{"id":4217,"date":"2011-04-27T13:40:48","date_gmt":"2011-04-27T16:40:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4217"},"modified":"2011-04-27T13:40:48","modified_gmt":"2011-04-27T16:40:48","slug":"onde-tudo-comecou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/04\/27\/onde-tudo-comecou\/","title":{"rendered":"Onde tudo come\u00e7ou"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-4247\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/onde-tudo-comecou\/575606_0_5\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4247\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/04\/575606_0_5.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/575606_0_5.jpg 400w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/575606_0_5-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/575606_0_5-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/04\/575606_0_5-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>A m\u00fasica brasileira come\u00e7ou a ganhar ares de nacionalismo no finzinho do s\u00e9culo XIX. Com a ajuda de Chiquinha Gonzaga, Catulo da Paix\u00e3o Cearense e Pixinguinha, ela come\u00e7ou a se afastar das tradi\u00e7\u00f5es europeias para absorver o que ela tinha de tropical e que ainda n\u00e3o havia sido explorado. A consequ\u00eancia foi o surgimento de g\u00eaneros verde e amarelos como o choro, o samba e a bossa nova. A hist\u00f3ria \u00e9 bonita, heroica e bem pouco conhecida. J\u00e1 pensou se estud\u00e1ssemos Ernesto Nazareth da mesma forma que estudamos Tiradentes, por exemplo? Caso a sugest\u00e3o seja aceita, segue aqui uma sugest\u00e3o de material did\u00e1tico. A caixa <span style=\"color: #ff0000\"><strong>100 anos de M\u00fasica Popular Brasileira<\/strong> <\/span>faz um resumo valioso, em quatro CDs duplos, do que foi o per\u00edodo entre as ra\u00edzes do chorinho e a populariza\u00e7\u00e3o do samba pelas m\u00e3os de Beth Carvalho, Elza Soares e Clara Nunes. Lan\u00e7ado pelo selo <strong><span style=\"color: #808000\">Discobertas<\/span><\/strong>, do &#8220;arque\u00f3logo musical&#8221;\u00a0Marcelo Fr\u00f3es, a cole\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por oito LPs lan\u00e7ados em 1975 com grava\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, realizadas na R\u00e1dio MEC do Rio de Janeiro. Elas fazem parte dos registros do programa <strong><span style=\"color: #0000ff\">MPB 100 Ao Vivo<\/span><\/strong>, produzido e transmitido pelo Projeto Minerva aos s\u00e1bados, a partir das 13h45, para 960 emissoras de r\u00e1dio. Foram 23 programas, com cerca de meia hora, que tinham a pretens\u00e3o, segundo o pesquisador Ricardo Cravo Albin (em texto publicado junto com os discos), de &#8220;mostrar um pouco da hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica da M\u00fasica Popular Brasileira nesses \u00faltimos 100 anos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Volume 1<\/strong><\/p>\n<p>Fazendo um panorama da produ\u00e7\u00e3o musical embrion\u00e1ria, apresentada no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do XX, o box come\u00e7a trazendo o mestre <span style=\"color: #800080\"><strong>Altamiro Carrilho<\/strong> <\/span>e seu regional apresentando pe\u00e7as instrumentais de Ernesto Nazareth (<strong><em>Brejeiro<\/em><\/strong>), Patt\u00e1pio Silva (<strong><em>Primeiro amor<\/em><\/strong>) e Pixinguinha (<strong><em>Ing\u00eanuo<\/em><\/strong>), entre outros. Tamb\u00e9m presente, o\u00a0modinheiro Paulo Tapaj\u00f3s (pai de Paulinho Tapaj\u00f3s, compositor de<strong><em> Andan\u00e7a<\/em><\/strong>) interpreta, com ar de especialista, can\u00e7\u00f5es de Catullo da Paix\u00e3o Cearense.<\/p>\n<p><strong>Volume 2<\/strong><\/p>\n<p>O segundo disco come\u00e7a a entrar nos primeiros momentos do samba, quando a heran\u00e7a dos terreiros ainda era quem ditava o ritmo. De Donga e Mauro de Almeida, <span style=\"color: #993366\"><strong>Paulo Tapaj\u00f3s<\/strong> <\/span>interpreta a inaugural <strong><em>Pelo Telefone<\/em><\/strong>. <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Paulo Marqu\u00eas<\/span><\/strong> traz, de Noel Rosa, a\u00a0enfezada <strong><em>Com que roupa<\/em><\/strong>, enquanto <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Odete Amaral<\/strong> <\/span>desfila classe sobre <strong><em>Ta\u00ed<\/em><\/strong>, cl\u00e1ssico imortal da divina Carmen Miranda.<\/p>\n<p><strong>Volume\u00a03<\/strong><\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QnsBBdftS0A[\/youtube]\n<p>Saindo do terreno do samba de terreiro, o terceiro volume adentra nos audit\u00f3rios das grandes vozes do r\u00e1dio. <span style=\"color: #339966\"><strong>Gilberto Milfont<\/strong> <\/span>duela com a saudosa <span style=\"color: #008000\"><strong>Zez\u00e9 Gonzaga<\/strong> <span style=\"color: #000000\">(v\u00eddeo) <\/span><\/span>e com <strong><span style=\"color: #3366ff\">as Gatas<\/span><\/strong> ao longo de marchinhas cl\u00e1ssicas do mestre Lamartine Babo. Pra encerrar, o eterno <strong><span style=\"color: #00ff00\">Cauby Peixoto<\/span><\/strong>, com a voz no auge do primor, ado\u00e7a <strong><em>L\u00e1bios que eu beijei<\/em><\/strong>\u00a0 e <strong><em>Ave Maria do Morro<\/em><\/strong> antes de receber <strong><span style=\"color: #cc99ff\">Marlene<\/span><\/strong> para um dueto.