{"id":3584,"date":"2011-03-15T18:02:38","date_gmt":"2011-03-15T21:02:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=3584"},"modified":"2011-03-15T18:02:38","modified_gmt":"2011-03-15T21:02:38","slug":"rita-lee-libera-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/03\/15\/rita-lee-libera-geral\/","title":{"rendered":"Rita Lee libera geral"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-3602\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/rita-lee-libera-geral\/rita-lee\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3602\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/03\/Rita-Lee-550x298.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"283\" \/><\/a>A rainha do rock brasileiro, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Rita Lee<\/span><\/strong>, disponibilizou todas as suas m\u00fasicas\u00a0para audi\u00e7\u00e3o gratuita em seu <a href=\"http:\/\/www.ritalee.com.br\/\" target=\"_blank\">site oficial<\/a>. Ao todo, s\u00e3o 32 discos, incluindo a fase <strong><span style=\"color: #008000\">Mutantes<\/span><\/strong>, <span style=\"color: #808000\"><strong>Tutti Frutti<\/strong> <\/span>e <strong><span style=\"color: #008000\">Roberto de Carvalho<\/span><\/strong>. Todas as mais de 300 faixas v\u00e3o poder ser ouvidas do come\u00e7o fim. Lan\u00e7ada em 1968 com o disco <strong>Os Mutantes<\/strong>, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Rita Lee<\/strong> <\/span>lan\u00e7aria outros\u00a0quatro discos com o\u00a0trio paulista antes de se lan\u00e7ar com artista solo em 1975 com o excepcional <strong>Fruto Proibido<\/strong>. Seu primeiro trabalho com assinatura pr\u00f3pria foi <strong>Build Up<\/strong> (1970), lan\u00e7ado por insitencia da gravadora e por conta de uma s\u00e9rie de shows que ela vinha fazendo em desilfes de moda e happenings. De fato <strong>Build Up<\/strong> (que contou com o Mutante Arnaldo Baptista e com o lend\u00e1rio Lanny Gordin nos cr\u00e9ditos), <strong>Hoje \u00e9 o primeiro dia do resto da sua vida<\/strong> (1972) e <strong>Atr\u00e1s do porto tem uma cidade<\/strong> (1974) s\u00e3o trabalhos de transi\u00e7\u00e3o, entre o solo e os Mutantes. No momento, Rita se prepara para lan\u00e7ar outros dois trablhos ainda este ano. Um deles ser\u00e1 com vers\u00f5es bossanovistas de trilhas cl\u00e1ssicas da Disney. O outro ser\u00e1 um trabalho de in\u00e9ditas.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt; Dicas:<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de deter uma penca de can\u00e7\u00f5es de sucesso que n\u00e3o saem da cabe\u00e7a at\u00e9 de quem n\u00e3o \u00e9 f\u00e3,\u00a0<strong><span style=\"color: #ff0000\">Titia Rita de Sampa<\/span><\/strong> tem um monte de lados B que merecem ser ouvidos. Seguem a\u00ed\u00a0uma lista\u00a0deles em cada disco:<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=s6FbqyeDDpw&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>1 &#8211; <strong>Adeus, Maria Ful\u00f4<\/strong> (Os Mtantes &#8211; 1968)<\/p>\n<p>Homenagem ao mestre Humberto Teixeira feita por um bando de moleques roqueiros. Absurdo? Que nada, pura compet\u00eancia.<\/p>\n<p>2 &#8211; <strong>Qualquer bobagem<\/strong> (Os Mutantes &#8211; 1969)<\/p>\n<p>Parceria seminal do trio com o baiano Tom Z\u00e9. Casamento perfeito. N\u00e3o por acaso, Rita est\u00e1 de v\u00e9u e grinalda na capa.<\/p>\n<p>3 &#8211; <strong>Meu refrigerador n\u00e3o funciona<\/strong> (A divina Com\u00e9dia ou Panis et Cirsenses &#8211; 1970)<\/p>\n<p>Meio blues, meio tira\u00e7\u00e3o de sarro, meia calabreza. S\u00e9rgio e Arnaldo ati\u00e7aram Rita a imitar Janis Joplin. Muito bom o resultado encorpado peo piano el\u00e9trico.