{"id":4751,"date":"2011-05-31T14:10:30","date_gmt":"2011-05-31T17:10:30","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4751"},"modified":"2011-05-31T14:10:30","modified_gmt":"2011-05-31T17:10:30","slug":"eu-queria-destruir-completamente-os-ideais-hippies-diz-alice-cooper-em-turne-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/05\/31\/eu-queria-destruir-completamente-os-ideais-hippies-diz-alice-cooper-em-turne-pelo-brasil\/","title":{"rendered":"&#8220;Eu queria destruir completamente os ideais hippies&#8221;, diz Alice Cooper em turn\u00ea pelo Brasil"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><span style=\"color: #808080\"><strong>Pedro Carvalho Colabora\u00e7\u00e3o para o UOL<\/strong><\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #808080\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #808080\"><\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><a rel=\"attachment wp-att-4755\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/eu-queria-destruir-completamente-os-ideais-hippies-diz-alice-cooper-em-turne-pelo-brasil\/alice-cooper-and-the-snakes_1992-1300a_onstage-mishaps_aol-musicuk_290710\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4755\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/05\/Alice-Cooper-and-the-snakes_1992-1300a_onstage-mishaps_aol-musicuk_290710.jpg\" alt=\"\" width=\"1300\" height=\"866\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Alice-Cooper-and-the-snakes_1992-1300a_onstage-mishaps_aol-musicuk_290710.jpg 1300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Alice-Cooper-and-the-snakes_1992-1300a_onstage-mishaps_aol-musicuk_290710-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Alice-Cooper-and-the-snakes_1992-1300a_onstage-mishaps_aol-musicuk_290710-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Alice-Cooper-and-the-snakes_1992-1300a_onstage-mishaps_aol-musicuk_290710-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/05\/Alice-Cooper-and-the-snakes_1992-1300a_onstage-mishaps_aol-musicuk_290710-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1300px) 100vw, 1300px\" \/><\/a>Aos 63 anos, o homem batizado originalmente como Vincent Furnier segue como um dos artistas mais intensos e divertidos do rock. Quatro d\u00e9cadas depois de revolucionar o cen\u00e1rio musical com sua mistura de rock b\u00e1sico, broadway e terror sob o nome de Alice Cooper, o cantor continua apresentando um dos shows mais divertidos do planeta. A parafern\u00e1lia &#8211;com guilhotinas, camisas de for\u00e7a e sangue de mentira&#8211; ainda est\u00e1 l\u00e1, amparada pelo repert\u00f3rio de um artista capaz de manter a relev\u00e2ncia por d\u00e9cadas a fio.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">Rec\u00e9m integrante do Rock and Roll Hall of Fame, Alice est\u00e1 prestes a lan\u00e7ar uma caixa com quatro CDs, um DVD e dois discos de vinil recuperando a primeira d\u00e9cada de sua carreira, entre 1964 e 74. Al\u00e9m disso, seu pr\u00f3ximo trabalho de est\u00fadio, programado para 2012, ser\u00e1 \u00a0uma esp\u00e9cie de continua\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum &#8220;Welcome To My Nighmare&#8221; (1975). Intitulado &#8220;Welcome 2 My Nightmare&#8221;, o disco ser\u00e1 produzido por Bob Ezrin, respons\u00e1vel pela maior parte dos \u00e1lbuns cl\u00e1ssicos do cantor na d\u00e9cada de 70.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">Em entrevista por telefone ao UOL M\u00fasica, Alice Cooper relembrou sua primeira visita ao Brasil em 1974, falou sobre seu pol\u00eamico espet\u00e1culo ao vivo, a cria\u00e7\u00e3o de um som anti-Beatles (&#8220;N\u00f3s am\u00e1vamos os Beatles, mas por que ser como eles?&#8221;) e os shows que far\u00e1 em Porto Alegre nesta ter\u00e7a-feira (31), em S\u00e3o Paulo na quinta (2) e no Rio de Janeiro na sexta (3).<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Devo cham\u00e1-lo de Alice ou Sr. Furnier?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice Cooper<\/strong> &#8211; Alice est\u00e1 \u00f3timo, mas se voc\u00ea me chamar de Maria eu n\u00e3o vou responder.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Como est\u00e1 esta nova turn\u00ea? Qual \u00e9 o repert\u00f3rio desta vez?