{"id":5033,"date":"2011-06-23T13:55:21","date_gmt":"2011-06-23T16:55:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5033"},"modified":"2011-06-23T13:55:21","modified_gmt":"2011-06-23T16:55:21","slug":"uma-pedra-rolando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/06\/23\/uma-pedra-rolando\/","title":{"rendered":"Uma pedra rolando"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5078\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/uma-pedra-rolando\/139278_ampliada\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-5078\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/06\/139278_Ampliada-550x550.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"367\" \/><\/a>Na m\u00fasica internacional, um dos melhores exemplos do que \u00e9 ser um mito \u00e9 o poeta norte-americano <strong><span style=\"color: #ff0000\">Bob Dylan<\/span><\/strong>. Ao longo da sua carreira que j\u00e1 soma quase 50 anos, ele usou suas can\u00e7\u00f5es para lutar por direitos civis criar uma nova consci\u00eancia para os homens. Isso n\u00e3o \u00e9 um exagero. Filho da gera\u00e7\u00e3o beat, ele foi um dos que viveu a gera\u00e7\u00e3o hippie n\u00e3o como uma forma de desbunde, mas como uma proposta de vida com mais liberdade. Muitos dentro de um s\u00f3, ele soube entrar e sair de estruturas sem ver sua credibilidade arranhada. Da mesma forma, nunca aceitou r\u00f3tulos que limitassem sua atividade de cantor e compositor. N\u00e3o foi \u00e0 toa que ele se tornou um dos nomes mais influentes da m\u00fasica pop e ganhou admira\u00e7\u00e3o de dez entre dez nomes importantes pelo mundo. No Brasil, n\u00e3o foi diferente. Para comprovar, o selo <strong><span style=\"color: #333333\">Discobertas<\/span><\/strong> colocou nas lojas o tributo <strong><span style=\"color: #008000\">Bob Dylan Letra &amp; M\u00fasica<\/span><\/strong>. S\u00e3o 14 faixas que ambientam o poeta nos mais diferentes estilos, conseguindo diferentes resultados, do melhor ao desprez\u00edvel. Caetano Veloso, por exemplo, mostra que sabe o que faz em <strong><em>Jokerman<\/em><\/strong>. Bem diferente de Evandro Mesquita, que leva Bob pra um clima praieiro totalmente dispens\u00e1vel. H\u00e1 ainda Renato Russo, Gal Costa, Ruy Maurity e outros. Acompanhe o faixa-a-faixa:<\/p>\n<p>1. <strong>Jokerman <\/strong>&#8211; Tirada do disco <strong>Circulad\u00f4 Vivo<\/strong>, de 1992, trata-se de uma \u00f3tima leitura de <span style=\"color: #993300\"><strong>Caetano Veloso<\/strong> <\/span>sobre a can\u00e7\u00e3o do disco <strong>Infidels<\/strong>, de 1983. Atentem para como a m\u00fasica vai crescendo nas m\u00e3os do baiano que sabe tudo.<\/p>\n<p>2. <strong>It ain&#8217;t me babe<\/strong> &#8211; A \u00f3tima <strong><span style=\"color: #993300\">Mallu Magalh\u00e3es<\/span><\/strong> faz uma vers\u00e3o p\u00e1lida de uma baladinha folk, originalmente lan\u00e7ada em 1964.\u00a0Respeitosa demais. O registro foi tirado do primeiro DVD da mo\u00e7a, mas \u00e9 in\u00e9dito em CD.<\/p>\n<p>3. <strong>If you see him say hello<\/strong> &#8211; Tirada do disco <strong>Blood on the tracks<\/strong>, 1975, ela ganhou regrava\u00e7\u00e3o de <strong><span style=\"color: #993300\">Renato Russo<\/span><\/strong> e seu fiel escudeiro Carlos Trilha no disco <strong>The stonewall celebration<\/strong>. Confesso que nunca achei a carreira solo de Renato interessante. Aqui n\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>4. <strong>Negro amor<\/strong> &#8211; Cl\u00e1ssica! Cl\u00e1ssica! Cl\u00e1ssica! <strong><span style=\"color: #993300\">Gal Costa<\/span><\/strong> bota pra fora seu esp\u00edrito hippie em <strong><em>It&#8217;s all over now my baby blue<\/em><\/strong>, traduzida por Caetano Veloso\u00a0(n\u00e3o citado) e P\u00e9ricles Cavalcanti. O resultado \u00e9 inacredit\u00e1vel. O original \u00e9 de 1965, do disco <strong>Bring it all back home<\/strong>. A vers\u00e3o \u00e9 de 1977, do indispens\u00e1vel disco Caras &amp; Bocas.