{"id":4016,"date":"2011-04-11T10:08:09","date_gmt":"2011-04-11T13:08:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4016"},"modified":"2011-04-11T10:08:09","modified_gmt":"2011-04-11T13:08:09","slug":"os-novos-tempos-do-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/04\/11\/os-novos-tempos-do-rock\/","title":{"rendered":"Os novos tempos do rock"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-4018\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/os-novos-tempos-do-rock\/582-23077905_4\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4018 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/04\/582-23077905_4.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"320\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/582-23077905_4.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/582-23077905_4-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/582-23077905_4-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/582-23077905_4-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a>Pra quem n\u00e3o percebeu (e isso deve ser quase ningu\u00e9m), a m\u00fasica tamb\u00e9m\u00a0tem seus marcos regulat\u00f3rios. S\u00e3o artistas que chegam com um trabalho de peso e acabam gerando uma s\u00e9rie de filhos que ou copiam seus pais, tal e qual, ou acrescentam algo de novidade. Assim foi com os Mutantes, com Roberto Carlos, Chico Science, Los Hermanos, Menudo, Restart\u00a0e NX Zero, s\u00f3 pra citar alguns. Principalmente no caso dos tr\u00eas \u00faltimos, \u00e0s vezes, fica dif\u00edcil saber quem \u00e9 cria e quem \u00e9 criador. De fato, ganha quem consegue criar um molho pr\u00f3prio e jogar por cima da sua salada de influ\u00eancias. Infelizmente, nem sempre isso poss\u00edvel. Os curitibanos do <strong><span style=\"color: #000080\">Sabonetes<\/span><\/strong> (que nome, hein?!), embora citem Cartola e Pixies entre suas influ\u00eancias, acabam mesmo repetindo o velho estilo hardcore mel\u00f3dico que j\u00e1 n\u00e3o empolga mais muita gente. Em seu disco de estreia o hom\u00f4nimo <strong>Sabonetes<\/strong> (Universal), as guitarras que iniciam a faixa <strong><em>Nanana<\/em><\/strong> (?!) chegam a empolgar alguma, mas logo a coisa perde e m\u00e3o e o ouvinte come\u00e7a a achar que a Malha\u00e7\u00e3o vai come\u00e7ar. A segunda faixa, <strong><em>Hai cai<\/em><\/strong>, tem clima oitentista que eleva o n\u00edvel do produto. Mas, logo cai novamente e tudo parece ficar igual. O grande problema dos <strong><span style=\"color: #000080\">Sabonetes<\/span><\/strong> (e de algumas outras bandas) est\u00e1 na busca do hit certeiro e na completa aus\u00eancia de ousadia.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-4021\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/os-novos-tempos-do-rock\/capa\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-4021\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/04\/capa.png\" alt=\"\" width=\"317\" height=\"318\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/capa.png 566w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/capa-150x150.png 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/capa-300x301.png 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/capa-120x120.png 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><\/a>Sem ser encarados como aut\u00eanticos aventureiros, os paulistas do <strong><span style=\"color: #800080\">Nosotros<\/span><\/strong> se apresentam com um EP de seis m\u00fasicas que chegam um pouco mais perto dessa busca pela ousadia. No caso do octeto, o marco regulat\u00f3rio fica com os Los Hermanos. Est\u00e1 tudo l\u00e1, os metais, o vocal a la Amarante, as letras melanc\u00f3licas, as guitarras sujas. Eles ganham mais frescor, provavelmente, pela presen\u00e7a de oito cabe\u00e7as pensando e trabalhando e pelo despojamento. Logo que come\u00e7a a tocar, parece que voc\u00ea tem nas m\u00e3os uma grava\u00e7\u00e3o caseira, uma demo. Por outro lado, com mais alguns minutos, voc\u00ea consegue perceber cada instrumento em seu lugar.\u00a0O vocal de Ricardo Costa (o tal a la Amarante) traz sinceridade e contrasta com o de Larissa Costa, ainda contida no seu papel como cantora. Ela se sai melhor em <strong><em>Lado B<\/em><\/strong>, quando se solta em versos como &#8220;Me mostra o seu lado bom que eu quero me ajudar a me encontrar em ti&#8221;. Polvilhando Strokes sobre os Hermanos, esta pode ser um bom cart\u00e3o de visitas para a banda. N\u00e3o por ser a melhor, mas por facilitar as coisas sem perder a qualidade. Em alguns momentos a influ\u00eancia hermanica chega \u00e0s vias do pl\u00e1gio, como \u00e9 o caso de <strong><em>A volta<\/em><\/strong>.\u00a0Ainda assim, o Nosotros mostra que tem lenha pra queimar e pode mostrar mais m\u00fasicas boas num futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pra quem n\u00e3o percebeu (e isso deve ser quase ningu\u00e9m), a m\u00fasica tamb\u00e9m\u00a0tem seus marcos regulat\u00f3rios. 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