{"id":4620,"date":"2011-05-23T15:43:00","date_gmt":"2011-05-23T18:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4620"},"modified":"2011-05-23T15:43:00","modified_gmt":"2011-05-23T18:43:00","slug":"uma-senhora-cantora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/05\/23\/uma-senhora-cantora\/","title":{"rendered":"Uma senhora cantora"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #333333\">Mat\u00e9ria publicada no Jornal O Povo (21-05-2011)<\/span><\/strong><\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-4621\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/uma-senhora-cantora\/leny_andrade1\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4621\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/05\/Leny_andrade1.jpg\" alt=\"\" width=\"645\" height=\"432\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Leny_andrade1.jpg 645w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Leny_andrade1-300x201.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Leny_andrade1-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 645px) 100vw, 645px\" \/><\/a>Para alguns artistas o exerc\u00edcio da mod\u00e9stia \u00e9 bem dif\u00edcil. Esse \u00e9 o caso de<span style=\"color: #993300\"> <strong>Leny Andrade<\/strong><\/span>. A cantora carioca completa este ano 50 anos desde que estreou com o disco <strong><em>A Sensa\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> (RCA Victor). Ao longo desse tempo, ela adotou uma mistura de estilos brasileiros com forte sotaque jazz\u00edstico e tronou-se uma refer\u00eancia no assunto. Cantando pelo mundo em palcos nobres como o Lincoln Center, esta carioca de sotaque carregado conheceu nomes como Ella Fitzgerald, Tony Bennett, Liza Minelli, Dionne Warwick e Sarah Vaughan. \u201cEstou num ponto em que eu tenho que agradecer muito\u201d, afirma Leny.<\/p>\n<p>Vivendo numa ponte a\u00e9rea entre Rio de Janeiro e Nova York, ela d\u00e1 um pulo esta noite em Fortaleza para cantar no BNB Clube de Cultura, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do cearense Luizinho Duarte. Durante uma longa conversa no Bar do Papai, ap\u00f3s um dia exaustivo de viagem e ensaio, ela adiantou que pretende passear por v\u00e1rios standards de sua carreira. \u201cO objetivo \u00e9 agradar mesmo. Isso j\u00e1 d\u00e1 certo h\u00e1 muitos anos\u201d, explica Leny que ser\u00e1 acompanhada por um quarteto cearense formado por Tito Freitas (piano el\u00e9trico), Miqu\u00e9ias dos Santos (baixo), Cain\u00e3 Cavalcante (guitarra) e Ricardo Pontes (bateria).<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZpHNz3o6o9Y&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>No repert\u00f3rio desta noite tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00e3o faltar can\u00e7\u00f5es de <strong>Alma Mia<\/strong>, seu disco de boleros lan\u00e7ado em 2010. O projeto era um sonho antigo de Leny, que morou por seis anos no M\u00e9xico (1966 a 1972). L\u00e1, ela conviveu com grandes astros da m\u00fasica, cantou em boates e viveu \u201cromances excelentes\u201d. \u201cL\u00e1 eu tive do bom e do melhor. Minha casa tinha teto solar que abria com um bot\u00e3o e jacuzzi, numa \u00e9poca que ningu\u00e9m sabia o que era jacuzzi\u201d. Com tantas lembran\u00e7as e mordomias, n\u00e3o foi dif\u00edcil pra ela selecionar um repert\u00f3rio. \u201cJ\u00e1 tenho m\u00fasicas pra mais dois discos de bolero\u201d, revela a cantora enquanto se delicia com um prato de carne de caranguejo.<\/p>\n<p>Assim como o bolero, o samba-jazz \u00e9 algo marcante na sua hist\u00f3ria. Sempre com o nome ligado \u00e0 turma da Bossa Nova, Leny se notabilizou pela pela sofistica\u00e7\u00e3o e pela facilidade que tem com o improviso. Mesmo quando aceita um projeto que parece diferente do seu ambiente, ela v\u00ea o que pode acrescentar ali de seu. Foi o que aconteceu quando foi convidada pelo produtor Paulinho Albuquerque para gravar um disco somente com m\u00fasicas do sambista Cartola. \u201cEu conhe\u00e7o duas ou tr\u00eas m\u00fasicas dele e voc\u00ea vem atr\u00e1s de mim?\u201d, foi sua primeira resposta. Mas, ao saber que o arranjador do disco seria o maestro carioca Gilson Peranzzetta, ela passou a acreditar na proposta. \u201cNem nascendo de novo, v\u00e3o fazer outro (disco do) Cartola igual ao que eu fiz. Assim como nunca vai nascer outro Gilson Peranzzetta\u201d, confirma.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PFu8tgERjec&amp;feature=related[\/youtube]<\/span><\/p>\n<p>Dona de uma interpreta\u00e7\u00e3o jazz\u00edstica inspirada em Shirley Horn e Carmen McRae, Leny Andrade sente falta de \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d em quem faz m\u00fasica atualmente. \u201cQuando n\u00e3o h\u00e1 cora\u00e7\u00e3o, na h\u00e1 ponte. O que tem muito hoje \u00e9 fogo de palha\u201d. Como exce\u00e7\u00e3o a essa regra, ela aponta nomes como Lenine, Clarisse Grova e Simone Guimar\u00e3es. Quem tamb\u00e9m impressionou a cantora durante a entrevista foi o sambista Carlinhos Palhano. Ela ouviu, reconheceu a m\u00fasica (<strong><em>Eu e a Brisa<\/em><\/strong> do amigo Johnny Alf) e acompanhou o ritmo batendo palmas levemente. Ao fim da can\u00e7\u00e3o, ela deu o aval. \u201c\u00c9 isso a\u00ed. Quando o cara nasce pra fazer, faz bem feito. Quando n\u00e3o, s\u00f3 faz merda\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria publicada no Jornal O Povo (21-05-2011) Para alguns artistas o exerc\u00edcio da mod\u00e9stia \u00e9 bem dif\u00edcil. Esse \u00e9 o caso de Leny Andrade. 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