<\/p>\n<p>5. <strong>Batismo dos bichos<\/strong> &#8211; Num belo trabalho de garimpagem, <strong><span style=\"color: #993300\">Ruy Maurity<\/span><\/strong> aparece numa vers\u00e3o samba-reggae de Jos\u00e9 Jorge\u00a0para <strong><em>Man gave name to all the animals<\/em><\/strong>, do disco<strong> Slow train coming<\/strong> (1979). A regrava\u00e7\u00e3o data de 1980 e conta com as presen\u00e7as de Antonio Adolfo e do cearense Jos\u00e9 Menezes.<\/p>\n<p>6. <strong>Joquim<\/strong> &#8211;<em> <strong>Joey<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9 a primeira faixa do lado\u00a0B do disco <strong>Desire<\/strong>, de 1976.\u00a0<strong><span style=\"color: #993300\">Vitor Ramil<\/span><\/strong>\u00a0fez sua tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas 11 anos depois, prstando uma homenagem ao inventor Joaquim Fonseca, de Pelotas. Ficou sem gra\u00e7a, mas vale pela curiosidade.<\/p>\n<p>7. <strong>Make you feel my love<\/strong> &#8211; Bela baladinha de amor, tirada do disco <strong>Time out of mind<\/strong>, de 1997. <strong><span style=\"color: #993300\">Fred Nascimento<\/span><\/strong> regrava na l\u00edngua original, especialmente para este projeto,\u00a0e mant\u00e9m a docilidade. Essa \u00e9 boa.<\/p>\n<p>8. <strong>Positively 4th Street<\/strong> &#8211; <strong><span style=\"color: #993300\">Twiggy<\/span><\/strong> surpreende mais uma vez e mostra que sabe fazer bem feito. D\u00e1 at\u00e9 pra perdoar o excesso de gemidos. Vers\u00e3o in\u00e9dita para um cl\u00e1ssico lan\u00e7ado em single em 1965.<\/p>\n<p>9. <strong>If not for you<\/strong> &#8211; <strong><span style=\"color: #993300\">Luen<\/span><\/strong> dobra a voz e d\u00e1 um clima indiano lis\u00e9rgico para esta can\u00e7\u00e3o do album <strong>New morning<\/strong>, de 1970. Funciona bem, assim como a mo\u00e7a canta bem.<\/p>\n<p>10. <strong>Don&#8217;t think twice, It&#8217;s all right<\/strong> &#8211; Um dos cl\u00e1ssicos do mestre Dylan ganha mais sujeira na voz do carioca<strong><span style=\"color: #993300\"> Jomar Schrank<\/span><\/strong>. In\u00e9dita, mas nada demais. O original \u00e9 de 1962, do disco <strong>The Freeweelin&#8217; Bob Dylan<\/strong>.<\/p>\n<p>11. <strong>Lay lady Lay<\/strong> &#8211; Um dos momentos mais pop do rei do folk ganha uma leitura curiosa, com toques de Indie e Jovem guarda com a banda <strong><span style=\"color: #993300\">P<\/span><span style=\"color: #993300\">rofiterolis<\/span><\/strong>.\u00a0 O resultado se destaca entre as in\u00e9ditas. O original \u00e9 de 1969, do disco <strong>Nashville Skyline<\/strong>.<\/p>\n<p>12.<strong> Mr. Tambourine<\/strong> &#8211; Outro cl\u00e1ssico maior do poeta. A vers\u00e3o de <strong><span style=\"color: #993300\">Daniel Lopes<\/span><\/strong> encerra a lista de in\u00e9ditas com uma boa performance, sem medo de mexer no original. Original lan\u00e7ado em 1965, no disco <strong>Bring it all back home<\/strong>.<\/p>\n<p>13. <strong>Knockin&#8217; on heaven&#8217;s door<\/strong> &#8211; Vamos ter liberdade de mexer nos cl\u00e1ssicos, mas n\u00e3o tanto, n\u00e9, <strong><span style=\"color: #993300\">Evandro Mesquita<\/span><\/strong>? Uma das principais obras do rock internacional, ganha bateria eletr\u00f4nica, teclado pagodeiro e arranjo equivocado. Corram para o original da trilha do filme <strong>Pat Garrett &amp; Billy the Kid<\/strong> (1973). Mas, vamos l\u00e1, vale pela garimpagem.<\/p>\n<p>14.<strong> Negro amor<\/strong> &#8211; replay da faixa 4, agora na voz de Humberto Gessinger e seus <strong><span style=\"color: #993300\">Engenheiros do Hawaii<\/span><\/strong>. A regrava\u00e7\u00e3o de 1999 fez sucessso merecido. O arranjo \u00e9 bem feito com um bom pianinho passeando pelo arranjo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na m\u00fasica internacional, um dos melhores exemplos do que \u00e9 ser um mito \u00e9 o poeta norte-americano Bob Dylan. 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