{"id":5757,"date":"2011-09-16T16:15:45","date_gmt":"2011-09-16T19:15:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=5757"},"modified":"2011-09-16T16:15:45","modified_gmt":"2011-09-16T19:15:45","slug":"ze-ramalho-junta-bob-dylan-e-luiz-gonzaga-em-tributo-aos-beatles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/09\/16\/ze-ramalho-junta-bob-dylan-e-luiz-gonzaga-em-tributo-aos-beatles\/","title":{"rendered":"Z\u00e9 Ramalho junta Bob Dylan e Luiz Gonzaga em tributo aos Beatles"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-5839\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/ze-ramalho-junta-bob-dylan-e-luiz-gonzaga-em-tributo-aos-beatles\/20110816172301_27971_large_ze-ramalho-canta-beatles\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5839\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/09\/20110816172301_27971_large_ze-ramalho-canta-beatles.jpg\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"570\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/20110816172301_27971_large_ze-ramalho-canta-beatles.jpg 570w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/20110816172301_27971_large_ze-ramalho-canta-beatles-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/20110816172301_27971_large_ze-ramalho-canta-beatles-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/09\/20110816172301_27971_large_ze-ramalho-canta-beatles-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/a>Ao longo de mais de 30 anos, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Z\u00e9 Ramalho<\/strong> <\/span>construiu uma das assinaturas mais fortes da M\u00fasica Popular Brasileira. Com seu toque de violeiro, sua voz agreste e seu canto falado, ele cruzou a linha do rock, da psicodelia, do bai\u00e3o, do folk e se lan\u00e7ou com uma obra referencial, agressiva e marcante.\u00a0Como int\u00e9rprete, essa regra n\u00e3o \u00e9 diferente. Seja quem for o interpretado, da Bossa Nova ao Rock, ele \u00e9 capaz de misturar essas mesmas influ\u00eancias e recriar obras importantes sem medo das compara\u00e7\u00f5es. Isso pode ser sentido no seu recente tributo aos Beatles, lan\u00e7ado pela gravadora <strong><span style=\"color: #333333\">Discobertas<\/span><\/strong>. <strong><span style=\"color: #0000ff\">Z\u00e9 Ramalho Canta Beatles<\/span><\/strong> re\u00fane 16 can\u00e7\u00f5es de George, Paul, John e Ringo, incluindo suas carreiras solo, gravadas pelo paraibano em diferentes \u00e9pocas, ao longo de mais de 10 anos. Interpretadas em seu idioma original, Z\u00e9\u00a0Ramalho\u00a0deu\u00a0ainda mais personalidade \u00e0 homenagem por n\u00e3o esconder\u00a0o sotaque nordestino. Longe de se ocupar com o que v\u00e3o dizer os f\u00e3s mais puristas do Fab4, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Z\u00e9 Ramalho<\/strong> <\/span>n\u00e3o teve medo de transformar can\u00e7\u00f5es da forma que julgava correta, como foi o caso de transformar a \u00e9pica <strong><em>While my guitar gently weeps<\/em><\/strong> em um bai\u00e3o. O resultado \u00e9 t\u00e3o bom quanto <strong><em>In my life<\/em><\/strong>, que\u00a0virou uma valsa que,\u00a0segundo explica\u00e7\u00e3o no encarte, ressalta &#8220;os sentimentos de ingenuidade e juventude que est\u00e3o presentes na letra&#8221;. Ambas s\u00e3o costuradas pela bela sanfona de Dod\u00f4 Moraes, \u00fanico parceiro nesta viagem de Z\u00e9.\u00a0Algumas das vers\u00f5es do disco j\u00e1 haviam sido lan\u00e7adas em outros projetos especiais. \u00c9 o caso de <strong><em>The long and winding road<\/em><\/strong> e <strong><em>Beware the darkness<\/em><\/strong>, apresentadas no especial <strong>Beatles&#8217;70<\/strong>. <strong><em>In my life<\/em><\/strong> j\u00e1 havia sido gravado por <strong><span style=\"color: #ff0000\">Z\u00e9 Ramalho<\/span><\/strong>\u00a0no tributo <strong>Submarino Verde e Amarelo<\/strong> (2000), que contou com a participa\u00e7\u00e3o se v\u00e1rios outros\u00a0artistas\u00a0brasileiros. Mas esta ganhou uma nova leitura, com voz dobrada e interpreta\u00e7\u00e3o mais pessoal. Claro que nem sempre as tranforma\u00e7\u00f5es funcionam. <strong><em>Golden Slumbers<\/em><\/strong> e <strong><em>Carry that weight<\/em><\/strong>, por exemplo, deixam a emo\u00e7\u00e3o se esvair no canto excessivamente pesado de Ramalho. Acompanhado apenas do viol\u00e3o, o cantor parece emular um Bob Dylan (tamb\u00e9m j\u00e1 regravado por Z\u00e9) em sua \u00e9poca mais folk. <strong><span style=\"color: #0000ff\">Z\u00e9 Ramalho canta Beatles<\/span><\/strong> foi idealizado e\u00a0produzido pelo anfitri\u00e3o, tendo apenas Dod\u00f4 de Moraes ao seu lado nas interpreta\u00e7\u00f5es (poucas faixas contam com outros m\u00fasicos). Ambos se desdobram para recriar arranjos e sentimentos. <strong><em>A day in the life<\/em><\/strong> virou um xote e at\u00e9 ganhou uma orquestra sampleada. Claro que tudo foge completamente do \u00f3bvio, mas \u00e9 justamente sobre isso que Z\u00e9 Ramalho criou sua hist\u00f3ria. Sobre a fuga do \u00f3bvio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo de mais de 30 anos, Z\u00e9 Ramalho construiu uma das assinaturas mais fortes da M\u00fasica Popular Brasileira. 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