{"id":4798,"date":"2011-06-07T16:46:53","date_gmt":"2011-06-07T19:46:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4798"},"modified":"2011-06-07T16:46:53","modified_gmt":"2011-06-07T19:46:53","slug":"nacao-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/06\/07\/nacao-recife\/","title":{"rendered":"Na\u00e7\u00e3o Recife"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-4808\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/nacao-recife\/rio_otto_circo_voador_show_credito_divulgacao\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4808\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/06\/rio_otto_circo_voador_show_credito_divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"505\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/06\/rio_otto_circo_voador_show_credito_divulgacao.jpg 505w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/06\/rio_otto_circo_voador_show_credito_divulgacao-300x178.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/06\/rio_otto_circo_voador_show_credito_divulgacao-120x71.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px\" \/><\/a>De passagem por Fortaleza na semana passada, o cantor e compositor <strong><span style=\"color: #ff0000\">Otto <\/span><\/strong>conversou por email com o blog <strong>Discografia<\/strong>. O motivo da visita do recifense foi a comemora\u00e7\u00e3o dos 10 anos da Farra na Casa Alheia, que ganhou de presente um show dele com a <strong><span style=\"color: #0000ff\">Na\u00e7\u00e3o Zumbi<\/span><\/strong>, na barraca Biruta. Pra quem est\u00e1 acostumado \u00e0s dan\u00e7as estranhas e ao jeito el\u00e9trico de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Otto<\/span><\/strong>, pode ter estranhado o m\u00fasico mais contido no palco. Por outro lado, como \u00e9 de costume, a <strong><span style=\"color: #0000ff\">Na\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong> deu um show de classe, peso e, principalmente, guitarra. Sem jogar muitos confetes, a Na\u00e7\u00e3o Zumbi \u00e9 a melhor banda brasileira da atualidade. Juntos com <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Otto<\/strong><\/span>, eles mostraram o quanto o Manguebeat \u00e9 presente e atual na m\u00fasica brasileira. N\u00e3o por acaso, este foi o principal tema da entrevista a seguir. Confiram:<\/p>\n<p><em>P.S.: Tamb\u00e9m agendamos uma entrevista com Dengue, baixista da Na\u00e7\u00e3o, para a quarta-feira.\u00a0Infelizmente, o m\u00fasico pedeu o celular e ficamos sem contatos. \u00c9 a vida. Pelo menos ele j\u00e1 achou o aparelho&#8230;<\/em><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Voc\u00ea fez parte das duas principais bandas do mangue beat, Na\u00e7\u00e3o Zumbi e Mundo Livre SA. Como era esse tempo do in\u00edcio do movimento? Voc\u00eas imaginavam que aqueles encontros iam se tornar algo t\u00e3o s\u00f3lido dentro da nossa m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Sim, por que tinha uma riqueza musical muito grande e realmente virou um movimento. Ent\u00e3o, sempre soube que aconteceria alguma coisa com isso.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O que voc\u00ea lembra das primeiras apresenta\u00e7\u00f5es de voc\u00eas? Como os shows eram montados? Foi f\u00e1cil encontrar espa\u00e7o para mostrar o novo som?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; As primeiras apresenta\u00e7\u00f5es foram emocionantes, inesquec\u00edveis. Todos os amigos juntos, fazendo um som que a gente acreditava. Em alguns lugares do Brasil a gente conseguia estrutura e em outras n\u00e3o, como acontece at\u00e9 hoje. Me lembro a primeira vez que as duas bandas foram para S\u00e3o Paulo. Fomos de \u00f4nibus, demoramos 3 dias para chegar e nos apresentamos no Aeroanta. Valeu a pena!<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=70u-rg_vu5Y&amp;feature=related[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Antes de fazer parte do mangue beat, voc\u00ea fez outros trabalhos como tocar no metr\u00f4 de Paris e acompanhar a Jovelina P\u00e9rola Negra. Queria que voc\u00ea relembrasse essa \u00e9poca. Creio que tenha passado muito aperto.<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Cara acho que muito disso virou lenda. Estes tempos de Jovelina era um tempo que n\u00e3o me lembro mesmo. Um dia surgiu na minha vida. Lembro de uma \u00e9poca escutar uns pagodes em campo grande. Metr\u00f4, sim!!!!\u00a0E em Paris. Eu era convidado de uns irm\u00e3os peruanos que me chamavam sempre pra tocar. Tinha um amigo brasileiro, mas toquei e conheci grandes amigos e m\u00fasicos no Le Coral, um bar que tinha m\u00fasica brasileira e blues no segundo andar. \u00c9poca boa, mas n\u00e3o volta mais.