{"id":4926,"date":"2011-06-15T13:53:12","date_gmt":"2011-06-15T16:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=4926"},"modified":"2011-06-15T13:53:12","modified_gmt":"2011-06-15T16:53:12","slug":"jazz-a-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/06\/15\/jazz-a-brasileira\/","title":{"rendered":"Jazz \u00e0 brasileira"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-4960\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/jazz-a-brasileira\/johnpizzarelli4\/\"><\/a><a rel=\"attachment wp-att-4960\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/jazz-a-brasileira\/johnpizzarelli4\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-4960\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/06\/JohnPizzarelli4-550x825.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"472\" \/><\/a>Quando l\u00e1 pelo fim dos anos 1950, nascia a Bossa Nova, nascia tamb\u00e9m um dos maiores e mais representativos produtos de exporta\u00e7\u00e3o brasileiro. Tendo um baiano com voz mansa e jeito esquisito como seu principal representante, o estilo musical viajou pelo mundo, fez fama dos Estados Unidos da Am\u00e9rica at\u00e9 o Jap\u00e3o e conquistou o cora\u00e7\u00e3o de grandes m\u00fasicos do jazz internacional.<\/p>\n<p>O baiano, claro, era Jo\u00e3o Gilberto e um dos seus disc\u00edpulos ficou sendo <strong><span style=\"color: #ff0000\">John Pizzarelli<\/span><\/strong>, cantor, compositor e guitarrista de New Jersey, EUA, que faz sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o amanh\u00e3 \u00e0 noite em Fortaleza numa parceria da Tempo FM com a casa paulista Bourbon Street. Filho do tamb\u00e9m guitarrista Bucky Pizzarelli, John j\u00e1 sabe o que \u00e9 um palco desde seus sete anos, quando come\u00e7ou a acompanhar o pai. \u201cFoi ele quem me ensinou a chegar cedo no aeroporto. Ele tamb\u00e9m sempre me lembrava que mesmo os trabalhos pequenos eram importantes por que sempre tem algu\u00e9m nos ouvindo\u201d, confessa John em entrevista exclusiva por email.<\/p>\n<p>Certamente, foi do pai que ele tirou suas primeiras influ\u00eancias, juntamente com outros her\u00f3is do jazz como Joe Pass e Oscar Moore. Mas, ao ouvir a economia e a sutileza de Jo\u00e3o Gilberto, a sensa\u00e7\u00e3o foi que havia algo novo no ar. \u201cNa primeira vez que ouvi o disco <strong>Amoroso<\/strong> eu fiquei louco. Eu amei\u201d, lembra John. Isso foi em 1980 e, sete anos depois, ele pode conferir o \u00eddolo ao vivo. \u201cEu o assisti ao vivo no Town Hall, em Nova York. Ele foi espl\u00eandido como sempre\u201d.<\/p>\n<p>De Jo\u00e3o, John ficou conhecendo e admirando outros artistas brasileiros como Elis Regina, Djavan e Milton Nascimento. Esse foi o primeiro passo pra uma \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com o nosso pa\u00eds. Em 1996, foi sua vez de estrear em terras verde e amarelas, como uma das atra\u00e7\u00f5es do Free Jazz Festival. Oito anos depois, ele registrou essa intimidade lan\u00e7ando seu olhar sobre <strong><em>Garota de Ipanema<\/em><\/strong>, <strong><em>Samba de uma nota s\u00f3<\/em><\/strong> e outros cl\u00e1ssicos brasileiros no disco <strong>Bossa Nova<\/strong>, que encerra com <strong><em>Soares Samba<\/em><\/strong>, em homenagem a J\u00f4 Soares.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nwmIeFL9D7g[\/youtube]\n<p>Deixando um pouco de lado o jazz e a Bossa Nova, <strong><span style=\"color: #ff0000\">John Pizzarelli<\/span><\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 um admirador do rock setentista, de onde cita, entre outros Peter Frampton, Allman Brothers, James Taylor e Billy Joel. Foi nessa pegada, que ele lan\u00e7ou em 1998 um tributo aos quatro garotos de Liverpool. <strong><em>John Pizzarelli meets the Beatles<\/em><\/strong> traz uma leitura jazz\u00edstica sobre 12 can\u00e7\u00f5es j\u00e1 bem reviradas da banda. \u201cN\u00e3o pensei nelas como em can\u00e7\u00f5es dos Beatles. Mas como m\u00fasicas da Bossa Nova, de big bands ou de pequenos grupos de jazz\u201d. A mistura funcionou ao ponto de ter feito deste um ponto alto de sua discografia que j\u00e1 conta com 24 discos, tirando outra dezena ao lado do pai.