu do convite; e <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu Santos<\/strong> <\/span>cometeu um cl\u00e1ssico. E em 2010, quando a MTV completou seus 20 anos de transmiss\u00e3o no Brasil, foi justamente <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lulu<\/span><\/strong> quem voltou ao formato e gravou um volume dois do projeto j\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos esquecido, desde que Paulinho da Viola fez o seu registro desplugado. Antes de Lulu, apenas Zeca Pagodinho havia gravado um segundo <strong>Ac\u00fastico MTV<\/strong>, em 2006. Pena que esta segunda incurs\u00e3o do rei do pop no terreno dos viol\u00f5es n\u00e3o segure o mesmo ritmo do anterior, lan\u00e7ado 10 anos antes. Come\u00e7a na pr\u00f3pria parte gr\u00e1fica. O primeiro era um bel\u00edssimo disco duplo embalado numa elegante capa branca com encarte escuro, enquanto o segundo traz uma sequencia de cores que remete ao cen\u00e1rio do show, mas pouco ou nada diz sobre seu conte\u00fado. Outro ponto \u00e9 que <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lulu<\/span><\/strong>, que caminha para seus 30 anos de carreira, mandou uma sequencia de 23 m\u00fasicas em 2000, incluindo raridades que pouca gente lembrava. Neste\u00a0<strong><span style=\"color: #0000ff\">Ac\u00fastico MTV Vol II<\/span><\/strong>\u00a0s\u00e3o apenas 14, incluindo a chatinha <strong><em>Minha vida<\/em><\/strong>. De cl\u00e1ssico, <strong>Papo cabe\u00e7a<\/strong>, <strong>Um pro outro<\/strong>\u00a0e <strong><em>Adivinha o qu\u00ea<\/em><\/strong>, esta numa vers\u00e3o bil\u00edngue refor\u00e7ada com o espanhol da cantora<strong><span style=\"color: #008000\"> Marina de La Riva<\/span><\/strong>. Nos momentos mais inspirados, Lulu faz de <strong><em>Tudo azul<\/em><\/strong> um bai\u00e3o e de <strong><em>Brum\u00e1rio<\/em><\/strong> um samba-rock. Outra mudan\u00e7a curiosa \u00e9 a recente <strong><em>Baby de Babylon<\/em><\/strong>, que ganhou um arranjo meio bossa nova. Fora isso, uma homenagem a <strong><em>Nan\u00e3<\/em><\/strong>, de Moacir Santos, na introdu\u00e7\u00e3o de <strong><em>Pra voc\u00ea parar<\/em><\/strong> ( aquela do <em>Eu quero casa, comida e roupa lavada<\/em>), e, exclusivamente no DVD, vers\u00f5es de <strong><em>Ele falava nisso todo dia<\/em><\/strong> (de Gilberto Gil, recentemente regravada por Lulu),<strong><em> Tuareg<\/em><\/strong> (de Jorge Ben, e tamb\u00e9m lan\u00e7ado por Lulu em 1994) e <strong><em>Odara <\/em><\/strong>(de Caetano Veloso, essa em vers\u00e3o in\u00e9dita). De fato, a ideia de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Lulu<\/span><\/strong> era resgatar seus lados B e, s\u00f3 por isso, o disco j\u00e1 merece ser escutado. Mas, como diz a in\u00e9dita <strong><em>E tudo mais<\/em><\/strong>, que abre este\u00a0\u00a0<strong><span style=\"color: #0000ff\">Ac\u00fastico MTV Vol II<\/span><\/strong>, &#8220;cada escolha sempre determina o que vem em seguida&#8221;. Ent\u00e3o, vale \u00e0 pena esperar.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 viol\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-2821\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-moda-dos-acusticos\/zecaconcerto\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2821\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/01\/zecaconcerto.jpg\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"307\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/01\/zecaconcerto.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/01\/zecaconcerto-300x267.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/01\/zecaconcerto-120x107.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a>Quem tamb\u00e9m saiu com o seu ac\u00fastico em 2010, embora n\u00e3o seja aben\u00e7oado pela MTV, foi <strong><span style=\"color: #808000\">Zeca Baleiro<\/span><\/strong>. Com o nome <strong><span style=\"color: #993300\">Concerto<\/span><\/strong>, o novo trabalho do maranhense sai junto com <strong>Trilhas<\/strong>, uma sele\u00e7\u00e3o de trilhas sonoras feitas por Baleiro para cinema e ballet. Lan\u00e7ados para comemorar 13 anos desde que ele lan\u00e7ou o primog\u00eanito e \u00f3timo <strong>Por onde andar\u00e1 Stephen Fry?<\/strong>, os dois trabalhos s\u00e3o juntos um retrato da criatividade e da versatilidade deste rapaz de 44 anos e 11 discos gravados. No caso de <span style=\"color: #993300\"><strong>Concerto<\/strong><\/span>, ganha volume o repert\u00f3rio propositadamente curioso e variado, que vai do samba de Assis Valente <strong><em>Tem francesa no morro<\/em><\/strong>, gravado por Aracy de Almeida, at\u00e9<strong><em> Best of you<\/em><\/strong>, do Foo Fighters, sempre acompanhado dos violonistas Swami Jr e Tuco Marcondes (que tamb\u00e9m comparece com guitarra e gaita). Ao todo, s\u00e3o 14 faixas gravadas ao vivo no teatro Fecap (SP) em mar\u00e7o do ano passado, mais o b\u00f4nus <strong><em>Mais um dia cinza em S\u00e3o Paulo<\/em><\/strong>, registrado em est\u00fadio. O destaque fica para a c\u00f4mica<strong><em> Arm\u00e1rio<\/em><\/strong> que apresenta num momento de desabafo\u00a0sobre sair ou n\u00e3o do arm\u00e1rio. Assim como j\u00e1 havia feito com o Charlie Brown Jr, Zeca agora transporta para seu universo <strong><em>Eu n\u00e3o matei Joana D&#8217;Arc<\/em><\/strong>, da banda oitentista <strong><span style=\"color: #008000\">Camisa de V\u00eanus<\/span><\/strong>, que vem seguida da obra-prima <strong><em>Autonomia<\/em><\/strong>, do mestre Cartola. <strong><em>Can\u00e7\u00e3o pra ninar neguim<\/em><\/strong> \u00e9 uma homenagem a Michael Jackson, composta antes da morte do \u00eddolo. Na letra, Baleiro diz: &#8220;I don&#8217;t know how to dance tua dan\u00e7a, but I like you&#8221;. Repetindo a dose de <em>Samba do Approach<\/em>, <strong><em>Bangal\u00f4<\/em><\/strong> \u00e9 uma parceria de Zeca com Vander Lee que brinca com as l\u00ednguas que habitam a l\u00edngua portuguesa. A m\u00fasica bem se encaixa no repert\u00f3rio que passa por can\u00e7\u00f5es em espanhol (<strong><em>Milonga del amor<\/em><\/strong>, em parceria com Vanessa Bumagny) e ingl\u00eas,\u00a0e brincadeiras com o franc\u00eas. Ao fim do disco, tem at\u00e9 m\u00fasicas em portugu\u00eas. Afinal, essa salada completa \u00e9 o melhor estilo <strong><span style=\"color: #808000\">Zeca Baleiro<\/span><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos anos 90, era comum esperar pra saber quando sua banda preferida iria lan\u00e7ar um disco ac\u00fastico. 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