<\/p>\n<p><strong>Volume 4<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #cc99ff\">Cauby<\/span><\/strong> e <strong><span style=\"color: #339966\">Marlene<\/span><\/strong> voltam \u00e0 cena e derrapam nas letras de sambas cl\u00e1ssicos de Dorival Caymmi. O que n\u00e3o compromete o valor do registro, que s\u00f3 entrega a pouca intimidade com o repert\u00f3rio. Mais na frente, ningu\u00e9m menos que o grande<span style=\"color: #000080\"><strong> Luiz Gonzaga<\/strong> <\/span>puxando seu fole seguido pela velocidade falada de <span style=\"color: #800000\"><strong>Ademilde Fonseca<\/strong> <\/span>cantando <strong><em>Brasileirinho<\/em><\/strong> e <strong><em>Delicado<\/em><\/strong>. Pra encerrar, <span style=\"color: #333399\"><strong>Jackson do Pandeiro<\/strong> <\/span>faz um pot-pourri de forr\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Volume 5<\/strong><\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gcC1YwnaVQY[\/youtube]\n<p>Pulando alguns anos, a cole\u00e7\u00e3o chega \u00e0 sofistica\u00e7\u00e3o da Bossa Nova e j\u00e1 come\u00e7a com sua por\u00e7\u00e3o mais classuda. <span style=\"color: #99cc00\"><strong>Johnny Alf<\/strong> <\/span>divide com <span style=\"color: #008000\"><strong>Doris Monteiro<\/strong> <\/span>a responsabilidades sobre <strong><em>Rapaz de bem<\/em><\/strong>, <strong><em>Eu e a Brisa<\/em><\/strong> e <strong><em>A banca do distinto<\/em><\/strong>. Tem ainda a voz tr\u00f4pega de <span style=\"color: #993366\"><strong>L\u00facio Alves<\/strong> <\/span>em <strong><em>Foi a noite<\/em><\/strong> e <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ala\u00edde Costa<\/strong> <\/span>afinando o <strong><em>Desafinado<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Volume 6<\/strong><\/p>\n<p>Repetindo o time do volume 5, o volume 6 come\u00e7a com <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ala\u00edde<\/strong><\/span> (<strong><em>Lobo bobo<\/em><\/strong>), <strong><span style=\"color: #008000\">Alf <\/span><\/strong>(<strong><em>Influ\u00eancia do Jazz<\/em><\/strong>) e <span style=\"color: #ff9900\"><strong>L\u00facio Alves<\/strong> <\/span>(<strong><em>Fim de noite<\/em><\/strong>). <span style=\"color: #d827aa\"><strong>Pery Ribeiro<\/strong> <\/span>entra no time e interpreta as primeiras composi\u00e7\u00f5es de Chico Buarque (<strong><em>Carolina<\/em><\/strong> e <strong><em>A Banda<\/em><\/strong>) e Caetano Veloso (<strong><em>De manh\u00e3<\/em><\/strong>). Ao lado de uma esquecida <strong><span style=\"color: #84a659\">Rosana Toledo<\/span><\/strong>, Pery ainda apresenta pot-pourris de Gilberto Gil, Jorge Ben e Milton Nascimento.<\/p>\n<p><strong>Volume 7<\/strong><\/p>\n<p>O s\u00e9timo disco come\u00e7a com um susto. \u00c9 a voz do divino <strong><span style=\"color: #800080\">Cartola<\/span><\/strong> acompanhado apenas do seu viol\u00e3o em quatro sambas de lavra pr\u00f3pria, entre eles, o cortante <strong><em>Acontece<\/em><\/strong>. O mestre <span style=\"color: #993300\"><strong>Roberto Silva<\/strong> <\/span>pinta e borda na cole\u00e7\u00e3o que entra na produ\u00e7\u00e3o mais popular do samba. A\u00ed se inclui ainda <span style=\"color: #f65908\"><strong>Elza Soares<\/strong> <\/span>em <strong><em>Diz que fui por a\u00ed<\/em><\/strong>, <span style=\"color: #003300\"><strong>Beth Carvalho<\/strong> <\/span>em pot-pourri de Nelson Cavaquinho e na bo\u00eamia <strong><em>Minha madrugadas<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Volume 8<\/strong><\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1V6UPADWR0A[\/youtube]\n<p>Ainda sobre o samba, o volume 8 encerra esse documento sobre a m\u00fasica brasileira fazendo um voo sobre o samba, dando destaque ao compositor Paulinho da Viola, que tamb\u00e9m aparece cantando. Se <span style=\"color: #333300\"><strong>Elza Soares<\/strong> <\/span>apresenta <strong><em>Sei l\u00e1, Mangueira<\/em><\/strong>, que rendeu a Paulinho o t\u00edtulo de vira casaca por homenagear outra escola que n\u00e3o sua Portela, <span style=\"color: #800080\"><strong>Beth Carvalho<\/strong> <\/span>resolve o assunto com <strong><em>Foi um rio que passou em minha vida<\/em><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00fasica brasileira come\u00e7ou a ganhar ares de nacionalismo no finzinho do s\u00e9culo XIX. 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