{"id":333,"date":"2010-02-18T12:36:37","date_gmt":"2010-02-18T15:36:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=333"},"modified":"2010-02-18T12:36:37","modified_gmt":"2010-02-18T15:36:37","slug":"carnaval-em-fortaleza-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/02\/18\/carnaval-em-fortaleza-2\/","title":{"rendered":"Carnaval em Fortaleza"},"content":{"rendered":"<p>Este foi o segundo ano seguido que passei o Carnaval em Fortaleza. Mesmo com direito a uma escapulida de uma noite para Guaramiranga, foi aqui pela cidade que curti os outros dias. Confesso que se mostrou como uma excelente pedida.<\/p>\n<p>Fortaleza vem se sentindo em estado de gra\u00e7a no Carnaval. Em v\u00e1rios pontos da cidade, bandas, palcos, m\u00fasicos e plateias se reuniram para cantar e dan\u00e7ar num clima de total tranquilidade. Claro, entendam tranquilidade como falta de tumultos, brigas e problemas. Quando o assunto \u00e9 festa, a tranquilidade passou longe.<\/p>\n<p>No palco montado pela Prefeitura no aterro da Praia de Iracema, diariamente pode ser conferido um verdadeiro espet\u00e1culo de boa m\u00fasica e anima\u00e7\u00e3o. Apesar de pouco populares, as atra\u00e7\u00f5es que por l\u00e1 passaram fizeram shows memor\u00e1veis e prestaram um merecido tributo ao homenageado deste ano, o compositor Fausto Nilo.<\/p>\n<p>Como tem sido comum nos eventos da Prefeitura realizados no chamado &#8220;aterrinho&#8221;, o som estava \u00f3timo e pra todo lado que se olhava o que mais se via eram fam\u00edlias, crian\u00e7as, gente se divertindo e nenhuma confus\u00e3o. Importante tamb\u00e9m apontar a pontualidade dos Shows (o que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum nos shows da PMF).<\/p>\n<p><strong><em><span style=\"color: #800080\">S\u00e1bado:<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p>S\u00e1bado \u00e0 noite, a atra\u00e7\u00e3o principal ficou com o sambista Diogo Nogueira, filho do saudoso Jo\u00e3o Nogueira (1941-2000). Ainda em seu segundo disco, o cantor mostrou simpatia e soube usar bem sua fama de bonit\u00e3o. Trajando cal\u00e7a, sapatos\u00a0e blazer brancos e uma camiseta preta, Diogo cantou can\u00e7\u00f5es do pai, como &#8220;Poder da cria\u00e7\u00e3o&#8221;, e can\u00e7\u00f5es dos seus discos solo, como\u00a0&#8220;N\u00f3 na madeira&#8221; e &#8220;F\u00e9 em deus&#8221;. Para homenagear Fausto, Diogo cantou (bem), acompanhando a letra em um pedestal,&#8221;Pedras que cantam&#8221;, sucesso na voz de Fagner. Como destaque, &#8220;\u00c1gua de chuva no mar&#8221;, gravada por Beth Carvalho no disco &#8220;Madrinha do samba&#8221;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\"><strong><em>Domigo:<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">No domingo, Zeca Baleiro se esbaldou cantando o que bem quis e deixou a plateia contagiada. Em muitos momentos, seu som pendia mais para o Rock do que para o samba ou para o frevo. Parecia Cear\u00e1 Music! N\u00e3o importa. Todos adoraram. Embora em muiuto momentos\u00a0a voz de\u00a0Zeca ficasse emcoberta pelo som da banda (turbinada com naipe de metais), ele segurou bem o p\u00fablico que cantou junto &#8220;Alma n\u00e3o tem cor&#8221;, &#8220;Ch\u00e3o da pra\u00e7a&#8221; e &#8220;Toca Raul&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><em><strong><span style=\"color: #800080\">Segunda-feira:<\/span><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Na segunda-feira, boa parte do p\u00fablico arriscou ir \u00e0 Praia de Iracema sem saber a que veio a Orquestra Imperial. Logo no in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o, o espa\u00e7o que parecia menos cheio que o dia anterior preencheu-se por um coro un\u00edssono, ao som de grandes sambas, como &#8220;Fita Amarela&#8221; de Noel Rosa. A segunda surpresa da noite foi a participa\u00e7\u00e3o do cantor e m\u00fasico Wilson das Neves, o &#8220;baterista preferido&#8221; de Chico Buarque, dando notas de maturidade \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es joviais das cariocas Nina Becker e Thalma de Freitas. A satisfa\u00e7\u00e3o, pode-se dizer, foi geral. <strong>(escrito pelo jornalista Richell Martins)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong><em><span style=\"color: #800080\">Ter\u00e7a-feira:<\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Com abertura acertada da Groovietown, ter\u00e7a-feira foi o dia da Na\u00e7\u00e3o Zumbi subir ao palco e mandar uma tonelada de\u00a0mangue beat\u00a0nos ouvidos do p\u00fablico. Talvez pelo peso da coisa, no come\u00e7o o som estava embolado, mas logo a coisa foi melhorando. O p\u00fablico repondia e cantava junto cada uma que eles tocassem. Segurando o posto de uma das\u00a0melhores bandas do Brasil, pelo menos no meu ranking, os recifenses n\u00e3o economizaram na mistura de rock, heavy, maracatu e samba. L\u00facio Maia, como sempre, ensinou como \u00e9 que se deve tocar guitarra e fez refer\u00eancias ao \u00eddolo Jimmy Hendrix. E da\u00ed veio &#8220;Quando a mar\u00e9 encher&#8221;, &#8220;Blunt of Judah&#8221;, &#8220;Meu maracatu pesa uma tonelada&#8221;, &#8220;Manguetown&#8221; e muitas outras.\u00a0Encerrado o show, encerrado o Carnaval. E agora? Quem vir\u00e1 no Carnaval 2011?<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este foi o segundo ano seguido que passei o Carnaval em Fortaleza. 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