{"id":5737,"date":"2011-09-09T14:00:52","date_gmt":"2011-09-09T17:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5737"},"modified":"2011-09-09T14:00:52","modified_gmt":"2011-09-09T17:00:52","slug":"erasmo-carlos-faz-sexo-com-prazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/09\/09\/erasmo-carlos-faz-sexo-com-prazer\/","title":{"rendered":"Erasmo Carlos faz Sexo com prazer"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5762\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/erasmo-carlos-faz-sexo-com-prazer\/140474_ampliada\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5762\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/09\/140474_Ampliada.jpg\" alt=\"\" width=\"403\" height=\"403\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/140474_Ampliada.jpg 1200w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/140474_Ampliada-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/140474_Ampliada-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/140474_Ampliada-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/140474_Ampliada-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/140474_Ampliada-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px\" \/><\/a>Em 1977, Roberto Carlos lan\u00e7ou disco onde interpretava pela primeira vez a po\u00e9tica <strong><em>Cavalgada<\/em><\/strong>. Fruto de sua frut\u00edfera parceria com <strong><span style=\"color: #000080\">Erasmo Carlos<\/span><\/strong>, a can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das descri\u00e7\u00f5es mais despudoradas e belas do sexo. Falando em &#8220;beijos como a\u00e7oite&#8221; e &#8220;m\u00e3o mais atrevida&#8221;, a dupla ousou tratar do assunto de forma direta e quente. Nos anos seguintes, Roberto trocou o sexo de <strong><em>Cavalgada<\/em><\/strong> pela caretice de <strong><em>O grande amor da minha vida<\/em><\/strong>\u00a0. J\u00e1 seu amigo fiel e irm\u00e3o camarada seguiu firme se aprofundando no assunto nas mais diferentes posi\u00e7\u00f5es. Como quem quer reafirmar a import\u00e2ncia do\u00a0sexo para a\u00a0vida, Erasmo coloca este m\u00eas nas lojas o seu tem\u00e1tico 25\u00ba disco, denominado simplesmente de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Sexo<\/span><\/strong>. Ao longo de 12 faixas, o mestre, no alto dos 70 anos, fala sobre as mais variadas vertentes do &#8220;esporte mais praticado pelo homem&#8221; de forma aberta, divertida, mas sem cair na vulgaridade. <strong><span style=\"color: #ff0000\">Sexo<\/span><\/strong> d\u00e1 continuidade \u00e0 parceria com o ex-Mutante Liminha que se\u00a0inicou nos anos 70 e gerou, em 2009, o \u00f3timo <strong>Rock&#8217;N&#8217;Roll<\/strong>. \u00c9 Liminha quem acrescenta instrumentos indianos ao som de Erasmo. Logo na largada, na stoniana <strong><em>Kamasutra<\/em><\/strong>, s\u00e3o as c\u00edtaras quem fazem a cama para as posi\u00e7\u00f5es sexuais listadas pelo parceiro <strong><span style=\"color: #800080\">Arnaldo Antunes<\/span><\/strong>. O ex-tit\u00e3 segue com <strong><em>Roupa Suja<\/em><\/strong>, um desabafo sofrido de um homem largado que encontra uma certa do\u00e7ura na voz de Erasmo. J\u00e1 com bastante expedri\u00eancia a intimidade no quesito sexo, <strong><span style=\"color: #000080\">Erasmo Carlos<\/span><\/strong> nem precisou se afastar muito do estilo que construiu ao longo de mais de 50 anos de carreira tratar de sexo. <strong><em>Apaixoc\u00f3lico an\u00f4nimo<\/em><\/strong>, por exemplo, poderia estar no disco <strong>Buraco Negro<\/strong> (1984), que tamb\u00e9m passa pelo assunto. Ainda assim, <strong><span style=\"color: #ff0000\">Sexo<\/span><\/strong> conserva sua personalidade ao procurar novas abordagens. Por exemplo, para incluir uma vis\u00e3o feminina, ele convidou a amiga <span style=\"color: #003300\"><strong>Adriana Calcanhotto<\/strong> <\/span>para dividir a composi\u00e7\u00e3o de<strong><em> Seu homem mulher<\/em><\/strong>, que ainda conta com o refor\u00e7o luxuoso de <strong><span style=\"color: #993300\">Frejat<\/span><\/strong> nas guitarras. <strong><span style=\"color: #993366\">Nelson Motta<\/span><\/strong> comparece na fraca <strong><em>V\u00eanus e Marte<\/em><\/strong> e na delicada <strong><em>E nem me disse adeus<\/em><\/strong>. Cheia de ternura e com sonoridade oitentista, esta segunda \u00e9 um dos pontos altos do trabalho, assim como a agitada <strong><em>Sexo e Humor<\/em><\/strong>. Parceria com <strong><span style=\"color: #008080\">Chico Amaral<\/span><\/strong>, a can\u00e7\u00e3o traz o DND do Skank. Apesar da bela melodia, <strong><em>Santas mulheres santas<\/em><\/strong> \u00e9 um ponto baixo do disco e repete um jeit\u00e3o machista que j\u00e1 gerou <strong><em>N\u00e3o te quero santa<\/em><\/strong>, do cl\u00e1ssico <strong>Carlos, Erasmo<\/strong> (1971). Fechando o disco, <strong><em>Sexo \u00e9 vida<\/em><\/strong> remete a George Harrison para sintetizar toda a mensagem que <strong><span style=\"color: #ff0000\">Sexo<\/span><\/strong> pretendia passar. Assumindo o\u00a0papel do espermatozoide, Erasmo agradece pai e m\u00e3e pela oportunidade de fecundar e &#8220;gozar a vida&#8221;. E \u00e9 esta alegria que permeia todo o trabalho de um compositor que se rejuvenesce aos 70 anos na base do sexo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1977, Roberto Carlos lan\u00e7ou disco onde interpretava pela primeira vez a po\u00e9tica Cavalgada. 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