{"id":5659,"date":"2011-09-05T15:00:01","date_gmt":"2011-09-05T18:00:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5659"},"modified":"2011-09-05T15:00:01","modified_gmt":"2011-09-05T18:00:01","slug":"rolling-stones-entre-segredos-e-comparacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/09\/05\/rolling-stones-entre-segredos-e-comparacoes\/","title":{"rendered":"Rolling Stones entre segredos e compara\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5689\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/rolling-stones-entre-segredos-e-comparacoes\/rollingstones\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5689\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/09\/rollingStones.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"510\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/rollingStones.jpg 370w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/rollingStones-300x414.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/rollingStones-120x165.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/a>Venho aqui colocar um assunto em dia. Pode parecer bem fora do tempo, mas vou me valer do discurso de que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 tempo certo quando o assunto vale a pena&#8221;. O que acontece: quero falar aqui sobre dois livros lan\u00e7ados no primeiro semestre mas que merecem todo o destaque poss\u00edvel, ambos sobre o mesmo assunto, os <strong><span style=\"color: #800080\">Rolling Stones<\/span><\/strong>. O primeiro chama-se <strong><span style=\"color: #ff0000\">According to The Rolling Stones<\/span><\/strong>. Assinado pelo pr\u00f3prio quarteto, o livro, que j\u00e1 impressiona pela beleza\u00a0como objeto, \u00e9 um longo relato repleto de fotos incr\u00edveis. Claro, partindo do princ\u00edpio que, tamb\u00e9m este ano, a banda colocou nas lojas uma bel\u00edssima caixinha com os compactos lan\u00e7ados ao longo da carreira, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o fazer uma compara\u00e7\u00e3o com o grandioso projeto<strong> Anthology<\/strong>, que reuniu os tr\u00eas Beatles at\u00e9 ent\u00e3o vivos &#8211; Paul, Ringo e George (1943 &#8211; 2001) &#8211; para colocarem os assuntos em dia e abrir cofres e gavetas para lan\u00e7ar a raspa do tacho das grava\u00e7\u00f5es da banda. Mas, sem problemas por que se tem um assunto que nunca foi tabu foram as constantes compara\u00e7\u00f5es entre as duas maiores bandas inglesas de rock dos anos 60\/70. Baseado em entrevistas feitas pelo jornalista <span style=\"color: #808000\"><strong>Philip Dodd<\/strong><\/span>, <span style=\"color: #000080\"><strong><span style=\"color: #ff0000\">According to The Rolling Stones<\/span><\/strong> <\/span>foi lan\u00e7ado no mercado americano em 2003 e pouco tempo depois ganhou vers\u00e3o em espanhol. S\u00f3 este ano a <strong>Cosac Naify<\/strong> lan\u00e7ou o livro em portugu\u00eas. O esfor\u00e7o \u00e9 compensador e o resultado \u00e9 capaz de fazer qualquer marmanjo se emocionar. Mas, n\u00e3o se engane, nem tudo est\u00e1. Ainda preocupados em\u00a0guardar alguma imagem, os m\u00fasicos jogam pra baixo do tapete algumas hist\u00f3rias cabeludas, como o rolo sexo-amoroso entre Keith, Mick, Brian Jones e Anita Pallenberg. Ex-membros vivinhos da silva, como Bill Wyman, baixista original dos <span style=\"color: #800080\"><strong>Stones<\/strong><\/span>, e o guitarrista Mick Taylor n\u00e3o tem vez neste longo relato sobre a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Pra compensar, pessoas que conviveram de perto com os mitos, como a cantora Sheryl\u00a0Crow e\u00a0o produtor Marshall Chess,\u00a0d\u00e3o seu parecer. O texto segue o mesmo modelo do trabalho dos Beatles, curtos textinhos aspeados entrela\u00e7ando as entrevistas. No fim das contas, a aus\u00eancia dos ex-membros faz o f\u00e3 tirar alguns pontos do trabalho final. Ainda assim, s\u00f3 de olhar para o livro, se percebe que trata de um produto indispens\u00e1vel para os f\u00e3s de rock e, pricipalmente, dos maus meninos ingleses.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-5690\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/rolling-stones-entre-segredos-e-comparacoes\/livro-beatles-vs-rolling-stones\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5690\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/09\/Livro-Beatles-vs-Rolling-Stones.jpg\" alt=\"\" width=\"411\" height=\"463\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/Livro-Beatles-vs-Rolling-Stones.jpg 411w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/Livro-Beatles-vs-Rolling-Stones-300x338.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/Livro-Beatles-vs-Rolling-Stones-120x135.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><\/a>O segundo livro n\u00e3o \u00e9 menos luxuoso, mas o conte\u00fado \u00e9 beeeeeeem diferente. <span style=\"color: #003300\"><strong>The Beatles vs The Rolling Stones<\/strong> <\/span>(Ed. Globo) vem com o subt\u00edtulo sensacionalista &#8220;a grande rivalidade do rock&#8217;n&#8217;roll&#8221; e n\u00e3o deixa d\u00favidas sobre seu conte\u00fado. Pra contextualizar, surgidas praticamente na mesma \u00e9poca (a diferen\u00e7a \u00e9 de um ano a mais pros Beatles) e no mesmo pa\u00eds, as duas bandas s\u00e3o e continuar\u00e3o sendo as duas maiores refer\u00eancias de rock na hist\u00f3ria. Por isso mesmo, nunca faltou quem viesse com teorias sobre quem \u00e9 maior do que quem. Resultado dessa disputa? Claro que n\u00e3o existe, mas, pelo menos, rendeu muita discuss\u00e3o entre roqueiros. O livro, escrito por <span style=\"color: #800000\"><strong>Jim Derogatis<\/strong> <\/span>e <strong><span style=\"color: #993300\">Greg Kot<\/span><\/strong>, nem quer resolver esta pendenga, mas tenta criar argumentos para que o leitor tire suas conclus\u00f5es. O m\u00e9todo \u00e9 simples: eles analisam cada ponto em separado. Os vocalistas Mick e John, os guitarristas George e Keith, os discos cl\u00e1ssicos <strong>Exile on main st.<\/strong> e <strong>\u00c1lbum Branco<\/strong> e o visual de cada\u00a0grupo s\u00e3o alguns temas discutidos. Pra completar, tem ainda listas de livros e melhores momentos, e uma infinidade de fotos maravilhosas. No fim das contas, as imagens em perspectiva estampada na capa, onde <strong><span style=\"color: #0000ff\">Beatles<\/span><\/strong> e <strong><span style=\"color: #ff0000\">Stones<\/span><\/strong> se confundem, talvez seja a melhor met\u00e1fora para resolver essa justa de mais de 40 anos. Frutos de uma mesma \u00e9poca, os dois grupos somam juntos o maior tesouro da m\u00fasica pop internacional. E, se juntarmos os dois livros, vamos saber mais sobre uma \u00e9poca em rock era coisa de gente grande.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Venho aqui colocar um assunto em dia. 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