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; N\u00e3o d\u00e1 pra falar em Mangue beat sem lembrar o nome do Chico Science. Como voc\u00eas se conheceram? Como ele era fora dos palcos?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Conheci em o Chico em Recife numa \u00e9poca maravilhosa, onde n\u00e3o t\u00ednhamos a chatices de hoje. Era inocente, diferente. Recife borbulhava. Chico era um mentor criador, r\u00e1pido, viv\u00edssimo, elegante, sacador do futuro, bom gosto. Style,muito style. Tinha muita sapi\u00eancia e humildade&#8230; Um cara especial&#8230; Engra\u00e7ado. Um super artista.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O mangue beat foi o \u00faltimo movimento musical brasileiro e, de t\u00e3o forte, ainda hoje rende frutos. O que ele teve de\u00a0especial?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Recife era uma cidade que tinha o movimento musical intenso. Existiam muitas bandas e sem espa\u00e7o para se apresentar na cidade. Com isso as maiores bandas resolveram se juntar e criaram o movimento. O Manguebeat influenciou muitas bandas de Pernambuco e do Brasil, sendo o principal motor para Recife voltar a ser um centro musical, e permanecer com esse t\u00edtulo at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Seu \u00faltimo trabalho teve um peso e uma sonoridade diferente, se comparado aos seus outros trabalhos e muitas das m\u00fasicas remetem \u00e0 sua separa\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o era essa mesma, a do desabafo?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Foram cinco anos ao todo para fazer esse \u00e1lbum, um processo bem sofrido. Meu processo de composi\u00e7\u00e3o busca compreender o ser humano. E a obra de Kafka se encaixa perfeitamente nessa busca. Mas n\u00e3o quis trazer para o p\u00fablico um conceito mastigado. A inten\u00e7\u00e3o era desdobrar essa tem\u00e1tica e estabelecer um di\u00e1logo entre as id\u00e9ias. O importante foi que eu rasguei meu peito, abri meus sentimentos para quem quiser ouvir.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UAjTqSnd5QY&amp;feature=related[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Uma m\u00fasica, inclusive, fez parte da trilha de uma novela global, mas com a letra modificada. Imagino que muitos f\u00e3s tenham estranhado a retirada do \u201cfudia\u201d. O que voc\u00ea ouviu dos f\u00e3s e como voc\u00ea v\u00ea isso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Otto &#8211;<\/strong> Pra mim n\u00e3o tem diferen\u00e7a, fodia, fugia. Isso entrou na letra por uma quest\u00e3o mais de humor, nunca foi algo para chocar. Eu falo palavr\u00e3o o dia todo. Minha filha ouve direto. Se ela falar um palavr\u00e3o, nem posso dar um tapa na boca dela. rs<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Qual o futuro da m\u00fasica brasileira?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Espero que seja bom, de \u2018verde e amarelo\u2019!<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; J\u00e1 v\u00e3o dois anos desde que voc\u00ea lan\u00e7ou seu \u00faltimo trabalho. Quando sai o novo disco? Como ele ser\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Otto &#8211;<\/strong> O nome do \u00e1lbum ser\u00e1 <em>The Moon 1111<\/em> ser\u00e1 lan\u00e7ado 11 de novembro de 2011. Vai ser uma coisa afro-progressiva, bem espacial, influenciada por Pink Floyd e Fela Kuti. Imagine uma tribo africana na lua, essa ser\u00e1 a cara dele. Tem uma certa inspira\u00e7\u00e3o de (Fran\u00e7ois) Truffaut (cineasta franc\u00eas) e de coisas cabal\u00edsticas.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O que voc\u00ea tem ouvido ultimamente?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Ultimamente ando escutando Nina Simone, jazz, Fela Kuti. Estou concentrando m\u00fasicas para meu pr\u00f3ximo disco.\u00a0E acho fundamental os cl\u00e1ssicos, os fora de s\u00e9rie.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Voc\u00ea sempre est\u00e1 fazendo show em Fortaleza. Fora das apresenta\u00e7\u00f5es, o que gosta de fazer por aqui?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Fortaleza \u00e9 uma cidade rica, cheia de hist\u00f3ria, pessoas bonitas e praias bel\u00edssimas. \u00c9 sempre bom voltar, e conhecer um pouco mais desta terra cheia de coisas boas.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; \u00c9 poss\u00edvel lembrar qual foi o seu melhor show em Fortaleza?<\/strong><\/p>\n<p>Otto &#8211; Cada vez que volto para Fortaleza parece que \u00e9 meu primeiro show, cada show \u00e9 diferente do outro. Todos foram muito bons, foram \u00fanicos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De passagem por Fortaleza na semana passada, o cantor e compositor Otto conversou por email com o blog Discografia. 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