{"id":6003,"date":"2011-10-07T11:21:36","date_gmt":"2011-10-07T14:21:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=6003"},"modified":"2011-10-07T11:21:36","modified_gmt":"2011-10-07T14:21:36","slug":"o-bom-e-velho-rock-and-roll","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/10\/07\/o-bom-e-velho-rock-and-roll\/","title":{"rendered":"O bom e velho rock and roll"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a rel=\"attachment wp-att-6005\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/o-bom-e-velho-rock-and-roll\/deep-purple\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-6005 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/10\/deep-purple-550x365.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"347\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Houve um tempo em que rock and roll era sin\u00f4nimo de transgress\u00e3o. Elvis \u201cThe Pelvis\u201d Presley chegou a ser censurado na TV por conta do seu rebolado. Paul McCartney j\u00e1 foi detido em T\u00f3quio por porte de maconha. Seu companheiro John Lennon tamb\u00e9m teve que se explicar algumas vezes \u00e0 justi\u00e7a pelas declara\u00e7\u00f5es pol\u00eamicas e participa\u00e7\u00f5es em atos pol\u00edticos. Feios, sujos, beberr\u00f5es, brig\u00f5es, s\u00e3o muitos os adjetivos que atribuem aos \u00eddolos deste estilo que j\u00e1 atravessou gera\u00e7\u00f5es desde que Chuck Berry decidiu amplificar sua guitarra el\u00e9trica.<\/p>\n<p>No entanto, quanto mais s\u00e3o criticados (se \u00e9 que ainda vale a pena critic\u00e1-los), mais o p\u00fablico se rende ao peso e ao magnetismo dos mestres do Rock. Subindo a um patamar superior, onde se encontram as refer\u00eancias para o futuro, \u00e9 grande, embora seleta, a lista dos \u00eddolos que marcaram a hist\u00f3ria da m\u00fasica feita com baixo, bateria e guitarra. Nessa lista, sem d\u00favidas, h\u00e1 um espa\u00e7o reservado para os ingleses do <strong><span style=\"color: #800080\">Deep Purple<\/span><\/strong>, que tocam em Fortaleza pela primeira vez esta noite.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Pkg0xJj2A4w&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>Formada em 1968 por Rod Evans (vocais), Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclado), Nick Simper (baixo) e Ian Paice (bateria), a banda cruzou o mundo para mostrar sua fus\u00e3o de rock, blues, erudito e progressivo. A mistura deu t\u00e3o certo que o baterista Lars Ulrich n\u00e3o nega que s\u00f3 montou o Metallica depois de ouvir o som dos caras. Juntando dom\u00ednio sobre os instrumentos com performances arrasadoras no palco, eles dividem com os n\u00e3o menos ic\u00f4nicos <strong>Black Sabbath<\/strong> e <strong>Led Zeppelin<\/strong> o t\u00edtulo nobre de criadores do hard rock e do heavy metal. E isso antes mesmo de se saber o que diabos isso significaria.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos mais de 40 anos de estrada, o <strong><span style=\"color: #800080\">Deep Purple<\/span> <\/strong>enfrentou tudo aquilo que \u00e9 comum \u00e0s grandes bandas de rock que sobreviveram aos 70\/80. Ou seja, plateias gigantescas, exageros com drogas (<strong><span style=\"color: #800080\">Deep Purple<\/span><\/strong> al\u00e9m de ser a m\u00fasica preferida da av\u00f3 de Blackmore, \u00e9 tamb\u00e9m o nome de uma droga famosa da \u00e9poca), disputas internas, perdas por overdose e troca de m\u00fasicos. Hoje a banda que vem a Fortaleza tem apenas <strong><span style=\"color: #008000\">Ian Paice<\/span><\/strong> da forma\u00e7\u00e3o original. Ao seu lado est\u00e3o <strong><span style=\"color: #008000\">Ian Gillan<\/span><\/strong> (vocalista que substituiu Evans j\u00e1 em 1969), <strong><span style=\"color: #008000\">Steve Morse<\/span><\/strong> (guitarra desde 1994), <strong><span style=\"color: #008000\">Don Airey<\/span><\/strong> (teclado desde 2002) e <strong><span style=\"color: #008000\">Roger Glover<\/span><\/strong> (baixo tamb\u00e9m desde 1969, apesar de ter substitu\u00eddo um tempo por Glenn Hughes).<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gZ_kez7WVUU&amp;feature=related[\/youtube]\n<p>Mas, trocar m\u00fasicos nunca foi problema para o <strong><span style=\"color: #800080\">Deep Purple<\/span><\/strong>. Tanto que no in\u00edcio, quando ainda estavam em busca do som ideal, eles tinham uma forma\u00e7\u00e3o para o dia e outra para a noite. Mesmo que a atual forma\u00e7\u00e3o seja a oitava (chamada por eles de Mark VIII), nada vai tirar o brilho e a for\u00e7a de cl\u00e1ssicos como <strong><em>Highway Star<\/em><\/strong>, <strong><em>Maybe I\u2019m a Leo<\/em><\/strong> e, o maior de todos, <strong><em>Smoke on the water<\/em><\/strong>. Marcada pelo som poderoso da guitarra de Balckmore, esta \u00faltima foi apontada em 2008 pela London Tech Music School como o maior riff da hist\u00f3ria do rock, \u00e0 frente de <em>Smells like teen spirit<\/em> (Nirvana) e <em>Born to be wild<\/em> (Steppenwolf).