{"id":5489,"date":"2011-08-25T10:40:54","date_gmt":"2011-08-25T13:40:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5489"},"modified":"2011-08-25T10:40:54","modified_gmt":"2011-08-25T13:40:54","slug":"tres-relancamentos-exibem-os-altos-e-baixos-de-eduardo-e-silvia-araujo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/08\/25\/tres-relancamentos-exibem-os-altos-e-baixos-de-eduardo-e-silvia-araujo\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas relan\u00e7amentos exibem os altos e baixos de Eduardo e S\u00edlvia Ara\u00fajo"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5503\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/tres-relancamentos-exibem-os-altos-e-baixos-de-eduardo-e-silvia-araujo\/eduardo-araujo\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5503\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/08\/Eduardo-Araujo.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"288\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/Eduardo-Araujo.jpg 360w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/Eduardo-Araujo-300x240.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/Eduardo-Araujo-120x96.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a>Confesso que nunca fui um grande f\u00e3 da Jovem Guarda. POucos foram os artistas ligados ao estilo que conseguiram fazer algo diferente, dar um passo a diante. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a de uma figura t\u00e3o centralizadora quanto Roberto Carlos acabou sendo prejudicial para os demais que viviam de repetir um modelo. At\u00e9 mesmo Erasmo Carlos teve l\u00e1 suas dificuldades para se firmar como um int\u00e9rprete da pr\u00f3pria obra, sendo colocado por alguns como um coadjuvante do amigo real. No entanto, Erasmo conseguiu correr por fora e ganhou reconhecimento onde Roberto foi faltando, mais precisamente, no Rock. J\u00e1 <strong><span style=\"color: #ff0000\">Eduardo Ara\u00fajo<\/span><\/strong>, outro companheiro de \u00e9poca, n\u00e3o teve a mesma sorte e acabou ficando marcado pra sempre como um \u00eddolo de outrora. O mineiro de Joa\u00edma lan\u00e7ou, com enorme sucesso, a can\u00e7\u00e3o <strong><em>O Bom<\/em><\/strong> e se imortalizou a\u00ed.\u00a0Quando a Jovem Guarda acabou, poucos voltaram a lembrar seu nome. Mesmo tendo lan\u00e7ado o cult <strong>A onda \u00e9 Boogaloo<\/strong>, trabalho produzido por um ent\u00e3o desconhecido Tim Maia, poucos foram os que acompanharam a carreira do velho <em>cowboy<\/em>. No entanto, em 2011, quando Eduardo Ara\u00fajo completa seus 50 anos de carreira, a<span style=\"color: #333300\"><strong> Discobertas<\/strong> <\/span>reaviva a mem\u00f3ria brasileira e\u00a0devolve tr\u00eas t\u00edtulos da curta discografia (15 discos) do cantor \u00e0s lojas.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-5504\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/tres-relancamentos-exibem-os-altos-e-baixos-de-eduardo-e-silvia-araujo\/eduardosilvinha-rebu-geral-cover-front\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5504\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/08\/EduardoSilvinha-Rebu-Geral-Cover-Front-300x297.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"297\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/EduardoSilvinha-Rebu-Geral-Cover-Front-300x297.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/EduardoSilvinha-Rebu-Geral-Cover-Front-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/EduardoSilvinha-Rebu-Geral-Cover-Front-120x119.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/EduardoSilvinha-Rebu-Geral-Cover-Front.jpg 320w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por ordem de idade, o primeiro \u00e9 <strong><span style=\"color: #000080\">Rebu Geral<\/span><\/strong>, de 1981, seu primeiro disco assinado ao lado de sua amada <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Silvinha<\/span><\/strong> (falecida em 2008). Apesar da vontade de parecer moderno e de alguns arroubos de criatividade, o disco, considerado cult, tem um resultado bem mediano. Come\u00e7a que todos os v\u00edcios oitentistas est\u00e3o ali, como bateria eletr\u00f4nica e som pasteurizado. O come\u00e7o \u00e9 at\u00e9 bonitinho com <strong><em>Imagens<\/em><\/strong>, uma declara\u00e7\u00e3o de amor m\u00fatua. Assim com esta, todas as demais faixas s\u00e3o de Eduardo Ara\u00fajo e Lulu Martins. A exce\u00e7\u00e3o fica para a <strong><em>Paix\u00e3o de um cowboy<\/em><\/strong>, de Hugo Ter\u00e7arolli Filho e Marcos Gasparim, uma historinha engra\u00e7ada\u00a0de um homem brigando\u00a0pela mulher amada.