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Esta turn\u00ea passou por muitos festivais na Europa com bandas de metal, como Iron Maiden. Ent\u00e3o vamos tocar todos os sucessos, como &#8220;Poison&#8221;, &#8220;School&#8217;s Out&#8221;, &#8220;Eighteen&#8221;, mas tamb\u00e9m m\u00fasicas mais pesadas, como &#8220;Feed My Frankenstein&#8221;, &#8220;Brutal Planets&#8221; e &#8220;Black Widow&#8221;. E acrescentei um terceiro guitarrista na banda, Steve Hunter [ex-integrante da banda de Lou Reed]. Desta vez ser\u00e1 um show com o som grande e cheio de guitarras.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Fora o Steve Hunter, ainda \u00e9 a mesma banda que veio com voc\u00ea ao Brasil em 2007?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; N\u00e3o, \u00e9 quase toda diferente. Estamos com Glen Sobel na bateria; Chuck Garrick, que tocava com o Dio, no baixo e nas guitarras; Tommy Henrik, Damon Johnson e Steve Hunter. Eu considero o Steve um dos grandes guitarristas norte-americanos, lado a lado com Eddie Van Halen e todos esses caras.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Esta j\u00e1 \u00e9 sua quarta visita ao Brasil. A primeira, em 1974, foi especial?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Foi fant\u00e1stica, porque n\u00f3s n\u00e3o sab\u00edamos que aquele era um dos primeiros shows de rock internacionais que aconteceram no pa\u00eds. Havia 158 mil pessoas e o local era coberto, ent\u00e3o a apresenta\u00e7\u00e3o [no Anhembi] entrou para o &#8220;Livro Guiness dos Recordes&#8221; como o maior show coberto de todos os tempos. Para n\u00f3s foi como os Beatles devem ter se sentido no auge da beatlemania. A cidade estava louca, n\u00e3o sab\u00edamos que causar\u00edamos tanta como\u00e7\u00e3o. A seguran\u00e7a do show era o ex\u00e9rcito, nunca t\u00ednhamos visto nada parecido.\u00a0E me lembro que a capa de um jornal do dia seguinte era uma foto minha de p\u00e1gina inteira dizendo &#8220;macumba&#8221;. Fui perguntar o que aquilo queria dizer e me explicaram que era uma mistura de vodu e catolicismo. A experi\u00eancia toda foi incr\u00edvel, sempre falo sobre esse show com a imprensa e com os integrantes originais da banda. Foi um show hist\u00f3rico, um marco. <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Sua carreira passou por muitas fases, do rock de garagem no meio da d\u00e9cada de 1960 e a fase mais experimental, a era cl\u00e1ssica dos anos 1970, o per\u00edodo hard rock nos 1980 e por a\u00ed vai. Qual destas eras teve mais import\u00e2ncia na sua obra?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Acho que foi quando estouramos com &#8220;Eighteen&#8221;, em 1970, e &#8220;School&#8217;s Out&#8221;, um pouco depois. As pessoas ouviam a m\u00fasica no r\u00e1dio e queriam saber quem era esse tal de Alice Cooper. E ent\u00e3o quando viam o nosso visual e o que faz\u00edamos no show, com guilhotinas, cobras e sangue&#8230; bem, o visual do rock and roll mudou completamente depois de n\u00f3s. At\u00e9 ent\u00e3o todo mundo curtia paz e amor, \u00a0jeans e camiseta, jam sessions at\u00e9 que, de repente, aparece o Alice Cooper fazendo algo diferente, show business, espalhafatosos e maquiados. Depois disso apareceram David Bowie e T-Rex, mas fomos n\u00f3s que abrimos a porta para este tipo de coisa.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9OPnFKSfSxw[\/youtube]\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/strong><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Essa rea\u00e7\u00e3o aos ideais hippies foi proposital e planejada?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Sim! Eu queria destruir completamente aquilo. Ou melhor, ser um contrapeso. O rock estava ficando chato naquela \u00e9poca [dos anos 70], ent\u00e3o decidi dar uma agitada. Pensei: &#8216;se todo mundo quer ser o Peter Pan, n\u00f3s seremos o Capit\u00e3o Gancho. Devemos ser a banda vil\u00e3&#8217;. N\u00f3s am\u00e1vamos os Beatles, mas por que ser como eles? Por que ser como os Stones? Outra coisa importante foi a androginia. Ningu\u00e9m fazia isso at\u00e9 ent\u00e3o. Us\u00e1vamos cal\u00e7as de couro preto com botas de motociclista e vestidos das nossas namoradas, as os vestidos eram rasgados e sujos de sangue. N\u00e3o era afeminado, era aterrorizante. Nunca tivemos uma apar\u00eancia feminina, parec\u00edamos malucos.