{"id":5695,"date":"2011-09-06T17:04:18","date_gmt":"2011-09-06T20:04:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5695"},"modified":"2011-09-06T17:04:18","modified_gmt":"2011-09-06T20:04:18","slug":"chico-cesar-grava-aos-vivos-em-dvd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/09\/06\/chico-cesar-grava-aos-vivos-em-dvd\/","title":{"rendered":"Chico C\u00e9sar grava Aos Vivos em DVD"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5696\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/chico-cesar-grava-aos-vivos-em-dvd\/chico-cesar-aos-vivos\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5696\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/09\/chico-cesar-aos-vivos.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"498\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/chico-cesar-aos-vivos.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/chico-cesar-aos-vivos-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/chico-cesar-aos-vivos-300x299.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/chico-cesar-aos-vivos-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a>16 ap\u00f3s estrear com o disco <strong><span style=\"color: #0000ff\">Aos Vivos<\/span><\/strong>, o\u00a0cantor e compositor\u00a0<span style=\"color: #ff0000\"><strong>Chico C\u00e9sar<\/strong> <\/span>resolveu voltar \u00e0quele repert\u00f3rio e grav\u00e1-lo em DVD. O novo registro aconteceu neste \u00faltimo fim de semana no Teatro Fecap e contou com a participa\u00e7\u00e3o do m\u00fasico <span style=\"color: #003300\"><strong>Dani Black<\/strong> <\/span>no viol\u00e3o e vocais. O disco <strong>Aos Vivos<\/strong> marcou a hist\u00f3ria do paraibano por mostrar suas composi\u00e7\u00f5es de forma crua e \u00edntima. Ali ele j\u00e1 registrava futuros hits, como <strong><em>Mama \u00c1frica<\/em><\/strong>, <strong><em>Berad\u00earo<\/em><\/strong>, <strong><em>Templo<\/em><\/strong> e <strong><em>\u00c0 primeira vista<\/em><\/strong>, e recebia as presen\u00e7as de Lenine e Lanny Gordin. O DVD da apresenta\u00e7\u00e3o vai ser lan\u00e7ado pelo Canal Brasil. Veja a seguir o que <strong><span style=\"color: #ff0000\">Chico C\u00e9sar<\/span><\/strong> escreveu sobre o trabalho:<\/p>\n<p><strong>A Grava\u00e7\u00e3o do DVD, por Chico C\u00e9sar\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Aos Vivos&#8221; \u00e9 meu primeiro CD, gravado ao vivo com voz e viol\u00e3o, lan\u00e7ado 16 anos atr\u00e1s pela gravadora Velas (de Ivan Lins e Vitor Martins). Agora fa\u00e7o o DVD desse \u00e1lbum que me mostrou primeiro \u00e0 cena alternativa de S\u00e3o Paulo e, alado, voou Brasil adentro e mundo a fora. O disco foi gravado em tr\u00eas noites do outono de 1994 na Funarte da Alameda Nothmann, em Sampa, onde j\u00e1 vivia h\u00e1 nove anos. O lan\u00e7amento foi s\u00f3 no ano seguinte, 1995. Para o DVD, de novo o centro de Sampa: o Teatro FECAP, na Liberdade, nos dias 2, 3 e 4 de setembro. <\/em><\/p>\n<p><em>Dani Black \u00e9 meu convidado no DVD. Ele vai participar de algumas m\u00fasicas tocando viol\u00e3o, guitarra e fazendo vocais. Mais ou menos a mesma coisa que no disco fizeram Lenine e Lanny Gordin. Dani cresceu ouvindo o &#8220;Aos Vivos&#8221; e eu fui seu baby sitter e de sua irm\u00e3 Patr\u00edcia in\u00fameras vezes quando seus pais, meus parceiros Arnaldo Black e Tet\u00ea Esp\u00edndola, sa\u00edam para ir ao cinema ou visitar amigos. <\/em><\/p>\n<p><em>Eg\u00eddio Conde, do Audiomobile, \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pela exist\u00eancia do CD &#8220;Aos Vivos&#8221;. Nos conhec\u00edamos do Festival de Avar\u00e9 desde 1991 e, ao procur\u00e1-lo para que me cedesse seu est\u00fadio para gravar vozes e viol\u00f5es em um material que estava preparando com Andr\u00e9 Abujamra na produ\u00e7\u00e3o do que deveria ter sido meu primeiro disco, ele me aconselhou a fazer um disco ao vivo e colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o seu equipamento, sua sensibilidade e seu tempo para o projeto. &#8220;Ao vivo, no palco, n\u00e3o tem pra ningu\u00e9m. \u00c9 voc\u00ea onde a for\u00e7a de sua m\u00fasica aparece. \u00c9 onde voc\u00ea \u00e9 o cara&#8221;, me encorajou. <\/em><\/p>\n<p><em>Lenine veio de \u00f4nibus noturno do Rio de Janeiro, acho que pagando do pr\u00f3prio bolso a passagem, e ficou hospedado na sala do ca\u00f3tico apartamento que eu dividia com Zeca Baleiro na Heitor Penteado, em cima da Padaria Cear\u00e1, onde t\u00ednhamos