{"id":4775,"date":"2011-06-07T14:13:52","date_gmt":"2011-06-07T17:13:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4775"},"modified":"2011-06-07T14:13:52","modified_gmt":"2011-06-07T17:13:52","slug":"ben-harper-intimo-e-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/06\/07\/ben-harper-intimo-e-pessoal\/","title":{"rendered":"Ben Harper \u00edntimo e pessoal"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-4777\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/ben-harper-intimo-e-pessoal\/51mwjvbvchl\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4777\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/06\/51mwJvBvCHL.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/06\/51mwJvBvCHL.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/06\/51mwJvBvCHL-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/06\/51mwJvBvCHL-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/06\/51mwJvBvCHL-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Confesso que conhe\u00e7o bem pouco sobre o trabalho de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Ben Harper<\/span><\/strong>, mas esse pouco sempre foi muito bem recebido. Meu primeiro contato com o americano foi atrav\u00e9s do disco <strong>Live at Apollo<\/strong>, feito em parceria com <strong><span style=\"color: #800080\">The Blind Boys Of Alabama<\/span><\/strong>. Se\u00a0o grupo gospel rouba a cena com sua presen\u00e7a, Ben se mostra respeitoso e soube muito bem aproveitar seu espa\u00e7o. E foi a\u00ed que ele ganhou minha simpatia. Eis que anos depois ele arrebata as r\u00e1dios brasileiras com um grande dueto ao lado de Vanessa da Mata em <strong><em>Good Luck\/ Boa Sorte<\/em><\/strong>. Pronto, era o que faltava. Este ano entro em contato, pela primeira vez, com um disco inteiro do rapaz. O que eu j\u00e1 conhecia sobre suas influ\u00eancias de soul, rock psicod\u00e9lico e cl\u00e1ssico, gospel se confirmou na primeira audi\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #993300\"><strong>Give till it&#8217;s gone<\/strong> <\/span>(Virgin\/ EMI). Tocado e composto ao lado dos <strong><span style=\"color: #333300\">Relentless7<\/span><\/strong> (Jason Mozersky &#8211; Guitarra; Jesse Ingalls &#8211; Baixo; Jordan Richardson &#8211; Bateria) este 14\u00b0 trabalho do mentor intelectual do Jack Johnson \u00e9 um retrato do que se passou em sua vida nos \u00faltimos tempos. Gestado ainda sob a sombra da sua separa\u00e7\u00e3o da\u00a0atriz Laura Dern\u00a0(Jurassic Park), o disco traz uma s\u00e9rie de recados fortes e do\u00eddos se contrapondo a rocks quadrados, que remetem a uma aura Beatle. De fato, essa aura existe e est\u00e1 personificada em <strong><span style=\"color: #ff0000\">Ringo Starr<\/span><\/strong>, que toca bateria na funkeada e lis\u00e9rgica <strong><em>Spilling faith<\/em><\/strong>, que parece ter mais que os seus tr\u00eas minutos e meio por conta do loooooongo improviso de encerramento. Para aproveitar ainda mais a presen\u00e7a do narigudo mais bem-sucedido da m\u00fasica pop, <strong><em>Spilling faith<\/em><\/strong> emenda numa viagem instrumental batizada de <strong><em>Get there from here<\/em><\/strong>. A\u00ed s\u00e3o mais cinco minutos de riffs de guitarra, teclados martelados e uma pulsa\u00e7\u00e3o constante de bateria. O fantasma beatle tamb\u00e9m assombra na panflet\u00e1ria <strong><em>Rock&#8217;n roll is free<\/em><\/strong>, feita sob medida para abrir shows e levantar o p\u00fablico, tal qual uma <strong><em>Jet<\/em><\/strong> ou <strong><em>Only mama knows<\/em><\/strong>, de Paul McCartney. Essa &#8220;coisa&#8221; do rock de arena talvez venha do divino\u00a0Neil Young, de quem Harper teve a honra de abrir um show recentemente. Mas, como suas influ\u00eancias s\u00e3o vastas, acontece de ele passar de uma loucura instrumental, para uma batidinha insossa em <strong><em>Pray that our love sees the dawn<\/em><\/strong> que acaba escondendo um apelo de dor pelo amor que se foi (&#8220;Sil\u00eancio \u00e9 o martelo da trai\u00e7\u00e3o sobre o caix\u00e3o do amor para o \u00faltimo prego&#8221;). Se \u00e9 de ouvir m\u00fasica para a ex, melhor ficar com as duas primeiras faixas de <strong><span style=\"color: #993300\">Give till it&#8217;s gone<\/span><\/strong>. O recado j\u00e1 vem expresso no t\u00edtulo: <strong><em>Don&#8217;t give up me now<\/em><\/strong> (N\u00e3o desista de mim agora) e\u00a0<strong><em>I will not be broken<\/em><\/strong> (Eu n\u00e3o vou ser destru\u00eddo). Se segura, Laura Dern. Como n\u00e3o poderia faltar, <strong><em>Feel love<\/em><\/strong> \u00e9 uma balada radiof\u00f4nica ao viol\u00e3o falando sobre amor e escurid\u00e3o. Bonita, mas sugiro come\u00e7ar por <strong><em>Clearly severely<\/em><\/strong>, que junta, peso, urg\u00eancia e sentimento numa bela performance da banda. Ali\u00e1s, a melhor entre as 11 faixas do disco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confesso que conhe\u00e7o bem pouco sobre o trabalho de Ben Harper, mas esse pouco sempre foi muito bem recebido. 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