{"id":5294,"date":"2011-08-16T00:37:15","date_gmt":"2011-08-16T03:37:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5294"},"modified":"2011-08-16T00:37:15","modified_gmt":"2011-08-16T03:37:15","slug":"os-sons-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/08\/16\/os-sons-do-brasil\/","title":{"rendered":"Os sons do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Coco, xaxado, rock, punk, heavy metal, samba, carimb\u00f3. Num pa\u00eds continental como o nosso, s\u00e3o muitos os ritmos e estilos que a m\u00fasica assume. Esses toques aumentam ainda mais nas m\u00e3os de sabe misturar um pouco daqui, um pouco dali pra construir uma nova ideia. E \u00e9 com a proposta de fazer um panorama sobre essas novas \u201cinven\u00e7\u00f5es\u201d musicais e promover encontros para transform\u00e1-las em algo vi\u00e1vel dentro do mercado que a Feira da M\u00fasica estreou em Fortaleza em 2002.<\/p>\n<p>Chegando este ano \u00e0 sua 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o, a Feira da M\u00fasica \u00e9 hoje um grande palco de encontros, informa\u00e7\u00e3o, neg\u00f3cios e apresenta\u00e7\u00f5es, reconhecido por artistas e produtores de v\u00e1rias partes do Pa\u00eds. A abertura acontece amanh\u00e3 (17) e segue at\u00e9 s\u00e1bado (20) com palestras, debates, rodas de conversa e shows com 33 bandas da cena independente de 12 estados brasileiros, tudo nos arredores do Centro Drag\u00e3o do Mar. Para engrossar o caldo, no mesmo per\u00edodo o Centro Cultural do BNB realiza o Cultura Vai \u00e0 Feira, evento reunindo mais 32 bandas \u2013 algumas tamb\u00e9m participam da Feira da M\u00fasica \u2013 de dez estados.<\/p>\n<p>\u201cO evento j\u00e1 era de meu interesse, eu j\u00e1 paquerava h\u00e1 tempos. Finalmente, esta \u00e9 a primeira vez que eu vou como frantman\u201d, comemora Julio Andrade do The Baggios (S\u00e3o Cristov\u00e3o \u2013 Sergipe), um dos que se apresenta nos dois palcos. Destaque na noite de abertura da feira, o duo de guitarra e bateria faz rock com pegada setentista, puxando para Led Zeppelin. \u201cEstou empolgad\u00edssimo por que sei que vamos tocar pra p\u00fablico e produtor que entende e quer ouvir coisas novas\u201d, acrescenta o guitarrista que parte de Fortaleza para uma turn\u00ea de 12 shows em nove estados nordestinos.<\/p>\n<p>As atra\u00e7\u00f5es da Feira da M\u00fasica v\u00e3o se distribuir entre tr\u00eas palcos. O palco rock (auto explicativo) fica no Teatro da Praia, pr\u00f3ximo ao Drag\u00e3o do Mar. O palco Brasil independente, voltado para a variedade, fica na Pra\u00e7a Verde. O palco Instrumental Nordeste (tamb\u00e9m auto explicativo) fica espa\u00e7o Rogaciano Leite, sob a passarela. Outros espa\u00e7os pr\u00f3ximos ao Centro Cultural \u2013 como a Faculdade Cat\u00f3lica e Sesc Senac \u2013 v\u00e3o abrigar oficinas de Produ\u00e7\u00e3o Executiva, pandeiro, berimbau e novas m\u00eddias, e pain\u00e9is sobre economia criativa, ativismo digital, gest\u00e3o e outros. Para Rafael Arag\u00e3o, baixista do grupo sergipano Elvis Boa Morte e os Boa Vida, que se apresenta na quinta-feira, \u201c\u00e9 importante ter esse di\u00e1logo com m\u00fasicos e produtores. Cria uma coisa mais \u00edntima com a Feira\u201d.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 toquei outras duas vezes na Feira e sempre sa\u00ed com a mesma impress\u00e3o: esse \u00e9 o momento de tocar num lugar que respeita a m\u00fasica, que d\u00e1 dignidade ao nosso trabalho\u201d, elogia Talles Lucena, vocalista e guitarrista da banda cearense Full Time Rockers (ex-Joseph K). Segundo o m\u00fasico, ao longo destes dez anos a Feira j\u00e1 promoveu encontros e discutiu temas que v\u00eam mudando o modo de fazer m\u00fasica na Cidade. \u201cA gente tem que caminhar sempre pra se profissionalizar em m\u00fasica, tem que ter orgulho de dizer que trabalha com m\u00fasica. Mas esse tipo de afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nada a curto prazo, mas sim a passos lentos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Com a ajuda dos amigos<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos un\u00e2nimes elogios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o e \u00e0 heran\u00e7a deixada nestes 10 anos, a Feira da M\u00fasica passou por um aperto grande este ano. O grande motivo da dor de cabe\u00e7a foi a not\u00edcia de que um recurso de R$133 mil, captado com a Funarte em conv\u00eanio com a Secretaria de Cultura do Estado havia sido suspenso. O motivo: o Estado, mais precisamente a Secretaria de Turismo, est\u00e1 inadimplente com a Uni\u00e3o h\u00e1 45 dias. A surpresa causou um alvoro\u00e7o na produ\u00e7\u00e3o da Feira, que este ano tamb\u00e9m perdeu o apoio do BNDES e parte do que vinha do SEBRAE. Com a sa\u00edda do Governo do Estado, ficaram apenas os apoios do BNB (Lei Rouanet), Coelce (lei estadual) e Prefeitura. \u201cN\u00e3o acredito que o governador (Cid Gomes) esteja sabendo. \u00c9 quase imposs\u00edvel um Estado ficar inadimplente por mais de dois dias, por que tudo depende de conv\u00eanios. Com outras obras deve estar acontecendo o mesmo problema\u201d, comenta Ivan Ferraro, presidente da Prodisc e coordenador da Feira.<\/p>\n<p>Ainda tentou-se fazer o conv\u00eanio pela Secultfor, mas n\u00e3o havia mais tempo h\u00e1bil. Num primeiro momento, uma forma de resolver a situa\u00e7\u00e3o foi diminuir a quantidade de palcos. Ou seja, a programa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas palcos seria realocada em apenas um. Em reuni\u00e3o com fornecedores, no entanto, uma nova surpresa, dessa vez boa, mudou novamente o rumo das coisas. As empresas respons\u00e1veis por fornecer a estrutura de luz, som e palco para a Feira da M\u00fasica decidiram continuar como estava programado, sem cobrar nada. \u201cFoi um sacrif\u00edcio grande captar isso e fomos surpreendidos com essa inadimpl\u00eancia. Mas, o descompromisso de alguns acaba mostrando o super compromisso de outros. Enquanto as autoridades, que deveriam estar mais interessadas, est\u00e3o menos, a sociedade civil se organiza e faz\u201d, diz Ivan mais aliviado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coco, xaxado, rock, punk, heavy metal, samba, carimb\u00f3. Num pa\u00eds continental como o nosso, s\u00e3o muitos os ritmos e estilos que a m\u00fasica assume. Esses&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5294","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5294\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}