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que, alguns anos depois, o Johnny Rotten fez o teste para entrar nos Sex Pistols e cantou &#8220;Eighteen&#8221;&#8230;<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Pois \u00e9. E n\u00f3s est\u00e1vamos usando alfinetes e todas essas coisas muito antes do punk. O Johnny Rotten diz at\u00e9 hoje que o Alice Cooper era a \u00fanica banda que valia a pena ouvir naquela \u00e9poca. Eu achava os Sex Pistols muito legais, porque eles foram montados pelo empres\u00e1rio, mais ou menos como os Monkees nos anos 60, mas para representar o punk que estava surgindo na \u00e9poca.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Falando em Monkees, voc\u00eas e eles vieram da mesma cena de Los Angeles da d\u00e9cada de 1960 e eram amigos do Frank Zappa. Como foi vivenciar em primeira m\u00e3o um dos momentos mais \u00fanicos da hist\u00f3ria do rock?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Foi uma \u00e9poca interessante, porque as pessoas n\u00e3o se incomodavam com o que os outros faziam. Quero dizer, gente t\u00e3o diferente como Frank Zappa, n\u00f3s e os Monkees and\u00e1vamos juntos. Rolavam umas combina\u00e7\u00f5es muito estranhas de artistas que n\u00e3o tinham nada a ver uns com os outros. Uma noite era tipo Alice Cooper e The Mammas &amp; The Pappas, na outra The Doors, BB King e Cher no mesmo palco. E ningu\u00e9m achava isso nada de mais. Hoje em dia isso n\u00e3o acontece, o mais comum \u00e9 algo como Alice Cooper, Ozzy e, sei l\u00e1, Rob Zombie, tocando para um p\u00fablico homog\u00eaneo. Naquela \u00e9poca n\u00e3o, todo tipo de gente aparecia para ver todas as bandas da noite.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Como voc\u00ea criou seu show?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Percebi que se \u00e9ramos o Alice Cooper n\u00e3o \u00edamos apenas dizer &#8220;Bem Vindos Ao Meu Pesadelo&#8221; [refer\u00eancia \u00e0 m\u00fasica &#8220;Welcome to My Nightmare&#8221;], vamos dar a eles o pesadelo. Se temos uma m\u00fasica como &#8220;Ballad Of Dwight Fry&#8221;, que \u00e9 sobre um cara maluco, vou cantar usando uma camisa de for\u00e7a. E no final disso tudo eu saio da camisa de for\u00e7a e mato a enfermeira, eles me prendem numa guilhotina e cortam minha cabe\u00e7a.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000\">Para mim era como contar uma hist\u00f3ria e, como n\u00e3o t\u00ednhamos nenhum tipo de limite imposto, a mensagem era &#8220;divirtam-se&#8221;. Havia tantas bandas rock que n\u00e3o estavam se divertindo e n\u00f3s trouxemos a divers\u00e3o de volta. Todo mundo era influenciado pelos Beatles e pelos Stones, mas nossas maiores influ\u00eancias eram bandas como The Who, Yardbids e Kinks porque eles eram muito experimentais e el\u00e9tricos. Mas tamb\u00e9m assist\u00edamos ao musical &#8220;West Side Story&#8221;, filmes de James Bond, filmes de terror e coisas excitantes em geral, e decidimos misturar tudo isso.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000\">UOL M\u00fasica &#8211; Tem alguma maluquice que voc\u00ea fazia no palco antigamente e que n\u00e3o faz mais?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\"><strong>Alice<\/strong> &#8211; Naquele tempo, muita coisa era improvisada, tudo valia. Come\u00e7amos a usar a cobra no palco, mas ela foi crescendo tanto que isso ficou praticamente imposs\u00edvel. Us\u00e1vamos muito sangue falso, mas de vez em quando algu\u00e9m se cortava e sa\u00eda sangue de verdade. Vira e mexe algu\u00e9m tinha que tomar pontos, porque faz\u00edamos a cena da briga de facas de &#8220;West Side Story&#8221; e algu\u00e9m acabava tomando uma facada. Hoje em dia o show \u00e9 muito divertido e n\u00e3o tem nada de suave, mas \u00e9 mais ensaiado, com a melhor banda do ramo. E \u00e9 isso que voc\u00eas v\u00e3o ver no Brasil.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Carvalho Colabora\u00e7\u00e3o para o UOL \u00a0 Aos 63 anos, o homem batizado originalmente como Vincent Furnier segue como um dos artistas mais intensos e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[106,129,292,343,1],"tags":[],"class_list":["post-4751","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-do-uol","category-entrevistas","category-no-brasil","category-rock-and-roll","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4751","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4751"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4751\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}