{"id":6066,"date":"2011-10-19T11:00:10","date_gmt":"2011-10-19T14:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=6066"},"modified":"2022-01-05T20:52:20","modified_gmt":"2022-01-05T23:52:20","slug":"12-cantoras-releem-obra-de-marina-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2011\/10\/19\/12-cantoras-releem-obra-de-marina-lima\/","title":{"rendered":"12 cantoras releem obra de Marina Lima"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-6083\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/capa_literalmente_loucas-740x743.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"743\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/capa_literalmente_loucas-740x743.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/capa_literalmente_loucas-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/capa_literalmente_loucas-300x301.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/capa_literalmente_loucas-768x771.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/capa_literalmente_loucas-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2011\/10\/capa_literalmente_loucas.jpg 1416w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>No mesmo ano em que <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Marina Lima<\/strong> <\/span>volta \u00e0s lojas com o seu modernoso <strong><em>Cl\u00edmax<\/em><\/strong>, a jornalista Patr\u00edcia Palumbo arregimenta 12 cantoras da nova safra brasileira para reconstruir can\u00e7\u00f5es obscuras do repert\u00f3rio da roqueira carioca. Patr\u00edcia foi convidada pelo DJ Z\u00e9 Pedro, dono da gravadora <strong><span style=\"color: #ff6600\">Joia Moderna<\/span><\/strong>, por onde sai o tributo bem batizado de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Literalmente Loucas<\/span><\/strong>. O nome do projeto foi tirado de uma m\u00fasica do disco de estreia de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Marina<\/span><\/strong>, mas que curiosamente ficou de fora do disco.\u00a0 Assim como \u00e9 praxe da homenageada quando se apropria de outras can\u00e7\u00f5es, a ideia de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Literalmente Loucas <\/strong><\/span>foi realmente desconstruir e reconstruir n\u00e3o-cl\u00e1ssicos para provar a atualidade e versatilidade da obra\u00a0feita quase toda ao lado do letrista Ant\u00f4nio C\u00edcero (irm\u00e3o da cantora). Entre \u00f3timos\u00a0 e bons momentos (e poucos escorregos), o objetivo foi bem alcan\u00e7ado. Veja no Faixa-a-Faixa:<\/p>\n<p><strong>1. Mem\u00f3ria fora de hora<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211; lan\u00e7ado no inaugural<strong> Simples como fogo<\/strong> (1979), esta can\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada como um reggae, virou um dance curioso, cheio de feitos,\u00a0na voz sempre doce de <strong><span style=\"color: #800080\">Tulipa Ruiz<\/span><\/strong>. Se firmando como uma das melhores dos \u00faltimos tempos,\u00a0a paulistana\u00a0se apropria sem medo e faz bonito.<\/p>\n<p><strong>2. Quem \u00e9 esse rapaz<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211; Pop bem oitentista do disco <strong>Certos acordes<\/strong> (1981), esta balada meio jazzy ganha uma veia indie brega com a voz curtinha da paulista <strong><span style=\"color: #800080\">Andrea Dias<\/span><\/strong>. O destaque fica para a guitarra de L\u00e9o Chermont. H\u00e1 tamb\u00e9m um toque abolerado que d\u00e1 um charme \u00e0 releitura.<\/p>\n<p><strong>3.Por querer<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero\/ Nico Rezende) &#8211; Uma das mais belas e sensuais baladas rom\u00e2nticas de Marina, foi lan\u00e7ada no disco <strong>Todas <\/strong>(1985). Dona de um dos melhores discos de 2010, <strong><span style=\"color: #800080\">B\u00e1rbara Eug\u00eania<\/span><\/strong> se equivocou ao tirar a sensibilidade e colocar num rock. Pra quem conhece o original, desce rasgando.<\/p>\n<p><strong>4. Meu doce amor<\/strong> (Marina\/ Duda Machado) &#8211; In\u00e9dita na voz de Marina, esta foi sua primeira can\u00e7\u00e3o gravada. No caso, por ningu\u00e9m menos do que Gal Costa no espetacular disco <strong>Caras &amp; Bocas<\/strong> (1977). Ainda vivendo sua fase hippie, a baiana deu ginga a este desabafo de uma mulher abandonada. <strong><span style=\"color: #800080\">M\u00e1rcia Castro<\/span><\/strong> soa mais contida, mas n\u00e3o menos intensa.