{"id":3495,"date":"2011-03-04T08:19:04","date_gmt":"2011-03-04T11:19:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=3495"},"modified":"2011-03-04T08:19:04","modified_gmt":"2011-03-04T11:19:04","slug":"spitz-gasta-municao-em-biografia-de-bowie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/03\/04\/spitz-gasta-municao-em-biografia-de-bowie\/","title":{"rendered":"Spitz gasta muni\u00e7\u00e3o em biografia de Bowie"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-3496\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/spitz-gasta-municao-em-biografia-de-bowie\/biografia-de-david-bowie\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3496\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/03\/biografia-de-david-bowie.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"502\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/03\/biografia-de-david-bowie.jpg 400w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/03\/biografia-de-david-bowie-300x419.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/03\/biografia-de-david-bowie-120x167.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a>Reconhecido como um g\u00eanio da m\u00fasica mundial, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>David Bowie<\/strong> <\/span>tem no Brasil um nome mais famoso que sua obra. Transgressor, inovador, vision\u00e1rio, ele \u00e9 autor de uma obra longa, plural, mas bem menos ouvida do que merecia. Em terras tropicais, por exemplo, seu maior sucesso fica com a m\u00fasica <strong><em>Let&#8217;s dance<\/em><\/strong> (1983), quando, em uma de suas muitas descobertas musicais, ele caiu na pista de dan\u00e7a com uma sonoridade t\u00edpica dos anos 80. N\u00e3o por\u00a0acaso, este foi tamb\u00e9m o \u00fanico\u00a0grande sucesso comercial de sua discografia, iniciada em 1967. Vendas irregulares \u00e0 parte, o grande trunfo de Mr. Bowie \u00e9 sua performance ao vivo. Isso fica claro na biografia <strong><span style=\"color: #0000ff\">Bowie<\/span><\/strong> (Benvir\u00e1), escrita pelo jornalista Marc Spitz. Transitando entre o investigador e o f\u00e3, Sptiz construiu um texto cronol\u00f3gico, partindo da inf\u00e2ncia simples do \u00eddolo em Brixton, Londres, at\u00e9 os dias atuais, quando o \u00eddolo entrou em reclus\u00e3o volunt\u00e1ria ap\u00f3s sofrer um infarto na Europa, em 2004. Pra ter uma ideia, seu \u00faltimo contato com a civiliza\u00e7\u00e3o foi quando aceitou o convite pra dublar o filme Bob Sponja (atendendo um pedido da filha), em 2006,\u00a0 e no ano passado quando compareceu a alguns poucos eventos de divulga\u00e7\u00e3o do filme <strong>Moon<\/strong>, dirigido por seu filho Duncan. Fora isso, somente a vida de dono de casa, o que muito se diferencia do artista de outrora. Como contado por Spitz, desde que decidiu sair de casa na adolesc\u00eancia para ver o que o mundo tinha a lhe oferecer, David Robert Jones viveu o que podia e n\u00e3o podia da trilogia sexo &amp; drogas &amp; rock&#8217;n roll. Apesar de ser a \u00fanica biografia do cantor dispon\u00edvel no mercado brasileiro, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Bowie<\/strong><\/span> deixa a desejar em alguns pontos, principalmente quando o autor resolve se mostrar mais do que deve. Da metade do livro em diante, Marc Spitz decide revelar momentos particulares que o fizeram virar f\u00e3 de Bowie, o que acrescenta bem pouco a quem quer saber sobre a vida do artista. Tamb\u00e9m, a narrativa presa aos fatos em muitos momentos se torna enfadonha, o que \u00e9 um desperd\u00edcio quando se trata da vida de um Camale\u00e3o do Rock. Este t\u00edtulo, por sinal, foi dado pela constante inventividade do cantor, que em sua carreira passou pelo, rock, dance, soul, funk e outros estilos. Como cada um veio e o que cad um deixou, acaba passando batido em nome dos velhos e eternos argumentos de &#8220;ele criou&#8230;&#8221;, &#8220;ele foi o primeiro a&#8230;&#8221; ou &#8220;sem ele, n\u00e3o teria&#8230;&#8221;. No entanto, \u00e9 not\u00f3rio que, at\u00e9 por ser um f\u00e3, Spitz conhece bem saobre a vida e a carreira de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Bowie<\/strong><\/span>, trazendo na biografia uma s\u00e9rie de detalhes curiosos, resenhas de discos e shows, e entrevistas\u00a0relevantes de amigos, parentes e pessoas que trabalharam com o \u00eddolo em cada fase de sua carreira. Ou seja, recluso ou n\u00e3o, David Bowie continua sendo uma figura curiosa, dono de uma hist\u00f3ria rica, ainda em constru\u00e7\u00e3o (ou algu\u00e9m acha que ele n\u00e3o vai mais gravar?)\u00a0que ainda vai ser\u00a0recontada muitas vezes. At\u00e9 l\u00e1, <strong><span style=\"color: #0000ff\">Bowie<\/span><\/strong>, a biografia, funciona como um caminho para os iniciantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecido como um g\u00eanio da m\u00fasica mundial, David Bowie tem no Brasil um nome mais famoso que sua obra. 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