{"id":4290,"date":"2011-05-02T11:15:53","date_gmt":"2011-05-02T14:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4290"},"modified":"2011-05-02T11:15:53","modified_gmt":"2011-05-02T14:15:53","slug":"a-historia-da-menina-ma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/05\/02\/a-historia-da-menina-ma\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria da menina m\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-4294\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-historia-da-menina-ma\/attachment\/3691\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4294\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/05\/3691.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/3691.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/3691-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/3691-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Barbara Eug\u00eania costumava enviar v\u00eddeos, fotos e textos, alguns de pr\u00f3pria autoria, para uma lista seleta de amigos. Entre dores e sorrisos, ela usava o espa\u00e7o virtual para seu desabafo e o batizou de Journal do Bad. \u201cJournal\u201d foi uma forma de falar sobre a l\u00edngua francesa que a inundava naquele momento. E \u201cBad\u201d \u00e9 ningu\u00e9m mais do que ela pr\u00f3pria. \u201c\u00c9 como uns amigos do Rio me chamam. \u00c9 que eu era ranzinza, coisa de adolescente, mas acabou ficando pra sempre\u201d, explica ela que j\u00e1 n\u00e3o se v\u00ea t\u00e3o ranzinza.<\/p>\n<p>De qualquer forma, foi esse o nome escolhido para batizar o primeiro disco com sua assinatura. Journal do Bad foi produzido pelo cearense Junior Boca e pelo piauiense (que cresceu em Fortaleza) Dustan Gallas e traz na capa o olhar inquietante da mo\u00e7a. N\u00e3o menos inquietante, inclusive, \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o de 13 can\u00e7\u00f5es que ela harmoniza com voz sensual e rouca na medida. Do repert\u00f3rio, oito s\u00e3o de pr\u00f3prio punho e exp\u00f5em fragmentos biogr\u00e1ficos, alguns n\u00e3o t\u00e3o felizes. \u201cE s\u00f3 por que eu quis casar\/ Voc\u00ea me abandonou\/ Machucou meu cora\u00e7\u00e3o\u201d (A chave) \u00e9 a primeira frase do disco e faz liga\u00e7\u00e3o com Agradecimento (\u201cFui embora\/ larguei tudo o que rimos\/ o quarto que dormimos\/ a vida que levamos\u201d), dedicada ao ex-marido.<\/p>\n<p>\u00a0[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=R3fqF-Uo99w&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>Falando em separa\u00e7\u00e3o, foi ap\u00f3s passar por esta experi\u00eancia em 2005 que ela decidiu trocar o Rio de Janeiro (B\u00e1rbara nasceu em Niter\u00f3i, mas cresceu no Rio) por S\u00e3o Paulo. Trabalhou com eventos, restaurantes e tradu\u00e7\u00e3o, o que paga suas contas hoje em dia. Mesmo que j\u00e1 tivesse trabalhado com m\u00fasica, ao chegar na Terra da Garoa isso n\u00e3o estava mais em primeiro plano. N\u00e3o estava, at\u00e9 ela que conheceu o produtor Apollo 9 e ele a convidou para cantar uma m\u00fasica na trilha do filme O cheiro do ralo. \u201cIsso deu um novo g\u00e1s de tentar a m\u00fasica de novo\u201d, comemora com seu jeito contido. Em seguida vieram convites para um show com Edgard Scandurra em homenagem ao franc\u00eas Serge Gainsbourg e para uma participa\u00e7\u00e3o no disco do coletivo 3 na Massa.<\/p>\n<p>J\u00e1 enturmada com a cena musical paulista, B\u00e1rbara Eug\u00eania come\u00e7ou a juntar as refer\u00eancias do que viria a ser seu Journal do Bad. E, com uma banda montada por Junior Boca, ela deu in\u00edcio \u00e0s apresenta\u00e7\u00f5es e grava\u00e7\u00f5es. Para engrossar o caldo, outros amigos foram convidados para essa estreia. Guizado empresta seu trompete para a melanc\u00f3lica \u201cFicar assim\u201d; Karina Buhr toca congas na et\u00e9rea \u201cDrop the bombs\u201d; Scandurra costura na guitarra a do\u00edda \u201cO tempo\u201d, de Fernando Catatau, (\u201csou f\u00e3 dele, tiete mesmo\u201d, confessa B\u00e1rbara); e os m\u00fasicos do Cidad\u00e3o Instigado (Dustan Gallas, Rian Batista e Regis Damasceno) encorpam boa parte das faixas.