<\/p>\n<p>Quanto a esta nova turn\u00ea brasileira, que passa por outras quatro cidades al\u00e9m de Fortaleza, ele adianta que vai fazer um passeio por can\u00e7\u00f5es de Nat King Cole, Sinatra, Beatles, Bossa Nova e Duke Ellington, todos j\u00e1 devidamente homenageados por ele em tributos. Al\u00e9m de sua virtuosa guitarra, ele vir\u00e1 acompanhado do irm\u00e3o Martin Pizzarelli (baixo) e mais Tony Tedesco (bateria) e Larry Fuller (piano). Nos intervalos, ele garante aproveitar para provar um pouco das comidas e da \u2018caiparinha\u2019 brasileiras. Sem conhecer nada de Fortaleza, sequer o forr\u00f3, ele admite n\u00e3o saber o que esperar desta noite por aqui. \u201cApenas um show fant\u00e1stico\u201d, encerra.<\/p>\n<p><strong>Discografia:<\/strong><\/p>\n<p><strong>&gt; I\u00b4m Hip \u2013 Please Don\u00b4t Tell My Father<\/strong> (1983)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Hit That Jive Jack!<\/strong> (1985)<\/p>\n<p>&gt; <strong>My Blue Heaven<\/strong> (1990)<\/p>\n<p>&gt; <strong>All of Me<\/strong> (1991)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Naturally<\/strong> (1993)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Dear Mr. Cole<\/strong> (1994)<\/p>\n<p>&gt; <strong>New Standards<\/strong> (1994)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Let\u00b4s Share Christmas<\/strong> (1996)<\/p>\n<p>&gt; <strong>After Hours<\/strong> (1996)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Our Love Is Here to Stay<\/strong> (1997)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Meets the Beatles<\/strong> (1998)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Harry Allen Meets the John Pizzarelli Trio<\/strong> (1999)<\/p>\n<p>&gt; <strong>P.S. Mr. Cole<\/strong> (1999)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Let There Be Love<\/strong> (2000)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Brazil<\/strong> (2000) com Rosemary Clooney<\/p>\n<p>&gt; <strong>Kisses in the Rain<\/strong> (2000)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Two Family House<\/strong> (2000) trilha sonora<\/p>\n<p>&gt; <strong>Passionate Guitars <\/strong>(2001) com Bucky e Martin Pizzarelli<\/p>\n<p>&gt; <strong>Twogether <\/strong>(2001) com Bucky Pizzarelli<\/p>\n<p>&gt; <strong>The Rare Delight of You<\/strong> (2002)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Sing! Sing! Sing!<\/strong> (2003)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Live at Birdland<\/strong> (2003)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Bossa Nova<\/strong> (2004)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Knowing You<\/strong> (2005)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Rhythm Is Our Business<\/strong> (2006)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Dear Mr. Sinatra<\/strong> (2006)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Generations <\/strong>(2007) com Bucky Pizzarelli<\/p>\n<p>&gt; <strong>With A Song in My Heart<\/strong> (2008)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Rockin\u00b4 in Rhythm: A Duke Ellington Tribute<\/strong> (2010)<\/p>\n<p>&gt; <strong>Family Fugue<\/strong> (2011) com Bucky Pizzarelli<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando l\u00e1 pelo fim dos anos 1950, nascia a Bossa Nova, nascia tamb\u00e9m um dos maiores e mais representativos produtos de exporta\u00e7\u00e3o brasileiro. 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