\u00a0Al\u00e9m do curioso e inusitado projeto gr\u00e1fico do trabalho, o mais curioso em <span style=\"color: #000080\"><strong>Rebu geral<\/strong> <\/span>\u00e9\u00a0<strong><em>Lan\u00e7a menina<\/em><\/strong>, uma troca de farpas com Rita Lee que j\u00e1 come\u00e7a dizendo &#8220;voc\u00ea que pichava tanto a MPB agora ta de quatro faturando cach\u00ea&#8221;. Provavelmente, \u00e9 uma resposta direta para <strong><em>Arrombou a festa<\/em><\/strong>. Tem ainda algumas loucuras como <strong><em>Sapataria Progresso<\/em><\/strong>, com Silvinha dando arroubos de diva black a la Rosana, e o fraco manifesto ecol\u00f3gico <strong><em>Amaz\u00f4nia,<\/em><\/strong> tirado de um compacto de 1980.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-5505\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/tres-relancamentos-exibem-os-altos-e-baixos-de-eduardo-e-silvia-araujo\/basecd_7892141643177_capa\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5505 alignright\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/08\/BaseCD_7892141643177_capa.jpg\" alt=\"\" width=\"189\" height=\"182\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/BaseCD_7892141643177_capa.jpg 236w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/BaseCD_7892141643177_capa-120x115.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 189px) 100vw, 189px\" \/><\/a>Em seguida vem o bom <strong><span style=\"color: #0000ff\">Nunca deixe de sonhar<\/span><\/strong>, de 1985. O grande trunfo deste disco, com som ainda marcado por muitos teclados, \u00e9 a presen\u00e7a de <strong>Dom Beto<\/strong>, um uruguaio que veio morar no\u00a0Brasil e se engajou na cena black de Toni Tornado e Tim Maia. S\u00e3o dele nada menos que 6 das 10 faixas, todas com sotaque soul radiof\u00f4nico. Um destaque fica para <strong><em>Reencontro<\/em><\/strong>, uma baladinha rom\u00e2ntica cheia de melancolia. Ali\u00e1s,\u00a0\u00e9 esse o tom que rege todo o disco. <strong><em>Tempo que \u00e9 tempo<\/em><\/strong>, apesar dos exageros vocais, tamb\u00e9m \u00e9 bonitinha. O mesmo acontece com <strong><em>Mem\u00f3rias<\/em><\/strong>, com uma bela letra sobre dar valor ao que se tem. <strong><em>Raio de luar<\/em><\/strong> fecha bem o trabalho com o rockinho funkeado bem pra cima. A reedi\u00e7\u00e3o em Cd ganhou ainda a acelerada <strong><em>Rock da lambreta<\/em><\/strong> e o blues gospel <strong><em>Meu caminho \u00e9 de luz e amor<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-5506\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/tres-relancamentos-exibem-os-altos-e-baixos-de-eduardo-e-silvia-araujo\/basecd_7892141643184_capa\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5506\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/08\/BaseCD_7892141643184_capa.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"200\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/BaseCD_7892141643184_capa.jpg 236w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/BaseCD_7892141643184_capa-120x113.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>Por fim, <strong><span style=\"color: #808000\">Um homem chamado cavalo<\/span><\/strong>, de 1987, parece equivocado desde o t\u00edtulo. A\u00a0justificativa para\u00a0a escolha do nome\u00a0\u00e9 que o trabalho versa sobre o amor de Eduardo Ara\u00fajo pela vida de fazenda, bicho e mato. No entanto, tanto amor poderia render um trabalho mais apurado. O som \u00e9 excessivamente cafona, calcado em teclados datados. A lista de compositores j\u00e1 entrega uma pegada mais populista.\u00a0S\u00e3o can\u00e7\u00f5es de\u00a0Michael Sullivan, Paulo Massadas e\u00a0Roberta Miranda, que nem a produ\u00e7\u00e3o do respeit\u00e1vel\u00a0Renato Teixeira consegue salvar. Ele mesmo aparece como compositor na comprometedora <strong><em>Caminhoneiro<\/em><\/strong>. E \u00e9 por que Kuky Stolarski (Funk Como Le Gusta) e Nivaldo Campopiano (Muzak) est\u00e3o entre os m\u00fasicos. Apesar dos resulatados irregulares da carreira de Eduardo Ara\u00fajo, \u00e9 sempre importante tirar do ba\u00fa nomes que foram importantes para construir a hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira. Ainda mais que Eduardo est\u00e1 vivo e trabalhando. Pr\u00f3ximo de lan\u00e7ar um novo trabalho (ao vivo), no alto dos seus 69 anos, ele merece sim os parab\u00e9ns por estes 50 anos de hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confesso que nunca fui um grande f\u00e3 da Jovem Guarda. 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