<\/p>\n<p>4 &#8211; <strong>And I love Her<\/strong> (Build up &#8211; 1970)<\/p>\n<p>Trinta anos antes de lan\u00e7ar Aqui, Ali em Qualquer Lugar, Rita assina seu atestado e f\u00e3 dos Beatles. Depois ela diria que era mais chegada nos Stones. Whatever&#8230;<\/p>\n<p>5 &#8211;<strong> Baby (Jardim<\/strong> El\u00e9trico &#8211; 1971)<\/p>\n<p>Vers\u00e3o mutante para o cl\u00e1ssico de Caetano Veloso. Rita come\u00e7a a ser colocada em segundo plano na banda, aparecendo mais em vocais.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5IREItRIqZc][\/youtube]\n<p>6 &#8211; <strong>Vida de Cachorro<\/strong> (Mutantes e Seus Cometas no Planeta dos Baurets &#8211; 1972)<\/p>\n<p>A capa traz uma rita com asas, pronta pra levantar voo da banda. Antes, ela registrou essa baladinha a la Dama e o Vagabundo com uma vozinha pra l\u00e1 de meiga.<\/p>\n<p>7 &#8211; <strong>Vamos tratar da sa\u00fade<\/strong> (Hoje \u00e9 o primeiro dia &#8230; &#8211; 1972)<\/p>\n<p>Numa capa que sugere o resultado das muitas experi\u00eancias com drogas, Rita prefere falar sobre tratar da sa\u00fade.<\/p>\n<p>8 &#8211; <strong>Yo no creo pero&#8230;<\/strong> (Atr\u00e1s do porto tem uma cidade &#8211; 1974)<\/p>\n<p>Rita Lee resume os novos tempos entre crises nos Mutantes e ditadura com versos do tipo, &#8220;eu n\u00e3o creio em brujas, mas que elas existem, existem&#8221;<\/p>\n<p>9\u00a0&#8211; <strong>Cart\u00e3o postal<\/strong> (Fruto proibido)<\/p>\n<p>Blues classudo com letra do mago Paulo Coelho. Fruto Proibido \u00e9 apontado por muitos como o\u00a0melhor trabalho de Rita Lee.<\/p>\n<p>10 &#8211; <strong>Corista de Rock<\/strong> (Entradas e Bandeiras &#8211; 1976)<\/p>\n<p>Auto avalia\u00e7\u00e3o sobre estar \u00e0 frente do Tutti Frutti. Sem papas na l\u00edngua, ela confirma seu compromisso com a carreira.<\/p>\n<p>11\u00a0&#8211; <strong>Back in Bahia<\/strong> (Refestan\u00e7a)<\/p>\n<p>Rock 10 de Gilberto Gil sobre a dureza de sua estada em Londres. Rita joga seu molho com elegancia.<\/p>\n<p>12 &#8211;<strong> Agora \u00e9 moda<\/strong> (Babil\u00f4nia &#8211; 1978)<\/p>\n<p>Rita desfila numa esp\u00e9cia de rap pr\u00e9-hist\u00f3rico coisas que estavam come\u00e7ando a fazer parte da vida como bionicar o corpo inteiro e sair nua em capa de revista.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hJ9PNIXeQGI[\/youtube]\n<p>13 &#8211; <strong>Chega mais<\/strong> (Rita Lee &#8211; 1979)<\/p>\n<p>Uma de suas can\u00e7\u00f5es mais contagiantes dos novos tempos discoteque. Acabaou aclipsada pelo sucesso de Mania de Voc\u00ea.<\/p>\n<p>14 &#8211; <strong>Shangril\u00e1<\/strong> (Rita Lee &#8211; 19980)<\/p>\n<p>Balada arrasadora, meio Billie Holiday, sobre um encontro id\u00edlico do outro mundo.<\/p>\n<p>15\u00a0&#8211; <strong>Favorita<\/strong> (Sa\u00fade)<\/p>\n<p>Baladinha a\u00e7ucarada, estilo anos 80. Nada demais, n\u00e3o fosse cantada pelo mestre Roberto de Carvalho.<\/p>\n<p>16\u00a0&#8211; <strong>Barriga da mam\u00e3e<\/strong> (Rita Lee e Ropberto de Carvalho &#8211; 1982)<\/p>\n<p>Com seu jeito ir\u00f4nico, Rita desfila as desgra\u00e7as contempor\u00e2neas e encerra pedindo &#8220;quero voltar invis\u00edvel pra dentro da barriga da mam\u00e3e&#8221;.<\/p>\n<p>17\u00a0&#8211; <strong>Bobos da Corte<\/strong> (Bom Bom &#8211; 1983)<\/p>\n<p>A letra curtinha resume uma pitada da poesia de Rita, falando sobre amor e circo. Poderia virar um samba.<\/p>\n<p>18\u00a0&#8211; <strong>Y\u00ea Y\u00ea Y\u00ea <\/strong>(Rita e Robero &#8211; 1985)<\/p>\n<p>Rock\u00e3o b\u00e1sico que,\u00a0assim como Gl\u00f3ria F, traz participa\u00e7\u00f5es luxuosas de astros do ent\u00e3o nascente rock nacional.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=j9qG9w_5gs0[\/youtube]\n<p>19\u00a0&#8211; <strong>Blue moon<\/strong> (Flerte Fatal &#8211; 1987)<\/p>\n<p>Vers\u00e3o rital\u00edstica para um cl\u00e1ssico do jazz. Bonitinho, bobinho e pronto pra virar uma cantada apaixonada.