{"id":510,"date":"2010-03-30T09:49:46","date_gmt":"2010-03-30T12:49:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/?p=510"},"modified":"2010-03-30T09:49:46","modified_gmt":"2010-03-30T12:49:46","slug":"um-pouquinho-biruta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/03\/30\/um-pouquinho-biruta\/","title":{"rendered":"Um pouquinho biruta"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-511\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/03\/l_6d1768a491e74978be1a55d1f97ff57d.jpg\" alt=\"l_6d1768a491e74978be1a55d1f97ff57d\" width=\"400\" height=\"377\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/03\/l_6d1768a491e74978be1a55d1f97ff57d.jpg 400w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/03\/l_6d1768a491e74978be1a55d1f97ff57d-300x283.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2010\/03\/l_6d1768a491e74978be1a55d1f97ff57d-120x113.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Sempre tive uma discord\u00e2ncia muito grande com pessoas que adoram dizer que hoje em dia n\u00e3o se faz mais nada que preste na m\u00fasica. Isso \u00e9 uma inverdade, inclusive, bem preconceituosa. Esse papo de que \u00e9 tudo igual e que a \u00faltima novidade na m\u00fasica foi o <strong><span style=\"color: #808080\">Chico Science<\/span><\/strong> tamb\u00e9m j\u00e1 anda bem manjado. Ideias n\u00e3o surgem do nada e a simplicidade tamb\u00e9m \u00e9 bem-vinda quando \u00e9 bem feita. Se vier temperado com alguma ousadia, mehor ainda.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso da dupla <strong><span style=\"color: #ff0000\">Letuce<\/span><\/strong>, que tive o prazer de conhecer j\u00e1 no disco de estreia. Formada pelo casal <strong>Let\u00edcia Novaes<\/strong> e <strong>Lucas Vasconcellos<\/strong>, eles fazem um som moderninho, gostoso e cheio de frescor. Com o nome Plano de fuga pra cima dos outros e de mim, o disco come\u00e7a com a bossinha <strong><em>De m\u00e3o dada<\/em><\/strong> que, pela repeti\u00e7\u00e3o constante dos poucos versos, como &#8220;se for pra viajar que seja voando, se for pra voar que seja a p\u00e9&#8221;, ela traz uma ing\u00eanuidade que parece uma can\u00e7\u00e3o infantil. Mas nenhuma can\u00e7\u00e3o infantil traria como li\u00e7\u00e3o &#8220;sorte dos cavalos que deitam pra comer na sombra&#8221;.<\/p>\n<p>Quase na mesma pisada da primeira, come\u00e7a <em><strong>S\u00e9rieuse affaire<\/strong><\/em>, uma vers\u00e3o francesa para Caso s\u00e9rio, de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Rita Lee<\/span><\/strong><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"color: #000000\">, que acaba descambando para um rock, como <\/span><\/span><span style=\"color: #000000\">manda a dona da can\u00e7\u00e3o<\/span><span style=\"color: #000000\">.<\/span> Esta, por sinal, junto com <em><strong>Acontecimentos<\/strong><\/em>, de <span style=\"color: #ffcc00\"><em><strong>Marina<\/strong><\/em><\/span> e <span style=\"color: #ffcc00\">Ant\u00f4nio C\u00edcero<\/span>, s\u00e3o as duas \u00fanicas can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se autoria da dupla.<\/p>\n<p>Vajando entre can\u00e7\u00f5es doces, algumas vezes at\u00e9 minimalistas, o disco basicamente trata de amor, mas sem uma vis\u00e3o muito rom\u00e2ntica da coisa. Numa aula de matem\u00e1tica na can\u00e7\u00e3o Pot\u00eancia, por exemplo eles dizem &#8220;a gente n\u00e3o tem qu\u00edmica. Tem biologia, tem geografia. Agente tem hist\u00f3ria e religi\u00e3o&#8221;. Isso \u00e9 resultado do encontro de uma atriz, ex-estudante de letras, com um dos fundadores do coletivo Bin\u00e1rio, projeto audiovisual que desde 2002 atua na cena carioca com interven\u00e7\u00f5es musicais em espa\u00e7os p\u00fablicos, pesquisa em v\u00eddeo-grafismo e com trabalhos lan\u00e7ados no mercado europeu e japon\u00eas. Tem direito at\u00e9 a uma homenagem a Roberta Miranda, Fagner e &#8220;encosta tua cabecinha no meu ombro e chora&#8221;<span style=\"font-family: Arial;font-size: x-small\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Arial;color: black\"> <\/span><\/span><\/span>.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=udG8efryqvo[\/youtube]\n<p>Passeios por v\u00e1rios ritmos, istrumentos, l\u00ednguas, o disco de estreia do Letuce \u00e9 digno de ser ouvido por quem tem os ouvidos bem abertos para boas novidades. Isso n\u00e3o \u00e9 exagero. Essa mistura \u00e9 t\u00e3o bem feita que at\u00e9 onde causa estranhamento, como na pr\u00f3pria <em><strong>S\u00e9rieuse affaire<\/strong><\/em>, o resultado n\u00e3o \u00e9 pura invencionice. Embora sejam eles pr\u00f3prios que digam, em <em><strong>Seresta quentinha<\/strong><\/em>, a balada parisiense que encerra o album, que s\u00e3o um pouquinho birutas.<\/p>\n<p><span><span style=\"font-family: Arial;font-size: x-small\"><a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/letuceletuce\" target=\"_blank\"><span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"font-size: small\">www.myspace.com\/letuceletuce<\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre tive uma discord\u00e2ncia muito grande com pessoas que adoram dizer que hoje em dia n\u00e3o se faz mais nada que preste na m\u00fasica. 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