umas compreensivas &#8220;penduras&#8221;. Alan Gordin, pai do Lanny, liberou o legend\u00e1rio guitarrista de tocar em sua boate Stardust nessas tr\u00eas noites j\u00e1 que ele ganharia um pouco mais tocando comigo. As refei\u00e7\u00f5es faz\u00edamos na musicasa de Tata Fernandes, Nina Blauth e M\u00edriam Maria, em que Itamar Assump\u00e7\u00e3o (meu parceiro em &#8220;D\u00favida Cruel&#8221;, que est\u00e1 no disco) observava com divertida cautela o ass\u00e9dio de nossa fauna \u00e0s suas orqu\u00eddeas. Na produ\u00e7\u00e3o, Elaine Marin e Esther Vasconcelos. <\/em><\/p>\n<p><em>Gravei o disco com um viol\u00e3o takamini emprestado de Edson Natale, que mais na frente at\u00e9 tentaria (e fracassar\u00edamos) me ajudar a vender b\u00f4nus para prensar o disco \u00e0s pr\u00f3prias custas. Na plat\u00e9ia: N\u00e1 Ozetti, Suzana Sales, V\u00e2nia Bastos, Vange Milliet, Virg\u00ednia Rosa, Gigi Trujilo, todas as Orqu\u00eddeas do Brasil, Tet\u00ea Esp\u00edndola, Carlos Careqa, Passoca, Renato Braz. Quase ningu\u00e9m pagou entrada, mas tamb\u00e9m depois ningu\u00e9m cobrou direitos conexos pela excelente performance do coro, que surpreendeu a Ivan Lins: &#8220;Como pode um artista desconhecido em seu primeiro disco ter tanta gente cantando na plat\u00e9ia?&#8221; Mist\u00e9rios que s\u00f3 a guerrilha do underground explica: insistentes apresenta\u00e7\u00f5es em lugares pequenos repetidas vezes para quinze, dez ou at\u00e9 cinco pessoas\u2026 <\/em><\/p>\n<p><em>Eg\u00eddio e eu mixamos e editamos o disco com a tv ligada sem som vendo a tediosa copa de 94, nos Estados Unidos. Vez por outra mud\u00e1vamos de canal para ver algo interessante na MTV. Disco pronto, tentaram nos convencer a n\u00e3o lan\u00e7\u00e1-lo para n\u00e3o desperdi\u00e7ar as m\u00fasicas com aquelas grava\u00e7\u00f5es sem arranjo, despidas. At\u00e9 experimentamos colocar percuss\u00e3o em algumas faixas, mas n\u00e3o dava certo, pois o tempo oscilava. <\/em><\/p>\n<p><em>Finalmente a Velas se decidiu e, um ano depois, veio o lan\u00e7amento. Um pouco antes &#8220;Mama \u00c1frica&#8221; e &#8220;A Primeira Vista&#8221; sa\u00edram em uma colet\u00e2nea por uma revista de \u00e1udio. Algumas r\u00e1dios p\u00fablicas e &#8220;adultas&#8221; come\u00e7aram a tocar, algumas pessoas come\u00e7aram a se perguntar: &#8220;\u00c9 o Caetano Veloso? \u00c9 o Gil? \u00c9 um disco voador?&#8221; Era um disco voador, que ganhou vida pr\u00f3pria e plana sem planos at\u00e9 hoje. Ele terminou por me levar ao mainstream e tamb\u00e9m a me defender do mainstream. Nas reuni\u00f5es mais tensas em que diretores de gravadora tentavam me convencer de algo que eu realmente n\u00e3o faria de jeito algum, usei meu primeiro disco como escudo e argumentava: &#8220;Voc\u00eas nunca teriam me deixado gravar o disco atrav\u00e9s do qual me conheceram e que despertou o interesse por mim&#8221;. <\/em><\/p>\n<p><em>Ah, o DVD. Tamb\u00e9m estou torcendo para que saia uma vers\u00e3o do \u00e1udio em vinil pois era nesse formato que eu fantasiava meu primeiro disco. O repert\u00f3rio: vou tocar todo o &#8220;Aos Vivos&#8221;, respeitando o esp\u00edrito de certa liberdade irrespons\u00e1vel que h\u00e1 nele. \u00c9 mais isso do que o compromisso de tentar fazer igualzinho ao disco. N\u00e3o h\u00e1 como mesmo. Fiz uma noite de &#8220;Aos Vivos&#8221; numa recente Virada Cultural em S\u00e3o Paulo, no Teatro Municipal da cidade. Foi emocionante: de madrugada, na fila, a turma tocando e cantando todas as m\u00fasicas, na seq\u00fc\u00eancia.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><em>Mas tamb\u00e9m tem o &#8220;Aos Outros&#8221;: algumas m\u00fasicas que toquei naquelas tr\u00eas noites e que acabaram n\u00e3o entrando no disco (tipo &#8220;Utopia&#8221; e &#8220;Invoca\u00e7\u00e3o&#8221;). E outras, minhas ou n\u00e3o, que entraram na minha vida de l\u00e1 pra c\u00e1 e que eu acho que tem a ver fazer agora: &#8220;Dor Elegante&#8221; (de Itamar e Leminski), &#8220;Paula e Bebeto&#8221; (Milton Nascimento\/Caetano Veloso), Il\u00ea Ay\u00ea (Paulinho Camafeu). Tocar eu toco, depois a gente v\u00ea se entra ou n\u00e3o. Deixa vir pra ver no que d\u00e1. Boa noite, S\u00e3o Paulo!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>16 ap\u00f3s estrear com o disco Aos Vivos, o\u00a0cantor e compositor\u00a0Chico C\u00e9sar resolveu voltar \u00e0quele repert\u00f3rio e grav\u00e1-lo em DVD. 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