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Fortaleza, a atual turn\u00ea brasileira do <strong><span style=\"color: #800080\">Deep Purple<\/span><\/strong> (a nona nos \u00faltimos 10 anos) j\u00e1 passou por Bel\u00e9m (4\/10) e segue para Campinas (8\/10), S\u00e3o Paulo (10\/10), Belo Horizonte (11\/10) e Curitiba (12\/10), antes de partir para cobrir a Am\u00e9rica Latina e Europa. Em tempos que Eric Clapton pode passear a p\u00e9 pelas ruas do Rio Grande do Sul enquanto Justin Bieber n\u00e3o aparece em p\u00fablico sem deixar pelo menos tr\u00eas adolescentes desmaiadas, faz bem um <strong><span style=\"color: #800080\">Deep Purple<\/span><\/strong> pra lembrar como se faz rock de verdade.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quando:<\/strong> hoje (7), \u00e0s 21h, com abertura da banda Rep\u00fablica<\/p>\n<p><strong>Onde:<\/strong> Barraca Biruta (Avenida Zez\u00e9 Diogo, 4111 \u2013 Praia do Futuro)<\/p>\n<p><strong>Pre\u00e7o:<\/strong> R$70 (meia), R$140 (inteira) e R$150 (camarote frontstage)<\/p>\n<p><strong>Pontos de venda:<\/strong> Lojas Renner (Iguatemi e North Shopping) e Bilheteria Virtual (<a href=\"www.bilheteriavirtual.com.br\" target=\"_blank\">www.bilheteriavirtual.com.br<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> 16 anos<\/p>\n<p><strong>Outras info.:<\/strong> 3230.1917\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ponto de vista por\u00a0Carlus Campos<\/strong><\/p>\n<p><em><a rel=\"attachment wp-att-6010\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/o-bom-e-velho-rock-and-roll\/perfect-strangers\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-6010\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2011\/10\/Perfect-strangers.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/Perfect-strangers.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/Perfect-strangers-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/Perfect-strangers-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Armado com alguns cruzeiros no bolso e muita ansiedade, entrei na Francinet Discos na Rua Guilherme Rocha, numa tarde ensolarada de 1984. Essa loja era parada obrigat\u00f3ria sempre que eu visitava o Centro. Ali\u00e1s, muitas vezes saia de casa exclusivamente para\u00a0uma peregrina\u00e7\u00e3o de loja em loja. Sempre fui fascinado por lojas de discos. Fico em estado de \u00eaxtase.\u00a0Num ato ritual\u00edstico, muitas vezes n\u00e3o comprava nada. Conferia vinil por vinil, fu\u00e7ava as novidades, os lan\u00e7amentos. Ficava piruando dentro da loja, enchendo o saco dos vendedores. Mas aquele seria um dia diferente.<\/em><\/p>\n<p><em>Percebendo o meu nervosismo, o vendedor prontamente me exibiu o vinil t\u00e3o esperado: Perfect Strangers, do Deep Purple, um dos grandes lan\u00e7amentos daquele ano. Era o aguardado retorno da banda. Naqueles tempos bicudos, come\u00e7ava a colecionar meus primeiros discos de Rock ingl\u00eas. Nos anos 1980, pouca coisa do rock nacional me interessava. Talvez os Tit\u00e3s, com o disco Cabe\u00e7a Dinossauro. Desta \u00e9poca, conservo o h\u00e1bito de reunir amigos em casa para ouvir e falar o tempo todo sobre m\u00fasica. Longe de ser um cl\u00e1ssico absoluto, Perfect Strangers representou muito para mim.\u00a0A banda vinha de um hiato de v\u00e1rios anos sem gravar material in\u00e9dito. A partir da grande can\u00e7\u00e3o que d\u00e1 nome ao disco, passei a ouvir com mais aten\u00e7\u00e3o os seminais Deep Purple in Rock, Fireball e Machine Head.<\/em><\/p>\n<p><em>Nos anos 1980, bandas como Led Zeppelin, Black Sabbat, The Who e Deep Purple ostentavam a categoria de deuses do rock. J\u00e1 eram mitos. Apesar do movimento punk, do p\u00f3s-punk e da New Wave, algumas bandas \u00edcones\u00a0de quase duas d\u00e9cadas\u00a0passadas ressurgiam dando algum sinal de vigor e criatividade. Claro, sem o brilho da suas melhores fases. Com a bolacha preta rolando na vitrola e devorando os encartes (o formato vinil proporcionava esse deleite) ouv\u00edamos com aten\u00e7\u00e3o os solos de Blackmore numa experi\u00eancia religiosa. O meu interesse no rock sempre foi na figura do guitarrista. Jeff Beck, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Eric Clapton. Hoje \u00e0 noite Richie Blackmore n\u00e3o subir\u00e1 ao palco da Biruta. N\u00e3o far\u00e1 muita falta, n\u00e3o. Afinal, Steve Morse tamb\u00e9m \u00e9 do c&#8230;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve um tempo em que rock and roll era sin\u00f4nimo de transgress\u00e3o. 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