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6pKAw_nYxWc[\/youtube]\n<p>O desfile de vozes em Journal do Bad tamb\u00e9m \u00e9 de luxo. Come\u00e7a com Tat\u00e1 Aeroplano, do C\u00e9rebro Eletr\u00f4nico e Jumbo Elektro, que canta, co-assina e toca viol\u00e3o na deliciosa \u201cDos p\u00e9s\u201d. Tom Z\u00e9 comparece em \u201cDor e Dor\u201d, gravada por ele no disco \u201cSe o caso \u00e9 <a rel=\"attachment wp-att-4297\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-historia-da-menina-ma\/capa-cd\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-4297\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/05\/capa-cd-300x299.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"209\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/capa-cd-300x299.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/capa-cd-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/capa-cd-768x766.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/capa-cd-740x738.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/capa-cd-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/capa-cd.jpg 1957w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a>chorar\u201d (1972). Sobre a participa\u00e7\u00e3o do baiano, intermediada pela jornalista Patr\u00edcia Palumbo, B\u00e1rbara comenta: \u201cEla (Patr\u00edcia) \u00e9 muito amiga do Tom e sabia do meu sonho de gravar com ele, que \u00e9 o cara que eu mais amo na m\u00fasica brasileira. Fui gravar na casa dele. Sempre disse que, no dia que eu gravasse com o Tom, j\u00e1 poderia morrer por que estaria pronto\u201d. Em seguida \u00e9 a vez de Otto botar seu canto angustiado em \u201cSinta o gole quente do caf\u00e9 que eu fiz pra ti tomar\u201d, de Tat\u00e1 Aeroplano. \u201cEu j\u00e1 era amiga do Otto por conta de amigos em comum. Achei essa m\u00fasica a cara dele e o convidei pra gravar\u201d.<\/p>\n<p>Com o som puxando pro rock, B\u00e1rbara Eug\u00eania brilha num repert\u00f3rio guiado pela intimidade e pela melancolia (vide o blues cortante \u201cEmbrace my heart and stay\u201d). \u201cEu tenho essa caracter\u00edstica na minha personalidade. O disco tem uma coisa puxada pras coisas dos anos 70 que causam uma estranheza que pode ser interpretada como melancolia. Falo de coisa da minha vida, coisas que passei. O acorde menor \u00e9 meu acorde favorito. \u00c9 o tom da melancolia. Mas o disco acaba com uma m\u00fasica do Tat\u00e1 que \u00e9 super animada\u201d explica a f\u00e3 de Radiohead que ainda sonha em incluir Thom Yorke na sua lista de convidados.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2rE-7FONm_4&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>Embora ela tenha tentado no Rio de Janeiro, foi somente em S\u00e3o Paulo que ela encontrou uma turma que fizesse o som que lhe interessava. Foi assim que ela agregou cearenses, pernambucanos, baianos e paulistas no disco, todos na base da amizade. Al\u00e9m de ressaltar a import\u00e2ncia das colabora\u00e7\u00f5es num cen\u00e1rio sem gravadoras (ela chegou a procurar algumas, mas acabou optando pelo independente) a cantora revela tamb\u00e9m uma quest\u00e3o pessoal. \u201cN\u00e3o consigo pensar em fazer m\u00fasica sem amigos, sem colabora\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 na minha vida toda\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barbara Eug\u00eania costumava enviar v\u00eddeos, fotos e textos, alguns de pr\u00f3pria autoria, para uma lista seleta de amigos. 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