<\/p>\n<p>20\u00a0&#8211; <strong>Cecy bom<\/strong> (Zona Zem &#8211; 1988)<\/p>\n<p>Mais uma das vers\u00f5es da mestra. Aqui ela brinca com o franc\u00eas como quem quer deixar henri Salvador de cabelo em p\u00e9. Ali\u00e1s, s\u00f3 ela pra rimar toilette com confete.<\/p>\n<p>21 &#8211; <strong>La Miranda<\/strong> (Rita Lee e Roberto de Carvalho &#8211; 1990)<\/p>\n<p>Num de seus melhores discos, Rita\u00a0faz uma justa homenagem \u00e0 diva Carmem Miranda. Em seguida vem a bossa cortante La Javanaise. Excelente.<\/p>\n<p>22\u00a0&#8211; <strong>V\u00edrus do Amor<\/strong> (Bossa and Rool ao Vivo &#8211; 1991)<\/p>\n<p>Antecipando a onda de ac\u00fasticos, Rita Lee aproveita uma crise com Roberto de Carvalho para lan\u00e7ar um trabalho voz\u00a0e viol\u00e3o. Como se bastasse um dueto com Gal Costa, a progressiva V\u00edrus do Amor ganha arranjo enxuto para cordas.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=unZYqNYuRxc[\/youtube]\n<p>23 &#8211; <strong>Drag Queen<\/strong> (Rita Lee &#8211; 1993)<\/p>\n<p>Apesar do repert\u00f3rio fraco, ainda sem Roberto de Carvalho, Rita faz uma homenagem tril\u00edgue \u00e0s drags.<\/p>\n<p>24 &#8211; <strong>Todas as mulheres do mundo<\/strong> (A Marca da Zorra &#8211; 1995)<\/p>\n<p>Disco esquecido e injusti\u00e7ado, traz Tia Rita de volta \u00e0 velha pegada rock, ali\u00e1s, como nunca tinha feito antes. Todas as mulheres resume o peso da coisa.<\/p>\n<p>25 &#8211; <strong>Santa Rita de Sampa<\/strong> (Santa Rita de Sampa &#8211; 1997)<\/p>\n<p>De volta aos trilhos com Roberto, Rita grava uma trabalho com alto invetimento e recheado de boas m\u00fasicas. A m\u00fasica t\u00edtulo \u00e9 uma auto-homenagem.<\/p>\n<p>26 &#8211; <strong>Coisas da Vida<\/strong> (Ac\u00fastico MTV &#8211; 1998)<\/p>\n<p>Pronto para estourar, Rita volta volta ao ac\u00fastico com as ben\u00e7\u00e3os da MTV. S\u00f3 cl\u00e1ssicos recheado de boas participa\u00e7\u00f5es. Coisas da Vida \u00e9 uma balada h\u00e1 tempos esquecida.<\/p>\n<p>27 &#8211; <strong>Baby<\/strong> (Technicolor &#8211; 2000)<\/p>\n<p>Grava\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas esquecida dos tempos dos Mutantes e relan\u00e7ada com um rapoio de Kurt Cobain e Sean Lennon, f\u00e3s confessos. Retrato da delicadeza.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QcuevpI5sNE[\/youtube]\n<p>28 &#8211; <strong>Rebeldade<\/strong> (3001 &#8211; 2000)<\/p>\n<p>Rock cheio de energia feito com o filh\u00e3o Beto Lee. Ao que me parece, uma homenagem a\u00a0Dercy Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>29 &#8211; <strong>Michelle<\/strong> (Aqui, Ali, em qualquer lugar &#8211; 2001)<\/p>\n<p>Rita Lee\u00a0+ Beatles\u00a0+ Bossa Nova = sucesso. N\u00e3o poderia ser diferente esta f\u00f3rmula. Michelle se destaca pela mistura de l\u00ednguas. Mas o disco todo merece ser ouvido em dia de chuva.<\/p>\n<p>30 &#8211; <strong>A Gripe do Amor<\/strong> (Balacobaco &#8211; 2003)<\/p>\n<p>Dance music produzida pelo DJ Mem\u00ea Mansur que passou batida por Fortaleza. Uma das melhores de um disco recheado de boas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>31 &#8211; <strong>Ando Jururu<\/strong> (MTV Ao Vivo &#8211; 2004)<\/p>\n<p>Da velha can\u00e7\u00e3o j\u00e1 revisitada ao lado de Raimundos, Rita Lee brinca com a lisergia impregnada na letra. Pura goza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>32 &#8211; <strong>O bode e a cabra<\/strong> (Multishow Ao Vivo &#8211; 2009)<\/p>\n<p>Velha brincadeira de Renato Barros com I want to hold your hands de Lennon e McCartney. Brincadeira feliz em meio a um disco fraco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rainha do rock brasileiro, Rita Lee, disponibilizou todas as suas m\u00fasicas\u00a0para audi\u00e7\u00e3o gratuita em seu site oficial. 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