{"id":4414,"date":"2011-05-12T10:58:23","date_gmt":"2011-05-12T13:58:23","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4414"},"modified":"2011-05-12T10:58:23","modified_gmt":"2011-05-12T13:58:23","slug":"biografia-faz-retrato-incompleto-do-ultraje-a-rigor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/05\/12\/biografia-faz-retrato-incompleto-do-ultraje-a-rigor\/","title":{"rendered":"Biografia faz retrato incompleto do Ultraje a Rigor"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-4416\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/biografia-faz-retrato-incompleto-do-ultraje-a-rigor\/nos-vamos-invadir-sua-praia-capa-em-alta\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4416\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/05\/Nos-Vamos-Invadir-Sua-Praia-capa-em-alta.jpg\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"461\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Nos-Vamos-Invadir-Sua-Praia-capa-em-alta.jpg 1172w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Nos-Vamos-Invadir-Sua-Praia-capa-em-alta-300x410.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Nos-Vamos-Invadir-Sua-Praia-capa-em-alta-768x1048.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Nos-Vamos-Invadir-Sua-Praia-capa-em-alta-740x1010.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Nos-Vamos-Invadir-Sua-Praia-capa-em-alta-120x164.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><\/a>Um dos cap\u00edtulos mais engra\u00e7ados da m\u00fasica popular brasileira, sem d\u00favidas, chama-se <strong><span style=\"color: #ff0000\">Ultraje a Rigor<\/span><\/strong>. A banda paulista encabe\u00e7ada por Roger Moreira e que j\u00e1 teve Edgard Scandurra na sua ficha de pagamento, comp\u00f4s uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es marcantes para a balzaquiana gera\u00e7\u00e3o 80, que at\u00e9 hoje s\u00e3o cantadas a plenos pulm\u00f5es por um p\u00fablico seleto. Digo seleto por que ser f\u00e3 do Ultraje n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Adeptos de um rock cru recheado de humor c\u00e1ustico, inteligente e politizado, eles h\u00e1 alguns bons anos desistiram de viajar para divulgar seu trabalho. O motivo? Roger tem medo de avi\u00e3o. E hoje eles vivem num limbo entre a existencia e a n\u00e3o existencia. Mas, quando se tem merecimento, sempre aparece outro algu\u00e9m para salvar sua mem\u00f3ria do esquecimento. Foi o que fez a jovem jornalista Andr\u00e9a Ascen\u00e7\u00e3o. Nascida em 1986, ela usava bico, quando a banda j\u00e1 havia estourado no Brasil com o cl\u00e1ssico disco <strong>N\u00f3s vamos invadir sua praia<\/strong>. Por isso mesmo, ela deu o mesmo do disco \u00e0 biografia que conta a hist\u00f3ria e as hist\u00f3rias dos Ultrajes. <strong><span style=\"color: #993300\">N\u00f3s vamos invadir sua praia<\/span><\/strong>, o livro editado caprichosamente pela <strong><span style=\"color: #000080\">Belas Letras<\/span><\/strong>, traz uma breve biografia de cada m\u00fasico que j\u00e1 vestiu a camisa do perisc\u00f3pio azul de olhar matreiro. Traz ainda um relato da g\u00eanese de cada can\u00e7\u00e3o, disco e turn\u00ea, palavras de Kid Vinil &#8211; algo como uma consci\u00eancia separada do contexto ou uma testemunha ocular &#8211; e um mapinha descrevendo cada forma\u00e7\u00e3o da banda (foram 12!!). Mas, \u00e9 importante deixar claro, Andr\u00e9a n\u00e3o fez quest\u00e3o de esconder o quanto \u00e9 f\u00e3 do<span style=\"color: #ff0000\"><strong> Ultraje a Rigor<\/strong><\/span>. E \u00e9 a\u00ed que o livro d\u00e1 uma derrapada. Como quem pretende redimir seus \u00eddolos de pecados cometidos no passado, ela busca sempre argumentos para comprovar o quanto a banda \u00e9 maravilhosa, mesmo que pouca gente saiba por onde eles andam hoje em dia. Pelo que os m\u00fasicos dizem no livro, n\u00e3o h\u00e1 problema em Roger simplesmente dizer &#8220;n\u00e3o vamos divulgar nosso disco e pronto&#8221;. Vamos e venhamos, quem monta uma banda quer tocar e ganhar dinehrio com ela. Segundo<span style=\"color: #993300\"><strong> N\u00f3s vamos&#8230;<\/strong> <\/span>chega a ser um orgulho saber que Roger pode bater no peito e dizer &#8220;eu n\u00e3o preciso viajar&#8221;. Me engana que eu gosto&#8230; Com a falta de uma problematiza\u00e7\u00e3o diante de fatos como esse, (que n\u00e3o arranham o passado, mas comprometem o futuro do Ultraje) o livro ganha ares de chapa branca. Em certo momento, a autora sup\u00f5e que Roger nunca fez uso de drogas. Qual \u00e9?! Ainda assim, \u00e9 certo que<strong><span style=\"color: #993300\"> N\u00f3s vamos invadir sua praia<\/span><\/strong> ganha import\u00e2ncia por registrar para posteridade a hist\u00f3ria de um repert\u00f3rio que ganha pela cara de pau e por sacadas magistrais, como a eterna In\u00fatil. Mas, enquanto houver Humberto, vai haver Engenheiros do Hawaii. E, enquanto houver Roger, haver\u00e1 Ultraje a Rigor.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2ZDB7j3LcCo[\/youtube]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos cap\u00edtulos mais engra\u00e7ados da m\u00fasica popular brasileira, sem d\u00favidas, chama-se Ultraje a Rigor. 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