<\/p>\n<p><strong>5. Confessional<\/strong> (Marina) &#8211; Balada apaixonada alocada no finzinho do disco <strong>Virgem<\/strong> (1987), esta can\u00e7\u00e3o ganha f\u00faria com o acompanhamento da banda <span style=\"color: #800080\">Tono<\/span>. No vocal, <strong><span style=\"color: #800080\">Karina Zeviani<\/span><\/strong>, do coletivo internacional Nouvelle Vegue, faz bonito. O arranjo bluseiro faz bem \u00e0 can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>6. Bobagens, meu filho, bobagens<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211; Mais uma in\u00e9dita na voz da autora, esta foi lan\u00e7ada por Caetano Veloso no inspirado <strong>Uns<\/strong>\u00a0(1983). A estreante <strong><span style=\"color: #800080\">Graziela Medori<\/span><\/strong>, filha da cantora Claudya, n\u00e3o tem o mesmo apelo vocal de Caetano, mas segura bem a onda e n\u00e3o tem medo de mexer nos ritmos e climas da composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>7. \u00c0 meia voz<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211; A can\u00e7\u00e3o que batizou o disco <strong>Registros \u00e0 meia voz<\/strong> (1996), revela no nome o resultado da depress\u00e3o por que passou Marina naquele ano, fazendo a cantora perder a voz por um tempo. Composta como um funk pesado, <strong><span style=\"color: #800080\">Anelis Assump\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong> aposta na inventividade e refaz a m\u00fasica. Uma das releituras mais surpreendentes deste tributo.<\/p>\n<p><strong>8. O meu sim<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211;\u00a0O \u00f3timo disco\u00a0<strong>Marina Lima<\/strong>, de 1991, \u00e9 o primeiro que traz a compositora assinando com nome e sobrenome.\u00a0Nesta can\u00e7\u00e3o sobre a solid\u00e3o, <strong><span style=\"color: #800080\">Nina Becker<\/span><\/strong> respeita a ideia original, mas crescenta climas e camadas cool\u00a0sobre sua voz. Apesar de ter recursos vocais limitados, ela sabe us\u00e1-los bem.<\/p>\n<p><strong>9. T\u00e3o f\u00e1cil<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211; Tamb\u00e9m de <strong>Simples como fogo<\/strong>, esta foi concebida como um blues aut\u00eantico com Marina se derramando sobre o microfone. Como para <strong><span style=\"color: #800080\">Karina Buhr<\/span><\/strong> nada pode ser t\u00e3o f\u00e1cil (ops!), ela casa e batiza indo do rock ao dance. Com boa vontade, tem at\u00e9 uma bossinha. Claro, o sotaque recifense \u00e9 o charme e est\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>10.\u00a0Alma caiada<\/strong>\u00a0(Marina\/ C\u00edcero)\u00a0&#8211;\u00a0Bem apresentado\u00a0em 1979 por Zizi Possi e in\u00e9dito na voz de Marina, este \u00e9 mais um blues da primeira safra da compositora. <strong><span style=\"color: #800080\">Iara Renn\u00f3<\/span><\/strong> esquece os limites e leva a can\u00e7\u00e3o para o espa\u00e7o. Sem ch\u00e3o ou muros, ela enche os tr\u00eas minutos e meio de ru\u00eddos, gemidos e inser\u00e7\u00f5es. Resultado curioso e arrepiante.<\/p>\n<p><strong>11. Seu nome<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211; Mais uma dos prim\u00f3rdios de Marina, lan\u00e7ada no disco <strong>Certos Acordes<\/strong> (1981). A desconhecida <strong><span style=\"color: #800080\">Joana Flor<\/span> <\/strong>faz da baladinha oitentista uma bossinha eletrificada.\u00a0O canto agudo da carioca parece respeitador ao original, mas tamb\u00e9m imprime personalidade. Atentem para o &#8220;isso \u00e9 fatal&#8221;.<\/p>\n<p><strong>12. O solo da paix\u00e3o<\/strong> (Marina\/ C\u00edcero) &#8211; Mais uma balada inspirada\u00a0de Marina lan\u00e7ada em <strong>Registros \u00e0 meia voz<\/strong> (1996). <strong><span style=\"color: #800080\">Claudia Dorei<\/span> <\/strong>se divide entre voz e trompete e deita sobre uma cama de programa\u00e7\u00f5es. \u00c9 um encerramento clim\u00e1tico para um tributo merecido a uma cantora e compositora que merece ter sua hist\u00f3ria redescoberta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mesmo ano em que Marina Lima volta \u00e0s lojas com o seu modernoso Cl\u00edmax, a jornalista Patr\u00edcia Palumbo arregimenta 12 cantoras da nova safra&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,251,274,283,1],"tags":[],"class_list":["post-6066","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-marina-lima","category-mpb","category-nacional","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6066"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6066\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21009,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6066\/revisions\/21009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}