{"id":5174,"date":"2011-08-08T14:00:51","date_gmt":"2011-08-08T17:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5174"},"modified":"2011-08-08T14:00:51","modified_gmt":"2011-08-08T17:00:51","slug":"biografia-trata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/08\/08\/biografia-trata\/","title":{"rendered":"Biografia mergulha nos v\u00edcios e manias de Paul McCartney"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5176\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/biografia-trata\/23820716_4\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5176\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/08\/23820716_4.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/23820716_4.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/23820716_4-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/23820716_4-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/23820716_4-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Ao longo da carreira, cada integrante dos <strong><span style=\"color: #ff0000\">Beatles<\/span><\/strong> assumiu um personagem que acabou servindo de carapu\u00e7a por muitos anos. John era o louco, Ringo o exclu\u00eddo, George o m\u00edstico e Paul o bom o mo\u00e7o. Em partes, cada m\u00e1scara dessas tinha um bom motivo pra existir. Acontece que, se olhar mais de perto, cada um poderia acabar tendo tamb\u00e9m um pouco das caracter\u00edsticas de outro. E, talvez, seja essa miscel\u00e2nea de personalidades e posturas, somado a um g\u00eanio criativo endiabrado, que fez o Fab4 criar a mais importante obra de m\u00fasica pop do mundo e com fortes chances de jamais ser superada.<\/p>\n<p>No caso de Paul, a biografia <span style=\"color: #000080\"><strong>Paul McCartney &#8211; Uma vida<\/strong> <\/span>(Nova Fronteira) mostra que o bom mo\u00e7o tamb\u00e9m teve l\u00e1 seus momentos de loucura. Escrita pelo jornalista novaiorquino Peter Ames Carlin &#8211; autor da biografia do beach boy Brian Wilson -, o livro come\u00e7a, obviamente narrando inf\u00e2ncia de James Paul McCartney em Liverpool, com detalhes sobre sua boa rela\u00e7\u00e3o familiar e sobre o drama de perder a m\u00e3e aos 14 anos. No entanto, foi esta fatalidade que acabou se tornando um dos pontos de encontro entre ele e o futuro amigo John Winston Lennon, que ficaria orf\u00e3o aos 17 anos.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o poderia deixar de ser, durante todo o per\u00edodo em que Paul se dedicou aos Beatles, sua biografia acaba sendo tamb\u00e9m uma biografia da banda, passando por personagens como Alain Klein, George Martin, Brian Epstain e outros. Nenhuma grande novidade para quem j\u00e1 conhece outros trabalhos sobre a banda. Mais sobre <span style=\"color: #000080\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span>, o livro, insiste na sua atra\u00e7\u00e3o pela maconha e no quanto ele era dominador dos trabalhos do grupo. Quanto \u00e0 erva proibida, paul fez uso at\u00e9 bem pouco tempo, quando os afazeres dom\u00e9sticos o fizeram parar. J\u00e1 quanto ao seu jeito ditador de conduzir a banda, quem n\u00e3o lembra de como ele agiu quando durante as grava\u00e7\u00f5es do album branco?<\/p>\n<p>Um ponto positivo da biografia est\u00e1 ap\u00f3s o fim dos Beatles. Nesse momento Peter Carlin narra passo a passo os caminhos err\u00e1ticos do m\u00fasico at\u00e9 que ele voltasse a se sentir \u00e0 vontade com o repert\u00f3rio do seu grupo. Sim, ap\u00f3s o fim dos Beatles ele teve medo de tocar suas velhas can\u00e7\u00f5es e ser taxado de oportunista. Da\u00ed vieram os <strong><span style=\"color: #333300\">Wings<\/span><\/strong> que acabou n\u00e3o passando de uma banda de apoio para o velho beatle. J\u00e1 casado com Linda, ele chegou a empurr\u00e1-la pra dentro da banda, mesmo sabendo que sua amada n\u00e3o sabia tocar instrumento nenhum. Mesmo diante do nariz torcido dos seus companheiros de banda, Linda inclusive, Paul insistiu para que ela tocasse teclados.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que a obra solo de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Paul McCartney<\/strong> <\/span>nunca chegou ao patamar do foram os Beatles. Mas tamb\u00e9m seria muita m\u00e1 vontade dizer que \u00e9 ruim. Ao longo dos anos, ele criou uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis, belas e cheia de tudo de bom que ele tinha a oferecer. Nesse ponto, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Paul McCartney &#8211; Uma Biografia<\/strong> <\/span>ganha ao mostrar como ele soube ir se distanciando da sombra gigante do quarteto para poder voltar a se relacionar bem com aquele repert\u00f3rio. O livro tamb\u00e9m revela detalhes da baixaria que envolveu o casamento do m\u00fasico com a modelo Heather Mills, que seguia o estilo &#8220;entre tapas e beijos&#8221;. Passadas as 400 p\u00e1ginas da biografia, fica uma boa not\u00edcia: os Beatles n\u00e3o foram um sonho que acabou e aprova disso est\u00e1 neste velho compositor que ainda tem muita lenha pra queimar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo da carreira, cada integrante dos Beatles assumiu um personagem que acabou servindo de carapu\u00e7a por muitos anos. 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