{"id":5561,"date":"2011-08-30T22:18:35","date_gmt":"2011-08-31T01:18:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5561"},"modified":"2011-08-30T22:18:35","modified_gmt":"2011-08-31T01:18:35","slug":"em-seu-primeiro-disco-sem-cicero-marina-se-cerca-de-amigos-pra-falar-sobre-a-melancolia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/08\/30\/em-seu-primeiro-disco-sem-cicero-marina-se-cerca-de-amigos-pra-falar-sobre-a-melancolia\/","title":{"rendered":"Em seu primeiro disco sem C\u00edcero, Marina se cerca de amigos pra falar sobre a melancolia"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5651\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/em-seu-primeiro-disco-sem-cicero-marina-se-cerca-de-amigos-pra-falar-sobre-a-melancolia\/110620_marina_lima_climax\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5651\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/08\/110620_marina_lima_climax.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/110620_marina_lima_climax.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/110620_marina_lima_climax-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/110620_marina_lima_climax-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/08\/110620_marina_lima_climax-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a>A carioca <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Marina Lima<\/strong> <span style=\"color: #000000\">construiu\u00a0<\/span><\/span>sua carreira\u00a0sobre uma mistura intensa de elementos musicais banhados\u00a0em muita eleg\u00eancia\u00a0eleg\u00e2ncia, feminilidade e intimidade. Quer seja o assunto do qual ela esteja falando, sempre se imagina que se trate de algo muito \u00edntimo. Neste caldeir\u00e3o de confiss\u00f5es, ela colocou rock, samba, eletr\u00f4nico, jazz, bossa nova e raras foram as vezes em que ela dividiu suas m\u00fasicas com outros int\u00e9rpretes. Em contrapartida, em 19 discos lan\u00e7ados\u00a0ao longo de\u00a032 anos, ela sempre contou com o fil\u00f3sofo Ant\u00f4nio C\u00edcero, seu irm\u00e3o,\u00a0como seu principal letrista. Este ano ela decidiu quebrar algumas regras e lan\u00e7ar<span style=\"color: #000080\"><strong> Cl\u00edmax<\/strong><span style=\"color: #000000\">, o segundo<\/span>\u00a0<\/span>pelo pr\u00f3prio selo,\u00a0Fullg\u00e1s. Curiosamente, C\u00edcero n\u00e3o figura sequer nos agradecimentos. O disco, produzido por Edu Martins e Alex Fonseca,\u00a0traz 11 m\u00fasicas, das quais\u00a0sete s\u00e3o assinadas somente pela cantora. A escolha por um repert\u00f3rio t\u00e3o pessoal trouxe um clima mais soturno e melanc\u00f3lico ao disco que, como um todo, versa sobre as diversas formas de perda e solid\u00e3o. Em contrapartida, \u00e9 a primeira vez que ela convida tantas novas estrelas para dividir com ela o microfone (com excess\u00e3o do Ac\u00fastico MTV, onde os convidados s\u00e3o exig\u00eancia contratual) e as composi\u00e7\u00f5es. Logo na largada,<strong><em> N\u00e3o me venha mais com amor<\/em><\/strong> \u00e9 uma parceria furiosa com Adriana Calcanhotto onde o eu feminino assume seu direito de fazer sexo apenas por prazer. A batida forte dos samplers refor\u00e7a o recado repleto de imagens quentes e sensuais. A perda de voz sofrida em meados da d\u00e9cada de 90 ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente superada e em alguns momentos <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marina<\/span><\/strong> parece\u00a0se exigir\u00a0mais para atingir as notas, como \u00e9 o caso\u00a0na urgente\u00a0<strong><em>Lex<\/em><\/strong>. Empolgada com a mudan\u00e7a do Rio de Janeiro para S\u00e3o Paulo, ela declara em <strong><em>#SP Feelings<\/em><\/strong> o quanto &#8220;essa cidade faz meu som vibrar e querer viver pra concluir tanta perspectiva nova, \u00edmpar, que s\u00f3 as cidades grandes sabem produzir&#8221;. Assim como se firmou como compositora, <strong>Marina<\/strong> sempre gostou de testar novas roupagens para\u00a0os cl\u00e1ssicos dos outros. Dessa forma, ela j\u00e1 desmontou e reconstruiu <strong><em>Emo\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong> (Roberto\/ Erasmo), <strong><em>Garota de Ipanema<\/em><\/strong> (Vinicius\/ Tom) e <strong><em>Only You<\/em><\/strong> (Ram\/ Rand), todas com bons resultados. Em <strong><span style=\"color: #000080\">Cl\u00edmax<\/span><\/strong>, a escolha foi para<strong><em> Call me<\/em><\/strong>, can\u00e7\u00e3o de Tony Hatch lan\u00e7ada por Petula Clark em 1965. O que antes era um roquinho leve virou uma balada triste e lenta, focada em teclados econ\u00f4micos que casam bem com o clima geral do disco. No assunto convidados, <span style=\"color: #800080\"><strong>Vanessa da Mata<\/strong>\u00a0<\/span>dialoga com a anfitri\u00e3\u00a0em <strong><em>A parte que me cabe<\/em><\/strong> e juntas produzem um dueto bonitinho sobre a passagem dos tempos. Mais clim\u00e1tica e cheia de ru\u00eddos, <strong><em>Desencantados<\/em><\/strong> recebe <span style=\"color: #993366\"><strong>Karina Buhr<\/strong> <\/span>e<strong><span style=\"color: #008000\"> Edgard Scandurra<\/span><\/strong>. Por fim, <strong><em>Pra sempre<\/em><\/strong> \u00e9 cantada e composta\u00a0ao lado de <strong><span style=\"color: #339966\">Samuel Rosa<\/span><\/strong> e poderia perfeitamente est\u00e1 num disco do Skank. J\u00e1 no de Marina, ela parece deslocada e mais pop do que todo o resto do disco. Ainda assim, n\u00e3o se pode dizer que ela compromete o resultado do disco e at\u00e9 pode ser apontada como uma boa candidata primeiro single. No entanto, mais que a vontade de tocar no r\u00e1dio,<strong><span style=\"color: #ff0000\"> Marina lima<\/span><\/strong> prefere cantar suas dores e seus amores da forma mais sincera poss\u00edvel. E deixe quem quiser gostar. Com esse entendimento, <strong><span style=\"color: #0000ff\">Cl\u00edmax<\/span><\/strong>\u00a0\u00e9 uma carta de retorno de uma cantora que tem muito a dizer, mas, quase sempre, intercala momentos de exposi\u00e7\u00e3o moderada com reclus\u00e3o total.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A carioca Marina Lima construiu\u00a0sua carreira\u00a0sobre uma mistura intensa de elementos musicais banhados\u00a0em muita eleg\u00eancia\u00a0eleg\u00e2ncia, feminilidade e intimidade. 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